quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Boas Festas

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Os Barões da Sé de Viseu desejam a todos os familiares, amigos e leitores do Blog

um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2010

Natal em Viseu

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segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Fisioterapia em Viseu

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sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Compras de Natal

in Jornal do Centro de 11 de Dezembro de 2009

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João Pais: Campeão Nacional no Desafio Elf/Mazda

João Pais de 25 anos, natural de Viseu, piloto de Todo-o-Terreno saltou para a ribalta informativa ao tornar-se o melhor português na prova 24 horas TT (Todo-o-Terreno) – Fronteira. Na conhecida vila alentejana conquistou o terceiro lugar na classificação geral e, também nessa prova, sagrou-se Campeão Nacional no Desafio Elf/Mazda. Aos quatro anos acompanhava o pai nos quatro dias do Rally de Portugal. Hoje reconhece que é ele o grande responsável pelo sucesso, e justifica em tom sorridente que o levava aos karts e o pôs a conduzir com oito anos, no Autódromo do Estoril.

Quando terminou a prova disse que ainda não estava em si. Quando tempo demorou para avaliar a vitória conseguida?
Só quando olho para o papel é que acredito, porque ainda hoje estou um bocado a digerir toda esta vitória que tem sido muito agradável, as pessoas em Viseu têm sido fantásticas. Vou na rua, abordam-me e dão-me os parabéns. Quando acabei a prova só pensava: a dificuldade toda que foi, durante este ano, numa altura de crise, os esforços que fizemos para estar ali, os patrocinadores de um lado e do outro a tentarem ajudar para que este projecto nunca parasse e sempre a acreditarem. E, de repente, chegamos ao final, atingimos um objectivo que no início do ano nunca pensámos, em que além de sermos terceiros na geral, somos melhor português, no agrupamento T 1, primeiro carro a diesel e segundo na classificação do memorial José Megre.

São vários títulos numa mesma prova.
O meu pai dizia: "em 24 horas trazemos tantos canecos para casa" e a verdade foi essa.

O que é uma prova como as 24 Horas TT de Fronteira?
É uma prova que necessita de uma preparação física e psicológica muito boa.

Faz por isso?
Faço ginásio regularmente, embora não goste muito de correr sem sair do mesmo sítio e de estar trancado em salas (risos). Mas quando queremos levar as coisas a sério, temos que saber tratar do nosso corpo, assim como a alimentação… tudo é importante nas corridas.

Quem está fora da corrida pensa que estar sentado ao volante não exige grande esforço.
É o contrário. Numa corrida como eu fiz – o Transibérico – que são quatro dias onde fazemos 2500 quilómetros, quantas passagens de caixa é que faço? Portanto, quantas vezes é que a minha perna esquerda trabalha na embraiagem, quantas vezes trabalha no travão, quantas vezes é que o meu pé direito trabalha no acelerador e no travão? A minha mão direita quantas vezes vai à manete? Depois, utilizamos um sistema para protecção da cervical, que vai por cima dos cintos e quase nos imobiliza a cabeça. Temos que suportar o peso do capacete no pescoço, mais os cintos, as pancadas dos buracos… de tudo. Ou estamos fisicamente bem preparados ou não se aguenta.

Como faz para se preparar psicologicamente?
A corrida é sempre em Dezembro ou Novembro. São oito da noite e dá-nos a sensação de nos encostarmos e dizer: "já é meia-noite", mas olha-se para o relógio e são seis da tarde. Para aguentar as primeiras horas que são sempre as mais emocionantes, é importante conseguirmos manter-nos calmos, essencialmente não mostrar que não estamos calmos.

A prova, como o nome indica, é o carro a andar 24 horas?
Temos turnos que não podem exceder três horas, cada piloto só pode fazer 12 horas no máximo e todos os pilotos têm que fazer uma volta completa no mínimo (15 quilómetros). Fazemos normalmente turnos que duram duas horas e 45 minutos.

Quantas pessoas mais se envolvem na equipa numa prova destas?
Quatro pilotos e mais 20 pessoas por fora, contando com os mecânicos, apoio logístico, cozinheiros.

A prova obriga a uma alimentação especial?
É preciso ter muito cuidado com o que se come (durante a prova) senão há más disposições e é perigoso.

O que come durante a prova?
Tudo à base de massas, arroz, um bocadinho de carne grelhada e muitos líquidos.

Os jornalistas mostraram muita admiração por na sua equipa haver participantes a correr pela primeira vez. Esse também foi um segredo?
Além de ser um segredo, nunca pensámos chegar à última prova do campeonato e poder lutar pelo título, felizmente os nossos mecânicos fizeram um trabalho de evolução da carrinha excepcional. Escolhi o meu pai (António Pais) porque quis dar-lhe a oportunidade de um dia vir a correr. Escolhi o Francisco Cabral que é a pessoa que me tem acompanhado ao longo da minha carreira. Foi um dos meus navegadores que me ensinou muito do que é estar nas corridas, tem muitos títulos nacionais, este ano voltou a ser campeão nacional de ralis. O João Rato, outro meu navegador foi comigo correr porque aceitou vir comigo e o que sabe fazer muito bem é conduzir.

Qual foi o segredo da gestão da corrida?
Foi feito por um profissional brilhante que temos em Viseu, chamado Paulo Torres, um grande co-piloto que sabe muito da táctica da corrida. Fez uma gestão de equipa perfeita.

O troféu Elf/Mazda onde se sagrou campeão foi outro desafio?
Desafio é mesmo a palavra correcta, porque em ano de crise lançar um troféu, é fantástico. Jorge Natário, da Mazda Motores de Portugal é um guerreiro. Consegue arranjar um patrocínio para um projecto, consegue arranjar pilotos para virem para o mercado, faz todo um trabalho de marketing impressionante. Depois, chegamos a Fronteira e temos sete carros a correr, quando andamos hoje em campeonatos com corridas 16 inscritos, onde já houve 80. As organizações das provas devem ter isso em conta e dar condições para que este troféu continue, ou seja, criar condições para que os pilotos se possam inscrever a baixo custo. É uma aposta e, ao baixarem os preços, faz com que tenham mais inscritos.

Como é que Viseu consegue ter um piloto dedicado ao desporto automóvel a tempo inteiro?
Com a ajuda de várias empresas, de vários amigos, com muita dificuldade e com muita dedicação quer dos patrocinadores, quer dos pilotos, quer dos co-pilotos e com uma esquipa de mecânicos fantástica.

Quem são esses mecânicos excepcionais?
São de Mafra. O chefe é o Helder Santos. Foi uma aposta que fiz neles, certa da minha parte. São pessoas muito experientes que trabalham com um profissionalismo e uma dedicação incrível. E são meus amigos antes de serem mecânicos. No dia em que as pessoas virem as coisas só como um negócio e não andarem lá porque gostam, dificilmente vão conseguir triunfar.

A assistência é tão boa que durante as provas pouca necessidade teve de receber assistência.
Exactamente. Foram sete carrinhas à chegada, as mesmas que estavam na partida. Todas terminaram e isso é uma prova de fiabilidade impressionante.

Como é que um piloto do interior consegue os apoios?
No meu caso, recorri aos amigos que tinham empresas. Uma vez ajudava um, outra vez ajudava outro. Como é que se angaria um patrocínio forte? Não sei, nunca o tive, espero ter essa oportunidade, para que possa dar um salto na minha carreira e possa mostrar um bocado mais do meu potencial.

A vitória em Fronteira está a abrir portas?
Começaram a abrir-se algumas portas, começaram a surgir alguns contactos. Vamos ver. Vamo-nos manter na expectativa e, no momento certo, anunciaremos o que vamos fazer em 2010.

A continuidade no troféu Elf/Mazda está assegurada?
Não está assegurada mas muito bem encaminha e gostava de permanecer no desafio Mazda porque é um desafio muito bem organizado. Para o ano vai ser melhor, vai-se tornar mais competitivo e isso faz com que se torne mais interessante para nós pilotos, dá-nos mais visibilidade e dá mais visibilidade à marca.

Qual é o sonho de João Pais piloto?
Continuar com os pés bem assentes na terra e poder continuar a ser o João Pais a quem dão a oportunidade de pilotar.

Porque diz que a sua carreira começou como uma brincadeira?
Começou com uma brincadeira do meu pai que, tinha eu oito anos, estávamos de visita ao Autódromo do Estoril e decidiu ensinar-me a conduzir o carro dele - que já era um jipe curiosamente – e eu quase não chegava ao pés ao pedais e para embraiar tinha que me pôr de pé. Portanto, comecei a conduzir um carro sozinho, aos oito anos, no Autódromo do Estoril. Depois começou a levar-me aos Karts, eu tinha jeito, e fui andando.

Vai continuar no todo-o-terreno ou pensa avançar para outra categoria?
Sempre ambicionei muito mais ser piloto de Todo-o-Terreno do que de ralis, mas se surgir a hipótese de ralis ou de velocidade, não estão fora do baralho. Penso que conseguia adaptar a minha condução a vários estilos. Voltar às pistas não iria ser uma surpresa. Se quero continuar no Todo-o-Terreno ou se gostava que a minha carreira se limitasse ao todo-o-terreno? Sim. Gostava de um dia fazer parte de uma equipa oficial e fazer um Argentina-Chile. Neste momento não me sinto capacitado para isso, mas se calhar daqui a dois anos gostaria de ter essa oportunidade.

Já tem planos para a próxima prova?
O campeonato acabou, vai regressar em 2010. Ainda nem sabemos ao certo o nosso projecto para 2010, portanto, não podemos fazer projectos para a próxima corrida.

Correr vai de certeza?
Espero continuar a poder dar aos meus conterrâneos a alegria de verem um viseense nas corridas, não sei se a ganhar, mas pelo menos nas corridas.

Antes de Fronteira queixava-se do seu trabalho não estar a ser reconhecido.
Quando estamos a um ponto de ser campeões, começamos a olhar à nossa volta e não há patrocínios, ficamos tristes com nós próprios, com o momento actual em que a sociedade vive, ficamos revoltados, mas felizmente os amigos não deixaram que isso acontecesse, acreditaram em mim até ao fim.




entrevista in Jornal do Centro de 11-12-2009

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quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Cidade celebra época natalícia

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sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Filme do Natal 2007

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Prémio Atleta Centenário

Dominador e campeão em todos os cenários - pista, estrada e crosse -, Carlos Lopes recusa eleger qualquer variante. A paixão pelo atletismo é só uma.

Referência mundial e lenda do atletismo luso, Carlos Lopes, 62 anos, recebe hoje, sexta-feira, o prémio Atleta Centenário, distinção do Comité Olímpico Português (COP), que homenageia o ex-atleta e os medalhados durante a vida do organismo. Vinte e três anos de uma carreira repleta de títulos justificam a condecoração a alguém que hoje se dedica ao dirigismo e descoberta de talentos.
"Eu era um atleta perfeito"
Qual o significado deste prémio?
É uma distinção importante, pelo que fiz no passado e pela mentalidade que ajudei a criar. Creio, também, que se deve ao que representei para o atletismo e ao meu contributo para ajudar à evolução do desporto em Portugal.
É o melhor atleta do centenário?
Sinto-me completamente à vontade para receber este prémio. É o reconhecimento de uma longa carreira.
Quais foram os melhores momentos em 23 anos de carreira?
Vivi muitos. A primeira medalha no Campeonato do Mundo de Corta-mato e a de prata olímpica, ambas em 1976. Novamente, a de campeão mundial, em 1984, o ouro em Los Angeles, no mesmo ano, e o último Mundial, de 1985, em Lisboa. Por outro lado, fui e estive sempre inserido no grupo dos melhores atletas do Mundo.
Mas também passou por maus momentos...
O pior que posso enumerar e vivi foram as lesões. Não me deixaram fazer coisas mais interessantes. Enfrentei-as em fases coincidentes com grandes provas e não estive nas melhores condições.
Quem foram as pessoas mais importantes nessa fase ?
A família é sempre a mais importante. Ajudou-me a resguardar-me e incentivou-me a continuar na modalidade.
Pensou em desistir ?
Não propriamente. Mas sabia quer era extremamente complicado recuperar.
Kobayashi foi importante ?
O mestre teve a sua quota-parte na recuperação. Fez-me acreditar que era possível ultrapassar aquela fase e voltar à minha condição normal. Foi uma das pessoas mais importantes da minha carreira.
A rivalidade com Fernando Mamede marcou o seu percurso e gerou polémica. Hoje, mais distanciado, é capaz de explicar o que se passou?
Essencialmente, deveu-se à existência de personalidades diferentes. Mas não quero entrar em polémicas e não digo mais nada sobre isso.
Pista, crosse ou estrada - que variantes prefere e em qual delas foi melhor?
Fui bom em todas. Campeão do mundo de crosse, realizei dos melhores tempo em pista e bati o recorde mundial em estrada. Era um atleta perfeito em todas as variantes.
Mudaria alguma opção do passado?
Não. O que é que podemos mudar quando as coisas saem perfeitas? Possivelmente, a única que faria diferente era a de estar mais tempo fora. Isso não significa que quisesse fugir de Portugal. Mas em termos de condições de treino, teria ido para outras paragens.
Com as actuais condições seria ainda melhor?
Parto do princípio que se consegui aqueles resultados, naturalmente que com as condições de hoje faria melhor.
Foi devidamente apoiado e reconhecido ?
Nem sempre, mas desde que o fosse pela família... estava tudo óptimo. Acho que também sou um pouco responsável pelas novas condições e apoio que hoje se concedem aos jovens.
Há, então, um atletismo antes e depois de Carlos Lopes ?
Naturalmente.
Houve alguma vitória que gostaria de ter conseguido?
Sim. Gostaria que a primeira medalha de prata, nos jogos de Montreal, em 1976, tivesse sido de ouro.
Que conselho dá a quem quiser ser um novo Carlos Lopes ?
É difícil. Os jovens têm, hoje, muitas ofertas e não estão dispostos a abdicar da maneira de estar na vida. Além disso, não estou a ver o desporto amador com futuro certo. Há que pensar duas vezes e ver se vale a pena incentivar as pessoas a fazerem alta competição. É difícil e, por vezes, não é compensada com os incentivos devidos. Isto não são dois pontapés na bola. Desculpem-me, pois não tenho nada contra o futebol, mas creio que devia existir comparação entre a alta competição e essa modalidade.
Mas falta apoio de quem ?
Repare: quando um jovem com a mesma idade, entre os 15 aos 20 anos, tem de escolher se joga futebol, onde ganha muitos euros por mês, ou se tem de pagar do seu bolso para fazer desporto, as coisas complicam-se. Para quem tem de treinar, se calhar, mais quatro ou cinco vezes por dia, é extremamente complicado. E sei bem do falo, pois faço parte de um grupo de trabalho destinado a treinar esses jovens.
É dirigente ?
Sim, integro um grupo de trabalho ligado ao Comité Olímpico Português que procura incentivar jovens para a prática desportiva e pesquisa talento nas escolas. Estou ligado à área em que contribuí para alguma evolução.

in Jornal de Noticias de 27 de Novembro de 2009

CARLOS Alberto de Sousa LOPES
Nascido em Vildemoinhos, Viseu, a 18 de Fevereiro de 1947 foi um atleta português; um dos melhores da sua geração e uma referência mundial do atletismo de longa distância. Lopes sobressaiu tanto nas provas de pista, como nas de estrada e no corta-mato (cross).
Origens modestas em Viseu
A família Lopes era modesta. Carlos começou a trabalhar como servente de pedreiro, ainda não tinha onze anos, para ajudar a sustentar a casa de família. Mais tarde, foi empregado de mercearia, relojoeiro e contínuo. Enquanto adolescente, Lopes ambicionava jogar futebol no
Lusitano de Vildemoinhos, o clube da sua aldeia. O clube rejeitou-o por ser excessivamente magro. Como ele próprio contou mais tarde, o atletismo surgiu por acaso. Numa correria com amigos, durante a noite, ao voltar de um baile (correndo em parte para afastar o medo que o vento uivante lhes fazia), Carlos Lopes foi o primeiro, batendo um grupo de rapazes da sua idade que treinavam regularmente e já se dedicavam ao atletismo. Foi nesse grupo de adolescentes que nasceu a ideia de criar um núcleo de atletismo no Lusitano de Vildemoinhos.A primeira prova oficial de Lopes foi numa corrida de São Silvestre; tinha 16 anos. Lopes ficou em segundo lugar, pese embora a presença de corredores bem mais experientes. Pouco tempo depois, ganhou o campeonato distrital de Viseu de crosse, e quase de seguida foi terceiro no Campeonato Nacional de Corta-mato para juniores. Essa classificação, levou-o pela primeira vez ao Cross das Nações, em Rabat, Marrocos. Lopes foi o melhor português, em 25º lugar. Lopes tinha então 17 anos; atestando a sua origem modeta, foi nessa ocasião que Lopes viu pela primeira vez o mar.
Passagem para o Sporting
Em 1967, Carlos Lopes foi recrutado pelo
Sporting Clube de Portugal, de Lisboa. A ida para Lisboa, deveu-se tanto a razões desportivas, como à promessa de um melhor emprego como serralheiro. É no Sporting que encontra o treinador da sua vida, Mário Moniz Pereira. Moniz Pereira foi o mentor de várias gerações de atletas portugueses de fundo e meio-fundo.Em 1975, Carlos Lopes e alguns outros atletas do Sporting passa a treinar duas vezes por dia. Lopes era dispensado do seu emprego (entretanto foi contínuo no jornal Diário Popular e num banco) na parte da manhã. Entrava-se assim, na era do semi-profissionalismo.
Primeiro Campeonato do Mundo
Lopes ganha em Chepstown
Em 1976, Lopes ganha pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Corta-mato, que nesse ano se realizava em Chepstown, no País de Gales. Como mais tarde viria a demonstrar, Lopes fez uma corrida demonstrando uma enorme auto-confiança, mostrando resistência, sentido táctico e muito boa ponta final (sprint).
Montreal-76
Carlos Lopes, que já tinha estado sem glória nos Jogos de Munique em 1972, era uma das maiores esperanças portuguesas para os Jogos Olímpicos de Montreal, no Verão de 1976. Lopes teve, aliás, a honra de ser o porta-bandeira da equipa portuguesa durante a cerimónia inaugural.Na final dos 10.000 metros, Carlos Lopes forçou o andamento desde o início. Seguindo as instruções de Moniz Pereira, a táctica era arrebentar com a concorrência (ou com ele próprio...). De facto, Carlos Lopes inciou o último meio quilómetro bem adiantado do pelotão. Mas não ia só. Lasse Viren, da Finlândia, tinha sido o único a conseguir acompanhar Lopes. Nas últimas centenas de metros, Viren atacou forte, ultrapassou Lopes e ganhou a medalha de ouro. Lopes foi segundo e teve de se contentar com a prata. Viren era um atleta de excepção, e ganhou também o ouro nos 5.000 metros.Era a primeira vez, desde há décadas, que Portugal conquistava uma medalha olímpica, e a primeira vez no atletismo.
Palmarés1976 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.1976 2º Lugar nos Jogos Olímpicos de Montreal.1977 2º Lugar no Campeonato do Mundo de Corta-mato.1982 venceu os 10 mil metros de Bislett Games em Oslo1983 2º Lugar no Campeonato do Mundo de Corta-mato.1983 2º Lugar na Maratona de Roterdão.1984 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.1984 2º Lugar no Meeting de Estocolmo, em 1º lugar ficou outro português,
Fernando Mamede.1984 venceu a Maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.1985 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.1985 venceu a Maratona de Roterdão e record do mundo.
NÃO LHE FALTOU GANHAR NADA!!!
texto de
http://pt.wikipedia.org/

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terça-feira, 24 de Novembro de 2009

As 4 Esquinas

Viseu
Quando viajo, o tempo que gosto mais é quando chego a uma cidade que não conheço, deposito a mala onde vou ficar e saio. Só com uma caneta e um caderno. Ontem em Viseu, apesar de já conhecer a cidade, senti-me assim naquelas horas que estava à espera de boleia.
Eduardo Salavisa in Desenhador do Quotidiano

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segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

"Geografia do Quotidiano. A Cidade de Viseu no Séc. XVI"




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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

João Pais

O João é filho do Tó Pais, amigo de muitos e bons momentos de quase todos nós.

noticia Jornal do Centro de 19-11-2009

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terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Aquilino Ribeiro

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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Armando, Boa Sorte

Não posso criar a ilusão
que não deixas saudade.
Seja por meu egoísmo,
ou pela tua pura amizade.
Por te conhecer tão bem, sei que,
trilharás solitário o teu caminho.
Voarás sem dor mostrar
Assobiando como ave sem ninho,

Da vida temos um passado,
Com o futuro presente
São poucas estas amizades
Que duram para sempre.

Mais um Barão emigrante
Sorrindo a cada instante
Apesar de metade estar ausente
A outra connosco fica presente.
Vitor Santos

Armando
Na hora de partires para uma nova etapa da tua vida os Barões da Sé desejam-te as maiores felicidades e torcem por ti.
Força amigo.
Um abraço

P.S. Agasalha-te

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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Centro Histórico

O centro histórico de Viseu começa a ser "repovoado" de famílias e serviços. Organismos municipais, algum comércio e moradores começam agora a deslocar-se para o casco velho que tem vindo a ser recuperado, "para inverter a desertificação" que ameaçava o desenvolvimento económico-social da zona da cidade, sendo o funicular um instrumento importante. A Câmara Municipal de Viseu sabe que os proprietários dos edifícios na zona histórica são, maioritariamente, idosos e na grande maioria com fracos recursos. Alexandre Pinto, porta-voz do grupo de cidadãos de defesa do centro histórico, aplaude as iniciativas mas espera que as mesmas "sejam integradas como forma de se conseguir reabilitar uma zona que tem estado degradada e abandonada", conclui. Rui Macário, alfarrabista com loja no centro histórico, lembra que "o esforço tem sido feito e já se vêem mais pessoas. Agora cabe aos viseenses aproveitar e ganhar este hábito de vir à cidade velha".
Dinamizar o centro histórico era um dos objectivos do novo equipamento da cidade, em funcionamento há cerca de três semanas. Comerciantes e população reconhecem a mais-valia criada. Já viajaram mais de sete mil pessoas
Funicular ou engenho mecânico - o nome pouco importa aos viseenses que desde a sua entrada em funcionamento têm aderido ao novo meio de transporte que liga a Cava de Viriato ao centro histórico vencendo de forma cómoda a íngreme subida da Calçada de S. Mateus.

No casco velho os comerciantes reconhecem a mais-valia do funicular. Só nas primeiras duas semanas de funcionamento este meio de transporte não poluente largou mais de 7 mil passageiros no centro histórico, zona da cidade que necessita de revitalização, sendo um dos objectivos do equipamento contribuir para a dinamização.

O funicular, que pretende ser "um ex-líbris da cidade, irá continuar a manter as viagens gratuitas nos próximos quatro anos se o objectivo de levar mais gente ao centro histórico se continuar a verificar", salienta o presidente da câmara de Viseu. Fernando Ruas adianta que "em discussão está também o alargamento do horário para o período nocturno, bem como a frequência das viagens".
O funicular funciona entre as 08.30 e as 19.30 com viagens de 15 em 15 minutos ao início da manhã, almoço e final da tarde. No restante período passa de meia em meia hora.
O equipamento composto por duas carruagens, com capacidade para 50 pessoas cada, representa um investimento de 5,3 milhões de euros, inserido no programa Polis. Durante os dias de semana, o movimento ainda é reduzido mas aos fins-de-semana a viagem faz-se quase sempre com carruagens cheias.
O funicular demora cinco minutos a percorrer o trajecto até ao alto, já na colina da Sé. Nuno Loureiro, operador do funicular, conta que "todo o funcionamento é feito a partir do posto de comando, sendo que quem faz andar os dois funiculares são os operadores. O condutor apenas trava e verifica o trajecto". As carruagens lembram o comboio, com varões e bancos iguais. Até no barulho que fazem ao passar nas linhas.
Não há um que saia antes do outro - os dois funiculares partem ao mesmo tempo e terminam a viagem cinco minutos depois. Cruzam-se na Rua de Serpa Pinto e obrigaram à semaforização do trajecto. "Prioridade ao funicular" é a nova indicação de trânsito. A saída é em velocidade reduzida, seguida de um momento de aceleração e, ao aproximar-se das paragens, a lentidão instala-se, evitando solavancos ao parar. "É muito bom para as pessoas idosas que têm dificuldade em andar por caminhos íngremes", conta António Macieira, de S. Pedro do Sul e que se deslocou a Viseu para comprar equipamentos para a lavoura. "Com o comboio chego lá acima num instante."
Criticado por alguns, elogiado por muitos, o funicular é tema de conversa nas ruas da cidade para quem os cinco milhões de euros que custou "são um investimento exagerado e que não vai ter utilidade", comenta António Pedro sentado na esplanada da Pensão Viriato.
No casco velho, durante anos ao abandono, o funicular já se encarregou de desmistificar as críticas. Diz Gualter Mirandez, presidente da Associação Comercial de Viseu, que "aos fins-de-semana há mais afluência no centro histórico. Os restaurantes servem mais refeições e lanches".
Gualter Mirandez revela que "são pessoas que deixam as viaturas no Largo da Feira, fazem a visita ao centro histórico e acabam por ficar mais tempo e passear nas lojas", conclui.

in Diário de Noticias de 10-11-2009

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