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segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Casa do Chapeleiro Sr. António

A antiga casa do Jorge "Bareta", na calçada de acesso entre a Rua do Bispo e a Tia Iva apresenta agora este novo e moderno design.
07 de Fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

A Cidade das 7 Torres

À chegada, a primeira coisa que se avista são as torres das suas igrejas. Depois é a descoberta de um centro medieval, vestígios de muralhas e antiga judiaria. Tudo, no centro comercial da região centro.

Tínhamos acabado de chegar à cidade e ainda se viam magotes de gente espalhados pela praça do Rossio. Por causa do trânsito falhámos o cortejo das Cavalhadas de Vil de Moinhos, um séquito histórico-etnográfico, típico de Viseu. Naturalmente, os aldeões das terras vizinhas que correram à capital de concelho envergam os seus melhores trajes domingueiros: os homens puseram o chapéu menos coçado pelo sol; as mulheres exibem o ouro luzidio que sobressai sobre as roupas escuras. As pastelarias do centro, em redor da Praça do Rossio, estão apinhadas por quem tenta enganar a sede com uma imperial ou uma taça de vinho branco. Nas ruas laterais, algumas fechadas ao trânsito, o movimento não é menor. Com cerca de 21 000 habitantes, Viseu fica sobre o planalto da Beira, a aproximadamente 300 quilómetros de Lisboa, numa importante encruzilhada de caminhos.

Rodeado por pinhais, em dias claros é possível avistar as vizinhas serras do Caramulo, da Gralheira, de Montemuro e da Nave.Cabeça de um concelho predominantemente agrícola - produz batata, cereais e o delicioso vinho do Dão -, Viseu é, por excelência, o centro comercial da Beira Interior. O painel de azulejos que cobre uma parede no Rossio foi desenhado por Joaquim Lopes mas já ficou para trás quando cruzamos a Porta do Soar, pertencente à antiga muralha afonsina, construída em 1472, de que apenas subsiste um pequeno troço. Ruas estreitas e tortuosas conduzem à cidade velha. Desertas, são uma benesse depois do mar de gente em que tínhamos mergulhado no centro. Os carros enchem o centro histórico e são o toque de modernidade em ruas que parecem ainda medievais: no seu traçado, claro, mas também nas casas de pedra ou de madeira, pequeninas e de portas baixas, nas varandas em balcão ou nos velhos candeeiros de rua.

Estamos agora no cerro mais alto da cidade, o Adro da Sé, local onde se terá iniciado o povoamento desta terra, num velho castro. Alberga a imponente catedral construída entre os séculos xiii e xiv, a Igreja da Misericórdia e o Museu Grão Vasco. Há quem o considere o largo mais bonito do País, com as suas torres pesadas, os muros velhos coroados de ameias e a patine densa das pedras. Actualmente, a catedral está a ser recuperada e há material de obras espalhados por todo o claustro. Na igreja-mãe os serviços religiosos decorrem na penumbra - o que também dificulta a visita -, e o Museu de Arte Sacra está temporariamente encerrado. Ao lado, o Museu Grão Vasco foi instalado no antigo Paço dos Três Escalões, edifício do século xvi que já foi paço episcopal e colégio-seminário.

A Praça D. Duarte é uma homenagem ao infante nascido nesta cidade, depois rei de Portugal, e enquadra-se num emaranhado de ruas que desembocam na Rua Direita, uma das mais antigas e pitorescas da cidade. Estas ruelas, aconchegadas por edifícios antigos com janelas de cantaria e varandas de ferro forjado, viveram os tempos áureos do comércio e ofícios, entre os séculos xiv e xvi. Na parte alta da cidade residia, então, uma importante colónia de judeus, de que ainda existem marcas nas pedras da calçada. Em alguns entroncamentos de ruas o chão está gravado com insígnias judaicas - a estrela de David é a mais frequente -, gastas de tão pisadas.

O monumento mais antigo da cidade fica num dos seus extremos, depois de atravessarmos o rio Pavia. A Cava de Viriato, provavelmente do século ii, deverá ter sido um reduto defensivo levantado para aquartelamento das legiões romanas. Erguido muito depois da morte deste herói lusitano, deve o seu nome a uma tradição que diz ter Viriato andado por estas terras. O acampamento, implantado num fosso, tinha a forma de um octógono de que restam apenas dois lados, medindo cada um 240 metros. Hoje está retalhado por casas agrícolas, pequenas hortas e pomares e não se consegue vislumbrar qualquer vestígio arqueológico. O maior monumento romano de toda a Península Ibérica está rodeado de frondosas árvores e bancos de pedra mais adequados ao namoro do que a um passeio erudito.

Rotas e Destinos

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Os Judeus em Viseu

Desde muito cedo os judeus se fixaram na região de Viseu, aumentando o seu número com a vinda dos seus confrades castelhanos que procuraram, em 1395 nas serras e na zona raiana, refúgio para as perseguições violentas que vinham sofrendo.

Os Judeus viveram inicialmente junto dos Muros Velhos na colina da Sé e as sepulturas dos seus mortos, que não podiam ficar a menos de 50 passos da última casa da Judiaria, localizar-se-iam fora de portas, possivelmente, perto das três saídas da cidade, junto de árvores e arbustos.

Por volta de 1412, a pedido dos moradores de Viseu, D. João I manda construir novas muralhas. No entanto, foi interrompida a sua construção poucos anos depois.

A cidade que se vira saqueada, queimada e destruída inúmera vezes pelos corredores de Castela, só verá as suas muralhas concluídas em 1472, no reinado de D. Afonso V, depois de muitas reclamações em Cortes pelos procuradores do povo da cidade.

Em 1468, D. Afonso V ordena o encerramento das portas e janelas das casas da judaria sob pressão dos procuradores dos concelhos. Maria José Ferro Tavares, reportando-se a documentos da Changelaria de D. Afonso V, informa-nos que os judeus da Comuna de Viseu eram obrigados a fechar as portas e as janelas abertas para a zona cristã de pedra e call e a maneira de seteiras com huu ferro por meo dellas ao longo, as quaes sejam altas do chão em guissa que nom contenham lugar pera olhar solvo pera lume e doutra guissa nom.

No evoluir da História, as multas e penas foram aligeiradas até chegarem a ser inexistentes, sempre que a ausência do judeu do seu bairro, depois dop toque das Avés-Marias, fosse justificada pelos interesses ou necessidades de população cristã. Assim, se alguns judeus viessem de fora da Vila ou Cidade a caminho ou de alguma quinta e lhes anoitecesse no caminho ou ainda viessem de barca per mar de noite não incorriam em qualquer pena. Igualmente, os rendeiros das Sisas D´el Rei que arrecadassem as suas rendas de noite e não frequentassem casa sospeita não eram penalizados se acompanhassem cristãos. Determina-se que os judeus que fossem chamados a casa de cristão, por causa que ao chrisptaão, ou ao Judeo for grande necessidade ou mester, que possa[m] allá hir, com tanto que leve candea (...). Estavam neste caso os físicos, os cirurgiões e outros mesteirais se pera seus Offícios e Mesteres forem chamados. (Ord. Affons. Liv.2, Tit. LXXX, ァ 1-14).

Exercendo as mais diversas profissões, eram tolerados como minoria religiosa, num frágil e precário equilíbrio criado pelas necessidades das guerras, dos povos e dos reis. Eram, no século XV, mercadores, almocreves, ferreiros, armeiros, lagareiros, adegueiros, sapateiros, algibebes, peliqueiros e tosadores, tintureiros, tendeiros, físicos, boticários, ourives, licenciados, proprietários de linhares, vinhas e olivais, pequenos agricultores e arrematadores de impostos do rei, da nobreza e do clero.

Viseu [situava-se] num importante ponto estratégico, já antes reconhecido pelos construtores da Cada de Viriato. Essa mesma razão estratégia levou à construção da rede viária irradiante de Viseu [...]. O ponto de partida de todas estas vias situar-se-ia algures num triângulo com vértices no Largo de Santa Cristina, Capela de S. Miguel e Largo Mouzinho de Albuquerque, três pontos junto dos quais se situavam três importantes necrópoles romanas [...]. A cidade teria dois eixos principais, o cardo e o decumanus, permanecendo os vestígios desses arruamentos na Rua Direita e Rua do Gonçalinho, respectivamente, adaptando-se à topografia do terreno, na encosta da Sé.

Do povoado aberto inicial, Viseu passou a praça fortificada recebendo uma muralha de 1,5 m de espessura, quando as hordas invasoras começaram a ameaçar as fronteiras pacíficas do Império (J.L. da Inês Vaz et Alt.).

As vinhas dos Judeus

Em Viseu, cidade com características predominantemente rurais, a minoria judaica circulava à vontade consoante as suas ocupações. Os judeus frequentavam mercados e freiras das redondezas onde alugavam casas e tendas. Viviam na judiaria da cidade e também nos arrabaldes e aldeias vizinhas.

Nas suas errâncias de mercadores seguiam as vias romanas que, irradiando da cidade, os conduziriam ao litoral ou à praia, ao Norte ou ao sul. De Viseu, proprietários ou arrendatários partiam para os campos limítrofes, talvez pela porta do Senhor Crucificado, para as Vinhas dos Judeus que pensamos poder localizar no concelho de Ranhados. Na Alagoa, Jugueiros, Rio de Loba, Nogueira, Silvã, Arroteia; valbom, Faíl e Besteiros traziam também arrendados olivais e vinhas, hortas e lagares.

Os tributos pagos pela vinho, os lagares e o número de adegueiros permitem, claramente, colocar esta região num lugar importante na produção de vinho.

O relego de Viseu, na posse do Infante D. Henrique, confirma-o, pelas inquirições feitas em 1433 e pelas avultadas quantias em imposto pagas por estes produtos: Vinhas havia-as por toda a Beira, especialmente nas terras marginais a Viseu, no Rio Dão, que corria o almoxarifado, na linha Douro Calvo – S. Gemil. A Inquirição deixa em cadastro uma produção de 3733 almudes e meio, o que equivalia até 93 500 litros, na medida máxima de um almude para cerca de 25 litros. À testa vem, Besteiros (...)(João Silva de Sousa).

Os judeus de Viseu como os das outras comunas do reino não tinham só uma actividade. Nos documentos em arquivo há referência a ferreiros que aforavam hortas e chãos, a sapateiros que arrendavam casas com cortinhais e almuinhas (hortas fechadas), a mercadores que eram rendeiros do rei da nobreza e do clero, a licenciados que eram proprietários de vinhas e olivais; a tendeiros que tratavam e vendiam peles. A fisionomia de Viseu era, com toda a certeza, bem diferente da de hoje. Hortas, olivais e vinhas ocupavam espaços agora densamente urbanizados. As oficinas e tendas das ruas da judaria eram frequentadas por cristãos, homens e mulheres. Vinham procurar o sapateiro e o alfaiate, os ferreiros e os albardeiros mais competentes, os tendeiros que ofereciam as quinquilharias vindas de outras terras, os boticários e as suas ervas de curar.


Monteiro, Isabel (1997) Os Judeus na Região de Viseu: a História, a Cultura, os Lugares. Edição da Região de Turismo Dão Lafões.

Figueiredo Dias homenageado

Um dos juristas de maior vulto em Portugal foi homenageado na sua terra Natal. Jorge Figueiredo Dias recebeu da mão do presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, a Medalha de Mérito, tendo considerado o momento como aquele que "de todas as coisas que poderia almejar, é o mais extraordinário de todos".

Perante um salão cheio familiares, amigos e individualidades ligadas ao sector judicial, Figueiredo Dias lembrou que sempre teve Viseu como a cidade de "encontro", até pela sua localização e pelo seu passado histórico (passagem de várias estradas romanas). E é precisamente na história que o seu nome também vai ficar ligado, ao ter cedido a antiga casa onde nasceu, na Rua Direita, à autarquia viseense que agora ali espera construir uma sinagoga.

"Um modelo" para todos, foi como Figueiredo Dias foi distinguido quer pelo presidente da Câmara, quer pela própria Ordem dos Advogados que esteve representada em Viseu.

Figueiredo Dias, além de professor em várias instituições nacionais e internacionais, é também presidente do Conselho Científico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Conhecido como o "pai" do Código Penal, este viseense foi deputado à Assembleia da República de 1976 a 1978 e fez parte do núcleo de fundadores do PPD/PSD, tendo sido vice-presidente entre 1996 e 1997.

O jurista foi também membro da Comissão de Acompanhamento da criação de uma Unidade Orgânica da Universidade de Aveiro em Viseu.

Em 1984, condecorado pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
 
noticia in Diário de Viseu de 01 de Fevereiro de 2010

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Para (Hai)Ti

O Haiti foi assolado, recentemente, por um terramoto que desagregou a vida daquele país. Todas as mensagens de apoio e simpatia bem como donativos serão algo de importante para reabilitar um povo destroçado.
Com efeito, no Sábado, dia 6 de Fevereiro, às 21 horas, vai realizar-se na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu um espectáculo de angariação de fundos para as vítimas da tragédia ocorrida no Haiti, cujas receitas serão doadas à AMI..
Os bilhetes podem se adquiridos no IPV (relações externas e gabinete de comunicação), Infantuna e na loja FNAC em Viseu.

Os grupos/artistas que estarão presentes para este evento, que será certamente especial, são:

Infantuna Cidade de Viseu
Orfeão Académico do IPV
Chibinhas – Grupo de Música Popular
Tunadão
Fado em Si
Coro Mozart
Real Tunel Académico
Toada Coimbrã
Estudantina Viseu

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Atleta viseense arrecada bronze no Irão

sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Turismo de Saúde e Bem-Estar na Região Dão - Lafões



O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) identifica a Saúde e Bem-Estar como um dos 10 produtos estratégicos para o desenvolvimento do Turismo em Portugal. Integram este produto duas tipologias de recursos distintas: as estâncias termais (vocacionadas tradicionalmente para a terapia) e as instalações de spa & wellness (vocacionadas para tratamentos de beleza, relaxamento e bem estar). Apesar das estâncias termais portuguesas estarem, ainda, pouco estruturadas para poder competir no sector turístico de Saúde e Bem-Estar, nos últimos anos tem-se vindo a assistir a uma tentativa crescente por parte destas para se adaptarem às novas necessidades e hábitos de consumo, fazendo esforços no sentido de diversificar e promover a sua oferta. A região Centro concentra o maior número de estâncias termais do país e na região Dão Lafões podemos encontrar espaços que oferecem, para além dos tradicionais programas de termalismo clássico, programas de bem-estar termal que hoje convidamos a conhecer.


As Termas de Alcafache Spa Termal disponibilizam programas inovadores na área do bem-estar e da estética com relevo para a Vinoterapia (tratamentos com extractos de uva: envolvimento com algas e polifenóis de uva, hidromassagem vinoterapia, massagem vinotermia), a Algoterapia e as Tradições do Oriente (imersão em essências de alecrim). http://www.termasdealcafache.pt/


As Caldas da Felgueira Termas e Spa ressurgiram nos últimos anos como um dos mais modernos centros termais do país, disponibilizando programas de bem-estar (Body Restart e Body Special) e uma série de tratamentos e massagens de estética e beleza, como são exemplo o banho Cleópatra, o envolvimento em chocolate, a esfoliação facial aromática com algas e a thermal stone back massage. http://www.termasdafelgueira.pt/


As Termas do Carvalhal disponibilizam um programa de Aromaterapia com massagens variadas, das quais destacamos as massagens com rosas da Bulgária, 3 lavandas e cacau relax. http://www.termasdocarvalhal.com/


Nas Termas de S. Pedro do Sul podemos deleitar-nos com a hidromassagem Niagara, o duche de cachão, o vichy geral, a banheira com bolha de ar ou a simples e eficaz massagem facial. http://www.termas-spsul.com/


Já nas Caldas da Cavaca encontramos vários programas, como o duche vichy com thalaxion ou o duche vichy com hidromassagem e duche de jacto. http://www.caldasdacavaca.pt/


As Caldas de Sangemil, por enquanto, só disponibilizam programas de termalismo clássico.


Aceite o nosso convite… Aproveite os dias frios que se fazem sentir para visitar uma estância termal da região e deixe-se encantar com as técnicas inovadoras na área do bem-estar.



Texto de Cristina Barroco in Blog Clareza no Pensamento
com vídeo in Politécnico TV

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

PME de Viseu


terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

NB Discoteca

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Deslocamento da Loja do Cidadão volta à estaca zero

   Estará a chegar ao fim uma antiga discussão relacionada com a decisão de transferir a Loja do Cidadão de Viseu para a zona histórica da cidade? A medida visava atrair pessoas e recuperar a dinâmica de outros tempos no centro de Viseu. A esperança, embora cada vez mais diluída, foi-se mantendo, mas o presidente do Instituto para a Gestão das Lojas do Cidadão, Hélio Borges Maia disse esta semana que não está a ser equacionada a transferência da loja de Viseu para o centro histórico, porque onde funciona actualmente é o local indicado.
   O anúncio sem meias palavras fez cair por terra um projecto de intenções que surgiu em finais de 2008, quando o então secretário de Estado do Comércio manifestou abertura em relação à instalação da loja no centro histórico. A deixa foi aproveitada de imediato pela Associação Comercial e pelo Movimento de Cidadãos pelo Centro Histórico, com uma intervenção na Assembleia Municipal pedindo "convergência" entre a sociedade civil e forças políticas.
   O presidente da Câmara, Fernando Ruas viu igualmente com bons olhos a transferência e sugeriu de imediato a antiga sede dos Bombeiros Voluntários de Viseu, situado entre a Rua do Comércio e a Rua D. Duarte, edifício que a autarquia veio a adquirir mais tarde.
   A "luta" pela deslocalização da Loja do Cidadão de Viseu, entroncando num trabalho mais alargado de tentativa de revitalizar o centro histórico, seguiu-se com uma manifestação dos comerciantes. Pela primeira vez na história da cidade, os comerciantes fecharam as suas lojas meia hora mais cedo, no dia 2 de Março de 2009 e reuniram-se no Mercado 2 de Maio para reivindicar aquilo que acreditavam ser a "loja âncora" que iria ajudar a travar a desertificação daquela zona da cidade.
   "Tenho a confirmação que todas as forças vivas estão disponíveis para lutar por esta causa. Quando assim acontece não pode haver recuos", sublinhou o presidente dos comerciantes, Gualter Mirandez. E os apoios chegaram dos partidos políticos, deputados e outros organismos locais, mas um ano depois volta tudo à estaca zero.
  
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010



Movimento de Cidadãos toma posição em breve


    "As declarações são despropositadas. É muito deselegante desautorizar as declarações de um secretário de Estado. Estão a desautorizar um lugar político e esta questão é eminentemente política, não pode ser resumida a números. Os números são importantes, mas a decisão é necessariamente política, que devia ter sido levada em conta nas declarações. Para o Movimento de Cidadãos, a questão que continua a ser preocupante é que, mais uma vez, Viseu fica mal numa decisão do Governo. Vamos tomar uma posição muito em breve que mostrará o enorme descontentamento que esta decisão trouxe a todos os viseenses, em particular aos comerciantes e moradores da zona histórica".

Alexandre Azevedo Pinto
Porta-voz do Movimento de Cidadão de Viseu
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010



Câmara responde com saída da Loja do Cidadão


   "A Câmara é que vai dar já a resposta ao senhor presidente da Loja dos Cidadão. A resposta é retirar imediatamente os nossos serviços e transferi-los para o centro histórico (Travessa Senhora da Piedade). Portanto, nós vamos cumprir aquilo que prometemos aos viseenses, vamos transferir os serviços. Já temos local e vamos fazê-lo de imediato, mesmo que tenhamos que cumprir compromissos que celebrámos. Não se compreende ouvir dizer o presidente da Loja do Cidadão que o secretário de Estado não titulava a área. O que é que isso interessa? Não era membro do Governo? Generaliza-se com tanta facilidade as autarquias e um membro do Governo não compromete o próprio Governo, apenas por não ser da tutela? Disse o que lhe ia na alma e muito bem, pelos vistos o Governo é que não tem nenhuma sensibilidade para a transferência da Loja do Cidadão".

Fernando Ruas
Presidente da Câmara Municipal de Viseu
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010


Associação Comercial não vai baixar os braços


"Lamento que o Governo se esteja a defender com um problema economicista. Há milhares de milhões envolvidas para salvar bancos, grandes empresas e empresas públicas e para fazer uma transferência de uma Loja do Cidadão, quando o presidente da Câmara apresenta um projecto económico que pode ser realizado a médio prazo, o Governo não atende. O caminho é acima de tudo sensibilizar a opinião pública para a problemática. Uma opinião pública esclarecida tem que defender esta nossa reivindicação. Já que todos os grupos parlamentares estiveram de acordo com a nossa posição e até o Grupo Parlamentar do PS, algumas vezes, se manifestou em nossa favor, há que continuar para que se veja que tipo de cidade querem para o futuro".

Gualter Mirandez
Presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010

domingo, 10 de Janeiro de 2010

Já neva....


sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Liev Vigotsky chega a Viseu

Rodrigo

Se poucos conseguem ser profetas na sua terra, alguns vão sendo reconhecidos como poetas da sua: é o caso de Rodrigo Emílio, afectuosamente evocado aqui: