Boas Festas
Os Barões da Sé de Viseu desejam a todos os familiares, amigos e leitores do Blog
um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2010
Etiquetas: Natal
A Sé de Viseu foi algo que nós vivemos, usufruímos, comungámos, preservámos. E foi – e será - um cenário esplendoroso para todos nós quando nos abeirávamos das janelas das casas onde nascemos! E crescemos!!
Os Barões da Sé de Viseu desejam a todos os familiares, amigos e leitores do Blog
um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2010
Etiquetas: Natal
Etiquetas: Almeida Henriques, Assiz, José Cesário, João Carlos Figueiredo, PSD, Saúde, Teresa Santos
O que é uma prova como as 24 Horas TT de Fronteira?
É uma prova que necessita de uma preparação física e psicológica muito boa.
Faz por isso?
Faço ginásio regularmente, embora não goste muito de correr sem sair do mesmo sítio e de estar trancado em salas (risos). Mas quando queremos levar as coisas a sério, temos que saber tratar do nosso corpo, assim como a alimentação… tudo é importante nas corridas.
Quem está fora da corrida pensa que estar sentado ao volante não exige grande esforço.
É o contrário. Numa corrida como eu fiz – o Transibérico – que são quatro dias onde fazemos 2500 quilómetros, quantas passagens de caixa é que faço? Portanto, quantas vezes é que a minha perna esquerda trabalha na embraiagem, quantas vezes trabalha no travão, quantas vezes é que o meu pé direito trabalha no acelerador e no travão? A minha mão direita quantas vezes vai à manete? Depois, utilizamos um sistema para protecção da cervical, que vai por cima dos cintos e quase nos imobiliza a cabeça. Temos que suportar o peso do capacete no pescoço, mais os cintos, as pancadas dos buracos… de tudo. Ou estamos fisicamente bem preparados ou não se aguenta.
Como faz para se preparar psicologicamente?
A corrida é sempre em Dezembro ou Novembro. São oito da noite e dá-nos a sensação de nos encostarmos e dizer: "já é meia-noite", mas olha-se para o relógio e são seis da tarde. Para aguentar as primeiras horas que são sempre as mais emocionantes, é importante conseguirmos manter-nos calmos, essencialmente não mostrar que não estamos calmos.
A prova, como o nome indica, é o carro a andar 24 horas?
Temos turnos que não podem exceder três horas, cada piloto só pode fazer 12 horas no máximo e todos os pilotos têm que fazer uma volta completa no mínimo (15 quilómetros). Fazemos normalmente turnos que duram duas horas e 45 minutos.
Quantas pessoas mais se envolvem na equipa numa prova destas?
Quatro pilotos e mais 20 pessoas por fora, contando com os mecânicos, apoio logístico, cozinheiros.
A prova obriga a uma alimentação especial?
É preciso ter muito cuidado com o que se come (durante a prova) senão há más disposições e é perigoso.
O que come durante a prova?
Tudo à base de massas, arroz, um bocadinho de carne grelhada e muitos líquidos.
Os jornalistas mostraram muita admiração por na sua equipa haver participantes a correr pela primeira vez. Esse também foi um segredo?
Além de ser um segredo, nunca pensámos chegar à última prova do campeonato e poder lutar pelo título, felizmente os nossos mecânicos fizeram um trabalho de evolução da carrinha excepcional. Escolhi o meu pai (António Pais) porque quis dar-lhe a oportunidade de um dia vir a correr. Escolhi o Francisco Cabral que é a pessoa que me tem acompanhado ao longo da minha carreira. Foi um dos meus navegadores que me ensinou muito do que é estar nas corridas, tem muitos títulos nacionais, este ano voltou a ser campeão nacional de ralis. O João Rato, outro meu navegador foi comigo correr porque aceitou vir comigo e o que sabe fazer muito bem é conduzir.
Qual foi o segredo da gestão da corrida?
Foi feito por um profissional brilhante que temos em Viseu, chamado Paulo Torres, um grande co-piloto que sabe muito da táctica da corrida. Fez uma gestão de equipa perfeita.
O troféu Elf/Mazda onde se sagrou campeão foi outro desafio?
Desafio é mesmo a palavra correcta, porque em ano de crise lançar um troféu, é fantástico. Jorge Natário, da Mazda Motores de Portugal é um guerreiro. Consegue arranjar um patrocínio para um projecto, consegue arranjar pilotos para virem para o mercado, faz todo um trabalho de marketing impressionante. Depois, chegamos a Fronteira e temos sete carros a correr, quando andamos hoje em campeonatos com corridas 16 inscritos, onde já houve 80. As organizações das provas devem ter isso em conta e dar condições para que este troféu continue, ou seja, criar condições para que os pilotos se possam inscrever a baixo custo. É uma aposta e, ao baixarem os preços, faz com que tenham mais inscritos.
Como é que Viseu consegue ter um piloto dedicado ao desporto automóvel a tempo inteiro?
Com a ajuda de várias empresas, de vários amigos, com muita dificuldade e com muita dedicação quer dos patrocinadores, quer dos pilotos, quer dos co-pilotos e com uma esquipa de mecânicos fantástica.
Quem são esses mecânicos excepcionais?
São de Mafra. O chefe é o Helder Santos. Foi uma aposta que fiz neles, certa da minha parte. São pessoas muito experientes que trabalham com um profissionalismo e uma dedicação incrível. E são meus amigos antes de serem mecânicos. No dia em que as pessoas virem as coisas só como um negócio e não andarem lá porque gostam, dificilmente vão conseguir triunfar.
A assistência é tão boa que durante as provas pouca necessidade teve de receber assistência.
Exactamente. Foram sete carrinhas à chegada, as mesmas que estavam na partida. Todas terminaram e isso é uma prova de fiabilidade impressionante.
Como é que um piloto do interior consegue os apoios?
No meu caso, recorri aos amigos que tinham empresas. Uma vez ajudava um, outra vez ajudava outro. Como é que se angaria um patrocínio forte? Não sei, nunca o tive, espero ter essa oportunidade, para que possa dar um salto na minha carreira e possa mostrar um bocado mais do meu potencial.
A vitória em Fronteira está a abrir portas?
Começaram a abrir-se algumas portas, começaram a surgir alguns contactos. Vamos ver. Vamo-nos manter na expectativa e, no momento certo, anunciaremos o que vamos fazer em 2010.
A continuidade no troféu Elf/Mazda está assegurada?
Não está assegurada mas muito bem encaminha e gostava de permanecer no desafio Mazda porque é um desafio muito bem organizado. Para o ano vai ser melhor, vai-se tornar mais competitivo e isso faz com que se torne mais interessante para nós pilotos, dá-nos mais visibilidade e dá mais visibilidade à marca.
Qual é o sonho de João Pais piloto?
Continuar com os pés bem assentes na terra e poder continuar a ser o João Pais a quem dão a oportunidade de pilotar.
Porque diz que a sua carreira começou como uma brincadeira?
Começou com uma brincadeira do meu pai que, tinha eu oito anos, estávamos de visita ao Autódromo do Estoril e decidiu ensinar-me a conduzir o carro dele - que já era um jipe curiosamente – e eu quase não chegava ao pés ao pedais e para embraiar tinha que me pôr de pé. Portanto, comecei a conduzir um carro sozinho, aos oito anos, no Autódromo do Estoril. Depois começou a levar-me aos Karts, eu tinha jeito, e fui andando.
Vai continuar no todo-o-terreno ou pensa avançar para outra categoria?
Sempre ambicionei muito mais ser piloto de Todo-o-Terreno do que de ralis, mas se surgir a hipótese de ralis ou de velocidade, não estão fora do baralho. Penso que conseguia adaptar a minha condução a vários estilos. Voltar às pistas não iria ser uma surpresa. Se quero continuar no Todo-o-Terreno ou se gostava que a minha carreira se limitasse ao todo-o-terreno? Sim. Gostava de um dia fazer parte de uma equipa oficial e fazer um Argentina-Chile. Neste momento não me sinto capacitado para isso, mas se calhar daqui a dois anos gostaria de ter essa oportunidade.
Já tem planos para a próxima prova?
O campeonato acabou, vai regressar em 2010. Ainda nem sabemos ao certo o nosso projecto para 2010, portanto, não podemos fazer projectos para a próxima corrida.
Correr vai de certeza?
Espero continuar a poder dar aos meus conterrâneos a alegria de verem um viseense nas corridas, não sei se a ganhar, mas pelo menos nas corridas.
Antes de Fronteira queixava-se do seu trabalho não estar a ser reconhecido.
Quando estamos a um ponto de ser campeões, começamos a olhar à nossa volta e não há patrocínios, ficamos tristes com nós próprios, com o momento actual em que a sociedade vive, ficamos revoltados, mas felizmente os amigos não deixaram que isso acontecesse, acreditaram em mim até ao fim.
Etiquetas: Automobilismo, Desporto, João Pais, Tó Pais
"Eu era um atleta perfeito"
Origens modestas em ViseuEtiquetas: Atleta Centenário, Carlos Lopes, Lusitano de Vildemoínhos, SCP
ViseuEtiquetas: 4 esquinas, Desenho, Eduardo Salavisa
O João é filho do Tó Pais, amigo de muitos e bons momentos de quase todos nós.Etiquetas: Automobilismo, Desporto, João Pais, Tó Pais

P.S. Agasalha-teEtiquetas: Armando Matos, Vítor Santos

No casco velho os comerciantes reconhecem a mais-valia do funicular. Só nas primeiras duas semanas de funcionamento este meio de transporte não poluente largou mais de 7 mil passageiros no centro histórico, zona da cidade que necessita de revitalização, sendo um dos objectivos do equipamento contribuir para a dinamização.
O funicular, que pretende ser "um ex-líbris da cidade, irá continuar a manter as viagens gratuitas nos próximos quatro anos se o objectivo de levar mais gente ao centro histórico se continuar a verificar", salienta o presidente da câmara de Viseu. Fernando Ruas adianta que "em discussão está também o alargamento do horário para o período nocturno, bem como a frequência das viagens".
O funicular funciona entre as 08.30 e as 19.30 com viagens de 15 em 15 minutos ao início da manhã, almoço e final da tarde. No restante período passa de meia em meia hora.
O equipamento composto por duas carruagens, com capacidade para 50 pessoas cada, representa um investimento de 5,3 milhões de euros, inserido no programa Polis. Durante os dias de semana, o movimento ainda é reduzido mas aos fins-de-semana a viagem faz-se quase sempre com carruagens cheias.
O funicular demora cinco minutos a percorrer o trajecto até ao alto, já na colina da Sé. Nuno Loureiro, operador do funicular, conta que "todo o funcionamento é feito a partir do posto de comando, sendo que quem faz andar os dois funiculares são os operadores. O condutor apenas trava e verifica o trajecto". As carruagens lembram o comboio, com varões e bancos iguais. Até no barulho que fazem ao passar nas linhas.
Não há um que saia antes do outro - os dois funiculares partem ao mesmo tempo e terminam a viagem cinco minutos depois. Cruzam-se na Rua de Serpa Pinto e obrigaram à semaforização do trajecto. "Prioridade ao funicular" é a nova indicação de trânsito. A saída é em velocidade reduzida, seguida de um momento de aceleração e, ao aproximar-se das paragens, a lentidão instala-se, evitando solavancos ao parar. "É muito bom para as pessoas idosas que têm dificuldade em andar por caminhos íngremes", conta António Macieira, de S. Pedro do Sul e que se deslocou a Viseu para comprar equipamentos para a lavoura. "Com o comboio chego lá acima num instante."
Criticado por alguns, elogiado por muitos, o funicular é tema de conversa nas ruas da cidade para quem os cinco milhões de euros que custou "são um investimento exagerado e que não vai ter utilidade", comenta António Pedro sentado na esplanada da Pensão Viriato.
No casco velho, durante anos ao abandono, o funicular já se encarregou de desmistificar as críticas. Diz Gualter Mirandez, presidente da Associação Comercial de Viseu, que "aos fins-de-semana há mais afluência no centro histórico. Os restaurantes servem mais refeições e lanches".
Gualter Mirandez revela que "são pessoas que deixam as viaturas no Largo da Feira, fazem a visita ao centro histórico e acabam por ficar mais tempo e passear nas lojas", conclui.
in Diário de Noticias de 10-11-2009
Etiquetas: ACDV, Centro de Viseu, Centro histórico, Funicular, Movimento pelo Centro Histórico