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domingo, 21 de junho de 2009

Cavalhadas de Vildemoinhos: Uma festa sempre nova

Quarta feira, 24 de Junho de 2009
Cavalhadas!...
Em Vildemoinhos já ninguém se lembra do princípio. Não espanta, já que quatro séculos, quase, são volvidos. A primeira festa foi feita para responder a uma promessa que os habitantes de então juraram que se havia de cumprir pelo tempo fora até ao fim do mundo. É uma história antiga que toda a gente sabe. Passou-se na aldeia com velhos moleiros a quem roubavam, noite fora, a água da Ribeira para os moinhos que precisavam de moer.
Diz a tradição que fizeram uma queixa ao tribunal do Rei e que escolheram como defensor o patrono da capela, S. João. Pagariam, se vencessem a causa cometida, com romagem à capela que o santo tinha na Carreira, na margem de Viseu.
Decretou o Rei que as águas do Pavia pertenciam no Verão apenas aos moleiros. E na manhã de S. João fez-se então a primeira Cavalhada. E esta herança que apenas se escreveu no coração, foi passando, ano a ano, memória dos avós, exemplo de pais, preito de honra que ninguém deixa morrer.

Manhã de S. João.
Mordomos a cavalo e o alferes da bandeira correm à capela para cumprir o voto. Voltam depois e regem o Cortejo que há-de atravessar a cidade inteira, tal foi também o prometido. Vêm os moleiros trajando fantasias. Antes vinha o povo com ramos e bandeiras, carroças com a merenda juncadas de flores.

É outro tempo.
Vêm os Tambores, as Filarmónicas, os Ranchos Folclóricos, as Fanfarras, Majoretes, os Gigantes e os Carros alegóricos, um mundo de arte e de prazer para o olhar. A cidade inteira vem à rua para ver. Vem gente de aldeia, aos mil, só porque a festa lhes toca o coração.

Depois há ainda o arraial, o pinheiro a arder e todos a dançar, há missa e procissão. Há a festa, muitos dias, sem parar. Cumprida outra vez a herança dos avós.


Texto de Alberto Correia in Jornal do Centroed. 379, 19 de Junho de 2009

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Cavalhadas de Vildemoinhos

As cavalhadas de Vildemoinhos têm a sua origem no ano de 1652. Orio Pavia que nos dias de hoje, quase não tem significado, era nesta alturade 1652 era um rio com alguma dimensão e pogante nas suas águas. Osagricultores necessitavam da água para regarem as suas culturas e ostrambelos necessitavam da água para fazerem mover as mós que moíam oscereais em Vildemoinhos. Os agricultores alguns mal intencionados fizeramaçudes e represaram a água do rio Pavia, em Vildemoinhos. Nesta altura ospesados rodízios das 43 mós não se mexiam, porque a água não corria no rioe assim os moinhos estavam parados.

Os moleiros queixavam-se dos agricultores que lhes roubavam aágua, este retorquiam que precisavam dela para regar as suas novidades.Desta situação resultam vários tumultos, alguns graves, na primeiraquinzena de Julho. O caso parecia não ter resolução. As autoridades, nadapodiam fazer, não se atreviam a decidir nem a favor nem contra os moleiros.
Os moleiros na noite do santo Precursor, sob o pretexto de ofestejarem, reuniram-se pela madrugada, com gente da cidade, no terreiro doMaçorim e dali, dirigiram-se à capela de São João da Carreira, ondefervorosamente rezaram ao santo, rogando-lhe que desse ao Pavia um volumede água.

Os tumultos repetiram-se e de tal maneira que foi necessáriopoliciar a estrada de Vildemoinhos. Mas os moleiros com a sua vontade deresolver o problema, vão rio acima e destroem os açudes e põem de novo aágua a correr. Os moinhos tornam a moer assim está assegurado o sustentodeste povo. Os proprietários reclamaram ao juiz do povo. Os interpeladosresponderam que nem frutas nem hortaliças faltavam na praça e que o pãoposto à venda era caro e não chegava para consumo.

Segue-se um recurso dos proprietários para as autoridades deLisboa e estas dão razão aos moleiros. A notícia desta sentença chega àcâmara em 20 de Maio de 1653.
Os moleiros deliraram de entusiasmo e resolveram ir, na noite de23 para 24 de junho, em luzida cavalgada a São João da Carreira, agradecerao santo. Para isso vestiram os seus melhor fatos, enfeitaram de fitasburros e cavalos e, levando à frente um grande "Estrondo" , puseram-se emmarcha, com todos os seus serviçais, atrás deles, armados de alavancas,sacholas e roçadoiras bem encavadas, não fosse o diabo tecê-las pelocaminho.
Em São João da Carreira houve danças, cantares e louvores aosanto. Já a manhã clareava quando o cortejo regressou à cidade, oscavaleiros e peões recompostos com doces, vinhos e licores, Entram emgrande entusiasmo pela porta dos cavaleiros, seguem pela Rua Dirreita, Ruada Cadeia, Praça, deram duas voltas ao adro onde fizeram três voltas debandeira desfraldada, continuaram pela rua dos Loureiros, praça NossaSenhora dos Remédios, soar de Baixo e Rossio de Maçorim, onde com grandefingida surpresa encontraram os seus serviçais que à socapa, tinham seguidorio abaixo destruindo, represas e açudes. Já com o sol alto, regressaram aVildemoinhos, onde novo serviço de doces e licores retemperou as fibras dosfoliões. Mais tarde, fez-se a festa votiva ao Santo Precursor, na capelinhanova.
É a esta vitória sobre os agricultores que os trambelos agradecem a SãoJoão e renovam todos os anos as cavalhadas.

Por fim transformou-se numa festa vulgar de São João.
Mas ao logo dos tempos ouve confrontos e festas quase estragadasmas por fim o fervor pela festas destes gentes fazia com que acabasse tudomais ou menos bem.
Estas festividades sempre tiveram o apoio e ajuda quer do cleroquer da nobreza esta ultima não se fazia de rogada e fazia questão de semostrar e conviver nestas cavalhadas de Vildemoinhos.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Mais de 40 mil pessoas assistiram às Cavalhadas de Vildemoinhos











Mais de 40 mil pessoas quiseram assistir ontem à 355.ª edição das Cavalhadas de Vildemoinhos. O povo daquela localidade da freguesia de São Salvador (Viseu) desfilou pelas ruas da cidade para agradecer a S. João a "vitória" numa disputa das águas do Rio Pavia. O desfile, constituído por dezenas de carros, grupos musicais e folclóricos e cerca de 1.500 figurantes, é há muito uma das referências nas festas que se realizam ao longo do ano em Viseu, havendo quase sempre uma novidade. Este ano a organização voltou a surpreender todos os presentes com a imaginação e habilidade dos homens e mulheres que construíram as principais atracções do evento: os carros alegóricos.

Antecipando-se a uma decisão da Administração Central, o povo de Vildemoinhos fez regressar a Viseu o comboio. Nas suas carruagens transportava cerca de três mil manjericos. As plantas rapidamente desapareceram nas mãos dos milhares de espectadores que, de pé ou sentados (poucos), iam assistindo ao espectáculo. Quando o desfile chegou ao júri, instalado no Rossio, já poucos manjericos restavam.

Carros alegóricos

Quanto aos carros alegóricos, as temáticas escolhidas foram várias. O Pinócio, "acompanhado" por um enorme rato e outras figuras dos desenhos animados fizeram as delícias das crianças, enquanto os adultos se "maravilhavam" com a imponência de algumas criações, com destaque para um dragão, ao qual não faltava uma figura sinistra de capa negra para o domar, além de várias belezas orientais.

Os tradicionais cavalos que encabeçam o desfile também não faltaram, já que cabe a eles cumprirem a tradição multisecular de se deslocarem até à Capela de S. João em Carreira, localizada do outro lado da cidade, para agradecerem ao santo.

A festa em Vildemoinhos continou à noite com a subida ao palco de diversos grupos musicais e termina hoje com mais música.

texto de José Fonseca in Diário de Viseu

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Cavalhadas de Vildemoinhos

Domingo, realiza-se a 355.ª edição das “Cavalhadas de Vildemoinhos”.
De acordo com a PSP, o trânsito está condicionado entre as 08H30 e as 13H00, no seguinte itinerário: Vildemoinhos; Av. Cidade de Aveiro; Pr. Carlos Lopes; Av. Afonso Cerqueira; Praça D. João I; Av. Alberto Sampaio; Praça da República; Av. 25 de Abril; Av. Infante D. Henrique; Rua Alexandre Herculano; Rua D. António Alves Martins; ; Largo de Santa Cristina (pausa); Rua D. Francisco Alexandre Lobo; Largo General Humberto Delgado; Rua da Vitória; Praça da República; Av. Dr. António José de Almeida; Rua Major Leopoldo da Silva; Rua 21 de Agosto; Praça D. João I; Av. Almirante Afonso Cerqueira; Praça Carlos Lopes; Av. Cidade de Aveiro; Vildemoinhos.




Fotos de 2006. Para saber mais : http://vildemoinhos.com.sapo.pt/index.htm