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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"Não se lembra? deixe-me recordá-lo"

Faz precisamente hoje meio ano (seis meses, como tempo passa!) que a Câmara Municipal de Viseu (CMV)resolveu apresentar aquilo que tinha prometido discutir: um estudo que encomendou à ParqueExpo, o agora famoso Estudo de Enquadramento Estratégico da Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística.

E assim, porque me lembrei da "efeméride"; e porque o problema do nosso Centro Histórico é um problema de toda a cidade, de todos nós; e porque não houve o debate que nos prometeram e porque temo que este assunto caia no esquecimento, resolvi assinalar a data.

Foi no dia 3 de Abril, por volta das 20h50, no Salão da Paróquia de S. José que fomos agraciados (nós os cerca de 170 expectantes munícipes) com um simpático vídeo, porque "é o final do dia e as pessoas estão cansadas", onde em cerca de 15minutos, no mais exemplar estilo sócretino do "powerpoint" nos foi apresentado "O Estudo". E com pompa e circunstância, como manda o figurino. Na mesa de honra: um senhor, que não me lembro quem seja; outro senhor, de que não recordo o nome, mas que representava o IRU; o senhor Presidente do Conselho de Administração da Parque Expo; o senhor dr. Américo Nunes, na sua qualidade de presidente do Conselho de Administração da SRU-Viseu Novo; o senhor presidente da CMV, o dr. Fernando Ruas e por fim a senhora arquitecta Margarida Henriques, da CMV.

Muita coisa me ficou daquela noite. Destaco duas.

Primeira: a convicção do senhor presidente da CMV de que estávamos perante "o primeiro documento à séria que temos em relação ao centro histórico, com uma visão de conjunto (…) nós já fizemos muitas coisas no centro histórico, mas nunca tivemos uma visão de conjunto e [por isso] queremos levar à prática esse estudo". Surgiu-me logo a pergunta, que se mantém até hoje: Então, durante estes dezoito anos, se não foi com uma visão de conjunto que realizaram as várias intervenções, com que visão o fizeram???!!!

Segunda: e saber que se há bicho que o dr. Américo gosta, são as estrelas-do-mar – "é que se eventualmente cortarem um braço à estrela-do-mar, esse invertebrado tem a possibilidade de regenerar um novo braço. Na maioria das espécies não há casos semelhantes". Mas, talvez não seja um gostar genuíno. O bicho foi chamado para a patética "analogia" com o centro histórico: "onde alguns braços foram tocados, foram parcialmente amputados" agora é "preciso arranjar energia, informação para que esses braços se regenerem (…) foi por isso que criámos a SRU Viseu Novo".
Caro dr., a analogia – relação de semelhanças entre coisas diferentes, não serve aqui: a estrela-do-mar auto-regenera o bracito, o centro histórico só o regenerará com a ajuda de todos nós. O argumento que utilizou é falacioso e tem nome: "falácia da falsa analogia."
As palavras do dr. Américo são bonitas e fazem parte da cartilha de qualquer político que se preze: "Nós não queremos apenas reabilitar o espaço público (…) o que nos interessa é atrair para o centro histórico mais e mais pessoas, por isso a componente social é extraordinariamente importante e damos nós realmente uma grande atenção a essa componente".

Eu esperava, e espero, que sim, mas com esse "Estudo" no qual têm grande "segurança" e que vos "permite avançar na direcção certa" com tão "grande confiança", não o creio. Mas, isso ficará para uma próxima crónica.

Artigo de Opinião de FERNANDO FIGUEIREDO in Jornal do Centro, ed. 342, 03 de Outubro de 2008

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Trazer Loja do cidadão para o centro histórico

O Perspectivas, da autoria de Alexandre Pinto, é um programa onde se abordam questões e problemáticas de cidadania que dizem respeito a todos nós. Questões do âmbito económico, político, social e cultural.
Temas Abordados:
- Petição pela revitalização do centro histórico
- Trazer Loja do cidadão para o centro histórico

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nova petição em defesa do centro histórico de Viseu

O Movimento de Cidadãos de Viseu prepara-se para lançar uma nova petição em defesa do centro histórico da cidade. Desta vez, o abaixo-assinado reivindica a instalação da nova Loja do Cidadão, na zona histórica.
A proposta resultou do primeiro debate realizado em Maio, no Solar dos Peixotos. Num artigo de opinião desenvolvido nesta edição, o porta-voz do movimento, Alexandre Azevedo Pinto explica que a eventual "saída deste importante serviço público da actual localização, deveria ser orientada para uma nova localização na zona histórica e não para novas zonas de forte expansão urbana e de grande especulação imobiliária".
O movimento lembra aos decisores políticos que se trata de "uma oportunidade única que não pode ser ignorada" e desafia os deputados municipais e da Assembleia da República eleitos pelo distrito, a subscreverem a petição.
Alexandre Pinto adianta que a transferência da Loja do Cidadão vai "levar mais gente ao centro histórico" e permite "arrastar novos investimentos privados" para aquela zona da cidade.
O documento vai estar nas principais ruas de Viseu para ser subscrita pelos cidadãos. O movimento adianta que será depois entregue ao primeiro-ministro, José Sócrates e ao presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas.
Texto deEmilia Amaral in Jornal do Centro, ed. 339, 12 de Setembro de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Autarquia viseense quer video-vigilância no Centro Histórico

A autarquia viseense quer assinar um contrato local de segurança com o Ministério da Administração Interna, permitindo assim ao município sugerir formas e locais onde a PSP e a GNR deveriam actuar com mais frequência. O anúncio foi feito ontem, no final da reunião do executivo municipal, pelo presidente da Câmara, Fernando Ruas.



Segundo o edil, o objectivo é aproveitar a existência do Conselho Municipal de Segurança para contribuir no combate à criminalidade, alertando as autoridades para as zonas que, na opinião daquele organismo, necessitam de mais policiamento e avançando com possíveis meios a utilizar.
"Os elementos que compõem o Conselho - entre os quais párocos, presidentes de junta e representantes da população - poderão dar um bom contributo", sublinhou o autarca. Questionado pelos jornalistas, Fernando Ruas mostrou-se relutante em avançar com algumas zonas onde gostava de ver mais intervenção por parte das autoridades, mas acabou por revelar que o Centro Histórico seria um dos espaço, que poderia ser sugerido, acrescentando que a instalação de câmaras de vigilância seria um dos meios a escolher para incrementar o sentimento de segurança junto dos cidadãos.



O presidente do município lembrou que a ideia de colocar um sistema de vídeo-vigilância na parte antiga da urbe é um "sonho" que já tem vários anos e que nunca foi esquecido. No entanto, lembrou que, para já, é preciso esperar que o Ministério aprove a candidatura, recordando que a única cidade com contrato local de segurança é até agora o Porto.


in ViseuMais/Diário de Viseu
in Jornal da Beira (28-08-2008)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Noites Brancas" voltam a animar Viseu à sexta-feira

A Associação Comercial do Distrito de Viseu arranca esta sexta-feira, dia 11 com a segunda edição das "Noites Brancas". A iniciativa tem como objectivo revitalizar o comércio do centro histórico de Viseu, atraindo um maior número de clientes fora de horas, através do alargamento dos horários dos estabelecimentos, que passam a funcionar, às sextas-feiras, durante um mês e meio, até às 23h00. Até 8 de Agosto haverá ainda um conjunto de actividades de entretenimento.
Segundo o presidente da associação, Gualter Mirandez, a ideia continua a ser bem recebida pelos comerciantes do centro histórico da cidade. Festa dos saldos, passagem de modelos, festa da cerveja, animação de rua e eventos gastronómicos foram algumas das actividades desenvolvidas em 2007, que se repetem este ano, e que levaram milhares de pessoas à zona histórica.
"Pretende-se levar as pessoas ao centro da cidade a uma hora em que as pessoas já têm mais disponibilidade e, depois, ter as lojas mais tempo abertas para aumentar as vendas", explica Gualter Mirandez.
Quanto às iniciativas desenvolvidas em conjunto com os restaurantes do centro histórico, o dirigente adianta que o objectivo é levar as pessoas a conhecerem a comida típica, "a um preço mais convidativo", animando ao mesmo tempo aquele espaço da cidade: "Esta sexta-feira vamos tentar que a sardinha seja servida no exterior dos restaurantes para criar um outro ambiente".
As "Noites Brancas" garantem ainda espectáculos semanais.


Às sextas-feiras


11 Julho > Festa da Sardinha : Restaurantes da zona histórica; 19h00; animação com a Real Tunel Académico
18 Julho > Festa do Rancho : Restaurantes da zona histórica; 19h00; animação com ranchos folclóricos
25 Julho > Festa dos saldos : Rua Direita e Rua Formosa; animação com quatro insufláveis, pinturas faciais e outras actividades
1 Agosto > Festa da Cerveja : Largo General Humberto Delgado; das 19h00 às 24h00; música ambiente
8 Agosto > Desfile de Moda : Mercado 2 de Maio; 19h00


texto Jornal do Centro, ed. 330, 11 de Julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Funicular começa a ser uma realidade

A Rua Silva Gaio recebeu ontem o 'pontapé de saída' do funicular, uma obra que promete revolucionar o Centro Histórico de Viseu
As obras do funicular, que vai ligar a zona da Feira de S. Mateus à Sé Catedral de Viseu, arrancaram ontem. Numa primeira fase, os trabalhos vão incidir na Rua Silva Gaio, mais propriamente no troço entre as Calçadas de S. Mateus e de Viriato.
A azáfama no local foi considerável durante todo o dia, não só devido ao funcionamento das máquinas, mas também a alguma curiosidade por parte dos viseenses. Quem se desloca à empreitada, que incide sobretudo em trabalhos de construção civil, pode constatar que o pavimento está a ser arrancado, de modo a permitir que sejam enterrados os equipamentos ligados à água, luz e esgotos.
"Como não podemos fechar toda a zona, as obras começam no troço entre as duas calçadas", explicou o vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu, Américo Nunes, salientando que houve a preocupação de informar os moradores.
Numa segunda etapa, os trabalhos deverão incidir sobre a construção da estação inferior que, como colide com a realização da Feira de S. Mateus, deverá arrancar logo após o encerramento do certame (21 de Setembro). Paralelamente será instalada a segunda estação, colocada nas traseiras da Casa do Adro, onde já existiu um parque de estacionamento.
As atenções centram-se, posteriormente, no percurso que será feito pelas carruagens: Ponte de Pau, Travessa de Viriato, e cruzamento com as ruas D. José da Cruz Moreira Pinto, Serpa Pinto e Silva Gaio. Nestes últimos casos, o trânsito será disciplinado através da colocação de semáforos, regulados por um sistema interno de vigilância.
Numa etapa posterior será a vez de colocar em funcionamento todas as estruturas mecânicas, nomeadamente os componentes motores, os cabos e as carruagens.
Investimento compensado
A instalação do funicular terá uma duração prevista de cerca de 300 dias, ou seja, este equipamento deve estar operacional dentro de cerca de um ano. Embora o vereador espere que tudo "corra dentro da normalidade", a verdade é que a data poderá ser condicionada, se forem encontrados vestígios relevantes no subsolo.
As obras vão revolucionar a imagem que se tem da área abrangida pelo funicular, uma vez que o próprio pavimento será alterado.
Ainda assim, e de acordo com o autarca, o projecto de arquitectura previsto para o local inclui, nas futuras instalações, a colocação de uma memória da calçada portuguesa.
O investimento total do meio de transporte mecânico não poluente, está orçado em 6 milhões de euros, mas Américo Nunes espera que as repercussões para a cidade sejam significativas.
"É uma obra estrutural e vem dar maior visibilidade e projecção a Viseu", considerou, notando que se trata de uma estrutura que se distingue pela invulgaridade e por ser 'sui generis'.
"Espero que os turistas que vêm ao Centro Histórico, para verem o conjunto arquitectónico composto pelo Museu Grão Vasco, Sé Catedral e Misericórdia possam estacionar os seus carros na feira e subirem no funicular", realçou a propósito daquela que é uma das mais emblemáticas promessas do Viseu Polis.
Facilitar o acesso a monumentos como a Cava de Viriato, na baixa, e à Sé Catedral, museus de Grão Vasco e de Arte Sacra, Casa do Miradouro, Casa do Adro, Igreja da Misericórdia e Porta dos Cavaleiros, na parte alta, é outra das vantagens associadas ao equipamento.
Capacidade
O funicular, que possui um sistema de segurança 'fail safe' (à prova de falhas), vai ligar a zona ribeirinha da cidade ao centro histórico, e será complementado com interfaces com os miniautocarros, já em actividade. O meio de transporte terá duas carruagens, cada uma com capacidade para transportar 50 passageiros (10 dos quais sentados e com marcação de lugar para cadeira de rodas), que circularão em simultâneo nos percursos ascendente e descendente, vencendo um desnível que chega a atingir os 16 por cento. Os cerca de 300 metros com acentuada inclinação serão vencidos em cerca de dois minutos (sem contabilizar paragens ou abrandamentos), permitindo, além do descanso físico, uma vista deslumbrante a partir da parte mais alta da cidade de Viseu.
A electricidade será o principal motor de propulsão do veículo, que conta também com uma "auto-ajuda", ou seja, a carruagem que desce puxa, mediante cabos colocados no sub--solo, aquela que sobe.
texto de Andreia Mota in Diário de Viseu (10-07-2008)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Dar mais vida ao centro histórico de Viseu

Ainda bem que a discussão em torno da dinamização do centro histórico tem vindo a ganhar adeptos, é algo de que venho a falar há mais de cinco anos, é bom verificar que os comerciantes, bem como alguns cidadãos que protagonizaram uma petição sobre o assunto e a autarquia colocaram este problema na ordem do dia e como prioritário.
Recordo muitas vezes a minha própria experiência de juventude, quando vivia na rua Direita e éramos às dezenas os jovens que a utilizavam a caminho do Liceu Alves Martins e da Escola Comercial.
Hoje, contam-se pelos dedos as crianças que vivem nesta zona da cidade, a população é esmagadoramente idosa e há uma evidente desertificação.
A politica de solos praticada um pouco por todo o País, empurrou as pessoas para as periferias das cidades, criando as chamadas "cidades donut".
Quem acaba por pagar a factura mais pesada é o pequeno comércio tradicional que, apesar de assentar a sua estratégia numa postura personalizada, de simpatia para com o cliente, não consegue contrariar o movimento decrescente das receitas que entram na caixa registadora, pois as pessoas não circulam nas artérias onde estão localizados.
É de facto preciso unir esforços, mas com urgência, o projecto apresentado pela Autarquia, preparado pela Parque Expo, é um bom ponto de partida, deve ser a partir deste que toda a discussão deve ser mantida.
Como pressupostos desta discussão tem que estar a dinamização de um ou vários centros comerciais de ar livre que concorram com as outras ofertas que temos na cidade; para isto acontecer, importa que os comerciantes tenham mais espírito associativo, uma participação activa da autarquia na concentração de eventos que levem as pessoas ao seu Centro mas, importa também, que o Governo "acorde" e que dê também prioridade a esta questão, designadamente, deixando-se das "esmolas" do Modcom, e alocando as verbas do QREN e do Fundo do Comércio, na sua totalidade, para a dinamização dos Centros Urbanos nas suas diferentes vertentes, não vale a pena "pulverizar" apoios, é preciso "concentrar", com uma lógica integrada que produza um efeito mobilizador e estanque o problema.
Ao mesmo tempo, é preciso que as pessoas voltem a viver nos centros urbanos, envolver empresas e empreendedores na reconstrução dos edifícios e estimular casais jovens a instalarem-se.
Fundamental também é a localização de estruturas que tragam pessoas ao Centro.
Nesta matéria, espero dar um bom contributo e que a Escola Tecnológica de formação dual, parceria entre o Conselho Empresarial do Centro (CEC) e a Câmara de Comércio e Indústria Luso Alemã que estou a dinamizar, se possa instalar no centro histórico.
Todos os contributos ajudam, este é o meu, discutir o assunto, ajudar a encontrar soluções e aproveitar sinergias, ao contrário de outros actores que só falam, falam ... e não os vemos a fazer nada, actuam como autênticas caixas de ressonância do Governo, esquecendo-se que foram eleitos Deputados para servirem o seu círculo eleitoral.
António Almeida Henriques
Deputado PSD
Viseu, 23 de Maio de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Zona Centro: 10 milhões para requalificação


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) de Portugal continental anunciou, esta quarta-feira, a abertura de um concurso para projectos de requalificação destinados a 73 pequenos centros urbanos da região, com uma dotação financeira de 10 milhões de euros.
A modernização de infra-estruturas urbanas, a melhoria do ambiente urbano mediante a criação e qualificação de espaços verdes, a valorização de frentes ribeirinhas e marítimas e a recuperação e qualificação do espaço público são algumas acções que podem ser abrangidas pelo financiamento.
Apesar de as candidaturas serem apresentadas pelas Câmaras Municipais, o regulamento do concurso prevê a possibilidade de parcerias entre autarquias e entidades públicas, associações empresariais ou entidades ligadas ao ensino e investigação, entre outras.
Os projectos terão um prazo limite de execução de dois anos e serão financiados até um máximo de 70 por cento por verbas do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN), através do Programa Operacional Regional do Centro 2007-2013 (Mais Centro).
A apresentação de candidaturas, destinados aos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Santarém e Viseu, decorre até 31 de Outubro de 2008, sendo que, num período de 30 dias úteis a contar desta data, os promotores serão informados da decisão relativa à aceitação ou não dos projectos a concurso.

terça-feira, 3 de junho de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Intervenção decorre nos próximos nove anos

O estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do "coração" de Viseu prevê que o centro histórico sofra uma intervenção profunda nos próximos nove anos.
Orçada em 114 milhões de euros, dos quais 76 milhões de euros serão de investimento privado e 38 milhões de euros de investimento público, a requalificação vai abranger cerca de 133 mil metros quadrados.
O projecto assenta em quatro núcleos de intervenção: ambiente e espaço público, desenvolvimento social, económico e cultural, património e reabilitação e mobilidade e transportes.
Segundo o livro de apresentação do estudo, a reabilitação do centro histórico terá como eixos fundamentais "a promoção da sua multifuncionalidade, diversidade e especificidade". O mesmo estudo divide a zona central da cidade em oito unidades operativas de reabilitação.
A primeira unidade operativa abrange a requalificação da Praça 2 de Maio e melhoria da sua articulação com o espaço público envolvente, a requalificação da Praça D. Duarte, da Rua Grão Vasco, intervenção no Largo da Misericórdia, reconversão e adequação do edifício "Ecovil" à envolvente, aumentando a oferta de estacionamento.

A construção de um novo empreendimento habitacional na Rua Capitão Silva Pereira, a valorização e reformulação da Rua do Chantre e da Rua da Prebenda, a valorização do afloramento rochoso integrado na base da fachada da Sé são algumas das operações previstas na segunda unidade operativa. A construção de um estacionamento subterrâneo numa parcela da autarquia na Rua Capitão Silva Pereira, bem como a edificação de novos equipamentos de apoio à infância são as medidas conjecturadas na unidade três para captar nova população para o centro histórico.
A quarta unidade vai dar primazia à renovação dos espaços verdes do Largo António José Pereira, do jardim da Casa do Miradouro e do espaço verde no gaveto da Rua Silva Gaio.
A instalação do funicular é a intervenção prioritária da quinta unidade, com vista a melhorar o acesso ao centro histórico.
A zona envolvente ao Largo da Misericórdia, ao Largo Mouzinho Albuquerque e Emídio Navarro vão sofrer melhorias ao nível da sexta, sétima e oitava unidade operativa de reabilitação.

texto de Ana Filipa Rodrigues in Jornal do Centro (23-05-2008)

Soluções apontadas contrariam “aumento de cimento”

A concentração de serviços ou a criação de um centro cultural na zona histórica são algumas das soluções apontadas pelos intervenientes do debate público. Para os participantes mais importante que construir "mais cimento" é necessário reabilitar os edifícios existentes e criar lógicas que atraiam as pessoas para o centro da cidade através de "pequenos gestos".

O movimento Cidadãos de Viseu considera imperativo a instalação da Loja do Cidadão, instalada no Bairro das Mesuras, em vez de o serviço ser deslocado para o Palácio do Gelo. "A Loja do Cidadão de nova geração deve ser fixada nesta tão importante zona da cidade. E não me venham dizer que não há, infra-estruturas e capacidades. Se não há arranjam-se. Tem é que haver vontade política", refere Alexandre Azevedo Pinto.


O representante do Movimento dos Cidadãos desafiou os deputados do Partido Socialista eleitos na Assembleia da República a tomarem parte activa neste processo, uma vez que "têm responsabilidades governativas".
Tendo por base um estudo da OCDE, que "afirma que a área cultural em termos de impacto socio-económico é muito mais importante que a indústria automóvel", Alexandre Azevedo Pinto e Fernando Figueiredo defendem que "é preciso pôr Viseu no mapa cultural" e que "o centro histórico será o local importante para dinamizar culturalmente a cidade".
Colocando-se no papel de poder autárquico, Fernando Figueiredo admite que "começava por renovar o pelouro da cultura" e "reunia com todas as associações culturais" para encontra novas ideias e projectos inovadores. "É estranho o Cine Clube de Viseu não ter sido auscultado quando das sondagens do Parque Expo para o estudo". A lista de entidades parceiras da autarquia de Viseu no projecto de reabilitação do centro histórico não contempla o Cine Clube de Viseu. A edificação de uma nova sede pode estar condenada. Actualmente, o Cine Clube está instalado numa habitação no Largo da Misericórdia, mas necessita de um novo edifício para desenvolver um Cine Arquivo, uma sala de Lounge Cinema e um Cartoon Clube. Projectos que não saem papel há já três anos.
O cidadão alerta também para o desaproveitamento do Museu Almeida Moreira.

Segundo o pintor Luís Calheiros, o importante é preservar o passado e a identidade que a zona do centro histórico representa. "Não se pode destruir o passado com mais cimento", refere, destacando que "a animação na zona crítica está cada vez pior". A criação de "lojas com produtos de excelência", restauração adequada ao local, bem como instalação de diversos serviços públicos são, para o pintor, medidas essenciais para "chamar vida". "O Museu Grão Vasco está morto", exemplifica o pintor.
Durante o debate, o deputado do PS na Assembleia Municipal, João Paulo Rebelo, sugeriu a constituição de uma comissão de acompanhamento ao estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico de Viseu.
texto de Ana Filipa Rodrigues in Jornal do Centro (23-05-2008)

sábado, 24 de maio de 2008

Sociedade mobiliza-se em torno do Centro Histórico de Viseu

"Embuste", "mentira", "fraude" foram algumas das palavras de ordem que marcaram o primeiro debate público sobre a revitalização do centro histórico de Viseu e sobre o estudo de enquadramento estratégico para a revitalização da zona central da cidade, encomendado pela autarquia à empresa Parque Expo. A sala do Solar dos Peixotos acolheu cerca de 90 pessoas, entre moradores, engenheiros civis, arquitectos, comerciantes, docentes, artistas e políticos que se reuniram num momento de reflexão sobre o "coração da cidade".

A discussão pública ficou marcada pela ausência dos representantes da autarquia e, essencialmente, pelo elevado número de pessoas que envolveu. Para o movimento de cidadãos pelo centro histórico de Viseu, promotores da iniciativa, o debate permitiu verificar que a sociedade civil pode não saber identificar as soluções milagrosas para o centro da cidade, mas que está preparada para ser auscultada. "A sociedade estava apática e hoje [dia 16 de Maio] deu um importante contributo. Os cidadãos devem ser ouvidos e devem partilhar a opinião", refere Alexandre Azevedo Pinto.
O movimento de cidadãos, que em Outubro promoveu a petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu, considera que o estudo de enquadramento estratégico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana – Viseu Novo (SRU) à empresa Parque Expo é "um embuste" porque "não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais" da zona crítica de Viseu. "Com base nas oito unidades de intervenção [previstas no estudo], a autarquia vai gerar mais 2400 postos de trabalho. Eu não acredito. Basta fazer contas. É preciso que as empresas produzam um milhão e 200 mil euros no mínimo só para pagar 500 euros limpos aos trabalhadores", explica Fernando Figueiredo, reforçando que o estudo "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".
Um dos participantes no debate alertou para o facto de a questão dos transportes não estar contemplado no estudo da Parque Expo. "O centro histórico não assume a centralidade que devia ter, porque não há nada nessa zona", salienta Bruno Camarinha, físico e viseense.
Segundo Fernando Figueiredo, as atitudes da autarquia estão a colidir com o estudo apresentado. "O estudo diz que é preciso criar dinâmica social, mas resolveram fazer a festa de Natal no Rossio. Eles não sabem o que devem fazer. Pediram à Parque Expo para elaborarem o estudo, mas esta não conhece a realidade local. Qual destes comerciantes foi consultado para o estudo?", refere.
Problemas de salubridade, desleixo, degradação das habitações têm contribuído para o aumento da desertificação do centro da cidade. O comércio tradicional faz contas à vida e desespera com a crise que atravessa. "Quando fizemos a divulgação do debate, entrámos nas lojas e as pessoas só não choraram ao pé de nós, porque somos estranhos. Atravessam uma fase muito difícil. Querem participar no processo mas temem que já esteja tudo decidido", afirma Fernando Figueiredo.
O representante dos comerciantes de Viseu, Gualter Mirandez, admite a existência de um comércio envelhecido, mas acredita que as políticas do poder central e local têm prejudicado a renovação do tecido empresarial. "Dói-me que apontem o problema só aos empresários. Tirámos gente do centro histórico, criámos outras centralidades e não existe vontade política para renovação dessa área. Os comerciantes estão lá [centro de Viseu] para ganhar dinheiro e não para definharem como está a acontecer".
Nas várias intervenções, os participantes deixaram claro que "são necessários mais debates com as participações da Câmara Municipal de Viseu e da SRU-Viseu Novo".
Para o docente e engenheiro civil, Paulo Albuquerque, "o estudo não vale o papel em que está escrito, o que vale é o debate, é levar as pessoas a participar". Algo que não acontece em Viseu, visto que as pessoas "são confrontadas com uma sugestão final".
"O nosso compromisso é de fazer chegar um conjunto de propostas à autarquia e à SRU, que poderão transformar-se em propostas válidas. Esta tem de ser a primeira de muitas discussões", declara Alexandre Azevedo Pinto, sublinhando que é crucial a participação das autoridades oficiais.

Texto de Ana Filipa Rodrigues in Jornal do Centro, ed. 323, 23 de Maio de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

Estudo para revitalização do centro histórico "é um embuste" - movimento cidadãos

Viseu, 17 Mai (Lusa) - O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu considerou hoje que o estudo de enquadramento estratégico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "é um embuste".
Segundo Fernando Figueiredo, membro do movimento que no final do ano passado promoveu a "Petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu", "este estudo é uma fraude porque não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais do centro histórico de Viseu".
O estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico foi pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Viseu à Parque Expo e "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".

No final de um debate público sobre o estudo de planeamento estratégico para o centro histórico de Viseu, que juntou quase uma centena de viseenses no Solar dos Peixotos, Fernando Figueiredo colocou-se na pele do poder autárquico e disse que para revitalizar o centro histórico de Viseu, começava por reunir-se com todas as associações culturais.
Isto porque defende que "é preciso pôr Viseu no mapa cultural e o centro histórico será o local importante para dinamizar culturalmente a cidade".
Justificou a sua opinião com um estudo da OCDE, que "diz que a área cultural em termos de impacto sócio-económico é muito mais importante que a indústria automóvel, por exemplo".
Por isso, considera "estranho o Cine Clube de Viseu não ter sido auscultado aquando das sondagens do Parque Expo" para o estudo em questão.
Durante o participado debate, o deputado pelo PS na Assembleia Municipal de Viseu, João Paulo, sugeriu a criação de uma comissão de acompanhamento ao estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico de Viseu.
Bruno Camarinha, um físico e viseense, mostrou-se preocupado com a questão dos transportes e da mobilidade, que alega não estarem contemplados neste estudo.
Apelou para o facto de que "deviam ser colocados mais espaços públicos no centro histórico, nomeadamente a nova Loja do Cidadão".
Este foi também um dos desafios que Alexandre Azevedo Pinto, membro do movimento de cidadãos, deixou aos deputados eleitos na Assembleia da República por Viseu, em particular aos do PS "porque têm responsabilidades governativas".
Aos deputados do PS pediu empenho sério e activo para que "a Loja do Cidadão de nova geração se fixe nesta tão importante zona da cidade".
"E não me venham dizer que não há infra-estruturas e capacidades. Se não há arranjam-se. Tem é que haver vontade política", concluiu.
O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu anunciou ainda que vai entregar à Câmara Municipal de Viseu e à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "já na próxima semana", o conjunto de reflexões que resultaram do debate de hoje e que "poderão transformar-se em propostas muito válidas".
O movimento de Cidadãos lamentou ainda que "em tão importante debate não tenha marcado presença nem o presidente da Autarquia de Viseu, nem da SRU".

CMM.
Lusa/Fim

Centro histórico


in Jornal do Centro de 16 de Maio de 2008

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Discussão pública sobre o Centro Histórico

Sábado, 17 de Maio, às 14:30h no Solar dos Peixotos
(Assembleia Municipal de Viseu)

No seguimento da apresentação pública do «Estudo de Planeamento Estratégico» para o Centro Histórico de Viseu, desenvolvido pela Parque-Expo, e da Petição para o debate e PELA REVITALIZAÇÃO URBANA DO CENTRO HISTÓRICO DE VISEU, o Grupo de Cidadãos do Movimento pelo CHV, que promoveu a referida petição, vai promover o debate público.

O DEBATE É NECESSÁRIO E URGENTE. TODOS NÓS DEVEMOS PARTICIPAR.
A participação cidadã é um direito e um dever.