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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Casa da Boneca fechou as portas

A Casa da Boneca, um dos estabelecimentos comerciais mais antigos de Viseu, fechou as portas, não só devido à crise, mas também pelo cansaço dos proprietários.

Não deverá haver viseense que não conheça a Casa da Boneca. Situada há mais de 130 anos na Praça D. Duarte, no Centro Histórico, trata-se de uma das casas comerciais mais antigas da cidade e onde ao longo de várias décadas se vendeu todo o tipo de brinquedos. Na memória de muitos estão os dias de época de Natal em que era quase impossível andar dentro da loja devido ao elevado número de clientes. Não deverá haver criança em Viseu que não tenha recebido uma prenda da Casa da Boneca, tendo em conta que alturas houve em que os actuais proprietários assinalavam o Dia da Criança com a oferta de uma boneca ou de um peluche a cada aluno das escolas do concelho.
No entanto, a idade dos comerciantes e a mudança de hábitos nas compras ditaram o fim do estabelecimento. "Tudo o que é bom acaba", explica Maria Odete Nascimento enquanto olha para as prateleiras vazias, onde até há três anos se amontoavam brinquedos. O marido, João Nascimento, colocou na montra um cartaz em que agradece todo o carinho que receberam ao longo dos anos por parte dos clientes, que em muitos casos se transformaram em amigos. "Achámos que está na altura de dar descanso à cabeça e de deixar de pensar todos os dias no negócio, que também está cada vez mais difícil", explica João Nascimento ao mesmo tempo que vai percorrendo o interior da loja, onde já só há uma caixa com brinquedos "para oferecer".
"Chegava a haver alturas em que era quase impossível andar dentro da loja", sublinha Maria Odete Nascimento, ao mesmo tempo que mostra fotografias dos tempos em que era preciso a família toda a ajudar, porque não havia mãos a medir, tantas eram as solicitações, numa altura em que não havia hipermercados nem centros comerciais. "Lembro-me de um Dia da Criança em que foi necessário cortar o trânsito, para que as jovens pudessem andar à vontade na Praça", diz a comerciante ao mesmo tempo que mostra fotografias de concursos de Lego, realizados na loja. Ao longo das mais de três décadas, o casal assistiu a muitas mudanças, a começar pelo nome da Praça D. Duarte, que se chamava Praça de Camões. Viram os comerciantes da feira semanal trocarem aquela Praça pelo recinto junto ao rio Pavia, assistiram às obras de requalificação de todo o Centro Histórico, testemunharam a abertura e o encerramento de muitas lojas, e também à mudança dos hábitos de consumo. "Até eu preferia fazer compras num centro comercial, onde os miúdos podem andar à vontade, a temperatura é sempre boa e o estacionamento não está longe", admite João Nascimento.
No dia 5 de Janeiro, Paulo de Carvalho vai estar em Viseu para actuar no Concerto de Reis, com a Filarmonia das Beiras. O cantor deverá passar também pela Praça D. Duarte já que faz questão de visitar o casal de comerciantes sempre que está na cidade.
Mas este é apenas um dos "clientes" famosos que passaram pela Casa da Boneca. Foi das mãos de João e Maria Odete Nascimento que o antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, na altura em campanha, recebeu um coelho com uma cenoura. "Ele percebeu logo que a brincadeira se devia à cor do cabelo dele", lembra Maria Odete Nascimento, ao mesmo tempo que recorda passagens pela loja de Mário Soares, D. Duarte Pio e o antigo ministro Mota Pinto, entre outros. A possibilidade de um dos cinco filhos tomar conta do negócio está fora de questão, porque cada um tem a sua vida. No entanto, esperam que o próximo proprietário da loja mantenha, pelo menos o nome. "A Casa da Boneca foi inicialmente uma loja de tecidos, mas tinha uma boneca na montra, daí o nome. A tradição poderá ser mantida", acredita João Nascimento.

in Diário de Viseu (03-01-2011)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Centro Comercial a céu aberto inaugurado a 3 de Dezembro

O centro comercial a céu aberto vai ser oficialmente inaugurado a 3 de Dezembro na Rua da Paz", garantiu ontem ao nosso Jornal, Gualter Mirandez, presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu (ACDV), que apontou como grande atracção para este dia a actriz Maria João Abreu.
 Condição considerada essencial para a prossecução da iniciativa era a adesão do comércio. "Cinquenta empresas aderiam a esta primeira fase do 'Projecto 'Rede Gestus (RG)'", referiu o presidente da ACDV, recordando que "abrangem também a RG as associações comerciais de Bragança e de Chaves". Gualter Mirandez justificou ser a ACDV a primeira parceira a arrancar com o projecto, uma vez que "se está na época de Natal e o consumo começa a ser maior", avançando: "É uma forma de darmos mais visibilidade e protagonismo ao espaço formado pelas ruas Direita, do Comércio, Formosa, Alexandre Lobo e Praça D. Duarte".
A presença da actriz Maria João Abreu e o lançamento do cartão de  descontos e de acumulação de pontos vão ser as novidades no dia da inauguração do centro comercial. Questionado sobre a animação de rua e a iluminação natalícia, o presidente da ACDV disse que, há dias, teve "uma reunião com a Câmara de Viseu, da qual resultou, em conjunto com a Unidade de Acompanhamento e Coordenação, que haja, pelo menos, animação dia sim, dia não". Quanto à iluminação, é a que está determinada pela autarquia.


in Diário de Viseu de 23.11.2010

domingo, 11 de outubro de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Concentação de Empresários no Mercado 2 de Maio

A manifestação está marcada para a próxima segunda-feira e até lá os comerciantes e viseenses mobilizam-se na luta para levar a Loja do Cidadão para o centro histórico da cidade. Contam com o apoio da câmara e a voz contra do grupo Visabeira.
A actual loja funciona junto ao hospital
Muitas das lojas de Viseu já têm na montra apelos para uma manifestação, promovida pela Associação de Comerciantes e Movimento de Cidadãos pela Revitalização do Centro Histórico, para lutar em torno da instalação da Loja do Cidadão no casco velho da cidade.
"Pode ficar claro onde está o poder ou seja se a política ainda vale alguma coisa ou se um grupo económico decide a vida de nós todos", afirmou Alexandre Pinto, dirigente do movimento. Também Gualter Mirandez, presidente da Associação de Comerciantes, lembrou que "falta apenas a decisão política para ver se na nossa democracia o povo ainda tem força ou se será o poder económico a mandar".
Nas lojas da cidade já surgiram cartazes a apelar à participação na manifestação que "irá juntar comerciantes e cidadãos para elaborar um documento a solicitar a instalação da Loja do Cidadão no centro histórico", afirmou o presidente da Associação de Comerciantes. A Loja do Cidadão está num espaço arrendado, cujo contrato termina em 2010, numa das extremidades da cidade junto ao Hospital.
Ainda não são conhecidas as novas instalações mas os comerciantes agarraram a ideia do secretário de Estado do Comércio que afirmou que a mudança "podia servir como âncora para reanimar as lojas e revitalizar a zona". Desde então a sociedade viseense mobilizou-se e a câmara sugeriu o antigo quartel de bombeiros para a sua instalação.
Todos os partidos políticos estão a favor, a única voz contra conhecida é a do Grupo Visabeira que quer instalar a loja no centro comercial do Palácio do Gelo.
Ontem os comerciantes iniciaram uma campanha de mobilização para uma manifestação marcada para o dia 2 de Março no antigo mercado municipal. Fernando Figueiredo, um comerciante cuja loja no casco velho encerrou, lembrou que "é uma falácia falar-se na falta de estacionamento" porque "quando a Loja do Cidadão abriu defendeu-se a sua instalação perto do centro onde facilita a vida às pessoas".
in Diário de Noticias de 26.02.2009
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in Jornal de Noticias de 26.02.2009
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EM DEFESA DA INSTALAÇÃO DA LOJA DO CIDADÃO NO CENTRO HISTÓRICO
CONCENTRAÇÃO DE EMPRESÁRIOS NO MERCADO 2 DE MAIO
2 DE MARÇO 2009 ÀS 18H30
Numa acção conjunta, a Associação Comercial do Distrito de Viseu e o Movimento de Cidadãos Pelo Centro Histórico de Viseu, apelam a todos os empresários para que, num acto simbólico de apoio à instalação da Loja do Cidadão no Centro da Cidade, encerrem os seus estabelecimentos às 18h30 do próximo dia 2 de Março e se desloquem para o Mercado 2 de Maio, onde, através de uma participação massiva, deverão mostrar aos poderes públicos a sua inequívoca vontade.
Consensualmente, a Loja do Cidadão, sendo um espaço que agrega vários serviços públicos de utilização permanente, é também um dos principais espaços geradores de grandes fluxos de pessoas em qualquer cidade em que se encontre.
Em Viseu, a Loja do Cidadão instalada na cidade, tem suscitado algumas dúvidas quanto à excelência da sua localização e das suas instalações. Surgem, por isso, algumas vozes contra a sua permanência nas actuais instalações, sobretudo no momento em que se equaciona a sua deslocalização.
Independentemente de todas as opções aventadas pelos diversos intervenientes na discussão do realojamento da Loja do Cidadão, compete a todos os interessados na defesa da vitalidade e requalificação do Centro Histórico da Cidade de Viseu, colocar na ordem do dia, a discussão da vinda deste serviço para o coração da nossa Cidade.
Nesse sentido, é do conhecimento público, o trabalho desenvolvido pelo Movimento de Cidadãos Pelo Centro Histórico, que desde o início deste debate contou com o apoio não só dos comerciantes aqui instalados, mas também da estrutura que os representa, ou seja, a Associação Comercial do Distrito de Viseu.
Após várias diligências no sentido da defesa da instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico, parece agora consensual, e transversal a todos os quadrantes da comunidade viseense, pugnar para que este desejo se transforme numa breve realidade.
Sabendo que a efectivação desta legítima pretensão está agora, apenas e só, dependente do poder central, cabe aos comerciantes instalados no Centro da Cidade, fazer ouvir a sua voz, no sentido de legitimar todo o trabalho até agora desenvolvido, já que caberá a eles, por ventura, a palavra mais importante nesta matéria.
A PARTICIPAÇÃO DE TODOS É DECISIVA, E ACIMA DE TUDO REPRESENTATIVA DA NOSSA VONTADE E DA NOSSA FORÇA.
- Associação de Comerciantes de Viseu -
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MOVIMENTO DE CIDADÃOS PELO CENTRO HISTÓRICO
Em defesa da instalação da Loja do Cidadão no Centro HistóricoNo seguimento do Debate Público e Cívico que temos vindo a realizar em torno do processo de Revitalização do Centro Histórico da nossa Cidade:.
Apelamos a todos os moradores, comerciantes e Cidadãos para que, num Acto Simbólico de apoio à instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico, participem de uma forma activa na Concentração que este Movimento irá realizar, em conjunto com a Associação de Comerciantes, no Mercado 2 de Maio ( Antiga Praça Velha ) na próxima segunda-feira dia 2 de Março pelas 18.30h;.
Num momento tão importante como aquele que estamos a viver, a sua participação é decisiva para conseguirmos alcançar o nosso objectivo comum: trazer a Loja do Cidadão para o Centro Histórico e dessa forma dar um contributo decisivo para a sua revitalização.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Drogaria Moderna oferece produtos de “outros tempos”

Há lugares assim, que permanecem com a mesma filosofia de trabalho, os mesmos princípios, o mesmo tratamento aos seus clientes e até os mesmos produtos

Não porque precisasse de ir às compras, ou de algum produto em especial, no entanto subi a rua do Comércio e parei defronte a uma loja. Não é uma loja comum e, provavelmente podia até passar despercebida entre as outras lojas de comércio que decoram aquela rua, mas isso não acontece se olharmos com mais atenção… Uma voz amável diz-me "Bom dia, simpatia. Em que posso ajudá-la?". É impossível ficarmos indiferentes a estes cumprimentos tão amáveis que se confundem com amizades de longos anos.

Uma loja como havia antigamente
Por trás do balcão está o senhor Carlos Almeida. "Podia ter um 'Dr.' antes do nome, mas portei-me mal na escola comercial (risos) e de castigo vim trabalhar para aqui". A loja, agora dele, foi um negócio começado por familiares.
Hoje em dia, nem precisamos sair de casa para ir às compras. Instalados confortavelmente na nossa casinha podemos encomendar pela internet ou pelo telefone o que faz falta na despensa. Essas são as comodidades do mundo moderno. Mas o que a Drogaria Moderna nos oferece, em poucos lugares se encontra.
Ao entrarmos no estabelecimento comercial, absorvemos "aquele" ambiente caseiro e o cheiro a limpo leva-nos para tempos antigos.
A montra está decorada com vários produtos, dispostos de forma ordenada. Ao lado do reparador 'Olex', aquele produto que tantas histórias engraçadas nos proporcionaram, estão os sabonetes 'Patti' e outros artigos que nos fazem recuar no tempo.
Não, não se enganou a ler, nem recuamos no tempo. Sim, são produtos que faziam parte do dia-a-dia das nossas avós e mães, mas isso não quer dizer que tenham passado de moda.
O senhor Carlos conta que apesar de os produtos terem evoluído e apareceram outros, "porque a televisão vende muito", as características mantêm-se. "Se eu mais pedisse aos fornecedores, mais eles me mandavam.
"Não são os jovens que procuram a minha loja"
Se não existissem pessoas interessadas nestes produtos, eu não os tinha à venda (risos). Claro está que não são os jovens que procuram a minha loja.
Tenho os meus clientes habituais que sabem que se tiverem um problema em casa, no soalho, uma nódoa para tirar ou uma canalização que rebentou e deixou manchas, perguntam--me, vêm ter com o Carlos da Drogaria (risos). E fazem isso porque confiam em mim, nos meus conselhos".
A loja foi renovada duas vezes, sendo a última, há três anos, mas o ambiente familiar mantém-se.
Patrícia Azevedo in Diário de Viseu (01-09-2008)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Noites Brancas" voltam a animar Viseu à sexta-feira

A Associação Comercial do Distrito de Viseu arranca esta sexta-feira, dia 11 com a segunda edição das "Noites Brancas". A iniciativa tem como objectivo revitalizar o comércio do centro histórico de Viseu, atraindo um maior número de clientes fora de horas, através do alargamento dos horários dos estabelecimentos, que passam a funcionar, às sextas-feiras, durante um mês e meio, até às 23h00. Até 8 de Agosto haverá ainda um conjunto de actividades de entretenimento.
Segundo o presidente da associação, Gualter Mirandez, a ideia continua a ser bem recebida pelos comerciantes do centro histórico da cidade. Festa dos saldos, passagem de modelos, festa da cerveja, animação de rua e eventos gastronómicos foram algumas das actividades desenvolvidas em 2007, que se repetem este ano, e que levaram milhares de pessoas à zona histórica.
"Pretende-se levar as pessoas ao centro da cidade a uma hora em que as pessoas já têm mais disponibilidade e, depois, ter as lojas mais tempo abertas para aumentar as vendas", explica Gualter Mirandez.
Quanto às iniciativas desenvolvidas em conjunto com os restaurantes do centro histórico, o dirigente adianta que o objectivo é levar as pessoas a conhecerem a comida típica, "a um preço mais convidativo", animando ao mesmo tempo aquele espaço da cidade: "Esta sexta-feira vamos tentar que a sardinha seja servida no exterior dos restaurantes para criar um outro ambiente".
As "Noites Brancas" garantem ainda espectáculos semanais.


Às sextas-feiras


11 Julho > Festa da Sardinha : Restaurantes da zona histórica; 19h00; animação com a Real Tunel Académico
18 Julho > Festa do Rancho : Restaurantes da zona histórica; 19h00; animação com ranchos folclóricos
25 Julho > Festa dos saldos : Rua Direita e Rua Formosa; animação com quatro insufláveis, pinturas faciais e outras actividades
1 Agosto > Festa da Cerveja : Largo General Humberto Delgado; das 19h00 às 24h00; música ambiente
8 Agosto > Desfile de Moda : Mercado 2 de Maio; 19h00


texto Jornal do Centro, ed. 330, 11 de Julho de 2008

sábado, 14 de junho de 2008

Crise ameaça comércio e fecha uma loja por dia

Lojas a retalho estão a fechar ao ritmo de uma por dia no distrito de Viseu. Comerciantes soçobram à crise mais violenta dos últimos 50 anos.

Classe exige que o Governo contenha disseminação crescente de grandes superfícies. Estão a chegar à Associação de Comerciantes do Distrito de Viseu (ACDV), todos os dias, cartas de associados a comunicar a cessação da respectiva actividade. "É a oficialização de uma realidade que está à vista de todos", denuncia Gualter Mirandez, presidente daquela associação de classe, que vê no "baixar de braços" dos comerciantes da praça, "a prova da mais profunda e insuportável crise que se abateu sobre o comércio tradicional nos últimos 50 anos".

"Na Rua Miguel Bombarda, praticamente colada à praça da República, na capital de distrito, fecharam seis estabelecimentos numa só semana. Na mesma zona, agora na Avenida Alberto Sampaio, multiplicam-se os avisos, colados nas portas fechadas, de venda, aluguer ou trespasse de instalações. A Rua Direita, centro nevrálgico da actividade comercial - cantada por poetas pelo colorido dos seus escaparates - definha numa morte há muito anunciada.

"Este é o cenário. Não há como escondê-lo", desabafa Gualter Mirandez. O dirigente culpa a crescente multiplicação de novas médias e grandes superfícies comerciais pelo colapso que se adivinha no comércio a retalho. "Faltam-nos argumentos para qualificar o que tem vindo a acontecer na nossa região. Nos últimos quatro anos, o território foi tomado de assalto. O tecido empresarial não aguenta uma tal densidade de estabelecimentos.

A manter-se este ritmo, muitas pequenas e médias empresas correm o risco de desaparecer", avisa. O dirigente, que ao final da tarde de ontem promoveu uma reunião com comerciantes da praça para preparar uma jornada de luta, no final do mês, acusa as grandes superfícies de estarem a funcionar na região como "eucaliptos". "Salvo poucas excepções, todos os concelhos do distrito de Viseu estão a ser afectados.

As médias e grandes superfícies instalam-se e, tal qual o eucalipto, secam tudo à sua volta", acrescenta. O dirigente recorda, ainda, que a proliferação de lojas de grandes dimensões terá repercussão negativa sobre o mundo rural. "Será cada vez mais difícil aos agricultores conseguirem colocar os seus produtos no circuito comercial. Não conseguindo escoar o que produzem, também eles acabarão por desistir", teme Mirandez.

Numa altura em que a Câmara Municipal de Viseu (CMV) analisa dois pedidos de instalação de novas unidades comerciais - o Lidl e o Plus, na zona do antigo matadouro, junto à estrada de Sátão -, Gualter Mirandez afirma temer pelo futuro. "As empresas instalam-se com uma marca e passado algum tempo adoptam outra. A prazo, as diferentes superfícies de vendas estarão todas nas mãos de quatro ou cinco grupos".

"O presidente da Confederação do Comércio Português já alertou para o risco de uma futura cartelização dos preços. Se isso vier a acontecer, todos sairemos a perder. Ao contrário do que é propalado, os consumidores não poderão escolher e optar", conclui o dirigente. No final do mês, os comerciantes de Viseu entregarão na Assembleia da República as suas reivindicações.
Texto de Teresa Cardoso in Jornal de Noticias

quinta-feira, 17 de abril de 2008

"Tratar do centro histórico é um quebra-cabeças"

Vestiram a pele de jornalistas e confrontaram o presidente da Câmara de Viseu com questões da actualidade relacionadas com o concelho. Desde a recente abertura do Palácio do Gelo e o impacto negativo que poderá ter no comércio tradicional, até à desertificação do centro histórico da cidade. Fernando Ruas aceitou o desafio e não deixou perguntas sem resposta.
O frente-a-frente foi ontem e juntou sete dezenas de estudantes, de três escolas da cidade, na tenda gigante instalada no recinto da Feira de S. Mateus. Tudo no âmbito das comemorações dos 120 anos do Jornal de Notícias. Participaram as escolas Infante D. Henrique, Viriato e Azeredo Perdigão.

No confronto e à pergunta de Daniel Aparício (aluno da Viriato) sobre a situação do centro histórico, o autarca assumiu tratar-se de um "quebra-cabeças". Reconheceu as queixas dos moradores contra os ruídos nocturnos, o estigma da desertificação e as repercussões sociais do êxodo de muitos para a periferia urbana. Mas deixou claro "Não vou para lá fazer filhos", ironizou. Avançou, contudo, um conjunto de projectos, alguns em marcha, para dobrar de dois para quatro a cinco mil o número de residentes.

A saber desafiar jovens casais a optar por aquela zona para viver, transferir alguns bares para junto do rio Pavia e limitar o funcionamento dos que ficam, instalar ali sedes de juntas de freguesia, criar zonas de estacionamento, lançar espaços de lazer, criar mais corredores pedonais e impedir a circulação do trânsito no seu miolo.
Questionado sobre questões ambientais, Fernando Ruas sorriu, para dentro. O tema é-lhe caro. Fez alusão ao Prémio Nacional do Ambiente, atribuído a Viseu há alguns anos, e lembrou a a mais recente distinção, que elege Viseu como a cidade com melhor qualidade de vida para se viver. Pelo meio, puxou ainda dos galões para lembrar o pioneirismo da ecopista e o parque urbano da Aguieira.

"E o combóio senhor presidente?", questionou Ana Silva, outra aluna. Ruas não se fez rogado. "Está nas mãos do governo. Fizemos a nossa parte e esperamos que façam a deles. A tutela deu boas indicações sobre o regresso do combóio à cidade. A única na Europa, de média dimensão, que não tem este meio de transporte", enfatizou.
A pergunta-resposta continuou a fluir, com temas diversificados actividade cultural, parques empresariais, desporto, etc. "Em matéria de cultura damos cartas. Somos das poucas cidades que tem uma companhia residente [Paulo Ribeiro], co-financiada por nós, a assegurar o teatro Viriato. Sem falar em equipamentos descentralizados pela cidade, de que é exemplo a Casa da Ribeira", sublinhou.

Texto de Rui Bondoso in Jornal de Notícias (17-04-2008)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Saco de comércio

Exemplo de saco promocional feito pela UAC-Viseu, empresa para a promoção de eventos no centro histórico da nossa cidade.
Estará brevemente ao dispor dos comerciantes.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Palácio do Gelo

A inauguração do novo Palácio do Gelo em Viseu está marcada para 15 de Abril.
Este centro comercial, considerado um dos maiores do país, teve como primeira data de abertura Março de 2007, meta anunciada quando em Fevereiro de 2006 a administração do grupo Visabeira deu a conhecer a maqueta e os pormenores do investimento ao então Presidente da República, Jorge Sampaio, que na altura cumpria uma visita à região de Viseu.
Mais tarde, foi anunciada para Setembro de 2007 a entrada em funcionamento da parte do complexo respeitante ao desporto e saúde, estratégia que depois foi alterada. Os responsáveis pelo empreendimento consideraram que “abrir por fases ia retirar grandiosidade à obra” e que o espaço funcionaria melhor de “forma integrada”.
Foi então fixado, finalmente, o primeiro trimestre de 2008 para abertura na totalidade e escolhido o dia 15 de Abril para a inauguração.
O Centro Comercial Palácio do Gelo, onde já está a funcionar um hipermercado, é apresentado como “um complexo inovador, conjugando desporto, saúde, entretenimento, comércio e serviços”.
O edifício, com nove pisos, vai incluir 164 lojas, pista de gelo, Spa, áreas de lazer e desporto com ginásios e squash, quatro piscinas (uma olímpica), cinco mil metros quadrados de pátios de restaurantes, seis salas de cinema com equipamento Digital e 3D comercial, terraços panorâmicos e o Centro de Inovação e Desenvolvimento da Visabeira.
O parque de estacionamento subterrâneo, com três pisos, tem capacidade para 1200 carros.Segundo informação disponibilizada pelos promotores esta nova infra-estrutura comercial, desportiva e de lazer, que requereu um investimento global superior a 90 milhões de euros, vai promover a criação de 3.200 novos postos de trabalho.
Em 27 de Dezembro de 2007, este projecto teve a aprovação, por parte do Conselho de Ministros, de um contrato de investimento que ascende a 37,7 milhões de euros, prevendo-se um volume de negócios acumulado de cerca de 99 milhões de euros e de um valor acrescentado acumulado de 42,5 milhões de euros em 2014, ano do termo da vigência do contrato.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Aldeia do Natal faz sucesso no Rossio

A iniciativa, “importada” da Alemanha e inédita em Portugal, está a entusiasmar os comerciantes e a atingir os objectivos da câmara de animar o centro da cidade.
Vinte casinhas de Natal vão ficar no Rossio de Viseu até 6 de Janeiro de 2008. A Câmara Municipal, que “importou” a ideia da Alemanha, pretende animar assim o centro da cidade nesta quadra natalícia. Na Alemanha, é habitual realizarem-se feiras de Natal, nas principais praças das cidades, onde se podem saborear as típicas salsichas, acompanhadas com canecas de vinho quente.
Em Viseu, as casinhas estão ocupadas por comerciantes que vendem bolos e doces, chocolate quente, cerveja, bombons e gomas. Noutras são vendidos produtos regionais. As casinhas de Natal são dinamizadas pela autarquia, em colaboração com a Associação Comercial e a Região de Turismo Dão Lafões. Os comerciantes, de uma forma geral, elogiam a iniciativa.
“Coisas deste género devem repetir-se, porque aproximam as pessoas. O Rossio, que muitas vezes é frio e vazio, está cheio de gente. Esperemos que assim continue”, referiram alguns deles ao DIÁRO AS BEIRAS. Outros não escondiam a sua surpresa e agrado com a forma “harmoniosa e enquadrada como as casinhas da aldeia de Natal encaixaram no Rossio”.
O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, que garante não se realizar nenhuma outra iniciativa do género em Portugal, está, também ele, deveras confiante no sucesso da iniciativa. Para o próximo dia 23, está previsto um “Nevão de Natal”, o que será conseguido através de uma máquina que projectará neve no Rossio.

Texto de António Figueiredo in Diário As Beiras

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Mais oito centros comerciais à espera de abrir as portas

Oito novas grandes superfícies comerciais preparam-se para assentar arraiais na cidade de Viseu.
A maioria já possui autorização de instalação, obtida junto da Direcção Regional de Economia (DGE), e poderá abrir as portas logo que queira. As futuras unidades irão juntar-se à mão cheia de projectos idênticos que, nos últimos meses, têm escolhido o concelho para ancorar os seus investimentos. A autarquia viseense demarca-se do processo de viabilização e sustenta que será o mercado a ditar as regras.
"Se nos dizem que há um investimento para Viseu de sete milhões de euros, que pode atrair clientela de Nelas, Gouveia e zonas limítrofes e criar 200 postos de trabalho, acham que há algum presidente de câmara que diga que não? Só se for 'tolinho'", disserta o presidente da autarquia, Fernando Ruas, para justificar a aceitação de novos centros comerciais que chegam com a aprovação prévia da DGE e do Ministério do Ambiente.
O autarca admite que poderá não haver clientela para tanto espaço comercial, mas considera que a decisão final cabe aos investidores. "As empresas fazem estudos de mercado antes de se instalarem. Se virem que não dá, desistem. É a lei de mercado", declara.
A localização dos investimentos cobre a quase totalidade das principais entradas/saídas do concelho de Viseu, conforme indicação sugerida por um estudo realizado pela autarquia, sendo que a única zona que irá continuar descoberta pela rede é a saída para Poente - percurso S. Cipriano, Torredeita e Farminhão.Após a instalação recente do Retail Park em Fragosela (incorpora o Carrefour), do Fórum/Viseu (Feira Nova), do Palácio do Gelo (Jumbo) e do Stapples Office Center (circular norte), entre outros, há novos espaços em vias de entrar no mercado. Estão neste caso a Macro (Estrada de Sátão), Sonae (ao lado do Continente), Plus (Pascoal), Retail Park e Intermarché (Cabanões), L'Eclerc (Ranhados), Mini-Preço (Abraveses) e Intermarché (Póvoa de Sobrinhos).
Fernando Ruas considera que a instalação de centros comerciais no centro da cidade é benéfica para o comércio tradicional. "Veja-se o que aconteceu às lojas junto ao Fórum", desafia.

Texto de Teressa Cardoso in Jornal de Notícias (14-12-2007)