Viseu espera ver passar outra vez os comboios
Mostrar mensagens com a etiqueta Combóio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Combóio. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Cidade espera novas oportunidades
Todos querem o comboio em Viseu
Viseu espera por uma decisão que torne o processo da ligação do TGV à cidade irreversível. Fernando Ruas considera que “nunca as coisas estiveram tão perto”. A secretária de Estado da tutela confirma o optimismo.
A cidade de Viseu viu e ouviu durante um século os comboios a passar, mas, em 1990, com o encerramento da linha do Vouga, as velhas locomotivas de linha estreita e antiquada apitaram pela última vez.As linhas do Dão, que ligavam Viseu à ferrovia da Beira Alta em Santa Comba Dão, e a do Vouga, que se prolongava por 140 quilómetros até Espinho, chegaram a criar uma verdadeira “cultura do comboio”, com estudantes e militares a escreveram as principais linhas desta história.
Mas ambas terminaram com o advento da década de 1990, a primeira, a do Dão, em 1989, que foi criada em 1890, e a segunda, em 1990, tendo nascido em 1908, mas, agora, já em pleno século XXI, onde a palavra TGV anda de boca em boca, todos em Viseu querem ouvir o comboio a apitar pelas redondezas de novo. Primeiro era, desde que as linhas de via estreita do Dão e do Vouga foram extintas, uma ligação à linha da Beira Alta a exigência, mas agora, quando já se fala na construção de uma nova linha de velocidade elevada, até 250 km/h, entre Aveiro e Salamanca, Viseu não quer ficar de fora e as movimentações já estão no terreno.
“É bom que as pessoas não se esqueçam que Viseu é a única cidade europeia com esta dimensão – cerca de 100 mil habitantes – que não tem uma ligação ferroviária”, tem repetido o presidente da câmara de Viseu, Fernando Ruas.
Pouco inquieto com os prazos, Ruas quer mesmo é ver tomada uma decisão que torne o processo de construção da ligação a Viseu irreversível, e isso passa por a ligação Aveiro Salamanca começar da linha do Norte em direcção à fronteira e não, como já está garantido, entre o Porto de Aveiro e a linha que liga Lisboa ao Porto.
O ideal, refere o autarca, é que a linha em velocidade elevada entre Aveiro e Salamanca possa ter o seu primeiro troço no percurso entre a cidade de Viseu e a linha da Beira Alta. Isto porque permitiria resolver dois problemas: garantir a construção da nova linha e colocar “já” a cidade de Viseu no mapa-mundo da ferrovia.
Também com a mesma urgência pedem os industriais e empresários de Viseu que o comboio apite de novo na cidade. João Cotta, presidente da Associação Industrial da Região de Viseu (AIRV), fala mesmo numa “questão de coesão nacional”, porque “hoje quem investe em Viseu tem à partida uma desvantagem” em relação a todos os outros centros urbanos importantes: “falta o comboio”.
Poder-se-ia colocar na primeira linha das justificações para exigir o comboio em Viseu, lembra Cotta, a questão ambiental, tendo em conta as vantagens da linha férrea nesta matéria, mas não se pode ignorar de igual modo que a cidade poderá vir a ficar a apenas “três horas dos cinco milhões de consumidores da região de Madrid”. Reduzem-se os custos, aumentam as possibilidades e os novos mercados, diminuem as assimetrias, criam-se novas centralidades, reduz-se a interioridade, equilibram-se as actuais desvantagens competitivas e agiganta-se a coesão nacional, são alguns dos argumentos expostos por João Cotta na defesa do comboio para Viseu.
Ao longo dos últimos anos, tanto o PSD como o PS têm-se, através dos seus deputados eleitos pelo distrito de Viseu, desdobrado na formulação de requerimentos ao Governo com o objectivo de forçar o regresso do comboio à cidade.
A palavra “revolução” é mesmo utilizada amiúde por vários intervenientes deste processo para descrever o significado do regresso do comboio a Viseu. Para já, admite Fernando Ruas, nunca as coisas estiveram tão perto, desde que a secretária de Estado dos Transportes, há alguns meses, disse em Salamanca, Espanha, que a linha de “elevadas prestaciones”, seria construída entre Aveiro e Salamanca, via Viseu.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, garantiu, entretanto, que não há atrasos no projecto de construção da linha de velocidade elevada entre Aveiro e Salamanca, com passagem por Viseu.
A governante explicou, depois de o assunto estar ciclicamente a emergir como uma das grandes prioridades para o poder local em Viseu e também para as associações de empresários e industriais, que a data de 2017, que estava no plano em 2004, “não está em causa”. No entanto, Ana Paula Vitorino lembrou que não havia nenhum estudo sobre a viabilidade física da construção ou estudo económico-financeiro para o projecto e é isso que está a ser feito actualmente, o que “leva alguns anos” a realizar.
in Jornal Primeiro de Janeiro
quinta-feira, 17 de abril de 2008
"Tratar do centro histórico é um quebra-cabeças"
Vestiram a pele de jornalistas e confrontaram o presidente da Câmara de Viseu com questões da actualidade relacionadas com o concelho. Desde a recente abertura do Palácio do Gelo e o impacto negativo que poderá ter no comércio tradicional, até à desertificação do centro histórico da cidade. Fernando Ruas aceitou o desafio e não deixou perguntas sem resposta.
O frente-a-frente foi ontem e juntou sete dezenas de estudantes, de três escolas da cidade, na tenda gigante instalada no recinto da Feira de S. Mateus. Tudo no âmbito das comemorações dos 120 anos do Jornal de Notícias. Participaram as escolas Infante D. Henrique, Viriato e Azeredo Perdigão.
No confronto e à pergunta de Daniel Aparício (aluno da Viriato) sobre a situação do centro histórico, o autarca assumiu tratar-se de um "quebra-cabeças". Reconheceu as queixas dos moradores contra os ruídos nocturnos, o estigma da desertificação e as repercussões sociais do êxodo de muitos para a periferia urbana. Mas deixou claro "Não vou para lá fazer filhos", ironizou. Avançou, contudo, um conjunto de projectos, alguns em marcha, para dobrar de dois para quatro a cinco mil o número de residentes.
A saber desafiar jovens casais a optar por aquela zona para viver, transferir alguns bares para junto do rio Pavia e limitar o funcionamento dos que ficam, instalar ali sedes de juntas de freguesia, criar zonas de estacionamento, lançar espaços de lazer, criar mais corredores pedonais e impedir a circulação do trânsito no seu miolo.
Questionado sobre questões ambientais, Fernando Ruas sorriu, para dentro. O tema é-lhe caro. Fez alusão ao Prémio Nacional do Ambiente, atribuído a Viseu há alguns anos, e lembrou a a mais recente distinção, que elege Viseu como a cidade com melhor qualidade de vida para se viver. Pelo meio, puxou ainda dos galões para lembrar o pioneirismo da ecopista e o parque urbano da Aguieira.
"E o combóio senhor presidente?", questionou Ana Silva, outra aluna. Ruas não se fez rogado. "Está nas mãos do governo. Fizemos a nossa parte e esperamos que façam a deles. A tutela deu boas indicações sobre o regresso do combóio à cidade. A única na Europa, de média dimensão, que não tem este meio de transporte", enfatizou.
A pergunta-resposta continuou a fluir, com temas diversificados actividade cultural, parques empresariais, desporto, etc. "Em matéria de cultura damos cartas. Somos das poucas cidades que tem uma companhia residente [Paulo Ribeiro], co-financiada por nós, a assegurar o teatro Viriato. Sem falar em equipamentos descentralizados pela cidade, de que é exemplo a Casa da Ribeira", sublinhou.
Texto de Rui Bondoso in Jornal de Notícias (17-04-2008)
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Garantida construção da linha de comboio de alta velocidade
A garantia foi deixada, anteontem à noite, pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que se deslocou à cidade, a convite da Federação Distrital do PS, para participar numa sessão pública sobre as acessibilidades no distrito.
"Viseu não vai ficar à margem do comboio de alta velocidade, uma vez que a cidade ficará servida pela linha Aveiro-Salamanca", assegurou Mário Lino. "Será uma linha mista de passageiros e mercadorias", acrescentou o governante, que garantiu ainda a construção em Viseu de uma estação ferroviária para aquele transporte.
"O comboio de alta velocidade não parará sempre em Viseu. Umas vezes sim, outras não, depende da procura", disse, desafiando então a autarquia local e as congéneres vizinhas, a avançarem, com os privados, com a criação de uma plataforma logística ou um parque industrial.
As declarações de Mário Lino motivaram a imediata reacção do presidente da Câmara de Viseu, que exige que todos os comboios que venham a circular na linha de alta velocidade parem no seu concelho.
"A oferta determina a procura", argumentou Fernando Ruas. O prazo de conclusão da futura linha é o ano de 2017, mas a data poderá ser antecipada dois ou três anos, uma vez que as obras já começaram no porto marítimo de Aveiro, apurou o Jornal de Notícias.
A construção da rede de alta velocidade ou prestações elevadas, como é tecnicamente designada, vai ser implementada por fases. A forma como vai compaginar-se com a linha da Beira Alta não ficou totalmente esclarecida. O ministro afirmou que a alta velocidade que vai servir Viseu estabelecerá uma ligação depois com a linha da Beira Alta e dali seguirá até Salamanca. Contudo, José Junqueiro, deputado e líder da distrital socialista, fala em projectos distintos.
"A alta velocidade entre Aveiro e Salamanca é uma coisa. A ligação de Viseu à linha da Beira Alta é outra. A certeza que temos, é que Viseu passará a figurar no mapa da ferrovia de bitola europeia", enfatizou.
O anúncio do ministro foi aplaudido pelas 170 pessoas que participaram naquela sessão pública promovida pelo Partido Socialista.
250quilómetros por hora será a velocidade máxima do comboio de prestações elevadas que a partir de 2017, na pior das hipõteses, passará por Viseu, na ligação Aveiro- Salamanca. Será um transporte misto de passageiros e mercadorias e terá uma estação na cidade.
Auto-estrada a Coimbra
Em Março de 2008 deverá ser lançado o concurso público para a construção da auto-estrada entre Viseu e Coimbra, uma via que irá substituir o actual Itinerário Principal 3 (IP3). O anúncio foi feito por Mário Lino, na mesma reunião, ao revelar estarem já a decorrer as avaliações de impacto ambiental.
"A minha perspectiva é que até Março esteja concluído o estudo, posto o que estaremos em condições para lançar a obra", afirmou o governante. Questionado sobre a existência de uma curva na A25, junto ao Caçador, perto de Viseu, onde os condutores não podem circular a mais de 80 Km/hora, num traçado onde a velocidade é de 120 Km/hora, construída com carácter provisório, o ministro reconheceu o problema.
"É um estrangulamento. No entanto, temos outras obras prioritárias", disse, taxativo. Baptizada por "bossa do camelo", a curva tem sido alvo de críticas das populações, da Câmara de Viseu e até da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, que chegou levar o caso à justiça. O tribunal reconheceu o perigo e aconselhou a Estradas de Portugal, a reforçar a sinalética no local.
Rui Bondoso in Jornal de Notícias (28-11-2007)
Rui Bondoso in Jornal de Notícias (28-11-2007)
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Vinte mil de comboio
O comboio turístico, que este ano percorreu as ruas da cidade, é um sucesso. A Região de Turismo Dão Lafões garante o regresso das viagens pelas ruas da cidade na Primavera.Durante três meses, de Julho a Setembro, andaram no comboio turístico de Viseu cerca de vinte mil pessoas. Embora muitos dos passageiros fossem pessoas da cidade e arredores, “uma grande percentagem eram turistas”, garante o presidente da Região de Turismo Dão Lafões. Adriano Azevedo recebeu várias cartas a elogiar a iniciativa. Agradecimentos que diz entender, pois “com as informações prestadas pelas guias, que acompanhavam cada viagem, os visitantes ficavam a conhecer pormenores e vivências que de outra maneira era impossível”. O comboio que saía do Rossio, em pleno centro da cidade, percorria várias avenidas, passando junto dos principais pontos de interesse. Subia ao centro histórico, ia ao Fontelo, e atravessava o largo da feira de São Mateus, mesmo no período em que o certame esteve a decorrer.
Por causa da natural quebra de visitantes e turistas, nesta altura, o comboio já não está a sair com regularidade, a não ser ao fim-de-semana. O presidente da Região de Turismo Dão Lafões garante, no entanto, que “há a disponibilidade para fazer a viagem, sempre que hotéis, instituições, ou escolas tenham grupos que queiram andar”.
Por uma questão de rentabilidade e até de imagem, Adriano Azevedo considera que o comboio deve circular sempre que houver solicitações. Com o sucesso alcançado este ano, o responsável pela região de turismo Dão Lafões não tem dúvidas de que o comboio, que este ano pôs a circular em conjunto com a câmara municipal, volta a sair à rua, de uma forma regular, no inicio da próxima Primavera.
António Figueiredo in Diário As Beiras (29-10-2007)
terça-feira, 26 de junho de 2007
Comboio turístico começa hoje a percorrer cidade
A partir de hoje e até 30 de Setembro um comboio turístico percorre as principais ruas da cidade em demanda da sua monumentalidade. O objectivo principal é captar mais turistas, fazer com que eles se demorem mais na urbe e na região e sejam uma mais valia económica para o seu desenvolvimento.
O veículo foi apresentado ontem e resulta de uma parceria entre a Câmara de Viseu e a Região de Turismo Dão Lafões. São três carruagens, com capacidade para 60 pessoas, que todos os dias vão andar pela cidade de segunda a sábado, das 10,30 às 24 horas (só pára à hora do almoço e jantar), e domingo das 14,30 às 24 horas (intervalo para jantar).
Os percursos, que vão demorar cerca de uma hora, custam dois euros cada. Metade apenas para os titulares do cartão jovem ou de idoso.
O início da viagem é sempre junto ao Jardim Tomás Ribeiro (zona do Rossio) e tem paragens na Central de Camionagem, Casa da Ribeira, Largo Mouzinho de Albuquerque/Teatro Viriato, Fontelo, Rua D. António Alves Martins, Avenida 25 de Abril, Adro da Sé/Museu Grão Vasco e outra vez Jardim Tomás Ribeiro (Rossio)."É mais um instrumento de mobilidade", lembra Fernando Ruas, presidente da autarquia.
Veículo transporta 60 pessoas de cada vez.
Viagem custa dois euros
texto de Rui Bondoso in Jornal de Notícias
domingo, 25 de junho de 2006
domingo, 7 de maio de 2006
Viseu, Senhora da Beira
Viseu, Senhora da Beira é o blog de Viseu que teve a feliz e apoiável iniciativa de criar a petição pelo combóio.
O 11.º Encontro de Os Barões da Sé também foi motivo de post no blog que convidamos a visitar.
O 11.º Encontro de Os Barões da Sé também foi motivo de post no blog que convidamos a visitar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)













