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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

João Pais: Campeão Nacional no Desafio Elf/Mazda

João Pais de 25 anos, natural de Viseu, piloto de Todo-o-Terreno saltou para a ribalta informativa ao tornar-se o melhor português na prova 24 horas TT (Todo-o-Terreno) – Fronteira. Na conhecida vila alentejana conquistou o terceiro lugar na classificação geral e, também nessa prova, sagrou-se Campeão Nacional no Desafio Elf/Mazda. Aos quatro anos acompanhava o pai nos quatro dias do Rally de Portugal. Hoje reconhece que é ele o grande responsável pelo sucesso, e justifica em tom sorridente que o levava aos karts e o pôs a conduzir com oito anos, no Autódromo do Estoril.

Quando terminou a prova disse que ainda não estava em si. Quando tempo demorou para avaliar a vitória conseguida?
Só quando olho para o papel é que acredito, porque ainda hoje estou um bocado a digerir toda esta vitória que tem sido muito agradável, as pessoas em Viseu têm sido fantásticas. Vou na rua, abordam-me e dão-me os parabéns. Quando acabei a prova só pensava: a dificuldade toda que foi, durante este ano, numa altura de crise, os esforços que fizemos para estar ali, os patrocinadores de um lado e do outro a tentarem ajudar para que este projecto nunca parasse e sempre a acreditarem. E, de repente, chegamos ao final, atingimos um objectivo que no início do ano nunca pensámos, em que além de sermos terceiros na geral, somos melhor português, no agrupamento T 1, primeiro carro a diesel e segundo na classificação do memorial José Megre.

São vários títulos numa mesma prova.
O meu pai dizia: "em 24 horas trazemos tantos canecos para casa" e a verdade foi essa.

O que é uma prova como as 24 Horas TT de Fronteira?
É uma prova que necessita de uma preparação física e psicológica muito boa.

Faz por isso?
Faço ginásio regularmente, embora não goste muito de correr sem sair do mesmo sítio e de estar trancado em salas (risos). Mas quando queremos levar as coisas a sério, temos que saber tratar do nosso corpo, assim como a alimentação… tudo é importante nas corridas.

Quem está fora da corrida pensa que estar sentado ao volante não exige grande esforço.
É o contrário. Numa corrida como eu fiz – o Transibérico – que são quatro dias onde fazemos 2500 quilómetros, quantas passagens de caixa é que faço? Portanto, quantas vezes é que a minha perna esquerda trabalha na embraiagem, quantas vezes trabalha no travão, quantas vezes é que o meu pé direito trabalha no acelerador e no travão? A minha mão direita quantas vezes vai à manete? Depois, utilizamos um sistema para protecção da cervical, que vai por cima dos cintos e quase nos imobiliza a cabeça. Temos que suportar o peso do capacete no pescoço, mais os cintos, as pancadas dos buracos… de tudo. Ou estamos fisicamente bem preparados ou não se aguenta.

Como faz para se preparar psicologicamente?
A corrida é sempre em Dezembro ou Novembro. São oito da noite e dá-nos a sensação de nos encostarmos e dizer: "já é meia-noite", mas olha-se para o relógio e são seis da tarde. Para aguentar as primeiras horas que são sempre as mais emocionantes, é importante conseguirmos manter-nos calmos, essencialmente não mostrar que não estamos calmos.

A prova, como o nome indica, é o carro a andar 24 horas?
Temos turnos que não podem exceder três horas, cada piloto só pode fazer 12 horas no máximo e todos os pilotos têm que fazer uma volta completa no mínimo (15 quilómetros). Fazemos normalmente turnos que duram duas horas e 45 minutos.

Quantas pessoas mais se envolvem na equipa numa prova destas?
Quatro pilotos e mais 20 pessoas por fora, contando com os mecânicos, apoio logístico, cozinheiros.

A prova obriga a uma alimentação especial?
É preciso ter muito cuidado com o que se come (durante a prova) senão há más disposições e é perigoso.

O que come durante a prova?
Tudo à base de massas, arroz, um bocadinho de carne grelhada e muitos líquidos.

Os jornalistas mostraram muita admiração por na sua equipa haver participantes a correr pela primeira vez. Esse também foi um segredo?
Além de ser um segredo, nunca pensámos chegar à última prova do campeonato e poder lutar pelo título, felizmente os nossos mecânicos fizeram um trabalho de evolução da carrinha excepcional. Escolhi o meu pai (António Pais) porque quis dar-lhe a oportunidade de um dia vir a correr. Escolhi o Francisco Cabral que é a pessoa que me tem acompanhado ao longo da minha carreira. Foi um dos meus navegadores que me ensinou muito do que é estar nas corridas, tem muitos títulos nacionais, este ano voltou a ser campeão nacional de ralis. O João Rato, outro meu navegador foi comigo correr porque aceitou vir comigo e o que sabe fazer muito bem é conduzir.

Qual foi o segredo da gestão da corrida?
Foi feito por um profissional brilhante que temos em Viseu, chamado Paulo Torres, um grande co-piloto que sabe muito da táctica da corrida. Fez uma gestão de equipa perfeita.

O troféu Elf/Mazda onde se sagrou campeão foi outro desafio?
Desafio é mesmo a palavra correcta, porque em ano de crise lançar um troféu, é fantástico. Jorge Natário, da Mazda Motores de Portugal é um guerreiro. Consegue arranjar um patrocínio para um projecto, consegue arranjar pilotos para virem para o mercado, faz todo um trabalho de marketing impressionante. Depois, chegamos a Fronteira e temos sete carros a correr, quando andamos hoje em campeonatos com corridas 16 inscritos, onde já houve 80. As organizações das provas devem ter isso em conta e dar condições para que este troféu continue, ou seja, criar condições para que os pilotos se possam inscrever a baixo custo. É uma aposta e, ao baixarem os preços, faz com que tenham mais inscritos.

Como é que Viseu consegue ter um piloto dedicado ao desporto automóvel a tempo inteiro?
Com a ajuda de várias empresas, de vários amigos, com muita dificuldade e com muita dedicação quer dos patrocinadores, quer dos pilotos, quer dos co-pilotos e com uma esquipa de mecânicos fantástica.

Quem são esses mecânicos excepcionais?
São de Mafra. O chefe é o Helder Santos. Foi uma aposta que fiz neles, certa da minha parte. São pessoas muito experientes que trabalham com um profissionalismo e uma dedicação incrível. E são meus amigos antes de serem mecânicos. No dia em que as pessoas virem as coisas só como um negócio e não andarem lá porque gostam, dificilmente vão conseguir triunfar.

A assistência é tão boa que durante as provas pouca necessidade teve de receber assistência.
Exactamente. Foram sete carrinhas à chegada, as mesmas que estavam na partida. Todas terminaram e isso é uma prova de fiabilidade impressionante.

Como é que um piloto do interior consegue os apoios?
No meu caso, recorri aos amigos que tinham empresas. Uma vez ajudava um, outra vez ajudava outro. Como é que se angaria um patrocínio forte? Não sei, nunca o tive, espero ter essa oportunidade, para que possa dar um salto na minha carreira e possa mostrar um bocado mais do meu potencial.

A vitória em Fronteira está a abrir portas?
Começaram a abrir-se algumas portas, começaram a surgir alguns contactos. Vamos ver. Vamo-nos manter na expectativa e, no momento certo, anunciaremos o que vamos fazer em 2010.

A continuidade no troféu Elf/Mazda está assegurada?
Não está assegurada mas muito bem encaminha e gostava de permanecer no desafio Mazda porque é um desafio muito bem organizado. Para o ano vai ser melhor, vai-se tornar mais competitivo e isso faz com que se torne mais interessante para nós pilotos, dá-nos mais visibilidade e dá mais visibilidade à marca.

Qual é o sonho de João Pais piloto?
Continuar com os pés bem assentes na terra e poder continuar a ser o João Pais a quem dão a oportunidade de pilotar.

Porque diz que a sua carreira começou como uma brincadeira?
Começou com uma brincadeira do meu pai que, tinha eu oito anos, estávamos de visita ao Autódromo do Estoril e decidiu ensinar-me a conduzir o carro dele - que já era um jipe curiosamente – e eu quase não chegava ao pés ao pedais e para embraiar tinha que me pôr de pé. Portanto, comecei a conduzir um carro sozinho, aos oito anos, no Autódromo do Estoril. Depois começou a levar-me aos Karts, eu tinha jeito, e fui andando.

Vai continuar no todo-o-terreno ou pensa avançar para outra categoria?
Sempre ambicionei muito mais ser piloto de Todo-o-Terreno do que de ralis, mas se surgir a hipótese de ralis ou de velocidade, não estão fora do baralho. Penso que conseguia adaptar a minha condução a vários estilos. Voltar às pistas não iria ser uma surpresa. Se quero continuar no Todo-o-Terreno ou se gostava que a minha carreira se limitasse ao todo-o-terreno? Sim. Gostava de um dia fazer parte de uma equipa oficial e fazer um Argentina-Chile. Neste momento não me sinto capacitado para isso, mas se calhar daqui a dois anos gostaria de ter essa oportunidade.

Já tem planos para a próxima prova?
O campeonato acabou, vai regressar em 2010. Ainda nem sabemos ao certo o nosso projecto para 2010, portanto, não podemos fazer projectos para a próxima corrida.

Correr vai de certeza?
Espero continuar a poder dar aos meus conterrâneos a alegria de verem um viseense nas corridas, não sei se a ganhar, mas pelo menos nas corridas.

Antes de Fronteira queixava-se do seu trabalho não estar a ser reconhecido.
Quando estamos a um ponto de ser campeões, começamos a olhar à nossa volta e não há patrocínios, ficamos tristes com nós próprios, com o momento actual em que a sociedade vive, ficamos revoltados, mas felizmente os amigos não deixaram que isso acontecesse, acreditaram em mim até ao fim.




entrevista in Jornal do Centro de 11-12-2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

João Pais

O João é filho do Tó Pais, amigo de muitos e bons momentos de quase todos nós.

noticia Jornal do Centro de 19-11-2009

domingo, 28 de junho de 2009

Verão Caixa'09 em Viseu



O Evento
O Verão é a época do ano em que os programas desportivos, culturais, musicais e de entretenimento ao ar livre se intensificam.
O Verão Caixa 09 é um mega-evento desta estação que irá transferir esses mesmos programas para algumas das praias e cidades mais emblemáticas de Norte a Sul de Portugal.
O Verão Caixa 09 vai percorrer um total de cinco cidades durante os meses de Verão, com a missão de levar às pessoas o desporto, actividades variadas e bastante entretenimento para os longos e quentes dias da estação.

Em VISEU
(Zona Desportiva do Fontelo) de 3 a 5 de Julho venha para a rua viver o Verão Caixa 09

terça-feira, 21 de abril de 2009

18 Jogos Desportivos de Viseu

Os Jogos Desportivos de Viseu, assumem-se no nosso concelho como um grande projecto de dinamização e mobilização, quer das nossas colectividades, quer dos munícipes a título individual.
A importância de uma prática desportiva devidamente orientada, a programação de actividades de ocupação dos tempos livres, assim como a sensibilização dos benefícios da actividade física para a melhoria da qualidade de vida que têm sido alguns dos objectivos que os Jogos Desportivos de Viseu perseguem.
A dimensão que este evento alcançou ao longo dos anos, contando na última edição cerca de 3000 participantes, enquadrados nas devidas colectividades locais, ou por participações a título individual, tem motivado o crescimento da oferta de actividades no município de Viseu e em particular pela autarquia, existindo já programas, regulares para a maioria dos escalões etários.
De forma geral, os 18os Jogos Desportivos manterão a estrutura das últimas edições, no que respeita à forma de participação e aos escalões etários, apresentando como principal novidade a inclusão de novas modalidades, como o Golfe e o Jorkyball, oferecendo assim um total de 25 modalidades, que dinamizarão todo o concelho, ao longo dos meses de Maio, Junho e Julho.
Toda esta dinâmica apenas é possível com a cooperação fundamental do movimento associativo do concelho, que ao longo dos anos tem contribuído para aumentar os níveis de participação nos Jogos Desportivos de Viseu, seja ele ao nível de praticantes, técnicos ou dirigentes.
Desta forma, em Viseu trabalhamos para que os nossos munícipes, Nasçam com Esperança, Cresçam com Confiança e Envelheçam com Dignidade.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Viseu recebe estágio da selecção portugesa de Futebol

Viseu vai ser o palco de um estágio da selecção nacional, de preparação para a fase final do Campeonato da Europa de 2008. O Hotel Montebelo vai receber, entre 18 e 31 de Maio, os homens de Luiz Felipe Scolari.

«Após ponderadas outras hipóteses que nos foram apresentadas, optámos por Viseu, que já havia manifestado a intenção de acolher a Selecção antes do Mundial de 2006, em alternativa a Évora. A F.P.F. tem a certeza que encontrará nesta cidade todas as condições necessárias para fazer este estágio, num clima de tranquilidade, até porque a Selecção estará em Viseu para trabalhar e para se preparar para um Europeu muito importante», referiu Gilberto Madaíl ao «site» da Federação Portuguesa de Futebol.

Gilberto Madaíl alongou a sua análise. «Estou certo que iremos ter em Viseu todo o apoio dos viseenses e pode ser que as terras de Viriato fiquem como um grande símbolo de um Campeonato tão importante quanto este Europeu. É uma grande oportunidade para os viseenses e para os Portugueses da Região Centro», explicou o responsável, acrescentando que Portugal vai realizar um jogo amigável a 31 de Maio, no Estádio do Fontelo.

Uma estadia com passagem pelo complexo desportivo do Fontelo e pelo Hotel e Golfe Montebelo. Sabe-se que a selecção procura alojamento de qualidade, que garanta privacidade, conforto e equipamentos para manutenção de forma física, como ginásios e piscinas. Equipamentos que uma unidade cinco estrelas como o Montebelo disponibiliza.
Campos relvados, e grandes espaços verdes, Viseu tem também em quantidade, e qualidade, no Fontelo e no Campo de Golfe da Visabeira.

O clima ameno de Viseu,
em finais de Maio, jogou a favor da escolha de Viseu.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

"Mister"

conversas

“Esta época dava para escrever um livro triste”

E vão três.
A equipa de juniores do Académico de Viseu, a disputar o nacional de futebol da II Divisão, vai no terceiro técnico esta época.
Vítor Santos sucede a Vitó, que havia rendido Paulo Chaves.
Assume o desafio com a convicção que é preciso mudar muita coisa no futebol jovem do clube.
(+)

in Jornal do Centro (11-01-2008)


in Diário de Viseu (08-01-2008)


Académico

Vítor Santos assume comando técnico dos Juniores do Académico
Depois de Paulo Chaves e Professor Vitó, a equipa do Académico de Viseu, que disputa o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, volta a mudar de treinador.
A mudança de treinador deve-se ao facto de a época desportiva estar a defraudar as expectativas dos adeptos academistas que tinham grandes esperanças no inicio da temporada.
Vítor Santos terá a colaboração do Professor Pedro Martins e é com esta equipa técnica que a equipa de Viseu vai tentar ainda a manutenção no Nacional da categoria.

in viseumais em Segunda, Janeiro 07

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Visabeira assume controlo da empresa Parque Desportivo

O Grupo, de Viseu, Visabeira vai assumir o controle da empresa Parque Desportivo de Aveiro (PDA), logo que seja aprovado o aumento de capital da empresa municipa dos actuais 500 mil euros para 3,5 milhões de euros .
O aumento de capital será realizado em dinheiro (1, 665 milhões de euros) pela Visabeira, que detém , actualmente, 49% da PDA, e pela Câmara, que tem 51% do capital, e que realizará a sua parte em espécie, através da entrega de terrenos, ficando o grupo de Viseu, nesta fase, com 54,6% do capital, e a autarquia com 45,4 %, de acordo com a proposta que o Executivo de Élio Maia (PSD/CDS-PP) levou, ontem, à reunião de Câmara, mas que acabou por não ser votada. O PS acabou por obrigar a maioria a desistir de colocar a proposta à votação, sucedendo o mesmo como o plano de saneamento financeiro da autarquia, que prevê a contracção de um empréstimo de longo prazo no valor de 58 milhões de euros, e com a abertura do concurso para a constituição de uma parceria público-privada destinada a concretizar os investimentos (construção, ampliação e manutenção de escolas) previstos na Carta Educativa e quatro parques de estacionamento subterrâneos na cidade. Os socialistas argumentaram que não estavam em condições de votar, em consciência, documentos de tão grande complexidade e importância, que consideraram ser merecedores de "um esforço de consenso alargado" e que, como sublinharia Marques Pereira, a própria maioria levou "largos meses" a preparar.
Os vereadores do PS queixaram-se de não ter recebido a documentação "com os dois dias úteis de antecedência que a lei prevê", e , perante a insistência da maioria ( a proposta de adiamento das deliberações, posta à votação, foi chumbada), advertiram para o risco das deliberações, tomadas nessas circunstâncias, estarem feridas de nulidade. Quanto à PDA, ficou a saber-se que a Câmara pretende reduzir a participação, que tem na empresa, gradualmente, até aos 5%, à medida que o projecto avance no terreno. E, no que se refere ao plano de saneamento financeiro da autarquia, que prevê um empréstimo bancário de 58 milhões de euros, que o JN já noticiou, soube-se que será por um prazo de 12 anos, com três anos de carência de capital.
Parceria com privados para carta escolar
A construção das 13 escolas novas que a Carta Educativa prevê e a ampliação de mais 13 estabelecimentos existentes, no valor de 15 milhões de euros, é apenas parte das atribuições - e do negócio - que a Câmara de Aveiro pretende confiar a uma parceria público-privada. Na primeira fase, a sociedade comercial de capitais minoritariamente públicos a ser criada terá, também, a cargo a manutenção de todo o parque escolar, por um período de 25 anos. Mas, no futuro, poderá contratualizar com a Câmara outros serviços, como os transportes escolares ou o fornecimento de refeições, admitiu , ontem, o vereador do pelouro da Educação, Pedro Ferreira. Em contrapartida, e para abater na renda, a Câmara entregar-lhe-à a construção e a exploração de quatro parques de estacionamento subterrâneos, a construir no Rossio, ao pé do Hospital, nas traseiras do Centro de Congressos e na Avenida Lourenço Peixinho. A abertura do concurso para a selecção do(s) parceiro (s) privados foi uma das questões adiadas na reunião de Câmara de ontem.
in Jornal de Notícias

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Sonho de Natal (2004)

A minha cidade (desportiva) do meu Sonho de Natal

Vivo num País, pequeno, com muito sol e mar. Neste meu País as pessoas lutaram muito para conseguirem a liberdade.
Hoje já existe essa liberdade e essas pessoas já fizeram a sua parte. Os seus filhos ficaram com a sorte de poderem trabalhar um projecto de um País novo, moderno e solidário.
Mas o tempo foi passando e tudo se consumiu num só dia. Foram-se os anéis e nem os dedos ficaram. A luta pelo poder foi-se apoderando dos habitantes deste meu País e quase nada foi pensado e construído, com qualidade, para as gerações que se lhe seguem.
O mérito, o valor parecem não ser exigências para quem tem a responsabilidade de projectar, construir, dirigir e decidir.
No meu País os profissionais do desporto descansam na quadra natalícia e os amadores jogam!
Mas a minha cidade é linda, neste meu sonho. Aos fins-de-semana é ver as crianças e os jovens a praticarem desporto com os que vêm de outras paragens. É uma festa andar pelas ruas, pelos cafés que existem e que estão abertos aos fins-de-semana no Centro da minha cidade. As cores misturam-se, os sotaques são variados.
O parque desportivo da minha cidade está inserido numa área que é uma bênção da natureza. Aqui há um Pavilhão Multiusos vocacionado para a prática desportiva de várias modalidades e está inserido no local próprio e não onde se comercializam produtos e serviços.
Os campos, vários, são relvados (natural ou artificialmente). Vários jogos se realizam naqueles espaços com muitos familiares, amigos e visitantes a aplaudirem e a viverem momentos felizes de convívio, promovidos pelo desporto.
Neste parque desportivo ouvem-se os cânticos saídos do Pavilhão Multiusos que nos orgulha, onde vários jogos, das mais diversas modalidades, se realizam de uma forma contínua. Das modernas Piscinas são os aplausos que mais se fazem ouvir.
Nesta minha cidade reconstruiu-se uma casa antiga que serve de apoio ao desporto, a todos os desportistas e acompanhantes. São informações, são roteiros turísticos, é o restaurante, é o lar de atletas, são as Associações, de tudo que esta nossa Casa de Desporto congrega.
O fim-de-semana acaba em beleza com a realização do jogo de futebol do clube da minha cidade.
O Campo de futebol foi pensado e reconstruído faseadamente, não vai sendo remendado. Tem o nome da minha cidade desenhada nas cadeiras das bancadas e não umas simples 3 letras que não transmitem mensagem nenhuma. Milhares de pessoas vibram neste Campo da minha cidade. Não lembro qual o resultado, nem é importante. Lembro é que todos recolhem a casa sorrindo e com a certeza que viram um excelente espectáculo, numa casa bonita e em que não houve lugar a que alguém se sentisse defraudado.
No clube da minha cidade os atletas profissionais recebem os ordenados! Na minha cidade há Formação e Alta competição.
Nesta minha cidade não há protagonistas. Na minha cidade há desportistas, políticos, académicos, militares, etc. Cada um tem a sua função e todos têm o mesmo objectivo: engrandecer desportivamente, socialmente e culturalmente a minha cidade.
A todos os homens que constroem, diariamente, esta minha cidade agradecemos humildemente por pensarem nas nossas crianças, nos nossos jovens, no nosso bem-estar. Não é fácil construir esta minha cidade. Mas é com muito orgulho que dizemos: esta é a nossa linda cidade.
Assim o meu País fica um pouco melhor, pelo exemplo positivo da minha cidade do meu Sonho de Natal.
Vítor Santos in Mo(vi)mentos, dezembro de 2004

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Vitor Santos lança livro ''Mo(vi)mentos''

Vitor Santos, há muito ligado ao fenómeno desportivo da região de Viseu, acaba de lançar o livro ''Mo(vi)mentos'', que trata de ''momentos, movimentos desportivos viseenses''.

Mo(vi)mentos é o nome do espaço de opinião que foi criado no Jornal O Derby em 2003. Movimentos, momentos desportivos de Viseu eram os assuntos abordados.
Com a extinção do Jornal O Derby, esta rubrica transferiu-se para o Jornal do Centro onde quinzenalmente continua a ser editada.
Segundo Vitor Santos, ''existe ainda o preconceito de que quem critica é inimigo. Não pretende ser este o caso''.
Para o autor de ''Mo(vi)mentos'' é ''difícil, num meio pequeno como Viseu, escrever sobre desporto. A paixão clubista «cega» muitos dos seus intervenientes''.
Procurar sempre escrever pela positiva, elogiar bons trabalhos e questionar aqueles que suscitam dúvidas, tem sido o lema deste jornalista.
Nos últimos seis anos acompanhou o desporto regional como adepto, mas também como dirigente, treinador e jornalista.
Vitor santos recorda que ''o Jornal O Derby deu a conhecer uma realidade nova, agentes desportivos que abdicam muito do seu tempo para se dedicarem à causa desportiva''.
Destaque natural neste livro para o Clube Académico de Futebol pela situação que passou nos últimos anos e, até pela vivência interna que tem do mesmo, foi quase sempre o assunto dominante destes artigos, o que nem sempre foi fácil. O autor procurou sempre, de forma imparcial, ajudar na construção, na requalificação do Clube e nunca ser dono da verdade, nem pretender ser.
A formação e as estruturas desportivas são os outros assuntos que mais debate suscitam por serem aqueles que garantem um futuro à juventude e para Vitor santos, ''custa vê-los partir tão jovens, deixarem as famílias, os amigos para poderem fazer a sua formação desportiva em estruturas de média/alta competição que não têm na sua cidade''.
''Não se pode agradar a todos, e quase sempre o feedback negativo é feito de forma anónima e vazia. Procuro estar sempre a aprender e nunca pactuar com quem não tem rosto'', conclui.
Vítor Augusto Andrade Santos é licenciado em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

A letra do Vítor

Vítor Santos in Mo(vi)mentos no tributo que dedica às "Mulheres pelo colorido com que cada uma pinta os estádios: o verde esperança, o amarelo sensível e o vermelho paixão!"
Gostei desta parte!

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Banca de Ideias

Acácio Braguês, na qualidade de Presidente do CAF, opinou sobre a comunicação regional à Revista Banca de Ideias em Julho de 2001 .

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Lusitano de Vildemoínhos


Na Revista Ilustrada de Viseu (Agosto de 1992) um artigo de Silvino Cardoso, sobre o Lusitano de Vildemoínhos onde pontificavam vários Barões da Sé. Acácio Braguez e Rui Andrade (4.º em pé a contar da direita na foto da equipa). Armando Matos, Fernando Pratas e Francisco Almeida eram dirigentes da colectividade nesta época. Vítor Almeida era o preparador físico.