Mostrar mensagens com a etiqueta Feira de São Mateus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Feira de São Mateus. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Feira de S. Mateus será sinónimo de Viseu, tradição, festa e diversão


A edição deste ano da Feira de S. Mateus vai contar com inúmeras novidades. Apesar do pouco tempo que teve para organizar o certame, José Moreira, gestor-executivo da Expovis desde Janeiro, fez diversas alterações ao evento com o objectivo de o modernizar, sem nunca esquecer a sua história.

Viseu, tradição, festa e diversão. Este é o lema da edição deste ano da Feira de S. Mateus, cujas novidades e programação em geral foram apresentadas ontem pela Expovis – empresa que organiza o certame – e a Câmara Municipal de Viseu.

O novo gestor-executivo da Expovis, José Moreira, explicou que um dos principais objecti­vos foi o de “casar a tradição de uma feira multi-secular com a modernidade” que o público mais jovem, e não só, vinha a exigir. Exemplos desse esforço são a recriação do antigo 'picadeiro', que permitirá uma mais fácil circulação das pessoas pelo recinto, a mudança do palco principal, dando espaço a mais esplanadas, e a criação de mais dois espaços musicais para grupos da região.

A tradição e a modernidade também andarão juntos na programação com uma aposta forte no Domingo Franco, 4 de Setembro, com a recriação de espaços antigos como as ta­s­quinhas por parte de grupos etnográficos, ao mesmo tempo que se avança para a internacionalização do cartaz com os James (no dia 20 de Agosto) e dos Nouvelle Vague (dia 17 de Setembro).

in Diário de Viseu (03 de Agosto de 2011)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Enguias mantêm tradição no certame mais antigo de Viseu

Era frequente organizarem- -se excursões vindas de vários pontos do país e as pessoas tinham por hábito, quando iam comer a refeição, levar as batatas cozidas, vinho e pão de casa, e apenas pedir as enguias nas barracas.

Mas foi algo que se foi perdendo com o tempo, passando a ser tudo confeccionado nos locais de venda, apesar de haver algumas excepções, como acontece na 'Barraca de Enguias do Avelino Marques', em que recentemente os clientes levaram as batatas cozidas embrulhadas num pano e o vinho, e apenas pediram as enguias e o pão, como contou a responsável.



Espaços apelam aos consumidores

O facto dos espaços "serem bastante antigos e tradicionais apelam aos consumidores para lá se sentarem e consumirem", como refere Zélia Conceição, dona de uma das barracas que já está presente neste evento há 22 anos, e que vende tanto para consumo no próprio espaço, como para fora.

A Dona Quitas, que confecciona este tipo de comida há já 77 anos não só na Feira de São Mateus, mas também em casa e noutras feiras durante todo o ano, diz "que as espetadas de enguias é o que se vende, mas a adesão não tem aumentado, mantendo-se semelhante ao ano passado", enquanto no espaço 'Mar Azul - Enguias Albuquerque' dizem que ainda há bastante procura, pois é uma tradição que nunca vai acabar, apesar de cada espetada rondar os 7,5 euros.

Apreciador desta refeição, António Silva refere que o convívio é espectacular. Todos os anos vem e enquanto viver diz que há-de vir comer enguias pois é um costume. Já David Guimarães diz que "são bem confeccionadas em todo o lado, e o facto de serem vendidas tradicionalmente em tasquinhas, torna-as mais saborosas".

Tanto os consumidores como os clientes esperam que a confecção do prato da enguia continue a ser procurada e que a tradição se mantenha durante muitos anos, tal como a Feira de S. Mateus.







Sara Varanda / Sara Neiva  in Jornal Diário de Viseu de 26 de Agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Homenagem aos Bombeiros

Sabes tu o que é ser Bombeiro,

Sabes do seu valor verdadeiro,

Do quanto sofre e quanto padece?

Não sabes; e se sabes não sentes

As dores que ele sofre, ardentes,

Que na ajuda ao irmão esquece…



Tu não sabes, por egoísmo,

Avaliar quanto heroísmo

Há em cada farda, em cada peito!

Quanto deves a esses abnegados

Altruístas e humanos soldados,

Da tua estima grande preito.



Tu não sabes – finges não saber –

Que mais que a obrigação, o dever,

Os empurra na sua má sorte

A esforço titânico, sobrenatural,

Que leva tantos ao hospital

E tantos ao encontro da morte…



A morte que tu não choras,

As dores que tu ignoras

Na tua infinita maldade…

Um Bombeiro é um Homem!!!

Com cabeça membros e abdómen,

E com o que te falta: - Dignidade!



É o homem que não dorme;

De casaco ou de uniforme,

É sentinela permanente!

É o homem sem horário,

Sem regalia, sem salário,

Um irmão de toda a gente…



É quem te garante o sossego

Em casa e no emprego;

É quem na hora de perigo,

Deixa casa, deixa mulher,

Deixa o almoço por comer

E no berço o filho querido…



Oxalá a desdita – sempre torta –

Não bata um dia à tua porta…

E te obrigue no teu calvário

A reconhecer finalmente.

Quanto vale realmente

Um BOMBEIRO VOLUNTÁRIO!!!

Poesia de Caetano Carrinho (1997), publicada no livro "Encanto, Desencanto, Gargalhada e Dor" editado pela Junta de Freguesia de S. José de Viseu.


Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários




(Feira de S. Mateus, Setembro de 1960)


Nos terrenos da Feira de S. Mateus foi construído nos anos 30’s um bonito edifício de arquitectura modernista, cujas traseiras davam para a Central Eléctrica localizada na rua da Ponte de Pau. Tratava-se do Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários de Viseu (BVV), seguramente o maior e o mais bonito edifício, o de maior destaque e prestígio no recinto da Feira de S. Mateus, com um piso único elevado ao estilo de uma “mezzanine”. Tratava-se de um amplo Salão com duas frentes rasgadas para o recinto da Feira de S. Mateus e que durante o período da feira, todo o mês de Setembro até às vésperas da data de início do ano escolar a 6 de Outubro(+-), era utilizado pelos Bombeiros Voluntários de Viseu para a prestação de serviços de restauração servindo o montante apurado como reforço de fundos tão necessários ao suporte das suas actividades totalmente voluntárias.
O Bombeiros Voluntários de Viseu sempre tiveram muito valor, um enorme prestígio na cidade e eram um foco de entusiasmo e adesão de muita juventude que, voluntariamente e com grande orgulho, aderia a tão nobre e justa causa de ajuda à comunidade. Além das suas actividades voluntárias de socorro às populações os BVV tiveram no passado uma grande intervenção cultural nomeadamente através de um Grupo de Teatro Amador que levou à cena no Teatro Viriato várias peças algumas delas acarinhadas pela nossa conterrânea Mirita Casimiro.
Pois durante a Feira de S. Mateus, nos anos 60’s, o Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários era o local mais “chique” e mais cobiçado da Feira. O espaço tinha atributos únicos como os disputadíssimos “toilletes” (uma fragilidade no “adn” da Feira que se mantém), as mesas viradas à rua que permitiam observar e comentar os passeantes e visitantes, assistir aos espectáculos, gincanas e outras iniciativas como se se estivesse num camarote de um teatro. Havia serviços de chá com torradas ou farturas, o branco a copo, ou o famosíssimo Caldo Verde com a broa fresca de Vildemoinhos. Além destes serviços directos este Pavilhão também era o mais seguro refúgio sempre que a chuva pregava as suas partidas, o que não era tão raro quanto isso.
Todo o serviço no Salão de chá era feito pelos bombeiros voluntários nos seus tempos livres, com o traje azul de bombeiro e os seus reluzentes botões de latão amarelo. O Salão, à esquerda de quem entrava, tinha um enorme e altíssimo balcão de serviço, com vista e controlo de todo o espaço. À direita deste, no canto frontal à entrada, o estrado para a Orquestra. À esquerda uma entrada que dava acesso aos famosos “toilletes” e ainda a uma Copa mais recatada e só para “Maiores” onde se podia beber um copo (branco, tinto, cerveja, Bussaco ou pirolito), acompanhado por um petisco (pasteis de bacalhau, panados, enguias, empadas ou rissóis, …).
Nos dias principais da Feira havia uma cerrada disputa pelas mesas viradas à rua e não era raro assistir-se à marcação presencial com horas de antecipação.

E aos Sábados?
Aos Sábados havia “Chá Dançante” no Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários de Viseu (tempos houve que eram às 4ªs e sábados). Eram quatro bailes com grande procura, quase sempre esgotados que punham a cidade numa grande agitação. Os cabeleireiros entupiam, os sapateiros engraxavam, os perfumes esgotavam, e as mais jovens debutavam numa grande comoção. Ir ao Baile dos Bombeiros era uma grande emoção!!!
Ao princípio os bailes eram animados pelas orquestras locais como a Orquestra do Cine Jazz, a orquestra do Mário Costa, Os Diamantes, entre outras. Na época de maior sucesso já eram as principais Orquestras Nacionais como a de Shegundo Galarza, Toni Hernandez, Costa Pinto, e até o Conjunto Italiano Manino Marini, que fez várias épocas em Portugal com os grandes sucessos românticos e únicos da música italiana.

E hoje, Viseu, o que é feito de tamanha animação?
Os chás dançantes dos Bombeiros Voluntários foram, para mim, uma das fontes de inspiração para o que é hoje o conceito de “Os Melhores Anos”.

Eduardo Pinto
www.myspace.com/tubaroes

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Feira de São Mateus 2009

Este ano comemoramos 617 edições.
Voltados para o grande desafio de encontro de gentes e culturas, apresentamos concertos diários temperados de magia e calor ao som da melhor música. E para que nada falte convidamo-lo a deliciar-se com os nossos petiscos, são únicos à moda beirã num ambiente de festa e convívio que reúne à mesma mesa amigos, famílias, conhecidos de há longa data.
Venha Experimentar!
No artesanato encontra o que tanto procurava e depois, assim satisfeito, vai testar a adrenalina no Parque de diversões que dispomos inteiramente para si. São mais de duas dezenas de divertimentos para si e para os seus filhos.
Atreva-se a experimentar.
A par das grandes tecnologias, das últimas tendências em mobiliário e decoração, têxteis lar e serviços de utilidade, venha sentir-se em sua casa, ao visitar a exposição patente no Pavilhão Multiusos e aprecie aqui também a arte em tela e em escultura.
Vários artistas plásticos da região expõem obras de inigualável bom gosto!
Não hesite, de 14 de Agosto a 21 de Setembro
Visite-nos!
Programa da Feira de São Mateus 2009

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Obra emblemática do Programa Polis entrará em funcionamento em Março

O funicular, uma das últimas obras do Programa Polis que ainda falta concluir - a outra é a requalificação da Cava de Viriato - deverá começar a circular entre o recinto da Feira de S. Mateus e o Centro Histórico de Viseu a partir de Março do próximo ano.
O anúncio foi feito ontem, pelo presidente da autarquia viseense, Fernando Ruas, durante uma visita às obras que teve como objectivo dar a conhecer o andamento dos trabalhos de uma das intervenções mais onerosas - cerca de 5,2 milhões de euros - e mais emblemáticas realizadas nos últimos anos na cidade.
O edil não teve dúvidas em afirmar que o funicular, constituído por duas carruagens, será um grande pólo de atracção em termos turísticos, além de contribuir para o objectivo do município de devolver a parte antiga da urbe aos peões, retirando aos poucos os carros das ruas que a atravessam.
Além disso, uma das poucas vias ainda não requalificadas naquela zona também está a ser alvo de melhorias, mais concretamente a Rua Silva Gaio, onde a calçada à portuguesa, dará lugar a placas e cubos de granito melhorando a sua utilização por parte dos automóveis e dos peões. Enquanto que os fios da electricidade e das telecomunicações são retirados do ar para serem enterrados e as tubagens do saneamento básico são substituídas por novas.

Assim que o funicular estiver a funcionar, a Câmara espera conseguir chegar a acordo com os proprietários dos restaurantes, bares e lojas e os responsáveis dos museus localizados no centro histórico, no sentido de estes incentivarem as pessoas a deixarem os seus carros junto ao recinto da Feira de S. Mateus e fazerem os últimos 400 metros da sua viagem no novo meio de transporte não poluente.
"Pode ser que até ofereçam o bilhete" sugeriu o vice-presidente do município, Américo Nunes.
in Diário de Viseu (04 de Setembro de 2008)

sábado, 23 de agosto de 2008

Ministro da Cultura “impressionado” com concelho de Viseu

O ministro da Cultura inaugurou a Feira de São Mateus, na passada quinta-feira.
Na sessão solene, que decorreu no salão Nobre da Câmara, José António Pinto Ribeiro mostrou-se “seduzido por aquilo que fizeram” de Viseu. Numa viagem no tempo e nas memórias revelou-se “impressionado” com a cidade que “hoje” encontrou.
Para o ministro, “Viseu é imagem de cidade rasgada, arejada, moderna e competitiva”, e a feira é um exemplo disso mesmo. Lembrando que a cultura é o sector que mais cresceu nos últimos anos e cuja qualificação das pessoas envolvidas é maior do que nos outros sectores, José António Pinto Ribeiro sublinhou que “não chega que tenhamos infra-estruturas, temos de ter conteúdo”. É em iniciativas como a Feira de São Mateus que “conteúdo” é dado à população.

Satisfeito por ver arrancar mais uma edição da “mais expressiva e emblemática feira franca do país”, Jorge Carvalho, gerente da Expovis, sublinhou que este “acontecimento cultural” escreve na sua história a história da própria cidade.
Para o presidente da Câmara, Fernando Ruas o número de pessoas, que ano pós ano, visitam a feira e consequentemente a cidade, são motivo suficiente para continuara a apostar neste evento centenário.
Texto de Salomé Castanheira e foto FSM de Nuno Ferreira in Jornal do Centro de 22-08-2008

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Feira de São Mateus 2008

A Feira de S. Mateus em Viseu abre as suas portas de 14 de Agosto até 21 de Setembro.



Programa

Historial

A Feira de São Mateus realiza-se desde 1392. A Feira era encontro de gente que comprava e vendia. Era também o encontro das culturas que se trocavam quase num inconsciente processo, longo, mas eficaz. Hoje a Feira de São Mateus tem esse pano de fundo. Mas é uma Feira nova. Cheia de gente. Mas de povo. è também Feira de encontro das culturas. Há música, folclore, arte, diversão, gastronomia. A Feira é sempre antiga e sempre mais nova. A mais longa e cativante Feira do território português.
Numa área de 18.000 m2 estarão presentes cerca de 400 expositores e feirantes, vindos de todo o país e alguns no estrangeiro representando todos os sectores de actividade com relevo para o artesanato, à espera de fazerem bons negócios com cerca de um milhão de visitantes. Esses negócios representam algumas centenas de milhares de contos ficando em Viseu e no seu Concelho uma parte significativa dessas transacções.
De 14 de Agosto a 21 de Setembro a Feira de São Mateus é uma cidade gémea de Viseu, a cidade da Feira. Tem vida própria. Abrem-se ruas de efémeras arquitecturas onde se arruma e expõem mil mercadorias. Abrem-se pavilhões com as obras novas do engenho dos homens, tecnologias de ponta e oferecem-se instrumentos de uso vário para as grandes necessidades. A Feira é um mar de gente que compra, vende, olha e se distrai. Não há hotéis, pensões, restaurantes que consigam dar resposta a tanta e tão variada gente.

Em 10 de Janeiro de 1392, de acordo com um documento de El Rei D. João I, foi criada a Feira Franca de Viseu. Trata-se de uma data consensualmente aceite pelos responsáveis como o comprova a comemoração dos 600 anos (1392 - 1992). A Feira Franca, nascida na Viseu Medieval, foi crescendo com surpreendente adaptação à evolução processada nas várias épocas, sendo, nos nossos dias, um testemunho clarividente da Viseu do séc. XX. No entanto, a Feira Franca de Viseu não teve somente tempos áureos, mas também de declínio, tendo chegado mesmo à quase extinção. Os séculos XV, XVI e XVII, foram séculos de grande fama para a Feira Franca de Viseu. No século XIX, com o desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte, com a facilidade de envio de mostruários a toda a parte, bem como com a vulgarização do telégrafo, foi inevitável a decadência das feiras em geral, não tendo constituído excepção a Feira Franca de São Mateus, que viveu também algumas décadas de declínio. Posteriormente, a sua ascensão deveu-se principalmente à situação geográfica de Viseu, que impulsionava a vinda de muitos feirantes.

Da decadência ao reaparecimento No início do século XX a Feira Franca de S. Mateus, vai decrescendo de importância de ano para ano. A vinda da energia eléctrica para Viseu aconteceu somente em 28 de Junho de 1907, altura em que a Feira se resumia a uma simples rua de barracas, que não atingiam, talvez, duzentos metros. O declínio foi tão acentuado que por volta de 1916, a Feira Franca de Viseu praticamente se extinguiu. Em finais da década de vinte a Feira Franca de São Mateus volta a aparecer, agora, completamente rejuvenescida, passando a integrar nos seus programas festivos algumas das manifestações que enriqueceram as festas de Santo António, festas também denominadas "Festas da Cidade", foram bastante famosas trazendo a Viseu muitos milhares de forasteiros. A transferência de algumas das referidas manifestações para os programas da feira, conferiram-lhe um cunho próprio, inconfundível, dando-lhe fascínio e poder de atracção. Em 1936, dá-se o primeiro impulso rejuvenescedor, modificando-se a disposição dos abarracamentos e pavilhões e também a ornamentação e iluminação, que nunca mais deixaram de se valorizar. A par destas modificações introduziram-se no âmbito da feira de São Mateus outras manifestações que marcaram também a valorização desta Feira, são disto exemplo, as manifestações artístico - culturais, desportivas e recreativas, bem como as actividades dedicadas ás crianças. A feira de São Mateus é e continuará a ser a grande feira de Viseu e do País e é com este intuito que a Expovis se compromete a continuar.
Com os melhores cumprimentos.

O PRESIDENTE DA COMISSÃO DA FEIRA
JORGE FERNANDO NOGUEIRA E CARVALHO

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mais de 280 expositores na Feira de São Mateus

A um mês do início da Feira de São Mateus, o Diário de Viseu foi falar com o gestor executivo da Expovis, Jorge Carvalho, que nos falou sobre a história e as novidades do evento que já vai na sua 616.ª edição.
A abertura será no dia 14 de Agosto, prolongando-se até 21 de Setembro, contando com muitos espectáculos, música, folclore, arte, diversão e gastronomia
Diário de Viseu (DV) - Como nasceu a Feira de São Mateus?
Jorge Carvalho (JC) - Segundo um documento de El Rei D.João I, esta feira foi criada a 10 de Janeiro de 1392, sendo um local de encontro para compra e vendas de produtos. Era também considerado um evento em que se cruzavam várias culturas. Uma feira do povo.
DV- Quantos expositores se esperam para este ano?
JC - Serão mais de 280 expositores, embora os pedidos fossem muito superiores. Mais de 200 interessados tiveram de ficar de fora, por uma questão de falta de espaço. Nos últimos anos o recinto da feira foi diminuindo, devido às obras do Programa Polis, pelo que há muita gente que não pode ser atendida.
DV - Como funciona o processo de selecção?
JC - A abertura das inscrições deu-se entre o dia 2 de Janeiro e 10 de Abril. No que diz respeito aos pedidos relativos ao espaço exterior, damos preferência às pessoas que costumam frequentar, há muitos anos, esta feira, ou seja, às pessoas com mais antiguidade.
Negociação
Quanto ao espaço interior, dentro do pavilhão Multiusos, é distribuído pela ordem de chegada dos pedidos. Depois, existe um processo de negociação quanto ao espaço oferecido. Se o comerciante não aceitar ficar com o espaço que lhe é atribuído é dado a outro.
DV - Há alguma preferência por um tipo de comércio?
JC - Não. O que me interessa é que as pessoas que vêm à feira tenham à sua disposição uma oferta o mais diversificada possível.
DV - Quais as novidades para este ano?
JC - As novidades prendem-se com os artistas convidados pela organização para actuarem no palco da Feira de S. Mateus. No entanto, os nomes serão revelados apenas no dia 4 de Agosto, altura em que será dado a conhecer o programa do evento. Continuará a haver exposições de arte. Nos últimos anos, a mostra tem-se tornado um grande sucesso para os autores das peças, que assim têm a oportunidade de darem a conhecer o seu trabalho a um público mais vasto.
DV - Espera ter bastante afluência por parte das pessoas?
JC - Essa situação irá depender do estado do tempo. No ano passado choveu, e perdeu-se muito público.


Entrevista de Vânia Almeida in Diário de Viseu de 15-07-2008

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

16ª Concentração Motard S.Mateus - Viseu


Numa organização do Moto Clube de Viseu, pelo 16º ano consecutivo, vai decorrer a Concentração Motard S.Mateus, nos dias 24, 25 e 26 de Agosto, no Fontelo em Viseu.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Feira de São Mateus abre hoje

Mais de duas centenas de expositores, 40 espectáculos musicais, diversões, muita iluminação e, é claro, o tradicional negócio. A centenária feira está de volta.
A edição número 615 da Feira de S. Mateus é hoje inaugurada, pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira. O membro do Governo presidirá à sessão solene de abertura, que decorrerá, a partir das I8H30, no salão nobre do edifício da Câmara Municipal. A abertura ao público terá lugar às 21H30, altura em que o ministro visitará o certame, nesta primeira noite, que será animada pelo Rancho Folclórico do Académico de Viseu em Genebra, na Suíça. Até ao próximo dia 21 de Setembro, irão realizar-se quatro dezenas de espectáculos, com destaque para as presenças de Roberto Leal, André Sardet, José Cid e Quim Barreiros. Os The Gift, os Xutos e Pontapés e os On the plain são também alguns dos grupos contratados.
As restantes noites serão preenchidas com fado, ranchos folclóricos e bandas de garagem. No cartaz da feira inclui-se também o "Cantigas da Rua", com José Carlos Malato, enquanto Fernando Mendes apresentará a revista "Peso Certo". O desporto também estará mais uma vez presente, com 2I modalidades. No recinto da feira, as crianças poderão contar com muita animação de rua e contadores de histórias. Nos dias 15, I8 e I9 de Agosto, estará disponível um helicóptero, para quem quiser fazer voos sobre a cidade e arredores. A entrada no recinto custa 2,50 euros ao fim-de-semana. Durante os dias da semana, a entrada é livre. " É um preço muito razoável", sublinha Jorge Carvalho, presidente da Expovis, empresa organizadora do certame. "Mal se entra na feira, encontra-se de imediato um espectáculo", sublinhou o mesmo responsável, referindo-se concretamente à iluminação.
A Feira de S. Mateus terá este ano 268 expositores e um orçamento de um milhão de euros.
No tempo de duração do certame, e à semelhança de anos anteriores, será encerrado ao trânsito o troço da Avenida Emídio Navarro, podendo apenas circular o comboio turístico e o mini-autocarro eléctrico.

in jornal As Beiras (14-08-2007)