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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Balcão da CM Viseu na Loja do Cidadão vai para Centro Histórico

O executivo camarário de Viseu aprovou por unanimidade a transferência do balcão de atendimento que a autarquia tem na Loja do Cidadão para o centro histórico da cidade, anunciou ontem o presidente da edilidade, Fernando Ruas.

De acordo com a agência Lusa, a deliberação, que foi tomada na reunião da passada sexta feira, já era esperada, depois de, no início do ano, o presidente da Agência para a Modernização Administrativa ter garantido não haver qualquer decisão da tutela relativamente à deslocalização da Loja do Cidadão da Quinta das Mesuras para o centro histórico, como defendem a autarquia, os comerciantes e um movimento de cidadãos.

“Só vamos aguardar o período legal a que estamos obrigados e depois vamos fazer de imediato a transferência do nosso balcão”, afirmou Fernando Ruas à agência Lusa.

O balcão da câmara municipal passará para o edifício do espaço intergeracional do centro histórico, que necessita de pequenos arranjos mas que, na opinião do autarca, “ficará ainda com melhores condições” do que tinha na Loja do Cidadão.

“Tenho a garantia de que os nossos conterrâneos ficam melhor servidos”, frisou, congratulando-se por a medida ir ainda permitir poupar alguns milhares de euros por ano.

“Nós gastamos mais de 60 mil euros por ano com a Loja do Cidadão”, com renda e funcionários, frisou, acrescentando que, pelo menos, poderá poupar o valor da renda.

No que respeita aos funcionários, o balcão da Loja do Cidadão tem três, que Fernando Ruas pensa não serem todos necessários.

Autarquia, comerciantes e um movimento de cidadãos defendem há mais de um ano a deslocalização da Loja do Cidadão para o centro histórico de Viseu, como forma de o revitalizar.

O presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu, Gualter Mirandez, e Fernando Ruas chegaram mesmo a reunir com membros do Governo para abordar esta questão, tendo-se o autarca comprometido a ser a entidade facilitadora num negócio com os bombeiros voluntários que permitiria a transferência da Loja do Cidadão para um edifício que estes têm no centro histórico, mas que nunca se concretizou.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Deslocamento da Loja do Cidadão volta à estaca zero

   Estará a chegar ao fim uma antiga discussão relacionada com a decisão de transferir a Loja do Cidadão de Viseu para a zona histórica da cidade? A medida visava atrair pessoas e recuperar a dinâmica de outros tempos no centro de Viseu. A esperança, embora cada vez mais diluída, foi-se mantendo, mas o presidente do Instituto para a Gestão das Lojas do Cidadão, Hélio Borges Maia disse esta semana que não está a ser equacionada a transferência da loja de Viseu para o centro histórico, porque onde funciona actualmente é o local indicado.
   O anúncio sem meias palavras fez cair por terra um projecto de intenções que surgiu em finais de 2008, quando o então secretário de Estado do Comércio manifestou abertura em relação à instalação da loja no centro histórico. A deixa foi aproveitada de imediato pela Associação Comercial e pelo Movimento de Cidadãos pelo Centro Histórico, com uma intervenção na Assembleia Municipal pedindo "convergência" entre a sociedade civil e forças políticas.
   O presidente da Câmara, Fernando Ruas viu igualmente com bons olhos a transferência e sugeriu de imediato a antiga sede dos Bombeiros Voluntários de Viseu, situado entre a Rua do Comércio e a Rua D. Duarte, edifício que a autarquia veio a adquirir mais tarde.
   A "luta" pela deslocalização da Loja do Cidadão de Viseu, entroncando num trabalho mais alargado de tentativa de revitalizar o centro histórico, seguiu-se com uma manifestação dos comerciantes. Pela primeira vez na história da cidade, os comerciantes fecharam as suas lojas meia hora mais cedo, no dia 2 de Março de 2009 e reuniram-se no Mercado 2 de Maio para reivindicar aquilo que acreditavam ser a "loja âncora" que iria ajudar a travar a desertificação daquela zona da cidade.
   "Tenho a confirmação que todas as forças vivas estão disponíveis para lutar por esta causa. Quando assim acontece não pode haver recuos", sublinhou o presidente dos comerciantes, Gualter Mirandez. E os apoios chegaram dos partidos políticos, deputados e outros organismos locais, mas um ano depois volta tudo à estaca zero.
  
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010



Movimento de Cidadãos toma posição em breve


    "As declarações são despropositadas. É muito deselegante desautorizar as declarações de um secretário de Estado. Estão a desautorizar um lugar político e esta questão é eminentemente política, não pode ser resumida a números. Os números são importantes, mas a decisão é necessariamente política, que devia ter sido levada em conta nas declarações. Para o Movimento de Cidadãos, a questão que continua a ser preocupante é que, mais uma vez, Viseu fica mal numa decisão do Governo. Vamos tomar uma posição muito em breve que mostrará o enorme descontentamento que esta decisão trouxe a todos os viseenses, em particular aos comerciantes e moradores da zona histórica".

Alexandre Azevedo Pinto
Porta-voz do Movimento de Cidadão de Viseu
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010



Câmara responde com saída da Loja do Cidadão


   "A Câmara é que vai dar já a resposta ao senhor presidente da Loja dos Cidadão. A resposta é retirar imediatamente os nossos serviços e transferi-los para o centro histórico (Travessa Senhora da Piedade). Portanto, nós vamos cumprir aquilo que prometemos aos viseenses, vamos transferir os serviços. Já temos local e vamos fazê-lo de imediato, mesmo que tenhamos que cumprir compromissos que celebrámos. Não se compreende ouvir dizer o presidente da Loja do Cidadão que o secretário de Estado não titulava a área. O que é que isso interessa? Não era membro do Governo? Generaliza-se com tanta facilidade as autarquias e um membro do Governo não compromete o próprio Governo, apenas por não ser da tutela? Disse o que lhe ia na alma e muito bem, pelos vistos o Governo é que não tem nenhuma sensibilidade para a transferência da Loja do Cidadão".

Fernando Ruas
Presidente da Câmara Municipal de Viseu
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010


Associação Comercial não vai baixar os braços


"Lamento que o Governo se esteja a defender com um problema economicista. Há milhares de milhões envolvidas para salvar bancos, grandes empresas e empresas públicas e para fazer uma transferência de uma Loja do Cidadão, quando o presidente da Câmara apresenta um projecto económico que pode ser realizado a médio prazo, o Governo não atende. O caminho é acima de tudo sensibilizar a opinião pública para a problemática. Uma opinião pública esclarecida tem que defender esta nossa reivindicação. Já que todos os grupos parlamentares estiveram de acordo com a nossa posição e até o Grupo Parlamentar do PS, algumas vezes, se manifestou em nossa favor, há que continuar para que se veja que tipo de cidade querem para o futuro".

Gualter Mirandez
Presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu
Jornal do Centro, ed. 409, 15 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Concentação de Empresários no Mercado 2 de Maio

A manifestação está marcada para a próxima segunda-feira e até lá os comerciantes e viseenses mobilizam-se na luta para levar a Loja do Cidadão para o centro histórico da cidade. Contam com o apoio da câmara e a voz contra do grupo Visabeira.
A actual loja funciona junto ao hospital
Muitas das lojas de Viseu já têm na montra apelos para uma manifestação, promovida pela Associação de Comerciantes e Movimento de Cidadãos pela Revitalização do Centro Histórico, para lutar em torno da instalação da Loja do Cidadão no casco velho da cidade.
"Pode ficar claro onde está o poder ou seja se a política ainda vale alguma coisa ou se um grupo económico decide a vida de nós todos", afirmou Alexandre Pinto, dirigente do movimento. Também Gualter Mirandez, presidente da Associação de Comerciantes, lembrou que "falta apenas a decisão política para ver se na nossa democracia o povo ainda tem força ou se será o poder económico a mandar".
Nas lojas da cidade já surgiram cartazes a apelar à participação na manifestação que "irá juntar comerciantes e cidadãos para elaborar um documento a solicitar a instalação da Loja do Cidadão no centro histórico", afirmou o presidente da Associação de Comerciantes. A Loja do Cidadão está num espaço arrendado, cujo contrato termina em 2010, numa das extremidades da cidade junto ao Hospital.
Ainda não são conhecidas as novas instalações mas os comerciantes agarraram a ideia do secretário de Estado do Comércio que afirmou que a mudança "podia servir como âncora para reanimar as lojas e revitalizar a zona". Desde então a sociedade viseense mobilizou-se e a câmara sugeriu o antigo quartel de bombeiros para a sua instalação.
Todos os partidos políticos estão a favor, a única voz contra conhecida é a do Grupo Visabeira que quer instalar a loja no centro comercial do Palácio do Gelo.
Ontem os comerciantes iniciaram uma campanha de mobilização para uma manifestação marcada para o dia 2 de Março no antigo mercado municipal. Fernando Figueiredo, um comerciante cuja loja no casco velho encerrou, lembrou que "é uma falácia falar-se na falta de estacionamento" porque "quando a Loja do Cidadão abriu defendeu-se a sua instalação perto do centro onde facilita a vida às pessoas".
in Diário de Noticias de 26.02.2009
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in Jornal de Noticias de 26.02.2009
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EM DEFESA DA INSTALAÇÃO DA LOJA DO CIDADÃO NO CENTRO HISTÓRICO
CONCENTRAÇÃO DE EMPRESÁRIOS NO MERCADO 2 DE MAIO
2 DE MARÇO 2009 ÀS 18H30
Numa acção conjunta, a Associação Comercial do Distrito de Viseu e o Movimento de Cidadãos Pelo Centro Histórico de Viseu, apelam a todos os empresários para que, num acto simbólico de apoio à instalação da Loja do Cidadão no Centro da Cidade, encerrem os seus estabelecimentos às 18h30 do próximo dia 2 de Março e se desloquem para o Mercado 2 de Maio, onde, através de uma participação massiva, deverão mostrar aos poderes públicos a sua inequívoca vontade.
Consensualmente, a Loja do Cidadão, sendo um espaço que agrega vários serviços públicos de utilização permanente, é também um dos principais espaços geradores de grandes fluxos de pessoas em qualquer cidade em que se encontre.
Em Viseu, a Loja do Cidadão instalada na cidade, tem suscitado algumas dúvidas quanto à excelência da sua localização e das suas instalações. Surgem, por isso, algumas vozes contra a sua permanência nas actuais instalações, sobretudo no momento em que se equaciona a sua deslocalização.
Independentemente de todas as opções aventadas pelos diversos intervenientes na discussão do realojamento da Loja do Cidadão, compete a todos os interessados na defesa da vitalidade e requalificação do Centro Histórico da Cidade de Viseu, colocar na ordem do dia, a discussão da vinda deste serviço para o coração da nossa Cidade.
Nesse sentido, é do conhecimento público, o trabalho desenvolvido pelo Movimento de Cidadãos Pelo Centro Histórico, que desde o início deste debate contou com o apoio não só dos comerciantes aqui instalados, mas também da estrutura que os representa, ou seja, a Associação Comercial do Distrito de Viseu.
Após várias diligências no sentido da defesa da instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico, parece agora consensual, e transversal a todos os quadrantes da comunidade viseense, pugnar para que este desejo se transforme numa breve realidade.
Sabendo que a efectivação desta legítima pretensão está agora, apenas e só, dependente do poder central, cabe aos comerciantes instalados no Centro da Cidade, fazer ouvir a sua voz, no sentido de legitimar todo o trabalho até agora desenvolvido, já que caberá a eles, por ventura, a palavra mais importante nesta matéria.
A PARTICIPAÇÃO DE TODOS É DECISIVA, E ACIMA DE TUDO REPRESENTATIVA DA NOSSA VONTADE E DA NOSSA FORÇA.
- Associação de Comerciantes de Viseu -
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MOVIMENTO DE CIDADÃOS PELO CENTRO HISTÓRICO
Em defesa da instalação da Loja do Cidadão no Centro HistóricoNo seguimento do Debate Público e Cívico que temos vindo a realizar em torno do processo de Revitalização do Centro Histórico da nossa Cidade:.
Apelamos a todos os moradores, comerciantes e Cidadãos para que, num Acto Simbólico de apoio à instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico, participem de uma forma activa na Concentração que este Movimento irá realizar, em conjunto com a Associação de Comerciantes, no Mercado 2 de Maio ( Antiga Praça Velha ) na próxima segunda-feira dia 2 de Março pelas 18.30h;.
Num momento tão importante como aquele que estamos a viver, a sua participação é decisiva para conseguirmos alcançar o nosso objectivo comum: trazer a Loja do Cidadão para o Centro Histórico e dessa forma dar um contributo decisivo para a sua revitalização.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Loja do Cidadão no Centro Histórico

O autarca viseense, Fernando Ruas, apresentou à comunicação social um edifício que pode vir a acolher a Loja do Cidadão no Centro Histórico da cidade. O prédio é propriedade dos Bombeiros Voluntários de Viseu e situa-se na Rua Dom Duarte com acesso, também, pela Rua do Comércio.
O edifício é dos Bombeiros Voluntários de Viseu mas o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, apresentou-o como uma "boa solução para a instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico".
"Seria dois em um, porque o edifício está livre e pode ser requalificado e o próprio secretário de Estado do Comércio sugeriu a colocação de uma Loja do Cidadão no Centro", lembra.
"Sei que nos estamos a meter onde não somos chamados, porque não é da nossa responsabilidade mas enquanto gestor eleito da cidade podemos sugerir e até nos assumimos como entidade facilitadora", garante o autarca.
O edifício, um antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Viseu, tem entrada pela Rua do Comércio e pela Rua Dom Duarte e, segundo o autarca, "é uma óptima solução, era um bom local". Património dos bombeiros não pode ser esquecido
Segundo o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Paulo Correia, "as propostas que vierem para aquele espaço, sejam elas quais forem, nunca podem apagar a memória dos bombeiros".
"Independentemente do que vier a instalar-se no edifício, tem de ficar sempre um marco dos bombeiros, mas é claro que estamos disponíveis para alugar, permuta ou mesmo direito de propriedade durante algum tempo, porque precisamos de dinheiro para a construção do novo quartel", explica Paulo Correia.
O responsável lembra que "o Conselho de Opinião quando foi criado foi, também, com o intuito de arranjar solução para o património".
"Pedimos no Conselho e temos passado a palavra a várias entidades, entre as quais a Câmara, numa reunião que tivemos, para que se descobrisse um interessado, público ou privado, para podermos rentabilizar o espaço", adianta.
Paulo Correia alerta, ainda, que "o edifício necessita de uma intervenção rápida, uma vez que o risco de queda é muito grande".
"Este imóvel está em degradação contínua e, em risco de cair com algum temporal mais forte", reconhece o responsável. Ainda assim, o presidente adianta que "já houve alguma intervenção no seu interior para diminuir esse risco mas, quanto mais depressa houver uma intervenção, melhor".
Paulo Correia não opina sobre a possível presença da Loja do Cidadão no imóvel mas deixa claro que "a cidade precisa muito dos bombeiros e os bombeiros da cidade e, nessa situação de dualidade, há que arranjar plataformas de ajuda, porque os bombeiros têm um projecto de um novo quartel a andar e precisam muito de ajuda".
Uma loja do cidadão para o centro histórico
Recorde-se que, no início de Dezembro, o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, esteve em Viseu, a visitar os lojistas de rua. Em conferência de imprensa assumiu que "são necessárias lojas âncoras nas ruas, como acontece no Chiado, em Lisboa, de forma a toda a zona beneficiar com isso".
"Podem ser criadas não só lojas âncora como, também, um serviço que atraia muita gente, como é o caso da Loja do Cidadão", acrescentou.
"Por exemplo, uma Loja do Cidadão no meio do comércio da rua é uma boa aposta para atrair pessoas e outras lojas comerciais e até fazer com que as que já lá estão se modernizem e, só assim, com pessoas, é que é possível lutar contra a crise", defendeu o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.


texto de Isabel Marques Nogueira

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Trazer Loja do cidadão para o centro histórico

O Perspectivas, da autoria de Alexandre Pinto, é um programa onde se abordam questões e problemáticas de cidadania que dizem respeito a todos nós. Questões do âmbito económico, político, social e cultural.
Temas Abordados:
- Petição pela revitalização do centro histórico
- Trazer Loja do cidadão para o centro histórico

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nova petição em defesa do centro histórico de Viseu

O Movimento de Cidadãos de Viseu prepara-se para lançar uma nova petição em defesa do centro histórico da cidade. Desta vez, o abaixo-assinado reivindica a instalação da nova Loja do Cidadão, na zona histórica.
A proposta resultou do primeiro debate realizado em Maio, no Solar dos Peixotos. Num artigo de opinião desenvolvido nesta edição, o porta-voz do movimento, Alexandre Azevedo Pinto explica que a eventual "saída deste importante serviço público da actual localização, deveria ser orientada para uma nova localização na zona histórica e não para novas zonas de forte expansão urbana e de grande especulação imobiliária".
O movimento lembra aos decisores políticos que se trata de "uma oportunidade única que não pode ser ignorada" e desafia os deputados municipais e da Assembleia da República eleitos pelo distrito, a subscreverem a petição.
Alexandre Pinto adianta que a transferência da Loja do Cidadão vai "levar mais gente ao centro histórico" e permite "arrastar novos investimentos privados" para aquela zona da cidade.
O documento vai estar nas principais ruas de Viseu para ser subscrita pelos cidadãos. O movimento adianta que será depois entregue ao primeiro-ministro, José Sócrates e ao presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas.
Texto deEmilia Amaral in Jornal do Centro, ed. 339, 12 de Setembro de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

Estudo para revitalização do centro histórico "é um embuste" - movimento cidadãos

Viseu, 17 Mai (Lusa) - O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu considerou hoje que o estudo de enquadramento estratégico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "é um embuste".
Segundo Fernando Figueiredo, membro do movimento que no final do ano passado promoveu a "Petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu", "este estudo é uma fraude porque não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais do centro histórico de Viseu".
O estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico foi pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Viseu à Parque Expo e "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".

No final de um debate público sobre o estudo de planeamento estratégico para o centro histórico de Viseu, que juntou quase uma centena de viseenses no Solar dos Peixotos, Fernando Figueiredo colocou-se na pele do poder autárquico e disse que para revitalizar o centro histórico de Viseu, começava por reunir-se com todas as associações culturais.
Isto porque defende que "é preciso pôr Viseu no mapa cultural e o centro histórico será o local importante para dinamizar culturalmente a cidade".
Justificou a sua opinião com um estudo da OCDE, que "diz que a área cultural em termos de impacto sócio-económico é muito mais importante que a indústria automóvel, por exemplo".
Por isso, considera "estranho o Cine Clube de Viseu não ter sido auscultado aquando das sondagens do Parque Expo" para o estudo em questão.
Durante o participado debate, o deputado pelo PS na Assembleia Municipal de Viseu, João Paulo, sugeriu a criação de uma comissão de acompanhamento ao estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico de Viseu.
Bruno Camarinha, um físico e viseense, mostrou-se preocupado com a questão dos transportes e da mobilidade, que alega não estarem contemplados neste estudo.
Apelou para o facto de que "deviam ser colocados mais espaços públicos no centro histórico, nomeadamente a nova Loja do Cidadão".
Este foi também um dos desafios que Alexandre Azevedo Pinto, membro do movimento de cidadãos, deixou aos deputados eleitos na Assembleia da República por Viseu, em particular aos do PS "porque têm responsabilidades governativas".
Aos deputados do PS pediu empenho sério e activo para que "a Loja do Cidadão de nova geração se fixe nesta tão importante zona da cidade".
"E não me venham dizer que não há infra-estruturas e capacidades. Se não há arranjam-se. Tem é que haver vontade política", concluiu.
O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu anunciou ainda que vai entregar à Câmara Municipal de Viseu e à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "já na próxima semana", o conjunto de reflexões que resultaram do debate de hoje e que "poderão transformar-se em propostas muito válidas".
O movimento de Cidadãos lamentou ainda que "em tão importante debate não tenha marcado presença nem o presidente da Autarquia de Viseu, nem da SRU".

CMM.
Lusa/Fim