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terça-feira, 22 de novembro de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Muralhas de Viseu

Em posição dominante sobre uma colina na confluência do rio Pavia com o rio Dão (subafluentes do rio Mondego), a fortificação da cidade é muito antiga, não tendo se constituído num castelo própriamente dito.

Antecedentes: a muralha Romana

A primitiva ocupação humana do sítio de Viseu remonta a um castro pré-histórico, admitindo-se que nesta região tenha nascido o líder Lusitano Viriato (180 a.C. - 139 a.C.). No ano 137 a.C. foi conquistada pelo cônsul Decius Junius Brutus, vindo o povoado a ganhar expressão quando, à época da Romanização da península, aqui se estabeleceu um entroncamento de estradas romanas, conforme o testemunham os diversos marcos miliários encontrados na região.

De acordo com VAZ (1997), o perímetro da povoação ´´(...) tinha como limite o seguinte percurso actual: Rua da Regueira (lado norte), hoje Rua de João Mendes, Largo Mouzinho de Albuquerque, Rua do Carvalho, por uma linha direita ao Largo da Misericórdia, Rua do Chão do Mestre, Rua de D. Duarte, Largo de Santa Cristina até à Rua da Regueira (lado sul).´´[1].

Nos finais do século III, diante da ameaça de povos invasores, é possível que tenha se reduzido o perímetro da muralha para facilitar a defesa da povoação. Acredita-se sejam, talvez, um troço dessa muralha e um torreão semi-circular que foram descobertos em Março de 2004 na Rua Formosa, quando das obras de requalificação daquela via pedonal. Esses vestígios foram musealizados e estão agora visíveis através de uma placa de vidro assente ao nível do solo. Foram descobertas ainda, associadas à muralha, três sepulturas de crianças, uma moeda e pedaços de cerâmica.
Posteriormente, com o domínio dos Visigodos a partir do século VI, Viseu foi elevada a cidade, tornando-se sede de Diocese, aqui tendo sido cunhado moeda visigótica, no século VII.
Com o domínio Muçulmano do Al-Andalus, a partir do início do século seguinte, a cidade foi conhecida como Castro Vesense (vesi = visigodo), mantendo-se fortificada.

O ´´castelo´´ medieval

À época da Reconquista cristã da península, a cidade foi conquistada ainda em meados do século VIII pelas forças de Afonso I das Astúrias, que a deixou abandonada, visando evitar que a mesma pudesse vir a servir de apoio a novas investidas muçulmanas.
Reocupada, nos séculos seguintes a sua posse oscilaria entre muçulmanos e cristãos, aos sabor dos avanços e recuos da linha da fronteira, até ser definitivamente reconquistada pelas forças de Fernando Magno, rei de Leão e Castela (1057).
Com a formação do Condado Portucalense, Viseu foi, em diversas ocasiões, residência dos condes. Após a morte do marido, D. Teresa concede o primeiro foral a Viseu (1123). Um novo foral, aludindo a idêntico diploma passado anteriormente por D. Afonso Henriques (1112-1185), será passado em 1187 por D. Sancho I (1185-1211) e confirmado por D. Afonso II (1211-1223), em 1217. Neste foral de D. Sancho II faz-se ainda referência à ´´cidade velha´´, por oposição a um novo núcleo expandido demográfica e econômicamente.
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), a Carta Régia de 5 de Janeiro de 1370, inteira-nos que o castelo de Viseu foi entregue aos moradores, compreendo-se pela expressão ´´castelo´´ o conjunto muralhado que envolvia a primitiva Sé e a parte antiga da cidade. Esse entendimento é corroborado quando, poucos anos mais tarde, durante a crise de 1383-1385, a cidade foi saqueada e incendiada pelas tropas de Castela (1385), relatando o cronista:
Então se fizeram prestes aqueles quatrocentos de cavalo e duzentos ginetes de que era capitão aquele Pêro Soares de Quinhones, e com ele soma de homens de pé e alguns besteiros; e entraram em Portugal e encaminharam por essas aldeias roubando e cativando. E chegaram à cidade de Viseu, que eram vinte e duas léguas de Cidade Rodrigo, donde todos haviam partido. Os moradores do lugar, quando os viram vir, porque a cidade não tem outra cerca nem fortaleza, salvo a Sé, colheram-se a ela; e as igrejas muitos deles. (Fernão Lopes. Crónica de D. João I).
A cidade, vítima em quatro ocasiões das guerras fernandinas no último terço do século XIV, foi novamente atacada e incendiada por tropas castelhanas em 1396. À época de D. João I (1385-1433) encontravam-se em progresso trabalhos de ampliação da cerca defensiva, concluídos apenas em 1472 sob o reinado de D. Afonso V (1438-1481), conforme inscrição epigráfica na Porta do Soar, já com a malha urbana expandindo-se extra-muros.
Na seqüência da conquista de Ceuta, os domínios de Viseu foram doados em 1415 ao Infante D. Henrique, na ocasião elevados à condição de ducado. Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a cidade recebeu o Foral Novo (1513), época em que se inicia a expansão da malha urbana para o chamado Rossio.

Do século XVI aos nossos dias

Embora não hajam elementos que permitam compreender adequadamente as etapas de destruição das muralhas de Viseu iniciada a partir do século XVI com os trabalhos de ampliação do antigo Paço Episcopal, existiram trabalhos de construção posteriores, como o atestam a inscrição epigráfica na Porta dos Cavaleiros, datada de 1646.
Em meados do século XIX, a Câmara Municipal ordenou a demolição das antigas portas (1844) visando a modernização da cidade. Neste período, é erguido o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, confirmando a transferência do centro da cidade, anteriormente na parte alta.
As muralhas e portas antigas da cidade de Viseu encontram-se classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 31 de Dezembro de 1915.
Embora não se conheça adequadamente a evolução do sistema defensivo de Viseu pela própria dinâmica da evolução da malha urbana da cidade ao longo dos séculos, sob a Dinastia de Avis foi edificada uma cerca de planta poligonal irregular.
A inscrição epigráfica na Porta do Soar (ou Porta de São Francisco), datada de 1472, permite-nos compreender que D. Afonso V foi o responsável pela reformulação da estrutura defensiva da cidade, integrando a cerca erguida sob o seu reinado as duas cercas mais antigas.
Dessa cerca afonsina, onde se rasgavam originalmente sete portas, são testemunhos a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, além de escassos troços de muralha que chegaram até nós. Nenhuma das torres originais sobreviveu.

Características

A Porta do Soar em arco ogival, com um pequeno troço de muralha adossado, assinala o eixo principal de circulação da antiga cidade. No interior da porta, inscreve-se um pequeno nicho que ainda conserva a imagem de São Francisco, santo tutelar da porta, conforme prática usual nas principais entradas das fortalezas tardo-medievais.
 
A lenda de D. Ramiro

O brasão de armas da cidade de Viseu evoca uma antiga lenda segundo a qual aqui teria vivido D. Ramiro II, um rei cristão que, em viagem por outras terras, conheceu a moura Sara, irmã de Alboazar, emir do Castelo de Gaia. Completamente apaixonado pela beleza da moura, raptou-a para si. Ao ser informado do rapto de sua irmã, Alboazar por sua vez raptou a esposa de D. Ramiro, D. Urraca.
Ferido em seus brios, D. Ramiro recrutou em Viseu alguns bons guerreiros para o secundar na empreitada de penetrar dissimuladamente no castelo de Alboazar, enquanto estes o aguardavam nas vizinhanças. Desse modo, aguardou um momento em que Alboazar se ausentou à caça, logrando penetrar no castelo, onde encontrou D. Urraca. Esta, ciente da traição do marido, não só se recusou a acompanhá-lo como, decidida a vingar-se do marido infiel, tendo Alboazar regressado da caça, denunciou-o ao seu raptor. Assim capturado, D. Ramiro, foi sentenciado à morte. No dia e hora aprazados para a execução, o condenado pediu, como último desejo, para tocar a sua buzina. Era este o sinal combinado com os seus homens para atacarem o castelo. Ao completar o sexto toque, os homens de Viseu cercaram o castelo, incendiando-o e matando Alboazar.

Localização

As Muralhas de Viseu localizam-se na cidade de mesmo nome, Freguesia de Santa Maria de Viseu, Concelho e Distrito de Viseu, em Portugal.

Interesse turístico

As muralhas e portas antigas da cidade de Viseu encontram-se classificadas como Monumento Nacional.


Texto de Cristina Novais in Rotas Turísticas
Data: 2010-03-17

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Turismo de Saúde e Bem-Estar na Região Dão - Lafões



O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) identifica a Saúde e Bem-Estar como um dos 10 produtos estratégicos para o desenvolvimento do Turismo em Portugal. Integram este produto duas tipologias de recursos distintas: as estâncias termais (vocacionadas tradicionalmente para a terapia) e as instalações de spa & wellness (vocacionadas para tratamentos de beleza, relaxamento e bem estar). Apesar das estâncias termais portuguesas estarem, ainda, pouco estruturadas para poder competir no sector turístico de Saúde e Bem-Estar, nos últimos anos tem-se vindo a assistir a uma tentativa crescente por parte destas para se adaptarem às novas necessidades e hábitos de consumo, fazendo esforços no sentido de diversificar e promover a sua oferta. A região Centro concentra o maior número de estâncias termais do país e na região Dão Lafões podemos encontrar espaços que oferecem, para além dos tradicionais programas de termalismo clássico, programas de bem-estar termal que hoje convidamos a conhecer.


As Termas de Alcafache Spa Termal disponibilizam programas inovadores na área do bem-estar e da estética com relevo para a Vinoterapia (tratamentos com extractos de uva: envolvimento com algas e polifenóis de uva, hidromassagem vinoterapia, massagem vinotermia), a Algoterapia e as Tradições do Oriente (imersão em essências de alecrim). http://www.termasdealcafache.pt/


As Caldas da Felgueira Termas e Spa ressurgiram nos últimos anos como um dos mais modernos centros termais do país, disponibilizando programas de bem-estar (Body Restart e Body Special) e uma série de tratamentos e massagens de estética e beleza, como são exemplo o banho Cleópatra, o envolvimento em chocolate, a esfoliação facial aromática com algas e a thermal stone back massage. http://www.termasdafelgueira.pt/


As Termas do Carvalhal disponibilizam um programa de Aromaterapia com massagens variadas, das quais destacamos as massagens com rosas da Bulgária, 3 lavandas e cacau relax. http://www.termasdocarvalhal.com/


Nas Termas de S. Pedro do Sul podemos deleitar-nos com a hidromassagem Niagara, o duche de cachão, o vichy geral, a banheira com bolha de ar ou a simples e eficaz massagem facial. http://www.termas-spsul.com/


Já nas Caldas da Cavaca encontramos vários programas, como o duche vichy com thalaxion ou o duche vichy com hidromassagem e duche de jacto. http://www.caldasdacavaca.pt/


As Caldas de Sangemil, por enquanto, só disponibilizam programas de termalismo clássico.


Aceite o nosso convite… Aproveite os dias frios que se fazem sentir para visitar uma estância termal da região e deixe-se encantar com as técnicas inovadoras na área do bem-estar.



Texto de Cristina Barroco in Blog Clareza no Pensamento
com vídeo in Politécnico TV

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Distrito cinco estrelas

Aposta nos hotéis topo de gama para atrair um turismo cada vez mais sofisticado
A oferta hoteleira de luxo não pára de crescer no distrito de Viseu. Ao todo, são seis hotéis de cinco estrelas (três já abertos e três a abrir) que fazem do distrito o quarto do país com mais unidades de topo, logo depois de Lisboa, Porto e Faro.
Três hotéis abertos (Montebelo Palácio dos Melos e Aquapura), dois na calha para abrir (Pousada de Viseu e Casa da Ínsua) e um em projecto de desenvolvimento (Solar de Santar, em Nelas,). Seis ao todo, que transformam Viseu no quarto distrito do país com mais unidades hoteleiras de cinco estrelas, logo a seguir a Lisboa, Porto e Faro.
É uma oferta de luxo e uma aposta forte dos empresários no turismo de topo e de charme em Viseu.
E há mercado para tanto equipamento sumptuoso? Machado de Matos, director-geral dos hotéis da Visabeira Turismo, a empresa que detém o Montebelo, o Palácio dos Melos e a Casa da Ínsua, diz que sim. Sublinha até que a procura "vive momentos de crescimento e de grande vitalidade".
"Não temos a força do litoral, mas o melhoramento da rede viária, que liga as regiões do interior, em geral, e a cidade de Viseu, em particular, está a transformar o paradigma. As pessoas procuram cada vez mais o interior do país. O que é excelente para a economia da região", explica Machado de Matos.

A aposta nos "cinco estrelas" e a alta do mercado explica-se, em parte, na oferta diversificada de serviços disponibilizada pelos hotéis.
"É o alojamento de qualidade associado ao prazer e bem-estar, com os Spa, os restaurantes de degustação, os programas de animação ou o golfe. Tudo isto faz aumentar a procura", lembra o director-geral da Visabeira Turismo, que tem o Montebelo como coroa de glória. "A sua capacidade hoteleira anda próxima dos 70 por cento. Baixou ligeiramente, depois das obras de ampliação, de 100 para 172 quartos, mas está a recuperar", garante Machado de Matos.

O Palácio dos Melos, que abriu em 2007, "também está em velocidade de cruzeiro e a impôr-se no mercado, de forma clara, já que 2007 foi o ano zero", refere.
O aparecimento da hotelaria de luxo "é uma prova do dinamismo dos empresários viseenses", diz João Cotta, presidente da Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV).
E a aposta neste segmento de mercado "faz puxar a economia". "Estamos a falar de turistas que consomem, que visitam museus, que vão aos restaurantes, que fazem compras e deixam dinheiro, muito dinheiro. Isso já é algo que está a acontecer hoje. É uma prova da capacidade da região em atrair este tipo de turismo e sabê-lo aproveitar, potenciando-o e dinamizando-o", enfatiza o presidente da AIRV.
A opinião é partilhada por Jorge Loureiro, que fala na dupla qualidade de empresário hoteleiro e de dirigente da Agência Regional de Promoção - Centro de Portugal.. "Viseu tem pontos de interesse, riqueza patrimonial e cultural com forte capacidade atractiva de um turismo sofisticado", reforça.
E o mercado "faz-se, atrai-se, está em permanente evolução", diz, acrescentado que "os empresários arriscam, mas não nunca de forma irresponsável, para perder dinheiro. Sabem que quando apostam, neste caso em hotéis de cinco estrelas, é com vista à rápida obtenção do retorno do investimento", lembra Jorge Loureiro, que explora o Hotel das Termas do Carvalhal, em Castro Daire, uma das cinco estâncias termais do distrito de Viseu, com as termas de S. Pedro do Sul como referência.


texto de Rui Bondoso in Jornal de Notícias de 14-07-2008

segunda-feira, 31 de março de 2008

A maior Pousada de Portugal

Pousada de Viseu

Edificada no antigo Hospital de S.Teotónio, a 5 minutos a pé do centro histórico da cidade de Viseu (a cerca de 100 km da fronteira espanhola), a Pousada de Viseu abrirá as suas portas no último trimestre de 2008.

- 84 quartos (a maior Pousada de Portugal)
- claustro com capacidade para 400 pax
- 3 salas de reuniões polivalentes
- 1º Spa da rede Pousadas (piscina interior, salas de massagens, sala de relax, ginásio, sauna, banho turco, fonte de gelo e duche tropical)
- restaurante
- bar

De todas as recordações que trouxe de Viseu, a mais preciosa é esta imagem que me vem à cabeça de manchas verde-tília, praças cheias de riso e a temeridade do herói lusitano.
Não há quem me tire da cabeça a imagem que guardo de Viseu. É um colorido renque de tílias majestosas a sombrear o Rossio e, mais abaixo, as magnólias em flor, no fim da Primavera.
É o coração da cidade, onde tudo se agita com uma nova vida desde que se requalificaram o espaço e os monumentos.
Os edifícios que traçam o centro, originários do século XIX, permanecem imponentes marcando o compasso do tempo, enquanto as ruas devolvidas aos cidadãos e as praças, cheias de gente, testemunham o sucesso do trabalho assinado por Siza Vieira e Souto Moura.
São as paisagens deslumbrantes, dentro e fora da cidade, o convite a descansar os olhos no verde das Serras da Arada, Freita, Caramulo e Montemuro ou nas cores ilimitadas das pinturas de Grão Vasco. Fica mesmo ali, à mão, no Paço dos Três Escalões, o Museu onde estão os quadros de um dos mais geniais pintores portugueses!
É a severidade e a nobreza granítica, a temeridade e persistência do guerreiro Viriato, líder da tribo Lusitana que resistia à invasão romana da Península Ibérica, cuja figura ficou indelevelmente gravada no espírito e na pedra de Viseu.
Esta imagem feita de mil experiências, emoções e até alguma imaginação, é a minha recordação de Viseu. Que bom que é poder fechar os olhos e lembrar as festas que enchem de arte os meses de Verão, os sabores de alguns dos mais reputados vinhos portugueses. Entre todas as recordações que trouxe de Viseu, a mais preciosa é o prazer de descobrir com amigos o que de melhor Portugal tem.


in Turismo de Portugal

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Selecção Nacional em VISEU

Viseu é "talismã" de várias equipas de atletas de diferentes modalidades. Por isso, todos os olhares vão estar voltados para o Hotel Montebelo durante a estadia da Selecção A. Cristiano Ronaldo, Scolari e companhia terão três pisos reservados para trabalharem e terão todos os pedidos satisfeitos.
A cidade de Viseu é conhecida pela sua arte de receber bem, uma qualidade que os jogadores e a restante equipa técnica da Selecção Portuguesa irão comprovar pessoalmente.

Apesar de ainda ser muito cedo - uma vez que o estágio se realiza de 18 a 31 de Maio - o Hotel Montebelo, que irá servir de quartel-general ao grupo das quinas, já começa a delinear uma estratégia para que tudo esteja preparado quando os "convidados de honra" chegarem.

O facto de aquela unidade hoteleira, que faz parte do Grupo Visabeira, estar habituada a receber outras equipas - como aconteceu a propósito do estágio do Futebol Clube do Porto na cidade - contribui para o ambiente de tranquilidade que se vive no empreendimento.
Este foi um dos aspectos destacados ao nosso Jornal pelo director do Hotel Montebelo, António Machado Matos, que adianta não haver ainda muitos pormenores sobre as necessidades que a equipa vai ter. Ainda assim, assegura que serão feitos todos os esforços para responder aos pedidos feitos pelos jogadores, desde o mais elementar ao mais complicado.

PrivacidadeA privacidade do grupo será a palavra de ordem, pois o responsável considera que é preponderante que o trabalho durante o estágio seja feito dentro do previsto.
Por isso, estima-se que três andares - ou seja, cerca de 60 quartos - sejam destinados apenas à Selecção Nacional e eventuais convidados.

António Machado Matos revela que os pisos terão independência em termos de enfermaria, rouparia e mesmo para questões administrativas.Relativamente ao facto dos quartos serem individuais ou 'twin' (duplos), dependerá do pedido feito pela Federação.

O mesmo acontece em relação à alimentação. A equipa poderá estar acompanhada do 'chef', mas se isso não acontecer o Montebelo irá cumprir as ementas deixadas pelos médicos e nutricionistas dos atletas.

A privacidade irá estender-se à sala de refeições, à utilização da piscina, do SPA, e das áreas de convívio.

Para que a preparação seja levada ao máximo, o Grupo Visabeira irá disponibilizar todo o acesso à área de manutenção física do Palácio do Gelo (que em Maio já está aberto), ao Golfe e ao Centro Hípico.
Satisfação

"É um contentamento para Viseu e para nós receber a Selecção, pois não é todos os dias que somos palco de um estágio tão importante como é este para o Europeu", concretiza António Machado Matos, esperançado de que a cidade seja um óptimo talismã para a equipa das quinas.

"Este é um dos momentos mais importantes para a cidade e para a região"


"Nos últimos tempos, este é o acontecimento mais importante para a cidade e para a região". É desta forma que o presidente da Região de Turismo Dão Lafões (RTDL), Adriano Azevedo, classifica a decisão da Federação Portuguesa de Futebol de escolher Viseu como a anfitriã do estágio da Selecção Nacional para o Campeonato Europeu.

Para o responsável, o concelho vai estar no centro das atenções durante várias semanas, não só porque receberá a equipa das quinas, mas também devido a todo um mediatismo que se encontra associado à presença dos craques da bola.

Em termos turísticos, explicita Adriano Azevedo, as vantagens são inúmeras, até porque iremos beneficiar da projecção das características da cidade em termos de hotelaria, restauração e não só, que são das melhores do país.

Por outro lado, e como a Selecção Nacional inclui muitos dos mais conceituados jogadores a nível mundial, Viseu será também o alvo das atenções dos estrangeiros e, sobretudo, dos vizinhos espanhóis, que poderão deslocar-se até cá para ver de perto alguns dos atletas.

"Há sempre muita curiosidade e expectativa", refere o presidente da RTDL, revelando que será elaborado um plano para divulgar a cidade. É que além dos períodos de treino e concentração, que são importantes para que a equipa vá bem preparada para o Campeonato, haverá momentos de lazer. Para preencher estas épocas, a Câmara de Viseu e a Federação deverão realizar um programa detalhado com o que de melhor a cidade tem para oferecer aos visitantes.

Entidades felizes com a escolha de Viseu
A Federação Portuguesa de Futebol deu a melhor das notícias a todos os viseenses. A Selecção Nacional "A" irá realizar o estágio de preparação para o Euro2008, todo ele, na cidade de Viseu. O tempo é de festejar esta pequena 'grande' conquista
Por esta é que poucos esperavam.
A cidade de Viseu vai receber, entre 18 e 31 de Maio, a Selecção de Futebol, num estágio de preparação para o Campeonato da Europa que se realiza na Áustria e Suíça. A revelação foi feita pela Federação Portuguesa de Futebol no final da tarde de sexta-feira, tendo Viseu sido 'contemplado' com o enorme prestígio de receber as grandes estrelas do futebol português durante mais de semana e meia.Esta torna-se assim a maior conquista viseense, no plano desportivo, em 2008, depois de, numa operação de candidatura conjunta entre a Câmara Municipal de Viseu, Associação de Futebol de Viseu e Grupo Visabeira, estas entidades terem conseguido brindar os adeptos de futebol da região com uma oportunidade quase única.O local de treino deverá ser, naturalmente, o Estádio do Fontelo, sendo o que melhores condições tem para acolher a preparação de Portugal, embora outros locais devam ser integrados no estágio da Selecção. Sabe-se também que no dia 31 de Maio, no Fontelo, Portugal irá realizar um jogo amigável, embora o adversário ainda não seja conhecido.
Assim, Viseu tornar-se-á o centro das atenções desportivas, por onde deverão passear 'estrelas' como Cristiano Ronaldo, Nuno Gomes, Ricardo Quaresma, Deco, entre muitos outros.As consequências desta decisão só podem ser positivas para as 'terras de Viriato', quer no panorama turístico, cultural, económico ou desportivo.
Madaíl rendido às condições da cidade de Viseu
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol mostrou-se confiante nas boas instalações desportivas da cidade de Viriato para acolher a Selecção. "Após ponderadas outras hipóteses que nos foram apresentadas, optámos por Viseu, que já havia manifestado a intenção de acolher a selecção antes do Mundial de 2006, em alternativa a Évora. A FPF tem a certeza de que encontrará nesta cidade todas as condições necessárias para fazer este estágio, num clima de tranquilidade, até porque a selecção estará em Viseu para trabalhar e para se preparar para um Europeu muito importante.
Madaíl mostrou-se ainda esperançado em que os viseenses dêem sorte à campanha portuguesa no Euro2008. "Estou certo que iremos ter em Viseu todo o apoio dos viseenses e pode ser que as terras de Viriato fiquem como um grande símbolo de um Campeonato tão importante quanto este Europeu.
Dirigentes da AF Viseu 'muito satisfeitos' com decisãoSabendo da importância da escolha de Viseu como local de estágio da Selecção, os dirigentes máximos da Associação de Futebol de Viseu não poderiam estar mais satisfeitos. Ao Diário de Viseu, José Alberto Ferreira, presidente da AF Viseu, manifestou-se emocionado. "Esta vitória, não é só da Associação, sendo ainda mais para as outras duas entidades que se associaram para esta candidatura: a Câmara Municipal de Viseu e o Grupo Visabeira". Acrescentou que "sem o seu apoio e disponibilidades das instalações que detêm, nunca seria possível à AF Viseu avançar para uma realização de tão grande envergadura. Estou muito satisfeito e até emocionado, porque este era um dos meus sonhos, antes de terminar o meu mandato como responsável máximo da Associação. Depois tenho que agradecer de forma muito reconhecida a quem, de imediato, acedeu ao nosso projecto e colocou no mesmo todo o seu empenhamento.
A Câmara Municipal vai disponibilizar a toda a comitiva as suas infra-estruturas desportivas, como o Complexo Desportivo do Fontelo, onde para além de dispor de campos relvados, sintéticos, piscinas, pavilhão, há também a própria Mata do Fontelo onde os jogadores e técnicos podem fazer toda a sua oxigenação, sempre importante para uma boa preparação com vista a enfrentar uma prova tão exigente como é o Campeonato da Europa".
Também Rui Faria, vice-presidente da AF Viseu e relações públicas da mesma, expressou a sua satisfação. "É uma alegria imensa para nós, porque isto vai engrandecer ainda mais o prestígio da AF Viseu, a quem temos dado o melhor de nós. É, ainda, um reconhecimento das nossas capacidades de organização que já foram demonstradas noutras situações, em que a FPF nos chamou para realizações internacionais. Vamos fazer tudo para que a Selecção se sinta rodeada de todas as condições necessárias ao desenvolvimento do seu trabalho inerentes a um bom estágio".
In Diário de Viseu (28-01-2008)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Vinte mil de comboio

O comboio turístico, que este ano percorreu as ruas da cidade, é um sucesso. A Região de Turismo Dão Lafões garante o regresso das viagens pelas ruas da cidade na Primavera.
Durante três meses, de Julho a Setembro, andaram no comboio turístico de Viseu cerca de vinte mil pessoas. Embora muitos dos passageiros fossem pessoas da cidade e arredores, “uma grande percentagem eram turistas”, garante o presidente da Região de Turismo Dão Lafões. Adriano Azevedo recebeu várias cartas a elogiar a iniciativa. Agradecimentos que diz entender, pois “com as informações prestadas pelas guias, que acompanhavam cada viagem, os visitantes ficavam a conhecer pormenores e vivências que de outra maneira era impossível”. O comboio que saía do Rossio, em pleno centro da cidade, percorria várias avenidas, passando junto dos principais pontos de interesse. Subia ao centro histórico, ia ao Fontelo, e atravessava o largo da feira de São Mateus, mesmo no período em que o certame esteve a decorrer.
Por causa da natural quebra de visitantes e turistas, nesta altura, o comboio já não está a sair com regularidade, a não ser ao fim-de-semana. O presidente da Região de Turismo Dão Lafões garante, no entanto, que “há a disponibilidade para fazer a viagem, sempre que hotéis, instituições, ou escolas tenham grupos que queiram andar”.
Por uma questão de rentabilidade e até de imagem, Adriano Azevedo considera que o comboio deve circular sempre que houver solicitações. Com o sucesso alcançado este ano, o responsável pela região de turismo Dão Lafões não tem dúvidas de que o comboio, que este ano pôs a circular em conjunto com a câmara municipal, volta a sair à rua, de uma forma regular, no inicio da próxima Primavera.

António Figueiredo in Diário As Beiras (29-10-2007)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Caminhos de Santiago despertam turismo em Viseu

Viseu recebe este fim-de-semana o III Congresso Internacional dos Caminhos de Santiago de Compostela. É a primeira vez que a iniciativa se realiza fora de Espanha e a localização estratégica da cidade no coração de Portugal terá pesado fortemente na escolha.
À semelhança do que sucedeu em Oviedo e Zamora, a acção, que começa hoje, sexta-feira, e termina no domingo, pode despertar novas direcções no turismo em Viseu. A instalação de hotéis, hospedarias e restaurantes são alguns dos efeitos que se adivinham com a divulgação da rota portuguesa.
Este III Congresso tem como tema “O Desenvolvimento da Cultura, Comércio e Turismo no Noroeste Ibérico” e é levado a cabo pela Organização Internacional das PME’s do Eixo Atlântico (Ospea). Conta ainda com o envolvimento da Câmara Municipal de Viseu, da Região de Turismo Dão Lafões (RTDL) e da Associação dos Comerciantes do Distrito de Viseu. Prevê-se que o congresso reúna duas centenas de participantes, entre investigadores, autarcas e empresários, portugueses e espanhóis.
Recuperar os caminhos.
Viseu é um ponto central das duas principais rotas nacionais – a da Prata e Marítimo -, que levam ao túmulo do apóstolo em Santiago de Compostela.Para além de tornar a região numa referência no mapa português do apóstolo Santiago, o congresso pode também facilitar a delimitação da parte portuguesa destes caminhos. O presidente da Ospea admite que em Portugal, como na Galiza, há rotas que se foram perdendo e a sua recuperação não será tarefa fácil.

ed. 287 do Jornal do Centro, 14 de Setembro de 2007