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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cava de Viriato visitável a partir de Outubro

Viseu, 25 Ago (Lusa) -- A Cava de Viriato, uma fortificação defensiva situada em Viseu, em forma de octógono com dois quilómetros de perímetro, poderá ser visitada a partir de Outubro, após obras de requalificação em curso no âmbito do programa Polis.
Orçadas em mais de dois milhões de euros, as obras, que arrancaram há nove meses, consistem "fundamentalmente nos elementos púbicos, que têm a ver com os arruamentos, talude e praça", frisou hoje o presidente da autarquia, Fernando Ruas, aos jornalistas, durante uma visita ao monumento nacional.

A Cava de Viriato é monumento nacional desde 1910 e está definida no Plano Director Municipal como espaço cultural.
Até hoje mantém-se a dúvida se esta fortificação defensiva - constituída por um talude, com um fosso externo -- tem mesmo origem romana (século I antes de Cristo) ou se será árabe (século XI depois de Cristo).
Fernando Ruas frisou que a Cava de Viriato passa a dispor de uma praça nova (com instalações sanitárias e cafetaria) que "não estava a ser fruída antes da intervenção", os taludes foram requalificados e também os arruamentos, "de modo a possibilitar uma circulação dentro do próprio monumento".
"Vai ter um sentido único para possibilitar uma circulação sem grandes problemas para quem aqui venha. Não me lembro de alguma vez haver qualquer intervenção na Cava do Viriato", sublinhou.
Foram enterradas as infra-estruturas de abastecimento de água, luz e telefone e feitos pavimentos com acabamento em granito.
Na sua opinião, esta requalificação não descaracteriza a Cava do Viriato, pelo contrário, caracteriza-a.
"Descaracterizada estava ela. Tratava-se de um acampamento de defesa, que era um octógono, mas dois dos lados tinham desaparecido. O que estamos neste momento a fazer é voltar a caracterizar a Cava de Viriato, na sua forma original, repondo os taludes", explicou.
Fernando Ruas apenas lamenta não se ter concretizado a construção de um centro interpretativo e de uma torre panorâmica, que estavam inicialmente pensados, o que implicava o envolvimento de vários Ministérios.

No entanto, afirmou que "o Estado, que se comprometeu" com estes equipamentos, terá "sempre tempo" de os concretizar, se assim entender.
Segundo Fernando Ruas, dentro do octógono vivem mais de cem pessoas. Ainda que as casas degradadas não sejam da responsabilidade da autarquia, mostrou-se disponível para ajudar.
"Temos a consciência de que com esta requalificação promovemos condições para possibilitar o regresso e o incremento do número de pessoas. Viver aqui é um sossego, estamos no meio da cidade e não ouvimos barulho nenhum", afirmou.
O autarca está convencido de que "aquilo que foi um constrangimento ao longo dos anos passa agora a ser uma vantagem comparativa para as pessoas que escolherem viver na Cava do Viriato".

A recuperação da Cava de Viriato, um projecto de Gonçalo Byrne, engloba-se num conjunto de obras do Polis que inclui também o parque da feira semanal, o recinto da anual feira de S. Mateus e o Parque Linear.
texto de AMF / Lusa

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Alcunha bem escolhida

Depois dos Tugas, a mais autodepreciativa das designações, temos agora os Viriatos por se ter realizado em Viseu o estágio da Selecção antes da partida para a campo austro-suíço.

Viriato, um pastor que liderou a resistência das tribos lusitanas à penetração romana no ocidente da Ibéria, foi assassinado enquanto dormia por três emissários do Império, no ano 139 antes de Cristo. Viriato, sendo um herói pré--português, é bem nosso: o descanso foi-lhe fatal. A alcunha da selecção nacional, desta vez, foi bem escolhida.
Leonor Pinhão, Jornalista in Correio da Manhã

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Agir como Viriato na "luta" do Europeu, pedem aos jogadores ilustres de Viseu

Viseu, 26 Mai (Lusa) - O exemplo de Viriato, líder da tribo lusitana que lutou contra os romanos, é deixado aos jogadores da selecção portuguesa de futebol por figuras públicas de Viseu, num Livro de Honra que lhes será entregue esta semana.
A ideia de fazer um Livro de Honra, com dois volumes - um para os ilustres e o outro para todos que pretendam deixar uma mensagem de incentivo à selecção - partiu de um antiquário do centro histórico de Viseu, que desde a chegada da selecção, há uma semana, ostenta na sua fachada um gigante pano com a inscrição "A espada e o escudo de Viriato à conquista da Europa".
Agostinho Matos, proprietário do antiquário Saeculorum, contou à Agência Lusa que a ideia do Livro de Honra - cujos dois volumes foram feitos por si, à mão - "foi mais uma com o objectivo de chamar as pessoas ao centro histórico", para que o assinassem.


A frase que colocou no pano da fachada do prédio parece ter inspirado muitos dos ilustres que já desenharam cuidadosamente letras no primeiro volume, deixando os seus votos para os 23 eleitos que vão disputar a fase final do Europeu de 2008.
"Ide seguros, norteados pelos ideais de excelência, rumo à vitória, espalhando o esplendor de Portugal, seguindo o exemplo e animados pela coragem, astúcia, destreza, sagacidade e valentia do nosso herói Viriato que, nestas lindas terras e com estas obreiras gentes, quão bem se organizou, treinou, defendeu, atacou e venceu", escreve-lhes o comandante distrital da GNR, tenente coronel Amaral Dias.
Também o historiador Alberto Correia lembra que "há dois mil anos os guerreiros de Viriato partiam das suas montanhas para essa luta contra os adversários romanos e empenhavam-se com alma, porque apenas valia voltar vitoriosos", enquanto que na tribo ficavam as crianças, as mulheres e os heróis antigos a rezarem aos deuses enquanto os aguardavam, "com bandeiras e cantos de louvor".
"Quem fica, agora, em Viseu e em todo o país, aguarda-vos, no regresso, vencedores, as mãos com bandeiras levantadas e, lá no meio, desfraldando, Portugal", acrescenta.
Mais cauteloso e apelando à humildade, o Bispo da Diocese de Viseu, D. Ilídio Leandro - que estreou o Livro de Honra - pede aos jogadores "que se sintam uma selecção entre e com as outras, a saberem saborear a festa da participação, dando sempre os parabéns a quem vencer e aceitando, desportivamente, que nem sempre ficarão em primeiro lugar".
Ainda assim, o prelado acrescenta: "Porém, ficarei feliz e, comigo, toda a diocese que, enquanto for possível o primeiro lugar, não se contentem com o segundo".
Para o caso de esta "bênção" de D. Ilídio Leandro não resultar, Agostinho Matos já fez também um pedido à senhora de Caravaggio, através de uma pintura que executou sobre uma tábua do século XVIII, na qual colocou uma moldura da mesma data, que tem exposta numa montra.
A encimar a pintura - que mostra uma imagem da senhora de Caravaggio a ajudar um jogador português - aparece a inscrição " Milagre q fará a senhora de caravaggio q estando em Viseu a selecção le implorarão e esta os levará ao juízo da final e o S. Pedro le adabrir as portas da vitória".
Agostinho Matos explicou à Lusa que se trata de um "ex-voto", uma forma usada antigamente para mostrar publicamente a gratidão aos santos por uma graça ou milagre concedidos.
"Antigamente fazia-se isto depois do pedido concedido e escrevia-se 'o milagre que fez', mas aqui teve mesmo de ser 'o milagre que fará' a senhora de Caravaggio", gracejou.
O primeiro volume do Livro de Honra conta já também com as mensagens dos presidentes da Assembleia Municipal, Almeida Henriques, da Sociedade Urbana de Reabilitação, Américo Nunes, da Associação Empresarial da Região de Viseu, João Cotta, entre outros.
Vermelhos e com inscrições douradas, e tendo como separadores três fitas com as cores da bandeira nacional, os dois volumes do Livro de Honra, de 50 páginas cada, prometem dar motivos aos jogadores para se dedicarem à leitura.

AMF
Lusa/fim

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Entrevista a VIRIATO

Entrevista publicada no Navio Farol, Jornal do Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique - Repeses, Viseu
Março de 2008

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Polis requalifica Cava de Viriato

A Cava de Viriato vai começar a ser recuperada, no âmbito do programa Polis. A empreitada, orçada em dois milhões de euros, foi ontem consignada.
As obras de recuperação e arranjo paisagístico de parte da Cava de Viriato deverão estar acabadas no prazo de nove meses, ou seja, no próximo Verão. Recorde-se que este monumento nacional é uma fortificação defensiva, situada na cidade de Viseu, em forma de octógono com dois mil metros de perímetro.
O representante da autarquia na sociedade Viseu Polis, Américo Nunes, realçou que esta fortificação defensiva – constituída por um talude de 15 metros de altura e um fosso externo – é "algo sui generis na Península Ibérica". Contou que existe "um monumento parecido no Iraque", em Samarra, e lembrou que, até hoje, se mantém a dúvida se a Cava de Viriato tem mesmo origem romana (século I antes de Cristo) ou se esta será árabe (século XI depois de Cristo).
"Os próximos tempos vão ser interessantes. Vai haver um trabalho de pesquisa arqueológica que vai complementar o que em tempos fizemos", afirmou Américo Nunes, esperando que fique definitivamente esclarecida a origem da fortificação.
Monumento nacional desde 1910
A Cava de Viriato é monumento nacional desde 1910 e está definida no Plano Director Municipal como espaço cultural. A intervenção vai incidir nas ruas dos Plátanos, do Coval e do Picadeiro (zonas do interior do octógono onde existem habitações), onde serão enterradas as infra-estruturas de abastecimento de água, luz e telefone e feitos pavimentos com acabamento em granito. Haverá uma praça entre a Rua do Picadeiro e o Coval que servirá de entrada para a Cava do Viriato, onde ficarão equipamentos de apoio, como instalações sanitárias e cafetaria.
A empreitada compreende ainda a recuperação de algumas zonas do talude, com limpeza e reformulação geométrica (através de movimentação de terra), criação de espaços verdes, iluminação, caminhos pedonais e mobiliário urbano.
"É um projecto de requalificação que fica aquém do que pretendíamos", devido aos cortes orçamentais, lamentou Américo Nunes, mostrando-se, no entanto, convicto de que, no futuro, será requalificada toda a área da Cava, "porque constitui uma referência para Viseu". O mesmo lamento foi deixado pelo presidente da autarquia, Fernando Ruas, lembrando que inicialmente estava prevista a criação de um centro de interpretação em articulação com o Ministério da Cultura e outros equipamentos ligados ao Ambiente e ao Desporto, que foram abandonados.
O autarca social-democrata lembrou que a Cava de Viriato "durante anos nunca teve qualquer intervenção" e que "foi um monumento ignorado durante muito tempo", considerando fundamental dotá-la de condições para atrair a Viseu quem se interessa por turismo cultural.
in Diário As Beiras 20-11-2007

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Viriato lusitano era aristocrata

Viriato, o lendário defensor das liberdades lusitanas, seria um aristocrata e não um simples guardador de rebanhos, segundo uma nova biografia, assinada por um historiador espanhol.
Em declarações à agência Lusa, o autor do livro, o professor Maurício Pastor Muñoz, da Universidade de Granada, afirmou que Viriato "pertencia a um dos clãs aristocráticos dos lusitanos, e não era um simples guardador de rebanhos, antes proprietário de cabeças de gado".
Por outro lado, Viriato destacou-se ao tornar-se no primeiro líder "capaz de unificar alguns clãs e definir um território, na Península Ibérica". "Aos clãs lusitanos juntaram-se outros grupos, mas Viriato conseguiu não só a unificação como ter 'reinado' tranquilo, sem cisões internas durante oito a dez anos", rematou.
O chefe lusitano causou preocupações a Roma, pois "podia ser tomado como exemplo por outros povos sob o domínio das águias romanas, daí o nome de Viriato estar constantemente na boca dos senadores romanos".
Viriato assumiu protagonismo entre 155-139 antes de Cristo, durante as guerras lusitanas, sendo eleito seu líder em 147.
No ano seguinte derrota os romanos em duas batalhas. Em 140 antes de Cristo Viriato assina um tratado de paz com o Império Romano e é considerado "amigo do povo romano", sendo assassinado no ano seguinte. Pastor Muñoz apaixonou-se pela figura de Viriato desde os tempos de estudante em Mérida, que Roma tornara capital da província da Lusitânia.
Dedicou-lhe dois anos e meio de investigação para publicar esta biograf ia, decidindo "reanalisar as fontes clássicas" e "rever tudo o que se tem escrito sobre o herói lusitano ao longo dos séculos, incluindo a iconografia".


In Jornal de Noticias 16 de Outubro de 2006

http://jn.sapo.pt/2006/10/16/sociedade_e_vida/viriato_lusitano_aristocrata.html