


fotos de E. Vasconcelos
Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, disse que é necessário cuidar de todo o concelho, mas que o Centro Histórico da cidade requer atenção especial, pela atracção e fascínio... 
Viriato, o lendário defensor das liberdades lusitanas, seria um aristocrata e não um simples guardador de rebanhos, segundo uma nova biografia, assinada por um historiador espanhol.O Largo das Escadinhas da Sé, o campo de futebol e de todas as brincadeiras dos Barões da Sé, foi até principios do Séc. XX, a Cavalariça da Familia Casimiro.
Mirita Casimiro - a “Maria Papoila” !
Em 10 de Outubro de 1914 nasceu, em Viseu, Maria Zulmira Casimiro de Almeida. O seu pai foi o famoso cavaleiro tauromáquico José Casimiro. Os seus irmãos Manuel e José eram praticantes da mesma arte. Apesar de ter ficado para a posteridade como a “Maria Papoila” a nossa conterrânea foi muito maior nos palcos, onde se estreou profissionalmente em 1935, na revista “Viva a Folia”, cantando alguns números e integrada na Companhia de Maria das Neves, no Teatro Maria Vitória. Já desde miúda que cantava e encantava a família e os amigos. Em Lisboa conquistou o público ao interpretar canções tradicionais da Beira Alta, envergando a capucha castanha, feita de burel, das serranas e exibindo a pronúncia da região de Viseu. No ano seguinte fez um aplaudido travesti na peça “João Ninguém” e rapidamente obteve sucesso em revistas e operetas. Em 1941 casou com Vasco Santana e formou uma dupla de enorme êxito. Alguns anos mais tarde e depois de uma dolorosa e algo escandalosa separação, a nossa Mirita, passou a ser mal vista, no meio teatral e a sua carreira começou a desmoronar-se. Em Março de 1956 tentou a sua sorte no Brasil, para onde foi trabalhar e viver, sem grande nota. No ano de 1964 voltou a Portugal para trabalhar no Teatro Experimental de Cascais. Em Janeiro de 1966, inaugurou uma nova fase do seu trabalho, estreou-se em “A Casa de Bernarda Alba”, de Frederico Garcia Lorca. Voltou ao teatro mais popular e apesar de ter participado em vários projectos vocacionados para a fazer brilhar, “A Maluquinha de Arroios” – 1966 e “O Comissário de Polícia” – 1968, não conseguiu recuperar o anterior fulgor. A fatalidade bateu-lhe à porta, em 12 de Novembro de 1968, no Porto onde sofreu um grave acidente de viação. Impossibilitada de volta ao palco e deprimida acabou por desistir de viver, em 25 de Março de 1970, na sua residência em Cascais.
O filme “Maria Papoila” estreou-se em 15 de Agosto de 1937, no São Luís, em Lisboa:
“(...) Nessa história da pastora beirã que vem para sopeira em Lisboa, Leitão de Barros, consegui, em grande parte devido à genial criação de Mirita Casimiro (...), um retrato admirável da oposição do mundo rural, mundo da pequena burguesia urbana, com pinceladas fulgurantes para o microcosmos dos grandes pilares da ordem portuguesa de então: a família (quer da casa de Maria Papoila quer na do namorado), o exército (o rapaz dela é magala) e a Justiça, com a magistral sequência em que Maria Papoila se apresenta no Tribunal para salvar o magala, com o sacrifício da sua “honra”.” João Bénard da Costa, in “Histórias do Cinema”, I.N.C. Moeda, 1991.
O filme termina no “quimboio” com o regresso à serra da Maria Papoila “mai´lo” seu “conbersado”, o magala Eduardo, o seu “Binte e Nobe”, e com a canção de Alberto Barbosa, José Galhardo e Vasco Santana, com música de Raúl Ferrão que soa assim: Despedi-me das obelhas/Do meu pai, das casas belhas/Do lugar onde eu nasci (...)
Mirita Casimiro foi casada com o também actor Vasco Santana.
Vitor Santos, há muito ligado ao fenómeno desportivo da região de Viseu, acaba de lançar o livro ''Mo(vi)mentos'', que trata de ''momentos, movimentos desportivos viseenses''. Mo(vi)mentos é o nome do espaço de opinião que foi criado no Jornal O Derby em 2003. Movimentos, momentos desportivos de Viseu eram os assuntos abordados.
Com a extinção do Jornal O Derby, esta rubrica transferiu-se para o Jornal do Centro onde quinzenalmente continua a ser editada.
Segundo Vitor Santos, ''existe ainda o preconceito de que quem critica é inimigo. Não pretende ser este o caso''.
Para o autor de ''Mo(vi)mentos'' é ''difícil, num meio pequeno como Viseu, escrever sobre desporto. A paixão clubista «cega» muitos dos seus intervenientes''.
Procurar sempre escrever pela positiva, elogiar bons trabalhos e questionar aqueles que suscitam dúvidas, tem sido o lema deste jornalista.
Nos últimos seis anos acompanhou o desporto regional como adepto, mas também como dirigente, treinador e jornalista.
Vitor santos recorda que ''o Jornal O Derby deu a conhecer uma realidade nova, agentes desportivos que abdicam muito do seu tempo para se dedicarem à causa desportiva''.
Destaque natural neste livro para o Clube Académico de Futebol pela situação que passou nos últimos anos e, até pela vivência interna que tem do mesmo, foi quase sempre o assunto dominante destes artigos, o que nem sempre foi fácil. O autor procurou sempre, de forma imparcial, ajudar na construção, na requalificação do Clube e nunca ser dono da verdade, nem pretender ser.
A formação e as estruturas desportivas são os outros assuntos que mais debate suscitam por serem aqueles que garantem um futuro à juventude e para Vitor santos, ''custa vê-los partir tão jovens, deixarem as famílias, os amigos para poderem fazer a sua formação desportiva em estruturas de média/alta competição que não têm na sua cidade''.
''Não se pode agradar a todos, e quase sempre o feedback negativo é feito de forma anónima e vazia. Procuro estar sempre a aprender e nunca pactuar com quem não tem rosto'', conclui.
Vítor Augusto Andrade Santos é licenciado em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu.
Vítor Santos in Mo(vi)mentos no tributo que dedica às "Mulheres pelo colorido com que cada uma pinta os estádios: o verde esperança, o amarelo sensível e o vermelho paixão!"