segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dia do Município de Viseu

A Câmara Municipal de Viseu preparou um vasto programa de actividades para comemorar o Dia do Município – 21 de Setembro, que começa às 10h00 com uma Missa em Honra de São Mateus, na Igreja de Nª Sra. da Conceição, seguida de procissão.

Às 11h45, na Praça da República, será entregue simbolicamente, pelo Presidente da Câmara Municipal de Viseu, a Chama da Solidariedade da iniciativa Marcha da Solidariedade, com destino a Castelo Branco, iniciativa promovida pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social à qual se associou a Câmara Municipal de Viseu.

Às 12h00, decorrerá a Sessão Solene no Salão Nobre dos Paços do Município com a Imposição de Galardões Municipais aos Colaboradores da CMV e SMAS.

Neste dia, o Município de Viseu assinala a Semana Europeia da Mobilidade promovendo a iniciativa Conhecer Viseu em Bicicleta em percurso urbano. A concentração será no Rossio, em frente ao edifício dos Paços do Município, às 9h00, a partida às 9h30 e o regresso pelas 12h00. Ainda neste âmbito, a Câmara Municipal de Viseu disponibilizará gratuitamente a utilização dos mini-autocarros eléctricos.


A exemplo de anos anteriores, realiza-se também o Encontro de Coros São Mateus, na sua 10ª edição, pelas 21h30, na Igreja da Paróquia de S. José.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fernando Sá Neves reempossado

Politécnico da Guarda
Constantino Rei, o novo presidente do Instituto Politécnico da Guarda, eleito a 7 de Julho, deverá tomar posse no próximo dia 15 de Setembro, pelas 16 horas, apurou o Ensino Magazine, junto do IPG.

Na mesma cerimónia vão ser ainda empossados os vice-presidentes, Fernando Neves (que já desempenhava estas funções) e Gonçalo Fernandes.

Com larga experiência, Constantino Rei foi director da Escola Superior de Tecnologia e Gestão da Guarda durante quase oito anos, exerceu as funções de presidente dos conselhos Científico e Pedagógica daquela escola e foi vice-presidente de Jorge Mendes, no último mandato. “O percurso pessoal ao longo de 21 anos no IPG é detentor de todas as condições que o exercício de um órgão de governo do Instituto Politécnico exige”. O docente destacou o cargo de vice-presidente, o qual “proporcionou a visão de conjunto que nos que faltava, a qual nos permite ter hoje o necessário conhecimento da instituição em todas as suas dimensões, do meio envolvente e das condicionantes que nos rodeiam”, disse durante a apresentação da sua candidatura.

Constantino Rei lembra que “o IPG tem actualmente um modelo organizacional que lhe permite tomar decisões estratégicas de um modo mais eficiente. Quer a distância geográfica da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia (ESTH) ou a ausência de autonomia financeira das Unidades Orgânicas, constituem mais um desafio do que uma ameaça à coesão interna. A nova estrutura organizacional facilita sinergias e permite uma melhor monitorização central das acções conjuntas. Exige contudo um esforço permanente de diálogo e cooperação”, disse.

Na apresentação das suas linhas estratégicas, Constantino Rei promete uma atitude “receptiva para as questões e interesses de docentes, de estudantes e de funcionários não docentes, sem contudo abdicarmos de grande firmeza em relação a princípios de rigor e exigência, éticos e de justiça, pelos quais se deve pautar uma Instituição de Ensino Superior e pelos quais sempre procurámos conduzir a nossa actuação”.

Para Constantino Rei, “a época que vivemos é, assim, de reforço e consolidação da estratégia delineada, nomeadamente através da garantia de sustentabilidade financeira, da consolidação dos novos estatutos e das medidas aí preconizadas e, muito particularmente, através de uma política clara e sustentada de avaliação e garantia da qualidade”.
 
in Jornal Ensino Magazine n.º 151, de Setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

8 de Setembro: Nossa Senhora dos Remédios

É bem conhecida de todos os viseenses a pequena Capela da Nossa Sr.ª dos Remédios, colada ao Arco dos Melos, na Praça da Erva ou Largo Pintor Gata.

A sua Padroeira é sempre homenageada no seu dia próprio, 8 de Setembro. Sê-lo-á de novo amanhã.


Às 19h realiza-se a missa seguida de procissão com a venerada imagem da Virgem.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Enguias mantêm tradição no certame mais antigo de Viseu

Era frequente organizarem- -se excursões vindas de vários pontos do país e as pessoas tinham por hábito, quando iam comer a refeição, levar as batatas cozidas, vinho e pão de casa, e apenas pedir as enguias nas barracas.

Mas foi algo que se foi perdendo com o tempo, passando a ser tudo confeccionado nos locais de venda, apesar de haver algumas excepções, como acontece na 'Barraca de Enguias do Avelino Marques', em que recentemente os clientes levaram as batatas cozidas embrulhadas num pano e o vinho, e apenas pediram as enguias e o pão, como contou a responsável.



Espaços apelam aos consumidores

O facto dos espaços "serem bastante antigos e tradicionais apelam aos consumidores para lá se sentarem e consumirem", como refere Zélia Conceição, dona de uma das barracas que já está presente neste evento há 22 anos, e que vende tanto para consumo no próprio espaço, como para fora.

A Dona Quitas, que confecciona este tipo de comida há já 77 anos não só na Feira de São Mateus, mas também em casa e noutras feiras durante todo o ano, diz "que as espetadas de enguias é o que se vende, mas a adesão não tem aumentado, mantendo-se semelhante ao ano passado", enquanto no espaço 'Mar Azul - Enguias Albuquerque' dizem que ainda há bastante procura, pois é uma tradição que nunca vai acabar, apesar de cada espetada rondar os 7,5 euros.

Apreciador desta refeição, António Silva refere que o convívio é espectacular. Todos os anos vem e enquanto viver diz que há-de vir comer enguias pois é um costume. Já David Guimarães diz que "são bem confeccionadas em todo o lado, e o facto de serem vendidas tradicionalmente em tasquinhas, torna-as mais saborosas".

Tanto os consumidores como os clientes esperam que a confecção do prato da enguia continue a ser procurada e que a tradição se mantenha durante muitos anos, tal como a Feira de S. Mateus.







Sara Varanda / Sara Neiva  in Jornal Diário de Viseu de 26 de Agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Homenagem aos Bombeiros

Sabes tu o que é ser Bombeiro,

Sabes do seu valor verdadeiro,

Do quanto sofre e quanto padece?

Não sabes; e se sabes não sentes

As dores que ele sofre, ardentes,

Que na ajuda ao irmão esquece…



Tu não sabes, por egoísmo,

Avaliar quanto heroísmo

Há em cada farda, em cada peito!

Quanto deves a esses abnegados

Altruístas e humanos soldados,

Da tua estima grande preito.



Tu não sabes – finges não saber –

Que mais que a obrigação, o dever,

Os empurra na sua má sorte

A esforço titânico, sobrenatural,

Que leva tantos ao hospital

E tantos ao encontro da morte…



A morte que tu não choras,

As dores que tu ignoras

Na tua infinita maldade…

Um Bombeiro é um Homem!!!

Com cabeça membros e abdómen,

E com o que te falta: - Dignidade!



É o homem que não dorme;

De casaco ou de uniforme,

É sentinela permanente!

É o homem sem horário,

Sem regalia, sem salário,

Um irmão de toda a gente…



É quem te garante o sossego

Em casa e no emprego;

É quem na hora de perigo,

Deixa casa, deixa mulher,

Deixa o almoço por comer

E no berço o filho querido…



Oxalá a desdita – sempre torta –

Não bata um dia à tua porta…

E te obrigue no teu calvário

A reconhecer finalmente.

Quanto vale realmente

Um BOMBEIRO VOLUNTÁRIO!!!

Poesia de Caetano Carrinho (1997), publicada no livro "Encanto, Desencanto, Gargalhada e Dor" editado pela Junta de Freguesia de S. José de Viseu.


Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários




(Feira de S. Mateus, Setembro de 1960)


Nos terrenos da Feira de S. Mateus foi construído nos anos 30’s um bonito edifício de arquitectura modernista, cujas traseiras davam para a Central Eléctrica localizada na rua da Ponte de Pau. Tratava-se do Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários de Viseu (BVV), seguramente o maior e o mais bonito edifício, o de maior destaque e prestígio no recinto da Feira de S. Mateus, com um piso único elevado ao estilo de uma “mezzanine”. Tratava-se de um amplo Salão com duas frentes rasgadas para o recinto da Feira de S. Mateus e que durante o período da feira, todo o mês de Setembro até às vésperas da data de início do ano escolar a 6 de Outubro(+-), era utilizado pelos Bombeiros Voluntários de Viseu para a prestação de serviços de restauração servindo o montante apurado como reforço de fundos tão necessários ao suporte das suas actividades totalmente voluntárias.
O Bombeiros Voluntários de Viseu sempre tiveram muito valor, um enorme prestígio na cidade e eram um foco de entusiasmo e adesão de muita juventude que, voluntariamente e com grande orgulho, aderia a tão nobre e justa causa de ajuda à comunidade. Além das suas actividades voluntárias de socorro às populações os BVV tiveram no passado uma grande intervenção cultural nomeadamente através de um Grupo de Teatro Amador que levou à cena no Teatro Viriato várias peças algumas delas acarinhadas pela nossa conterrânea Mirita Casimiro.
Pois durante a Feira de S. Mateus, nos anos 60’s, o Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários era o local mais “chique” e mais cobiçado da Feira. O espaço tinha atributos únicos como os disputadíssimos “toilletes” (uma fragilidade no “adn” da Feira que se mantém), as mesas viradas à rua que permitiam observar e comentar os passeantes e visitantes, assistir aos espectáculos, gincanas e outras iniciativas como se se estivesse num camarote de um teatro. Havia serviços de chá com torradas ou farturas, o branco a copo, ou o famosíssimo Caldo Verde com a broa fresca de Vildemoinhos. Além destes serviços directos este Pavilhão também era o mais seguro refúgio sempre que a chuva pregava as suas partidas, o que não era tão raro quanto isso.
Todo o serviço no Salão de chá era feito pelos bombeiros voluntários nos seus tempos livres, com o traje azul de bombeiro e os seus reluzentes botões de latão amarelo. O Salão, à esquerda de quem entrava, tinha um enorme e altíssimo balcão de serviço, com vista e controlo de todo o espaço. À direita deste, no canto frontal à entrada, o estrado para a Orquestra. À esquerda uma entrada que dava acesso aos famosos “toilletes” e ainda a uma Copa mais recatada e só para “Maiores” onde se podia beber um copo (branco, tinto, cerveja, Bussaco ou pirolito), acompanhado por um petisco (pasteis de bacalhau, panados, enguias, empadas ou rissóis, …).
Nos dias principais da Feira havia uma cerrada disputa pelas mesas viradas à rua e não era raro assistir-se à marcação presencial com horas de antecipação.

E aos Sábados?
Aos Sábados havia “Chá Dançante” no Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários de Viseu (tempos houve que eram às 4ªs e sábados). Eram quatro bailes com grande procura, quase sempre esgotados que punham a cidade numa grande agitação. Os cabeleireiros entupiam, os sapateiros engraxavam, os perfumes esgotavam, e as mais jovens debutavam numa grande comoção. Ir ao Baile dos Bombeiros era uma grande emoção!!!
Ao princípio os bailes eram animados pelas orquestras locais como a Orquestra do Cine Jazz, a orquestra do Mário Costa, Os Diamantes, entre outras. Na época de maior sucesso já eram as principais Orquestras Nacionais como a de Shegundo Galarza, Toni Hernandez, Costa Pinto, e até o Conjunto Italiano Manino Marini, que fez várias épocas em Portugal com os grandes sucessos românticos e únicos da música italiana.

E hoje, Viseu, o que é feito de tamanha animação?
Os chás dançantes dos Bombeiros Voluntários foram, para mim, uma das fontes de inspiração para o que é hoje o conceito de “Os Melhores Anos”.

Eduardo Pinto
www.myspace.com/tubaroes

terça-feira, 3 de agosto de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Férias 2010

Os meses de Julho, Agosto e Setembro são de férias.
Era nesta época do ano que íamos uma quinzena até ao litoral.
Os tempos mudam, nós crescemos, mas a tradição mantém-se.
A todos vós, familiares e amigos votos de BOAS FÉRIAS de Verão 2010.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fontelo

Considerada por muitos um local calmo e tranquilo, a mata do Fontelo tem sido, ultimamente, palco de actos de vandalismo. O mais recente aconteceu na madrugada da passada segunda-feira, quando pedras de grandes dimensões foram arremessadas contra o único café do local.

Apesar de não ter o hábito de frequentar muitas vezes o Fontelo, Amélia Cruz refere que apenas o faz para passear com os filhos e ver uma das aves que atrai mais pessoas à mata - os pavões. "Opto por zonas mais abertas e sempre nas horas em que há mais movimento. A partir das 20h00, em tempo de Verão, já teria algum receio cá vir", adianta, sublinhando: "sempre que cá venho, nunca venho sozinha".

A mesma opinião é partilhada também por Helena Oliveira, que adianta com convicção: "sozinha não ponho cá os pés". Helena costuma deslocar-se à mata amiúdes vezes, uma vez que há no local um parque infantil, onde tem por hábito levar os seus filhos. Mas também opta pelas horas em que o local é mais movimentado. "Costumo vir sempre de manhã cedo", esclarece.

Cátia Almeida adora a mata, por ser um local onde pode "fazer exercício, passear e ler". Explica que, ultimamente, anda mais vezes acompanhada. "Não tenho receio, mas agora com os últimos acontecimentos, quase nunca me deixam vir sozinha", conta.

A densa vegetação é um dos aspectos que mais assusta quem frequenta o Fontelo. "Como isto tem vegetação, é fácil atacar as pessoas, pois há sítios muito escondidos", conclui Cátia Almeida, uma opinião partilhada também por Helena Oliveira que deixa um reparo: "deviam limpar a mata e fazer mais descampados".

O sossego, que ajuda a aliviar o stress, e o ar fresco, são os motivos que levam Alfredo Cavaleiro até este 'pulmão verde' da cidade. Mas apesar de ainda o frequentar, Alfredo recorda com saudade tempos antigos. "Antes, deslocava-me cá muito mais vezes, numa altura em que ainda não havia vandalismo", enfatiza. Hoje em dia, não por medo, mas pelo facto de gostar de uma boa companhia, explica que "são mais as vezes em que venho acompanhado do que sozinho".



Mais policiamento

"Deviam tomar mais medidas e colocar alguns polícias a vigiar", sugere Amélia Cruz, que apenas os vê por ali quando há jogos de futebol". Acrescenta que "podiam aproveitar melhor o espaço, pois como mais movimento, o local seria menos perigoso".

Também Helena Oliveira acredita que algumas medidas não fariam mal nenhum, entre as quais "vedar devidamente a mata e colocar algum policiamento".

Esta frequentadora do espaço sugere ainda mais actividades, nomeadamente para idosos, enquanto Alfredo Cavaleiro pensa que a reabertura do parque de campismo, com a devida vigia, traria mais dinamismo à mata e acabaria por favorecer também o sector turístico.
 
Texto de Cláudia Almeida in Jornal Diário de Viseu de 08-07-2010