quarta-feira, 6 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Comboios *
1. No dia 17 de Março de 1907, há exactamente 104 anos e um dia, realizou-se em Mangualde um grandioso comício acorrido pelo povo de todos os aderredores.
Presentes as forças vivas da região: deputados eleitos por Viseu e Guarda, presidentes das câmaras de Mangualde, Viseu, Gouveia, Penalva do Castelo e Manteigas. Os governadores civis de Viseu e Guarda não estiveram presentes mas fizeram chegar o seu apoio por telegrama, para júbilo e hurrahs! dos presentes.
A região juntou-se toda para exigir a construção de uma linha férrea de Gouveia a Viseu. O deputado Rodrigues Nogueira, num discurso informado e eloquente, alinhou números, razões, demonstrando o atraso da região centro sempre desprezada pelos governos.
Esta e muitas outras histórias podem ler-se no excelente “Viseu – Roteiros Republicanos”, de António Rafael Amaro e Jorge Adolfo Meneses, editado no ano passado por ocasião do centenário da república.
Passaram os anos, passaram empenhos e manifestações. Os lamentos nos jornais continuaram: “Nenhuma cidade de Portugal, da categoria de Viseu, deixa de ser servida por um caminho-de-ferro de via larga.”
Desde 1989 ainda é pior: nem via larga, nem via estreita.
No início do século XX, foram feitos projectos para várias linhas e que foram aprovados pelos governos:
(1) Gouveia – Mangualde – Viseu;
(2) Régua – Lamego - Tarouca – Moimenta – Sernancelhe – Vila Franca das Naves;
(3) Viseu – Sátão – Aguiar da Beira – Ponte do Abade – Vila da Ponte – Foz Tua.
Como se vê, a coisa não é só de agora. Viseu sempre teve muitos comboios.
De papel.
*Joaquim Alexandre in Jornal do Centro de 18 de Março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Confraria Gastronómica do Rancho à Moda de Viseu
João Nascimento preside à direcção, enquanto o actor Fernando Mendes é o Mordomo-Mor.
Está oficialmente criada a Confraria Gastronómica do Rancho à Moda de Viseu, cujos estatutos foram outorgados por uma dúzia de confrades que compõem os órgãos sociais.
Defender e divulgar a autenticidade do Rancho à Moda de Viseu, incentivar os restaurantes de Viseu a colocarem nas respectivas ementas, uma vez por semana, este prato tradicional e promover a nível regional, nacional e internacional este prato tradicional de Viseu, são os objectivos que levaram os promotores á criação da Confraria.
Para o efeito, a novel confraria vai levar a cabo diversas acções, promovendo e realizando encontros gastronómicos em Viseu, mas também noutras regiões.
Outras das finalidades da confraria passa por premiar quem faz o Rancho à Moda de Viseu, homenageando entidades individuais ou colectivas. Uma das metas que pretende levar a cabo é a colocação de um distintivo da Confraria, por tempo determinado, como recomendação, em estabelecimentos hoteleiros e de restauração que comprovadamente divulguem o Rancho à Moda de Viseu.
sexta-feira, 11 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Petição
«para transformar o Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, em Viseu, num Aeroporto para Voos de Baixo Custo (Low Cost)»
assina em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=LPVZ2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Carlos Lopes
CARLOS Alberto de Sousa LOPES
Nascido em Vildemoinhos, Viseu, a 18 de Fevereiro de 1947 foi um atleta português; um dos melhores da sua geração e uma referência mundial do atletismo de longa distância. Lopes sobressaiu tanto nas provas de pista, como nas de estrada e no corta-mato (cross).
Origens modestas em Viseu
A família Lopes era modesta. Carlos começou a trabalhar como servente de pedreiro, ainda não tinha onze anos, para ajudar a sustentar a casa de família. Mais tarde, foi empregado de mercearia, relojoeiro e contínuo. Enquanto adolescente, Lopes ambicionava jogar futebol no Lusitano de Vildemoinhos, o clube da sua aldeia. O clube rejeitou-o por ser excessivamente magro. Como ele próprio contou mais tarde, o atletismo surgiu por acaso. Numa correria com amigos, durante a noite, ao voltar de um baile (correndo em parte para afastar o medo que o vento uivante lhes fazia), Carlos Lopes foi o primeiro, batendo um grupo de rapazes da sua idade que treinavam regularmente e já se dedicavam ao atletismo. Foi nesse grupo de adolescentes que nasceu a ideia de criar um núcleo de atletismo no Lusitano de Vildemoinhos.
A primeira prova oficial de Lopes foi numa corrida de São Silvestre; tinha 16 anos. Lopes ficou em segundo lugar, pese embora a presença de corredores bem mais experientes. Pouco tempo depois, ganhou o campeonato distrital de Viseu de crosse, e quase de seguida foi terceiro no Campeonato Nacional de Corta-mato para juniores. Essa classificação, levou-o pela primeira vez ao Cross das Nações, em Rabat, Marrocos. Lopes foi o melhor português, em 25º lugar. Lopes tinha então 17 anos; atestando a sua origem modeta, foi nessa ocasião que Lopes viu pela primeira vez o mar.
Passagem para o Sporting
Em 1967, Carlos Lopes foi recrutado pelo Sporting Clube de Portugal, de Lisboa. A ida para Lisboa, deveu-se tanto a razões desportivas, como à promessa de um melhor emprego como serralheiro. É no Sporting que encontra o treinador da sua vida, Mário Moniz Pereira. Moniz Pereira foi o mentor de várias gerações de atletas portugueses de fundo e meio-fundo.
Em 1975, Carlos Lopes e alguns outros atletas do Sporting passa a treinar duas vezes por dia. Lopes era dispensado do seu emprego (entretanto foi contínuo no jornal Diário Popular e num banco) na parte da manhã. Entrava-se assim, na era do semi-profissionalismo.
Primeiro Campeonato do Mundo
Lopes ganha em Chepstown
Em 1976, Lopes ganha pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Corta-mato, que nesse ano se realizava em Chepstown, no País de Gales. Como mais tarde viria a demonstrar, Lopes fez uma corrida demonstrando uma enorme auto-confiança, mostrando resistência, sentido táctico e muito boa ponta final (sprint).
Montreal-76
Carlos Lopes, que já tinha estado sem glória nos Jogos de Munique em 1972, era uma das maiores esperanças portuguesas para os Jogos Olímpicos de Montreal, no Verão de 1976. Lopes teve, aliás, a honra de ser o porta-bandeira da equipa portuguesa durante a cerimónia inaugural.
Na final dos 10.000 metros, Carlos Lopes forçou o andamento desde o início. Seguindo as instruções de Moniz Pereira, a táctica era arrebentar com a concorrência (ou com ele próprio...). De facto, Carlos Lopes inciou o último meio quilómetro bem adiantado do pelotão. Mas não ia só. Lasse Viren, da Finlândia, tinha sido o único a conseguir acompanhar Lopes. Nas últimas centenas de metros, Viren atacou forte, ultrapassou Lopes e ganhou a medalha de ouro. Lopes foi segundo e teve de se contentar com a prata. Viren era um atleta de excepção, e ganhou também o ouro nos 5.000 metros.
Era a primeira vez, desde há décadas, que Portugal conquistava uma medalha olímpica, e a primeira vez no atletismo.
1976 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.
1976 2º Lugar nos Jogos Olímpicos de Montreal.
1977 2º Lugar no Campeonato do Mundo de Corta-mato.
1982 venceu os 10 mil metros de Bislett Games em Oslo
1983 2º Lugar no Campeonato do Mundo de Corta-mato.
1983 2º Lugar na Maratona de Roterdão.
1984 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.
1984 2º Lugar no Meeting de Estocolmo, em 1º lugar ficou outro português, Fernando Mamede.
1984 venceu a Maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
1985 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.
1985 venceu a Maratona de Roterdão e record do mundo.
NÃO LHE FALTOU GANHAR NADA!!!
texto de http://pt.wikipedia.org/
Centro histórico com rede wireless
Quarteirão do centro histórico dedicado às empresas "criativas"
A Câmara Municipal de Viseu quer transformar um quarteirão do centro histórico num espaço dedicado às empresas criativas. A recuperação de edifícios na Rua do Comércio, na Praça D. Duarte e na Rua D. Duarte vai avançar brevemente, anunciou ontem o vice-presidente da autarquia, Américo Nunes. Este é um projecto que foi aprovada no âmbito da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação (RUCI), um programa co-financiado pelo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) que promove a oferta integrada de acolhimento empresarial em espaço urbano.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Simplesmente Tó
in Jornal do Centro de 11-02-2011
Simplesmente Tó
O ar bonacheirão, o benfiquismo e um sorriso tímido – embora descomprometido - são traços que podem, também, descrever um Barão. Não há traços de personalidade que definam o portador de um título nobiliárquico. A um Barão da Sé basta-lhe, por exemplo, ter nascido na Sé ou dela ter feito o seu berço que o embalou para a vida. Se a isto lhe acrescentarmos o brasão da Nobreza da Amizade, com certeza que os galões podem ser puxados com mais propriedade!
O Barão de que vos falo é bonacheirão, benfiquista e tem um sorriso tímido – embora descomprometido. É amigo! António Augusto é apenas o epíteto burocrático patenteado nos documentos. O meu amigo chama-se simplesmente Tó. Entre nós não há epítetos burocráticos: é o meu amigo Tó! Há duas semanas a vida levou-lhe a mãe, num destino que é - quer queiramos, quer não - fatal. O Tó disse, na altura, que não aguentaria muito tempo sem a sua mãe. E não é que, de repente, desatou a correr atrás dela? Levou com ele o ar bonacheirão, o benfiquismo e um sorriso tímido - embora descomprometido - e só nos deixou a surpresa de uma tão rápida, louca, surpreendente e irreversível corrida. Nunca o imaginei a correr assim, sabendo como sei que nunca teve muito jeito para o desporto. Confesso que, desta vez, ele me surpreendeu, caraças!
- Tó, em Maio temos jantar dos Barões da Sé. Se quiseres senta-te ao meu lado. Se te atrasares, eu guardo-te o lugar. Nós esperamos por ti! Entretanto, quando chegares junto da D. Alice, diz-lhe, por favor, que gostamos imenso de Vocês e que já temos saudades Vossas.
Tiago Nascimento – Barões da Sé de Viseu
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Aristides Sousa Mendes homenageado no Senado de Nova Iorque
Ex-cônsul de Portugal em Bordéus durante a II Guerra Mundial salvou milhares de pessoas da perseguição nazi
O Senado de Nova Iorque homenageou na segunda-feira Aristides Sousa Mendes, ex-cônsul de Portugal em Bordéus durante a II Guerra Mundial que salvou milhares de pessoas da perseguição nazi, escreve a Lusa.
«A Aristides Sousa Mendes é reconhecido o salvamento de cerca de 30 mil pessoas em 1940, quando (...) ignorou e desafiou as ordens do seu próprio governo parar assegurar a segurança de refugiados que escapavam às forças militares alemãs», refere a resolução aprovada pela câmara alta da assembleia estadual nova-iorquina, por iniciativa do senador luso-americano Jack Martins.
«Inspirado em parte pela sua amizade com o rabi Chaim Kruger, Sousa Mendes deliberadamente desobedeceu às ordens para não atribuir vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida ou contestada (...) ou judeus expulsos dos seus países de origem», adianta o texto.
Ao todo, refere, Sousa Mendes terá atribuído 30 mil vistos, não só a judeus, mas também a dissidentes políticos, oficiais de países ocupados e membros do clero, como padres e freiras.
A resolução foi apresentada a propósito da inauguração de uma exposição sobre o ex-cônsul nos arredores de Nova Iorque e do estabelecimento da Fundação Aristides Sousa Mendes nos Estados Unidos, segundo disse à Lusa o senador luso-americano.
«É a oportunidade de poder reconhecer um grande líder da história portuguesa, alguém que, pela sua coragem, pelo seu carácter, teve oportunidade de influenciar centenas de milhar de pessoas, e de forma real mudar a História, não só da Europa, mas mundial», adiantou Jack Martins.
A exposição organizada pela nova Fundação estará patente a partir do final desta semana e até 3 de Abril na cidade de Mineola, nos arredores de Nova Iorque, onde reside uma numerosa comunidade de origem portuguesa e de que Martins foi presidente de câmara até à eleição para o Senado em Novembro.
Para o senador, é uma oportunidade para mostrar aos luso-descendentes «os grandes heróis do passado» de Portugal, mas também o melhor do país aos norte-americanos.
«Falamos sempre no Vasco da Gama, Infante Dom Henrique ou reis, mas temos também um Aristides Sousa Mendes que na altura certa teve a coragem de fazer o que tinha a fazer e de afectar o mundo de uma maneira especial», disse à Lusa.
A exposição sobre Sousa Mendes foi inaugurada no domingo no Holocaust Memorial and Tolerance Center of Nassau County, coincidindo com a atribuição do estatuto de organização sem fins lucrativos à Fundação criada em Setembro de 2010.
A Fundação está já a recolher fundos para o projeto da Casa do Passal, residência da família Sousa Mendes em Cabanas de Viriato (Viseu) que se encontra em ruínas, que inclui um Museu e um Centro de Estudos.
Outra parte da missão é fazer uma listagem completa de todos os que foram directa ou indirectamente beneficiados pelos vistos portugueses, e seus descendentes, cujo número pode rondar as centenas de milhar, embora a maioria não conheça sequer o benfeitor.
in TVI
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Tó, até sempre...
O Corpo do António Augusto (Tó) está em câmara ardente na Igreja da Misericórdia - Viseu.
Exéquias e funeral realizam-se amanhã, pelas 15h30m.
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