sexta-feira, 15 de abril de 2011

O parque da cidade e a memória que lá falta

Vai já para além do meio século que a velha Cerca dos Frades franciscanos que habitaram o Convento de Santo António de Massorim saiu da devassa em que entrara com a ocupação pelas Casernas de soldados e começou a ser restituída, não à figura do “horto deleitoso” para o meditativo vagabundear dos bons dos fradinhos, mas como espaço de fresquidão, de gozo e lazer dos veros habitantes da cidade que haveriam de ler nesse impressivo fuste do arvoredo, nesse poético jogo da sombra e da luz que a folhagem coava, o devotado amor que o Poverello dispensara à natureza, sua irmã, exemplo e apelo tomado agora como lição.
Aquilino Ribeiro foi escolhido como patrono deste Parque intimista e belo e isso, se não houvera outras razões, se adequava a esse sentimento de afeição que dedicava à natureza e vê-se quão perto ele estava, à sua maneira, de S. Francisco, basta ler as páginas mansas da abertura da Via Sinuosa e ouvir o cantar da fonte de cujas águas, diz a lenda, aquele santo bebeu. Só que Aquilino é também Mestre na arte de escrever, só que Aquilino escreveu densas páginas sobre Viseu, cidade da sua afeição, cidade de muitos amigos, cidade de múltiplas memórias. Só que Aquilino deveria ter tido honras de Prémio Nobel (Saramago dixit). Só que Aquilino mereceu o Panteão Nacional.
Mas ainda restam homenagens. A dos seus livros em nossa mão, a das suas mensagens de bem para cumprir, a de uma eterna memória para preservar.
Ali, no Parque, há uma memória que lá falta. A sua estátua. A perenidade do bronze. Como o dos sinos que soa até ao longe. Mágica representação de figura que cative, que nos envolva. Aquele desenho do homem igual a nós que se senta a uma mesa, íntimo e solene, exemplo do trabalho árduo, solitário e aberto … e a gente que se aproxima, e que por ali fica escutando o Malhadinhas que conta, Manuel Louvadeus teimando em defender a sua serra, o Brasileiro Dêdê entrando na Pensão Galharda e a raposinha do romance inventando facécias para a miudagem que ri. E Aquilino, íntimo e solene, esperando os amigos que voltarão ao fim da tarde, a pena molhada na tinta fecunda.

Alberto Correia in Jornal do Centro de 15 de Abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Muralhas de Viseu

Em posição dominante sobre uma colina na confluência do rio Pavia com o rio Dão (subafluentes do rio Mondego), a fortificação da cidade é muito antiga, não tendo se constituído num castelo própriamente dito.

Antecedentes: a muralha Romana

A primitiva ocupação humana do sítio de Viseu remonta a um castro pré-histórico, admitindo-se que nesta região tenha nascido o líder Lusitano Viriato (180 a.C. - 139 a.C.). No ano 137 a.C. foi conquistada pelo cônsul Decius Junius Brutus, vindo o povoado a ganhar expressão quando, à época da Romanização da península, aqui se estabeleceu um entroncamento de estradas romanas, conforme o testemunham os diversos marcos miliários encontrados na região.

De acordo com VAZ (1997), o perímetro da povoação ´´(...) tinha como limite o seguinte percurso actual: Rua da Regueira (lado norte), hoje Rua de João Mendes, Largo Mouzinho de Albuquerque, Rua do Carvalho, por uma linha direita ao Largo da Misericórdia, Rua do Chão do Mestre, Rua de D. Duarte, Largo de Santa Cristina até à Rua da Regueira (lado sul).´´[1].

Nos finais do século III, diante da ameaça de povos invasores, é possível que tenha se reduzido o perímetro da muralha para facilitar a defesa da povoação. Acredita-se sejam, talvez, um troço dessa muralha e um torreão semi-circular que foram descobertos em Março de 2004 na Rua Formosa, quando das obras de requalificação daquela via pedonal. Esses vestígios foram musealizados e estão agora visíveis através de uma placa de vidro assente ao nível do solo. Foram descobertas ainda, associadas à muralha, três sepulturas de crianças, uma moeda e pedaços de cerâmica.
Posteriormente, com o domínio dos Visigodos a partir do século VI, Viseu foi elevada a cidade, tornando-se sede de Diocese, aqui tendo sido cunhado moeda visigótica, no século VII.
Com o domínio Muçulmano do Al-Andalus, a partir do início do século seguinte, a cidade foi conhecida como Castro Vesense (vesi = visigodo), mantendo-se fortificada.

O ´´castelo´´ medieval

À época da Reconquista cristã da península, a cidade foi conquistada ainda em meados do século VIII pelas forças de Afonso I das Astúrias, que a deixou abandonada, visando evitar que a mesma pudesse vir a servir de apoio a novas investidas muçulmanas.
Reocupada, nos séculos seguintes a sua posse oscilaria entre muçulmanos e cristãos, aos sabor dos avanços e recuos da linha da fronteira, até ser definitivamente reconquistada pelas forças de Fernando Magno, rei de Leão e Castela (1057).
Com a formação do Condado Portucalense, Viseu foi, em diversas ocasiões, residência dos condes. Após a morte do marido, D. Teresa concede o primeiro foral a Viseu (1123). Um novo foral, aludindo a idêntico diploma passado anteriormente por D. Afonso Henriques (1112-1185), será passado em 1187 por D. Sancho I (1185-1211) e confirmado por D. Afonso II (1211-1223), em 1217. Neste foral de D. Sancho II faz-se ainda referência à ´´cidade velha´´, por oposição a um novo núcleo expandido demográfica e econômicamente.
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), a Carta Régia de 5 de Janeiro de 1370, inteira-nos que o castelo de Viseu foi entregue aos moradores, compreendo-se pela expressão ´´castelo´´ o conjunto muralhado que envolvia a primitiva Sé e a parte antiga da cidade. Esse entendimento é corroborado quando, poucos anos mais tarde, durante a crise de 1383-1385, a cidade foi saqueada e incendiada pelas tropas de Castela (1385), relatando o cronista:
Então se fizeram prestes aqueles quatrocentos de cavalo e duzentos ginetes de que era capitão aquele Pêro Soares de Quinhones, e com ele soma de homens de pé e alguns besteiros; e entraram em Portugal e encaminharam por essas aldeias roubando e cativando. E chegaram à cidade de Viseu, que eram vinte e duas léguas de Cidade Rodrigo, donde todos haviam partido. Os moradores do lugar, quando os viram vir, porque a cidade não tem outra cerca nem fortaleza, salvo a Sé, colheram-se a ela; e as igrejas muitos deles. (Fernão Lopes. Crónica de D. João I).
A cidade, vítima em quatro ocasiões das guerras fernandinas no último terço do século XIV, foi novamente atacada e incendiada por tropas castelhanas em 1396. À época de D. João I (1385-1433) encontravam-se em progresso trabalhos de ampliação da cerca defensiva, concluídos apenas em 1472 sob o reinado de D. Afonso V (1438-1481), conforme inscrição epigráfica na Porta do Soar, já com a malha urbana expandindo-se extra-muros.
Na seqüência da conquista de Ceuta, os domínios de Viseu foram doados em 1415 ao Infante D. Henrique, na ocasião elevados à condição de ducado. Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a cidade recebeu o Foral Novo (1513), época em que se inicia a expansão da malha urbana para o chamado Rossio.

Do século XVI aos nossos dias

Embora não hajam elementos que permitam compreender adequadamente as etapas de destruição das muralhas de Viseu iniciada a partir do século XVI com os trabalhos de ampliação do antigo Paço Episcopal, existiram trabalhos de construção posteriores, como o atestam a inscrição epigráfica na Porta dos Cavaleiros, datada de 1646.
Em meados do século XIX, a Câmara Municipal ordenou a demolição das antigas portas (1844) visando a modernização da cidade. Neste período, é erguido o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, confirmando a transferência do centro da cidade, anteriormente na parte alta.
As muralhas e portas antigas da cidade de Viseu encontram-se classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 31 de Dezembro de 1915.
Embora não se conheça adequadamente a evolução do sistema defensivo de Viseu pela própria dinâmica da evolução da malha urbana da cidade ao longo dos séculos, sob a Dinastia de Avis foi edificada uma cerca de planta poligonal irregular.
A inscrição epigráfica na Porta do Soar (ou Porta de São Francisco), datada de 1472, permite-nos compreender que D. Afonso V foi o responsável pela reformulação da estrutura defensiva da cidade, integrando a cerca erguida sob o seu reinado as duas cercas mais antigas.
Dessa cerca afonsina, onde se rasgavam originalmente sete portas, são testemunhos a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, além de escassos troços de muralha que chegaram até nós. Nenhuma das torres originais sobreviveu.

Características

A Porta do Soar em arco ogival, com um pequeno troço de muralha adossado, assinala o eixo principal de circulação da antiga cidade. No interior da porta, inscreve-se um pequeno nicho que ainda conserva a imagem de São Francisco, santo tutelar da porta, conforme prática usual nas principais entradas das fortalezas tardo-medievais.
 
A lenda de D. Ramiro

O brasão de armas da cidade de Viseu evoca uma antiga lenda segundo a qual aqui teria vivido D. Ramiro II, um rei cristão que, em viagem por outras terras, conheceu a moura Sara, irmã de Alboazar, emir do Castelo de Gaia. Completamente apaixonado pela beleza da moura, raptou-a para si. Ao ser informado do rapto de sua irmã, Alboazar por sua vez raptou a esposa de D. Ramiro, D. Urraca.
Ferido em seus brios, D. Ramiro recrutou em Viseu alguns bons guerreiros para o secundar na empreitada de penetrar dissimuladamente no castelo de Alboazar, enquanto estes o aguardavam nas vizinhanças. Desse modo, aguardou um momento em que Alboazar se ausentou à caça, logrando penetrar no castelo, onde encontrou D. Urraca. Esta, ciente da traição do marido, não só se recusou a acompanhá-lo como, decidida a vingar-se do marido infiel, tendo Alboazar regressado da caça, denunciou-o ao seu raptor. Assim capturado, D. Ramiro, foi sentenciado à morte. No dia e hora aprazados para a execução, o condenado pediu, como último desejo, para tocar a sua buzina. Era este o sinal combinado com os seus homens para atacarem o castelo. Ao completar o sexto toque, os homens de Viseu cercaram o castelo, incendiando-o e matando Alboazar.

Localização

As Muralhas de Viseu localizam-se na cidade de mesmo nome, Freguesia de Santa Maria de Viseu, Concelho e Distrito de Viseu, em Portugal.

Interesse turístico

As muralhas e portas antigas da cidade de Viseu encontram-se classificadas como Monumento Nacional.


Texto de Cristina Novais in Rotas Turísticas
Data: 2010-03-17

segunda-feira, 21 de março de 2011

Comboios *

1. No dia 17 de Março de 1907, há exactamente 104 anos e um dia, realizou-se em Mangualde um grandioso comício acorrido pelo povo de todos os aderredores.

Presentes as forças vivas da região: deputados eleitos por Viseu e Guarda, presidentes das câmaras de Mangualde, Viseu, Gouveia, Penalva do Castelo e Manteigas. Os governadores civis de Viseu e Guarda não estiveram presentes mas fizeram chegar o seu apoio por telegrama, para júbilo e hurrahs! dos presentes.

A região juntou-se toda para exigir a construção de uma linha férrea de Gouveia a Viseu. O deputado Rodrigues Nogueira, num discurso informado e eloquente, alinhou números, razões, demonstrando o atraso da região centro sempre desprezada pelos governos.

Esta e muitas outras histórias podem ler-se no excelente “Viseu – Roteiros Republicanos”, de António Rafael Amaro e Jorge Adolfo Meneses, editado no ano passado por ocasião do centenário da república.

Passaram os anos, passaram empenhos e manifestações. Os lamentos nos jornais continuaram: “Nenhuma cidade de Portugal, da categoria de Viseu, deixa de ser servida por um caminho-de-ferro de via larga.”

Desde 1989 ainda é pior: nem via larga, nem via estreita.

No início do século XX, foram feitos projectos para várias linhas e que foram aprovados pelos governos:

(1) Gouveia – Mangualde – Viseu;

(2) Régua – Lamego - Tarouca – Moimenta – Sernancelhe – Vila Franca das Naves;

(3) Viseu – Sátão – Aguiar da Beira – Ponte do Abade – Vila da Ponte – Foz Tua.

Como se vê, a coisa não é só de agora. Viseu sempre teve muitos comboios.

De papel.
 
*Joaquim Alexandre in Jornal do Centro de 18 de Março de 2011
Estação Comboios de Viseu








quarta-feira, 16 de março de 2011

Confraria Gastronómica do Rancho à Moda de Viseu

João Nascimento preside à direcção, enquanto o actor Fernando Mendes é o Mordomo-Mor.





Está oficialmente criada a Confraria Gastronómica do Rancho à Moda de Viseu, cujos estatutos foram outorgados por uma dúzia de confrades que compõem os órgãos sociais.
Defender e divulgar a autenticidade do Rancho à Moda de Viseu, incentivar os restaurantes de Viseu a colocarem nas respectivas ementas, uma vez por semana, este prato tradicional e promover a nível regional, nacional e internacional este prato tradicional de Viseu, são os objectivos que levaram os promotores á criação da Confraria.

Para o efeito, a novel confraria vai levar a cabo diversas acções, promovendo e realizando encontros gastronómicos em Viseu, mas também noutras regiões.

Outras das finalidades da confraria passa por premiar quem faz o Rancho à Moda de Viseu, homenageando entidades individuais ou colectivas. Uma das metas que pretende levar a cabo é a colocação de um distintivo da Confraria, por tempo determinado, como recomendação, em estabelecimentos hoteleiros e de restauração que comprovadamente divulguem o Rancho à Moda de Viseu.




sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Petição

«para transformar o Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, em Viseu, num Aeroporto para Voos de Baixo Custo (Low Cost)»


assina em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=LPVZ2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Carlos Lopes

CARLOS Alberto de Sousa LOPES
Nascido em Vildemoinhos, Viseu, a 18 de Fevereiro de 1947 foi um atleta português; um dos melhores da sua geração e uma referência mundial do atletismo de longa distância. Lopes sobressaiu tanto nas provas de pista, como nas de estrada e no corta-mato (cross).

Origens modestas em Viseu

A família Lopes era modesta. Carlos começou a trabalhar como servente de pedreiro, ainda não tinha onze anos, para ajudar a sustentar a casa de família. Mais tarde, foi empregado de mercearia, relojoeiro e contínuo. Enquanto adolescente, Lopes ambicionava jogar futebol no Lusitano de Vildemoinhos, o clube da sua aldeia. O clube rejeitou-o por ser excessivamente magro. Como ele próprio contou mais tarde, o atletismo surgiu por acaso. Numa correria com amigos, durante a noite, ao voltar de um baile (correndo em parte para afastar o medo que o vento uivante lhes fazia), Carlos Lopes foi o primeiro, batendo um grupo de rapazes da sua idade que treinavam regularmente e já se dedicavam ao atletismo. Foi nesse grupo de adolescentes que nasceu a ideia de criar um núcleo de atletismo no Lusitano de Vildemoinhos.

A primeira prova oficial de Lopes foi numa corrida de São Silvestre; tinha 16 anos. Lopes ficou em segundo lugar, pese embora a presença de corredores bem mais experientes. Pouco tempo depois, ganhou o campeonato distrital de Viseu de crosse, e quase de seguida foi terceiro no Campeonato Nacional de Corta-mato para juniores. Essa classificação, levou-o pela primeira vez ao Cross das Nações, em Rabat, Marrocos. Lopes foi o melhor português, em 25º lugar. Lopes tinha então 17 anos; atestando a sua origem modeta, foi nessa ocasião que Lopes viu pela primeira vez o mar.

Passagem para o Sporting

Em 1967, Carlos Lopes foi recrutado pelo Sporting Clube de Portugal, de Lisboa. A ida para Lisboa, deveu-se tanto a razões desportivas, como à promessa de um melhor emprego como serralheiro. É no Sporting que encontra o treinador da sua vida, Mário Moniz Pereira. Moniz Pereira foi o mentor de várias gerações de atletas portugueses de fundo e meio-fundo.

Em 1975, Carlos Lopes e alguns outros atletas do Sporting passa a treinar duas vezes por dia. Lopes era dispensado do seu emprego (entretanto foi contínuo no jornal Diário Popular e num banco) na parte da manhã. Entrava-se assim, na era do semi-profissionalismo.
Primeiro Campeonato do Mundo
Lopes ganha em Chepstown

Em 1976, Lopes ganha pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Corta-mato, que nesse ano se realizava em Chepstown, no País de Gales. Como mais tarde viria a demonstrar, Lopes fez uma corrida demonstrando uma enorme auto-confiança, mostrando resistência, sentido táctico e muito boa ponta final (sprint).

Montreal-76
Carlos Lopes, que já tinha estado sem glória nos Jogos de Munique em 1972, era uma das maiores esperanças portuguesas para os Jogos Olímpicos de Montreal, no Verão de 1976. Lopes teve, aliás, a honra de ser o porta-bandeira da equipa portuguesa durante a cerimónia inaugural.

Na final dos 10.000 metros, Carlos Lopes forçou o andamento desde o início. Seguindo as instruções de Moniz Pereira, a táctica era arrebentar com a concorrência (ou com ele próprio...). De facto, Carlos Lopes inciou o último meio quilómetro bem adiantado do pelotão. Mas não ia só. Lasse Viren, da Finlândia, tinha sido o único a conseguir acompanhar Lopes. Nas últimas centenas de metros, Viren atacou forte, ultrapassou Lopes e ganhou a medalha de ouro. Lopes foi segundo e teve de se contentar com a prata. Viren era um atleta de excepção, e ganhou também o ouro nos 5.000 metros.

Era a primeira vez, desde há décadas, que Portugal conquistava uma medalha olímpica, e a primeira vez no atletismo.

Palmarés

1976 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.

1976 2º Lugar nos Jogos Olímpicos de Montreal.

1977 2º Lugar no Campeonato do Mundo de Corta-mato.

1982 venceu os 10 mil metros de Bislett Games em Oslo

1983 2º Lugar no Campeonato do Mundo de Corta-mato.

1983 2º Lugar na Maratona de Roterdão.

1984 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.

1984 2º Lugar no Meeting de Estocolmo, em 1º lugar ficou outro português, Fernando Mamede.

1984 venceu a Maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

1985 venceu o Campeonato do Mundo de Corta-mato.

1985 venceu a Maratona de Roterdão e record do mundo.



NÃO LHE FALTOU GANHAR NADA!!!

texto de http://pt.wikipedia.org/

Centro histórico com rede wireless

Quarteirão do centro histórico dedicado às empresas "criativas"

A Câmara Municipal de Viseu quer transformar um quarteirão do centro histórico num espaço dedicado às empresas criativas. A recuperação de edifícios na Rua do Comércio, na Praça D. Duarte e na Rua D. Duarte vai avançar brevemente, anunciou ontem o vice-presidente da autarquia, Américo Nunes. Este é um projecto que foi aprovada no âmbito da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação (RUCI), um programa co-financiado pelo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) que promove a oferta integrada de acolhimento empresarial em espaço urbano.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Simplesmente Tó

 in Jornal do Centro de 11-02-2011




Simplesmente Tó

O ar bonacheirão, o benfiquismo e um sorriso tímido – embora descomprometido - são traços que podem, também, descrever um Barão. Não há traços de personalidade que definam o portador de um título nobiliárquico. A um Barão da Sé basta-lhe, por exemplo, ter nascido na Sé ou dela ter feito o seu berço que o embalou para a vida. Se a isto lhe acrescentarmos o brasão da Nobreza da Amizade, com certeza que os galões podem ser puxados com mais propriedade!

O Barão de que vos falo é bonacheirão, benfiquista e tem um sorriso tímido – embora descomprometido. É amigo! António Augusto é apenas o epíteto burocrático patenteado nos documentos. O meu amigo chama-se simplesmente Tó. Entre nós não há epítetos burocráticos: é o meu amigo Tó! Há duas semanas a vida levou-lhe a mãe, num destino que é - quer queiramos, quer não - fatal. O Tó disse, na altura, que não aguentaria muito tempo sem a sua mãe. E não é que, de repente, desatou a correr atrás dela? Levou com ele o ar bonacheirão, o benfiquismo e um sorriso tímido - embora descomprometido - e só nos deixou a surpresa de uma tão rápida, louca, surpreendente e irreversível corrida. Nunca o imaginei a correr assim, sabendo como sei que nunca teve muito jeito para o desporto. Confesso que, desta vez, ele me surpreendeu, caraças!

- Tó, em Maio temos jantar dos Barões da Sé. Se quiseres senta-te ao meu lado. Se te atrasares, eu guardo-te o lugar. Nós esperamos por ti! Entretanto, quando chegares junto da D. Alice, diz-lhe, por favor, que gostamos imenso de Vocês e que já temos saudades Vossas.

Tiago Nascimento – Barões da Sé de Viseu