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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Viseenses descobrem JN no recinto da Feira Franca

Cerca de 300 pessoas passaram ontem pela "Exposição 120 anos JN, uma história de proximidade com o leitor", instalada no camião TIR e tenda gigante que desde ontem e até ao próximo dia 20 vão permanecer, em Viseu, no recinto da Feira de S. Mateus.


A abertura do evento contou com a presença do governador civil, Acácio Pinto, do seu chefe de gabinete, Alcídio Faustino, e do padre João Marques, em representação do bispo da diocese D. Ilídio Leandro. Num ambiente informal, as entidades percorreram o espaço expositivo, dentro do TIR, composto por nove painéis dedicados aos temas que diariamente e desde 1888, data em que foi fundado, fazem parte da oferta informativa do Jornal de Notícias.
Os textos proscritos pelo lápis da censura mereceram particular atenção de quantos visitaram a exposição. A notícia alargada da chegada ao Porto, em meados do século passado, do bispo D. António Ferreira Gomes, acabou por ser reduzida a pouco mais que um higiénico parágrafo. Sem direito a fotografia. "Tempos difíceis", comentou o governador civil. Idêntico interesse despertou o painel com notícias que perpassaram três séculos (XIX, XX e XXI) no distrito de Viseu a inauguração em 1890 do ramal ferroviário do Dão, entre Viseu e Santa Comba Dão, é notícia de primeiro plano.

"Ficava aqui bem a outra [notícia] que ditou o seu fim há mais de duas décadas", opinou Acácio Pinto. A velha máquina de escrever, onde a informação se media por "linguados", mais tarde encaminhados para as impressoras a chumbo, deram lugar a sofisticados meios informáticos. Está tudo lá, na exposição, onde não faltam testemunhos das visitas constantes de alunos de várias idades e proveniências à redacção do JN no Porto.
Um exemplo da política de proximidade que enforma a sua matriz. "É uma singularidade deste diário. Lembro-me de o ver, ainda miúdo, lido sofregamente em todas as mesas de café", testemunhou o representante do governo no distrito. Já na tenda, público e convidados foram desafiados a fazer uma primeira página fictícia.
Acácio Pinto não se furtou.
Cedeu a sua imagem e legendou-a: "Viseu apoia o JN e o seu rigor informativo". Painéis elucidativos do desenvolvimento de Viseu, cedidos pela autarquia, preenchem uma das alas. Um espaço onde abundam ainda experiências da física, quais fenómenos que dão que pensar. Uma corrida virtual de camiões opôs quatro concorrentes. Felisberto Figueiredo, ex-vereador da Câmara de Tondela, venceu.
Rui Bondoso e Teresa Cardoso in Jornal de Noticias (04-04-2008)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Programa Viseu Naturalmente

O programa municipal "Viseu Naturalmente" regressa ao concelho, no próximo sábado, com a promessa de ficar durante cinco semanas, até 15 de Julho, com um calendário "recheado" de propostas multiculturais.
A "Festa das Freguesias" marcará o início do ciclo, sábado e domingo, no Parque Aquilino Ribeiro, com a presença garantida das 34 autarquias do concelho que ali vão mostrar as suas potencialidades e saberes. A actuação de grupos musicais e um arraial completam o programa.
Ao revelar, ontem, as linhas gerais de um programa "dinâmico", o presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV), Fernando Ruas, enfatizou a inauguração, no próximo domingo (dia 10), em Várzea de Calde, do primeiro percurso da "Rede Municipal de Percursos Pedestres".
"Será o primeiro de muitos", garantiu o autarca. Com partida marcada para a 10 horas, a caminhada irá mostrar os aspectos paisagísticos, culturais, desportivos e históricos da freguesia de Calde. Um percurso que passará a estar disponível a quantos pretendam conhecer "o concelho por dentro", frisou Ruas.
"Viseu 15 do 6" (no dia 15 de Junho), uma iniciativa cultural do Teatro Viriato que conta com a colaboração da autarquia, irá "encher" a cidade de actividades culturais. Entre as actividades calendarizadas Fernando Ruas destacou a "Escola ao Palco" (19), "Viseu Recordando" (um espectáculo musical marcado para o dia 20), homenagem a Zeca Afonso (21), Marchas Populares (22), Cinema no Mercado 2 de Maio (25), Música Popular (26), Sons e Sabores do Mundo (27), Alunos de Apolo (12 de Julho) e para fechar, a 15 de Julho, a actuação do duo José Pedro Pais e Mafalda Veiga."Vai ser um tempo cheio, que só fará sentido se for participado", declarou José Moreira, vereador da Cultura na Câmara Municipal de Viseu. O autarca sublinhou a "heterogeneidade" do programa, passível de agradar a toda a gente, e garantiu que quem vai ganhar é a cidade. "É essa a nossa intenção", concluiu.
Teresa Cardoso in Jornal de Notícias (06-06-2007)

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Obviamente

Ameaçaram clientes com facas e agrediram dono do bar

O proprietário de um bar da zona histórica de Viseu acusa quatro jovens, dois deles ainda menores de idade, de o agredirem ao murro e ao pontapé, e de ameaçarem com facas as cerca de duas dezenas de clientes que àquela hora, cerca das 2.30 horas de ontem, se encontravam no estabelecimento. "Foram os 15 minutos mais longos da minha vida", conta António Alves, o dono do "Obviamente". "Tive momentos em que receei pelo que podia acontecer-me", acrescentou o empresário, que teve de receber tratamento hospitalar aos ferimentos sofridos.
Os quatro jovens foram detidos e identificados pela PSP, que os libertou durante a manhã por não se ter verificado flagrante delito.
A violência terá começado na rua, nas proximidades de vários estabelecimentos de bar, quando um homem foi alegadamente agredido por aquele grupo de quatro jovens. "Fui em seu auxílio. Queria acalmar os ânimos e levei-o para dentro do meu bar", relata António Alves.
Os problemas do empresário começaram quando os presumíveis agressores entraram dentro do estabelecimento com ameaças de morte. "Se chamas a polícia mato-te, diziam-me, exibindo armas brancas. Vi pelo menos duas", conta. Murros, garrafas pelo ar e um clima de intimidação lançaram o pânico no "Obviamente". Vários clientes sentiram-se mal. "Eles expulsaram parte das pessoas que estavam no bar. Só ficaram os que estavam sentados numa mesa mais recuada. Uns intimidavam, enquanto outros vigiavam a porta de entrada. Parecia um gangue organizado", lembra o empresário."Fui agredido dentro do balcão. Esmurraram-me as costas e a cabeça. Tive de ir ao Hospital de Viseu para me tratarem", conta.
Chamada a polícia, os alegados agressores foram detidos por falta de documentos de identificação. Na sua posse foi encontrada e apreendida uma navalha de 8,5 cm. A PSP de Viseu foi obrigada a libertar os quatro jovens, que relataram uma versão diferente. Garantiram que a zaragata aconteceu porque o dono do bar estaria a vender bebida alcoólica a um familiar menor.
A PSP anunciou ontem que vai reforçar o policiamento no centro histórico.


Rui Bondoso in Jornal de Notícias (20-4-2007)