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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

“Falta maturidade cultural à cidade”

O director do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro, lamenta que, na cidade de Viseu, projectos culturais mais abrangentes acabem por ficar sempre “numa espécie de boa vontade insípida e inconsequente”.
Ao apresentar a programação do Teatro Viriato para o próximo quadrimestre, Paulo Ribeiro falou da “maturidade” já conseguida dentro deste equipamento cultural que, no entanto, não é atingida fora. Na sua opinião, “as cidades vão medir-se cada vez mais não pelos equipamentos que têm mas pelas capacidades criativas”, considerando, por isso, “urgente” que empresas, regiões de turismo e outros agentes “se concentrem, percebam o que é que têm e aprendam rapidamente a trabalhar em conjunto”.
“Acho que a maior parte das vezes pecam porque cada um trabalha para seu lado”, acrescentou. Paulo Ribeiro deu como exemplo a iniciativa realizada pela primeira vez no ano passado, intitulada “Viseu a 15 do 6, e que tinha como grande objectivo envolver toda a cidade.
“Não sei se o voltaremos a fazer, porque a única vez que o tentámos foi tão complicado, as parcerias que tivemos foram tão virtuais, tão modestas, tão pouco ambiciosas...” - lamentou.
“Há uma série de instituições que deviam olhar para Viseu de uma forma diferente e está na altura de o fazer, porque a cidade tem crescido muito e, se ela não der este passo também em termos de projecção criativa, será sempre uma cidade pequena, mesmo que cresça muito em betão”, frisou.
in RR

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estudo estratégico promete centro histórico reabilitado dentro de nove anos

Viseu, 04 Abr (Lusa) - Uma área da cidade de Viseu com cerca de 26 hectares em redor do núcleo constituído pela Sé, Igreja da Misericórdia e Museu Grão Vasco vai ser intervencionada na próxima década, num investimento global de 114 milhões de euros.

As intervenções vão acontecer no âmbito de um estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo à Parque Expo, que divide aquela zona da cidade em oito unidades operativas.

O presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, explicou que a novidade deste estudo é "uma visão global para todo o centro histórico, de reabilitação por um lado, mas sobretudo de revitalização, com a introdução de uma dimensão para lá do edificado", centrada na actividade económica e nas pessoas que lá vivem.
"Fá-lo através de um conjunto de áreas e dentro de cada área identifica acções concretas, como sejam intervenções em jardins, criação e construção de parques de estacionamento e recuperação de edificado", exemplificou.

Segundo Rolando Borges Martins, o território em causa "é riquíssimo e o potencial está lá todo, faltava olhar para ele de uma forma global e depois chegar caso a caso".
O presidente do conselho de administração da SRU, Américo Nunes, considera que actualmente "o conceito de regeneração urbana vai muito para além" do que a autarquia de Viseu já fez, nomeadamente reabilitando espaços públicos e apoiando a recuperação de imóveis.

"É preciso termos alma dentro dos imóveis e é esse o nosso grande objectivo: atrair pessoas para o centro histórico, com uma estratégia bem definida", sublinhou, avançando que, até ao dia 17 de Abril, será possível reunir "um conjunto de actores importantes do centro urbano" das áreas da economia, cultura e apoio social para apresentarem "uma candidatura de parcerias para a regeneração urbana" ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Segundo Américo Nunes, este projecto vai resultar "numa injecção de recursos no centro histórico que envolve entidades públicas", nomeadamente a Câmara, "mas não pode deixar de fora a associação comercial, a fábrica da Igreja do Coração de Jesus, o centro social, a Associação Nacional dos Reformados, Aposentados e Pensionistas ou a ARESPE (Associação de Restauração e Similares de Portugal), que prevê ter uma escola de formação no centro histórico", e os proprietários dos imóveis.

Do investimento total de 114 milhões de euros, 76 milhões serão da responsabilidade de privados, refere o estudo.
Daqui a nove anos, Américo Nunes prevê que exista mais gente no centro histórico e "corredores verdes abertos".

"Num determinado quarteirão, poderemos adquirir um imóvel, não para reabilitar, mas para o demolir e abrir um corredor para que os agora quintais, alguns deles abandonados, que estão no interior dos quarteirões, sejam espaços verdes", explicou.
O presidente da autarquia, Fernando Ruas, disse gostar particularmente do que está previsto para a unidade operativa de reabilitação 3, que inclui a construção de uma ampla praça de uso público com estacionamento subterrâneo numa parcela desocupada da Rua Capitão Silva Pereira, que é propriedade da Câmara.

Para este espaço está prevista a construção de edifícios de habitação e de equipamentos de apoio à infância, de forma a captar nova população, e também a criação de ligações da Rua Capitão Silva Pereira à Rua Direita, através da Rua da Viela da Carqueja e da Rua do Gonçalinho.
O autarca destacou também a unidade operativa de reabilitação 5, para onde está prevista a instalação de uma unidade hoteleira com um espaço verde para uso público e também do funicular que ligará o recinto da Feira de S. Mateus ao centro histórico, que já estava previsto.
Reiterou a importância da construção de dois novos parques de estacionamento (junto ao Museu Grão Vasco e ao Teatro Viriato), cujos projectos já tinham sido apresentados mesmo antes de ser dado a conhecer todo o estudo de enquadramento estratégico.

Apesar das avultadas verbas prevista no estudo, Fernando Ruas considera que "é como investir em jóias".
A SRU e a autarquia prometem estar abertas às sugestões dos cidadãos, nomeadamente no sentido de saber que obras consideram prioritárias.
"As unidades operativas podem avançar sem estar à espera do projecto global, que nunca será questionado", frisou.

AMF.
Lusa/fim

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Mais Valor

Nos dias 15 e 16 de Junho, todos os caminhos vão dar a Viseu

Cordel do Fogo Encantado, Mountain Tales, Nobody’s Bizness, Anónima Nuvolari, Daltonic Brothers, Dezperados, Mais Valor e Bailarico Sofisticado


Pela primeira vez, o TEATRO VIRIATO apresenta o Viseu a 15 do 6. Um evento que, este ano, a 15 e 16 de Junho, traz à cidade de Viseu Cor­del do Fogo Encantado, uma das revelações do Festival de Músicas do Mundo de Sines do ano passado e Mountain Tales, em estreia nacional. Nobody’s Bizness, com o blues cru e acústico do Delta do Mississipi e Anonima Nuvolari, com a música italiana na sua vertente mais alegre e dinâmica, completam um cartaz que inclui ainda uma sessão de vj’ing a partir do espólio artístico do viseense, José Valor, intitulado Mais Valor e uma sessão de vídeo e música dos Daltonic Brothers e do colectivo de Dj’s, Dezperados. Todas estas iniciativas vão acontecer entre o Largo da Sé de Viseu, o Parque Aquilino Ribei­ro e o próprio Teatro Viriato que nesses dias abre portas também para o Largo Mouzinho de Albuquerque, com o Bailarico Sofisticado pelo colectivo de Dj’s Bruno Barros, Pedro Marques e Vítor Junqueira. Toda a informação está disponível no Serviço de Imprensa Online do Teatro Viriato em www.teatroviriato.com/press01.htm.

Viseu a 15 do 6 é feito para a cidade, com a cidade e a pensar na cidade. Aliás, os concer­tos vão decorrer, precisamente, no coração de Viseu. Trata-se de um evento em cons­trução, que, se este ano incide mais sobre a música, no próximo pode estender-se ao te­atro, ao novo circo ou outras artes performa­tivas. Em comum, todas as edições do Viseu a 15 do 6 vão ter a cidade que acolhe, que recebe em pleno quem a visita. Em 2007 são assim lançadas as sementes que permitirão evoluir para uma fórmula inovadora e original de fruição cultural. No futuro, o objectivo é que a cidade se organize para levar à expres­são máxima o conceito de dinâmica cultural e hospitalidade. Neste sentido, será criado um passe que permitirá usufruir de todos os ser­viços, nomeadamente, hotel, restaurantes e toda a oferta cultural.

Os bilhetes do Viseu a 15 do 6 para os concertos do Cordel do Fogo Encantado e Mountain Tales garantem descontos entre 10 e 50 por cento em hotéis, bares, restaurantes e museus da cidade que aderiram a este projecto. Também o Museu Grão Vasco fará um desconto de 50 por cento nas entradas para o espaço, mediante a apre­sentação do bilhete para um dos concertos. O comércio local da cidade de Viseu também se junta a este evento com a iniciativa Sextas-feiras Brancas, promovida pela Associação de Comerciantes do distrito de Viseu, e que deve­rá arrancar, precisamente, no dia 15 de Junho, abertura do Viseu a 15 do 6. No âmbito desta iniciativa, o comércio local da zona histórica estará aberto até às 23h00.

Os bilhetes podem ser adquiridos já a partir da próxima semana na bilhetei­ra do Teatro Viriato e na FNAC em Coimbra, Porto (Norteshopping e Santa Catarina) e Lis­boa (Chiado e Colombo). Posteriormente, haverá ainda um con­junto de postos de venda na cidade de Viseu: Centro Municipal de Informação Jovem, Loja do Cidadão, Atendimento Único (Câmara Mu­nicipal), Região de Turismo Dão Lafões e Irish Bar. Os bilhetes podem também ser compra­dos através do envio de um e-mail para bilhe­teira@teatroviriato.com.


//Programa

15 Jun’07
Cordel do Fogo
Encantado
22h00 Adro da Sé
10€

Daltonic Brothers
e Dezperados
24h00 Largo da Misericórdia

Mais Valor
24h00 Bar do Teatro Viriato

16 Jun’07
Mountain Tales
22h00 Adro da Sé
10€

Nobody’s Bizness 5€
18h30 Teatro Viriato
5€

Anonima Nuvolari
11h00 Ruas de Viseu
17h00 Parque Aquilino Ribeiro

Bailarico Sofisticado
24h00 Bar do Teatro &
Largo Mouzinho de Albuquerque

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José Valor