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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Museu Grão Vasco: Concerto & Conferências

Concerto
Guitarra Clássica
Interprete: Marco Alexandre
(Claustros do MGV)
20h00

Conferência
Meninas de Papel;
A representação da figura feminina na Banda Desenhada
Carlos Nolasco · Sociólogo
(Auditório do MGV)
20h30

Trabalhos produzidos no Centro de Residências Artísticas de Nodar

Uma exposição retrospectiva de trabalhos audiovisuais realizados no Centro de Residências Artísticas de Nodar (São Pedro do Sul) vai ser apresentada entre os dias 11 e 18 de Julho, no Museu Grão Vasco, em Viseu.
Os vídeos estão organizados em torno de dois módulos que reflectem as linhas de abordagem estética do Centro: “Nodar: Visões do Sonoro”, obras que reflectem sobre o património acústico local, e “Nodar: Visões do Espaço e da Gente”, diálogo com a paisagem ou com as comunidades locais.


A mostra é da responsabilidade da Associação Cultural de Nodar / Binaural e do Cine Clube de Viseu.


Programa

De 11 a 18 de Julho 08

Museu Grão Vasco (Viseu)


Nodar: Visões do Sonoro

14h00 >16h00

Vídeos de John Grzinich (EUA/Estónia), Xesús Valle (Espanha), Pali Meursault (França) e Martin Clarke / Alicja Rogalska (Reino Unido / Polónia)

Nodar: Visões do Espaço e da Gente

16h00 > 18h00

Vídeos de Maile Colbert (EUA), Suzanne Caines (Canadá), Christine Niehoff (Alemanha) e Evelyn Müürsepp (Estónia)



Contactos:
MUSEU GRÃO VASCO
Paço dos Três Escalões
3500 Viseu
Tel. 232 423049
mgv.se@ipmuseus.pt

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Soluções apontadas contrariam “aumento de cimento”

A concentração de serviços ou a criação de um centro cultural na zona histórica são algumas das soluções apontadas pelos intervenientes do debate público. Para os participantes mais importante que construir "mais cimento" é necessário reabilitar os edifícios existentes e criar lógicas que atraiam as pessoas para o centro da cidade através de "pequenos gestos".

O movimento Cidadãos de Viseu considera imperativo a instalação da Loja do Cidadão, instalada no Bairro das Mesuras, em vez de o serviço ser deslocado para o Palácio do Gelo. "A Loja do Cidadão de nova geração deve ser fixada nesta tão importante zona da cidade. E não me venham dizer que não há, infra-estruturas e capacidades. Se não há arranjam-se. Tem é que haver vontade política", refere Alexandre Azevedo Pinto.


O representante do Movimento dos Cidadãos desafiou os deputados do Partido Socialista eleitos na Assembleia da República a tomarem parte activa neste processo, uma vez que "têm responsabilidades governativas".
Tendo por base um estudo da OCDE, que "afirma que a área cultural em termos de impacto socio-económico é muito mais importante que a indústria automóvel", Alexandre Azevedo Pinto e Fernando Figueiredo defendem que "é preciso pôr Viseu no mapa cultural" e que "o centro histórico será o local importante para dinamizar culturalmente a cidade".
Colocando-se no papel de poder autárquico, Fernando Figueiredo admite que "começava por renovar o pelouro da cultura" e "reunia com todas as associações culturais" para encontra novas ideias e projectos inovadores. "É estranho o Cine Clube de Viseu não ter sido auscultado quando das sondagens do Parque Expo para o estudo". A lista de entidades parceiras da autarquia de Viseu no projecto de reabilitação do centro histórico não contempla o Cine Clube de Viseu. A edificação de uma nova sede pode estar condenada. Actualmente, o Cine Clube está instalado numa habitação no Largo da Misericórdia, mas necessita de um novo edifício para desenvolver um Cine Arquivo, uma sala de Lounge Cinema e um Cartoon Clube. Projectos que não saem papel há já três anos.
O cidadão alerta também para o desaproveitamento do Museu Almeida Moreira.

Segundo o pintor Luís Calheiros, o importante é preservar o passado e a identidade que a zona do centro histórico representa. "Não se pode destruir o passado com mais cimento", refere, destacando que "a animação na zona crítica está cada vez pior". A criação de "lojas com produtos de excelência", restauração adequada ao local, bem como instalação de diversos serviços públicos são, para o pintor, medidas essenciais para "chamar vida". "O Museu Grão Vasco está morto", exemplifica o pintor.
Durante o debate, o deputado do PS na Assembleia Municipal, João Paulo Rebelo, sugeriu a constituição de uma comissão de acompanhamento ao estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico de Viseu.
texto de Ana Filipa Rodrigues in Jornal do Centro (23-05-2008)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estudo estratégico promete centro histórico reabilitado dentro de nove anos

Viseu, 04 Abr (Lusa) - Uma área da cidade de Viseu com cerca de 26 hectares em redor do núcleo constituído pela Sé, Igreja da Misericórdia e Museu Grão Vasco vai ser intervencionada na próxima década, num investimento global de 114 milhões de euros.

As intervenções vão acontecer no âmbito de um estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo à Parque Expo, que divide aquela zona da cidade em oito unidades operativas.

O presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, explicou que a novidade deste estudo é "uma visão global para todo o centro histórico, de reabilitação por um lado, mas sobretudo de revitalização, com a introdução de uma dimensão para lá do edificado", centrada na actividade económica e nas pessoas que lá vivem.
"Fá-lo através de um conjunto de áreas e dentro de cada área identifica acções concretas, como sejam intervenções em jardins, criação e construção de parques de estacionamento e recuperação de edificado", exemplificou.

Segundo Rolando Borges Martins, o território em causa "é riquíssimo e o potencial está lá todo, faltava olhar para ele de uma forma global e depois chegar caso a caso".
O presidente do conselho de administração da SRU, Américo Nunes, considera que actualmente "o conceito de regeneração urbana vai muito para além" do que a autarquia de Viseu já fez, nomeadamente reabilitando espaços públicos e apoiando a recuperação de imóveis.

"É preciso termos alma dentro dos imóveis e é esse o nosso grande objectivo: atrair pessoas para o centro histórico, com uma estratégia bem definida", sublinhou, avançando que, até ao dia 17 de Abril, será possível reunir "um conjunto de actores importantes do centro urbano" das áreas da economia, cultura e apoio social para apresentarem "uma candidatura de parcerias para a regeneração urbana" ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Segundo Américo Nunes, este projecto vai resultar "numa injecção de recursos no centro histórico que envolve entidades públicas", nomeadamente a Câmara, "mas não pode deixar de fora a associação comercial, a fábrica da Igreja do Coração de Jesus, o centro social, a Associação Nacional dos Reformados, Aposentados e Pensionistas ou a ARESPE (Associação de Restauração e Similares de Portugal), que prevê ter uma escola de formação no centro histórico", e os proprietários dos imóveis.

Do investimento total de 114 milhões de euros, 76 milhões serão da responsabilidade de privados, refere o estudo.
Daqui a nove anos, Américo Nunes prevê que exista mais gente no centro histórico e "corredores verdes abertos".

"Num determinado quarteirão, poderemos adquirir um imóvel, não para reabilitar, mas para o demolir e abrir um corredor para que os agora quintais, alguns deles abandonados, que estão no interior dos quarteirões, sejam espaços verdes", explicou.
O presidente da autarquia, Fernando Ruas, disse gostar particularmente do que está previsto para a unidade operativa de reabilitação 3, que inclui a construção de uma ampla praça de uso público com estacionamento subterrâneo numa parcela desocupada da Rua Capitão Silva Pereira, que é propriedade da Câmara.

Para este espaço está prevista a construção de edifícios de habitação e de equipamentos de apoio à infância, de forma a captar nova população, e também a criação de ligações da Rua Capitão Silva Pereira à Rua Direita, através da Rua da Viela da Carqueja e da Rua do Gonçalinho.
O autarca destacou também a unidade operativa de reabilitação 5, para onde está prevista a instalação de uma unidade hoteleira com um espaço verde para uso público e também do funicular que ligará o recinto da Feira de S. Mateus ao centro histórico, que já estava previsto.
Reiterou a importância da construção de dois novos parques de estacionamento (junto ao Museu Grão Vasco e ao Teatro Viriato), cujos projectos já tinham sido apresentados mesmo antes de ser dado a conhecer todo o estudo de enquadramento estratégico.

Apesar das avultadas verbas prevista no estudo, Fernando Ruas considera que "é como investir em jóias".
A SRU e a autarquia prometem estar abertas às sugestões dos cidadãos, nomeadamente no sentido de saber que obras consideram prioritárias.
"As unidades operativas podem avançar sem estar à espera do projecto global, que nunca será questionado", frisou.

AMF.
Lusa/fim

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Dão-Lafões lança quatro rotas turísticas temáticas




A partir de Março do próximo ano, as principais agências de viagens do país terão um novo produto para vender quatro rotas temáticas, traçadas no "coração" da cidade de Viseu, a partir das quais os turistas poderão partir à descoberta de um "mundo de experiências" na região.
Adriano Azevedo, presidente da Região de Turismo Dão Lafões (RTDL), justifica a iniciativa, que considera "inovadora", com a necessidade de "adequar o potencial turístico às possibilidades, necessidades e motivações dos visitantes".As quatro rotas, propostas de forma estruturada, inspiram-se em ícones "incontornáveis" da riqueza histórica e cultural da cidade de Viseu desde o tempo dos romanos até ao século XX Viriato, Grão Vasco, Camilo Castelo Branco e Aquilino Ribeiro.
Cada rota é constituída por três elementos base percurso temático com visitas orientadas de duas a três horas; escolhas do "mundo de experiências" (cultura, monumentos, sabores e artesanato) nos restantes 11 concelhos que integram a região; e programa de estadias.
O objectivo desta acção, concertada com vários operadores, "é exceder as expectativas dos turistas, levando-os a permanecer vários dias na região", e afirmar a região Dão-Lafões "como uma marca de prestígio nos mercados interno e externo", sustenta o presidente da RTDL.

Teresa Cardoso in Jornal de Notícias


As rotas

Grão Vasco - Começa com uma visita ao museu Grão Vasco, junto à Sé Catedral, onde se vai também visitar o Museu de Arte Sacra. Faz–se depois um percurso por algumas pontos de interesse de algumas ruas do centro histórico. A rota termina no Fontelo junto ao antigo Paço Episcopal. A distância a percorrer é de aproximadamente 3,5 km e tem uma duração prevista de três horas.

Viriato - Tem início junto à cava de Viriato, no largo da feira de São Mateus. Passa no centro de artesanato na Casa da Ribeira, que fica encostada ao rio Pavia. Sobe-se a Rua Direita, até à Rua Formosa onde estão as ruínas da muralha romana. Segue-se para o centro histórico, através da rua Augusto Hilário, até à Sé. Duração aproximada de duas horas para uma distância de 2 km .

Amor de Perdição - Gira à volta do Largo Mouzinho de Albuquerque, ao fundo da rua Direita, local que foi o cenário do filme baseado no livro Amor de Perdição. São propostas de visita o Solar dos Albuquerques, a fonte de São Francisco e o Convento do Bom Jesus. Distância de 2 km a percorrer em duas horas.

Aquilino Ribeiro - Começa na Rua do Arco, por onde o escritor “terá entrado pela primeira vez em Viseu”. Através da rua direita e subindo as escadinhas da Sé chega-se ao centro histórico. Descendo ao Rossio, encontramos, um pouco antes, o Jardim das Mães, onde está o Museu Almeida Moreira. No centro da cidade há o parque Aquilino Ribeiro. A rota segue depois para o fontelo onde o escritor esteve preso, no edifício onde hoje está instalado o solar do vinho do Dão. Duração de duas horas e meia para se percorrer cerca de 2,5 km.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Arquivo do Grão Vasco em catálogo digital

A directora do Museu Grão Vasco, Ana Paula Abrantes, anunciou que vai ser disponibilizado em suporte digital um catálogo do Arquivo do museu com documentos "de valor inestimável" sobre a Sé e a cidade Viseu.
O catálogo digitalizado "tem cerca de 300 documentos, 17 dos quais são livros manuscritos apresentados na íntegra" - explicou Ana Paula Abrantes, acrescentando que será comercializado por 25 euros, um valor que considera acessível a todos, "tendo em conta o seu valioso conteúdo".
O documento do Arquivo do Museu Grão Vasco esteve a cargo do investigador Anísio Saraiva e foi feito "em tempo recorde. O processo começou em Fevereiro e tudo decorreu em apenas cinco meses", referiu a directora.
Anísio Saraiva explicou que com este catálogo digital "será disponibilizado acesso imediato ao documento, ao mesmo tempo que preserva o acervo do inevitável esgaste da consulta".
"O acesso virtual a cada documento acompanha a respectiva descrição arquivística, datação e sumário", assinalou.
O catálogo do Arquivo do Museu Grão Vasco em suporte digital estará disponível no Museu Grão Vasco, na Biblioteca e Arquivo de Viseu.
Segundo catálogo para breve
Anísio Saraiva avançou ainda que em breve sairá um segundo catálogo digital, "com documentação do Século XVII ao século XX, com cerca de 900 documentos".
O catálogo serviu de mote para a exposição "Monumentos de Escrita 400 Anos da História da Sé e da Cidade de Viseu (1230-1639)", que inaugurou anteontem no Museu Grão Vasco.
Viagem de 400 anos
"Esta é uma exposição diferente, que iremos apresentar de forma dinâmica e interactiva, com o intuito de levar as pessoas a embarcarem numa "viagem", podendo explorar conteúdos em grupo, realçou Ana Paula Abrantes.
Patentes ao público estarão, até dia 17 de Fevereiro de 2008, documentos "de valor inestimável" do arquivo do Museu Grão Vasco.
"Uma colecção que não é objecto de exposições frequentes", frisou.
"Monumentos de Escrita" tem como denominador comum a Sé e a cidade de Viseu, entre os séculos XIII e XVII, e será composta por dois programas narrativos - explicou.
O primeiro é dedicado à Memória da Escrita, em que se explica como a escrita e os escritos evoluíram, recorrendo à tecnologia multimédia.
O segundo é dedicado à Escrita da Memória e "explora a história da Sé e da cidade de Viseu, entrecruzando aspectos relacionados com o exercício do poder concelhio, a formação e ocupação do espaço urbano, e o protagonismo dos bispos e cónegos de Viseu no contexto religioso, cultural e político dos períodos medieval, renascentista e da contra-reforma".
Recorde-se que o museu Grão Vasco foi objecto, entre 2001 e 2003, de obras de reestruturação. O projecto da autoria do arquitecto Eduardo Souto Moura, visou a adaptação do imóvel do século XVI às exigências de um programa museológico novo.

in Jornal de Notícias (19-11-2007)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Carta Aberta de Apoio a Dalila Rodrigues


Carta aberta de apoio a Dalila Rodrigues

O Museu Nacional de Arte Antiga, o mais importante Museu público português, foi dirigido, nos últimos três anos, por Dalila Rodrigues.
Neste período e sob esta direcção, o MNAA viu crescer o seu público, reforçar a componente mecenática do seu financiamento, foi objecto de importantes reestruturações no seu circuito, programa e perspectiva museológica. Posicionou-se, sob a direcção de Dalila Rodrigues como uma instituição aberta, dinâmica e capaz de responder às necessidades do seu tempo, cumprindo melhor a sua missão de preservar, divulgar e educar.

A exoneração da sua Directora pelo Ministério da Cultura só pode, portanto, ter outras razões que não a sua competência, dedicação e empenho. Também só pode resultar de uma total desconsideração, por parte dos responsáveis ministeriais, pelos resultados obtidos pelo Museu; como se o melhor cumprimento da missão que dá razão de ser ao MNAA fosse irrelevante.

Quais são, então, as razões para a exoneração de Dalila Rodrigues?
Evidentemente, resultam da posição pública que a Directora tomou em favor de uma maior autonomia da instituição, quer em termos administrativos e financeiros como em termos da sua programação.
Trata-se, tão somente, de seguir o caminho de outras instituições congéneres, como o Museu do Prado, ou o Museu do Louvre. Ou seja, trata-se de seguir o caminho que permite uma maior ligação à comunidade científica, prestar um melhor serviço ao público, desenvolver um plano educativo e de divulgação mais consistente, ter flexibilidade e construir laços com parceiros mecenáticos e institucionais. Enfim, o que hoje devemos esperar de um museu.

A prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura pauta-se por outras prioridades: promover a obediência, concentrar a decisão, controlar ideologicamente as instituições.
No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo.


Os abaixo-assinados vêm, assim, insurgir-se contra esta forma de entender a política cultural, reclamando uma visão mais aberta, dialogante e moderna. Recusamos este centralismo e falta de visão de futuro.

Exigimos, enfim, que Portugal não desperdice o que tem de mais importante e raro: a competência, o rigor e a determinação dos responsáveis certos no lugar certo.
Este era, certamente, o caso de Dalila Rodrigues como Directora do Museu Nacional de Arte Antiga.

Contamos consigo, muito obrigado.


Para assinar a carta aberta de Apoio a Dalila Rodrigues clique

http://www.petitiononline.com/Dalila/petition.html
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Dalila Rodrigues, nasceu em Penedono (Distrito de Viseu), foi directora do Museu Grão Vasco de Viseu, desde Março de 2001, e Professora Coordenadora do Instituto Superior Politécnico de Viseu.

Doutorada em História de Arte pela Universidade de Coimbra e investigadora especializada em História de Pintura Portuguesa, tem desenvolvido uma longa actividade docente e participado em diversos projectos de investigação, alguns deles nos EUA, com o apoio da Comissão Luso-Americana, e na Índia, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

Foi nomeada, em Setembro de 2004, Directora do Museu Nacional de Arte Antiga que durante a sua gestão duplicou o número de visitantes. Em 2003 passaram pelo museu das Janelas Verdes 71.973, em 2006 os visitantes foram 192.452. Pela mesma ordem de comparação, antes e depois da sua direcção, as receitas da instituição passaram de 250 mil euros, em 2003, para um milhão e 109 mil euros, em 2006.
"Os resultados são estes. Estão à vista de todos. Apesar de, para o dr. Oleiro, o meu tenha sido um bom trabalho de divulgação. Até dos tectos todos a cair e actualmente completamente restaurados se esqueceu", adianta ainda e vai mais longe: "Em finais de Março deste ano, quando Paolo Pinamonti foi afastado do S. Carlos, alguém me avisou que a próxima a ser convidada a sair seria eu, não quis acreditar. Mas, de facto, ambos tínhamos discordado da tutela", comenta ainda Dalila Rodrigues, que, já em casa, passou todo o dia de hoje a receber telefonemas de anónimos e amigos do museu que lhe quiseram manifestar todo o apoio. A onda de solidariedade pode mesmo vir a ser semelhante à que juntou várias individualidades em defesa do ex-director artístico do S. Carlos.
Este mês foi afastada da Direcção do Museu pela Ministra da Cultura.