sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Viseu: uma cidade viva

Importante ponto de convergência de vias de comunicação, aglomerado populacional de certa dimensão e centro de apreciável dinamismo comercial durante a romanização, Viseu vem readquirindo, rápida e seguramente, as condições para um desenvolvimento económico marcado pela qualidade.
É o maior concelho do distrito, abrangendo uma área de cerca de 507 quilómetros quadrados, reunindo trinta e quatro freguesias.«Antiqua et Nobilissima», Viseu, cidade milenar, as suas origens perdem-se nas brumas do tempo. Aqui estanciaram os homens das idades remotas da pré--história e conviveram celtas e lusitanos; aqui se fixaram os romanos e passaram os povos invasores suevos, godos e muçulmanos.
Foi pátria de D. Duarte, ducado de D. Henrique e inspirou Grão Vasco. Sucessivas gerações legaram monumentos artísticos de todas as idades: a Cava de Viriato, vasto recinto octogonal de origem romana; o conjunto arquitectónico ímpar constituído pela Sé Catedral, Museu de Grão Vasco, Passeio dos Cónegos, Torre de Aljube e Igreja da Misericórdia, que ladeiam o Adro da Sé; as igrejas e capelas, símbolos da religiosidade do povo beirão; os muros e portas das muralhas, trechos da velha cerca afonsina, e porque não, as casas senhoriais, dominadas pela beleza fria, mas majestosa, do granito; as janelas e portais manuelinos do velho burgo.
Viseu, cidade jardim, pelos seus espaços verdes bem tratados, preservados do avanço do betão, onde se destacam pelas suas características e dimensão, os Parques Aquilino Ribeiro e do Fontelo, a par de jardins e recantos ajardinados.
Viseu, terra de ricas tradições, onde ainda é possível adquirir objectos manufacturados, trabalho de artesãos que vão legando o seu saber às gerações vindoiras. Terra onde a mesa é recheada de ricas iguarias, acompanhadas pelos excelentes vinhos do Dão. Viseu, cidade moderna, onde desenvolvimento, quadra bem com tradição. Centro de convergência de modernas vias de comunicação. Viseu atravessa um surto de desenvolvimento, que se iniciou na década de 70.
Cidade eminentemente comercial, abre-se ao investimento e à industrialização, antevendo--se que nos próximos anos, seja uma das três regiões nacionais com desenvolvimento nos sectores dos serviços e da indústria.
Rumo ao futuro
Importante ponto de convergência de vias de comunicação, aglomerado populacional de certa dimensão e centro de apreciável dinamismo comercial durante a romanização, Viseu vem readquirindo, rápida e seguramente, as condições para um desenvolvimento económico marcado pela qualidade.
Marco indelével da pujança mercantil do passado, a Feira Franca de S. Mateus - que os viseenses orgulhosamente realizam há mais de 600 anos - é o espelho fiel da revitalização económica e social que perpassa um pouco por todo o concelho.
No fim dos anos 80 era grande o peso institucional do sector terciário, com 65 por cento das empresas e 67 por cento dos estabelecimentos, a grande maioria dos quais dedicados ao comércio a retalho. Do mesmo ponto de vista, o sector secundário detinha cerca de metade do peso daquele e o primário era praticamente insignificante (três por cento). Ao invés, porém, grande parte da mão-de-obra concentrava-se na agricultura. Não obstante a projecção que o emprego industrial começou a assumir a partir de meados da mesma década, ainda hoje, nesse particular, o sector primário sobreleva o secundário. A melhoria das acessibilidades e a inevitável centralidade ibérica e europeia vêm acelerando, nos últimos tempos, o desenvolvimento industrial do concelho.
Os lentos movimentos de expansão das décadas de 70 e 80 - que foram libertando a economia da sua expressão local e regional - conduziram a uma estrutura relativamente estável, assente em pequenas e médias empresas que, sem abandonarem os sectores tradicionais, inovaram o bastante para evitar roturas perturbadoras. E é assim que actividades tradicionais como as artes gráficas, a serralharia e o mobiliário nos aparecem preservados sob a forma de artesanato ou desenvolvidas em modernas unidades industriais.
O investimento e a produção ainda são esmagadoramente nacionais, mas perspectiva-se já um redimensionamento consentâneo com a nova realidade económica e social. A alta tecnologia eléctrica e electrónica, os veículos, os químicos, as telecomunicações, o software informático e a I&D são actividades promissoras.
E, com efeito, Viseu começa a poder responder às naturais exigências dos potenciais investidores no que concerne a vias e estruturas de comunicação, telecomunicações, mão-de-obra especializada, incentivos ao investimento, preços dos terrenos, proximidade de mercados, facilidade de habitação equipamentos de educação e lazer. É o caso dos IP’s 3 e 5, do Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, de várias escolas profissionais, de terrenos devidamente infra-estruturados a um preço incentivador, do rápido acesso aos mercados europeus e ultramarinos, do grande incremento do parque habitacional, da existência de ensino superior e politécnico, de importantes infraestruturas no domínio da cultura (Viriato-Teatro Municipal), do lazer (golfe, hipismo), do desporto (pavilhões desportivos) e de convivência social.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Casa do "Fotógrafo"


Fotografia da Casa do "fotógrafo" e a Funerária com um aspecto moderno.
Esta fotofrafía foi gamada no blog Viseu, Senhora da Beira.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Presidente da Associação Académica deixa a casa com contas equilibradas

Fernando Manuel Gonçalves deixou Viseu, em 1999, para cursar Direito em Coimbra. Mas o associativismo rapidamente mexeu com ele, chegando a presidente da Associação Académica. Na hora da despedida, após dois mandatos, tem boas razões para sorrir a instituição, com 120 anos, apresenta uma invejável e histórica saúde financeira, mostrando novos caminhos para o futuro.


Pronto para abandonar o cargo de presidente da Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Fernando Gonçalves deixa a liderança da maior associação académica do país com um saldo positivo, sobretudo ao nível económico-financeiro. Sob a sua presidência, a AAC teve uma gestão de lucro, de mais de 610 mil euros, o que permitiu pagar muitas dívidas e deixar uma herança bem positiva para o seu sucessor, Paulo Fernandes.


JNQuando chegou a Coimbra para estudar Direito tinha alguma experiência de dirigismo estudantil?

FGNenhuma. Só pensava fazer o meu curso em cinco anos, mas conheci colegas, na Secção de Fado, ligados à praxe e ao movimento associativo e comecei a interessar-me pela vida da AAC.

Ao ponto de chegar a presidente da instituição, que é também um dos principais emblemas do desporto português...

Sim, a Académica é mesmo o mais ecléctico clube desportivo português, mas também o principal produtor cultural da região Centro. O emblema da AAC é um dos símbolos mais conhecidos e acarinhado pelos portugueses.

Muito desse carinho vem do futebol, agora, entregue ao organismo autónomo. Mas a AAC tem 25 secções desportivas...

Sim, a AAC é um grande emblema do desporto português e uma casa para ser grande não pode viver só do passado. Para que a AAC continue a ser grande, a crescer, tem que ter bases sólidas. A AAC não é uma mera associação de estudantes.

Hoje, muitas secções desportivas perderam poder competitivo face à concorrência, por questões financeiras?

Sim. Nas décadas de 60/70, os atletas jogavam na Académica apenas para acabarem os seus cursos. Hoje, a realidade é outra nas modalidades ditas amadoras. Mas penso que podemos atrair atletas-estudantes. Uma maior divulgação da AAC pode atrair mais atletas-estudantes estrangeiros, por exemplo.

Com a sua gestão, a AAC apresentou um saldo financeiro positivo, a que se juntam verbas altas conseguidas nas festas estudantis. No futuro, toda esta nova realidade não vai transformar a história da AAC?

Fizemos uma verdadeira revolução na gestão da AAC, mas será sempre fundamental que a AAC não se desvie dos seus princípios fundamentais, na procura de igualdade, justiça e solidariedade social.

O seu sucessor, embora eleito numa lista independente, é afecto ao CDS/PP. Um caso que deve ser único na história da casa...

Independentemente da nossa ideologia, há que ter a noção que a DG/AAC pode traçar um caminho, mas a vontade da Academia é maior. Hoje, é difícil traçar a fronteira entre o Centro-Direita e o Centro- Esquerda, mas a Academia de Coimbra, pela sua história, é de Esquerda, mesmo se o presidente for de Direita.

Muitos ex-presidentes da AAC têm feito carreira política. Vai acontecer o mesmo consigo?

Nunca escondi que sou filiado na Juventude Socialista, mas o meu objectivo é acabar o curso de Direito e fazer o estágio de advocacia. A política não devia ser uma profissão, mas não afasto a ideia de um dia poder ter alguma função política.

Empenhou-se muito na luta contra a aplicação do Processo de Bolonha, mas esta luta estudantil esteve longe da aderência de outros tempos...

No início, em Coimbra, estivemos sozinhos nesta luta, mas, hoje, há muito mais gente preocupada com Bolonha. Perdemos claramente uma boa oportunidade para nos aproximarmos do nível de qualificação da Europa. A aplicação em Portugal do Processo de Bolonha é cosmética. Para prepararmos essa aplicação devidamente, devíamos ter começado esse processo há anos.

Não foram fáceis as relações entre a Associação Académica e a Reitoria da Universidade.

A AAC sempre trabalhou com a Universidade, mas a AAC tem memória e não esquece que o reitor Seabra Santos foi protagonista de alguns dos mais tristes episódios da história da Universidade de Coimbra. Ele deu grandes machadadas na luta estudantil.

Espera, no futuro, uma atitude diferente do reitor?

Espero que ele reconheça que teve atitudes menos correctas.

A AAC sempre funcionou como um sindicato de estudantes. Este comportamento poderá mudar no futuro?

Penso que em Coimbra a defesa dos direitos e interesses dos estudante nunca mudará. Acredito que essa função sindical da AAC irá prosseguir sempre.

entrevista de Américo Sarmento in Jornal de Notícias de 23-01-2007.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Sete Maravilhas da Região: participa

O Jornal Diário Regional de Viseu está empenhado em encontrar as sete maravilhas da região. Para isso contam com a colaboração de todos os leitores.
Faça chegar a sua opinião através de um e-mail para o endereço diarioviseu@diarioregional.pt
ou pela morada Rua Alexandre Herculano, 198 1º esquerdo
3510 - 033 Viseu.

Dinamização do Centro Histórico


sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Viseu no Ranking das Cidades do "Expresso"

Viseu é 18.ª cidade

Évora foi escolhida pelo EXPRESSO como a melhor cidade portuguesa para viver e trabalhar. Lisboa ficou em segundo lugar, logo seguida da Figueira da Foz.

Durante três meses percorreram as 48 principais localidades do país (45 cidades e três vilas), que classificaram de acordo com 15 critérios de análise, como «acessibilidades», «fluidez de trânsito», «oferta cultural», «contacto com a água» ou ainda «segurança» e «animação nocturna».
Em cada um atribuíram classificações de 0 a 20 - de que resultou um «ranking» inédito a nível nacional que publicam no Guia da Habitação.
As 10 primeiras localidades foram: Évora, Lisboa, F. da Foz, Bragança, Cascais, Aveiro, Chaves, Coimbra, Porto e Braga.
Viseu surge em 18.ª, sendo que a Guarda ficou em 35.º, logo abaixo de Castelo Branco. Covilhã ficou um lugar abaixo de Viseu.
Este "trabalho é jornalistico" e "Vale o que vale" explicou Vítor Andrade, um dos autores.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Escola do Magistério Primário de Viseu

Espaço desportivo na Escola do Magistério Primário de Viseu, actualmente parque de estacionamento da Escola Superior de Educação de Viseu.