sábado, 28 de julho de 2007

Visabeira abre hotel no centro histórico

Um antigo palácio, no coração do centro histórico, foi recuperado e já funciona como hotel de charme, do grupo Visabeira.
O Hotel Palácio dos Melos entrou em pleno funcionamento, após um período experimental. Localizado no centro histórico de Viseu, na Rua Chão do Mestre, o edifício está inserido na muralha afonsina e integra uma das suas portas, a Porta do Soar de Cima, tratando-se de um monumento nacional.
Esta nova unidade hoteleira surge da recuperação do antigo palácio. A recuperação envolveu um investimento de mais de cinco milhões de euros por parte da empresa de construção civil Irmãos Sousa que assinou com o grupo Visabeira um contrato de exploração. O Hotel Palácio dos Melos é um hotel de cinco estrelas, com 27 quartos. Classificado como um hotel de charme, está equipado com um bar, uma esplanada exterior, associada à muralha da cidade, bem como as salas para as reuniões. O restaurante do hotel disponibiliza uma gastronomia com uma ementa sofisticada, num espaço com paredes com mais de um metro de espessura. A visita ao passadiço superior da Porta de S. Francisco (Porta do Soar de Cima ou Arco dos Melos) permite aceder ao miradouro e jardins adjacentes.
“Diversificar a oferta no sector hoteleiro, promovendo um Turismo de qualidade, contribuindo para o desenvolvimento da região” é o objectivo da Visabeira com a abertura de mais esta unidade hoteleira. A origem do Palácio dos Melos é anterior à muralha em que se integra e que, no século XV, fechava a cidade de Viseu. Foi neste local que se situou o Paço do Infante D. Henrique, daí o nome da rua: Chão do Mestre, exaltando o próprio Infante, enquanto Mestre da Ordem de Cristo e Duque de Viseu. A muralha de Viseu foi mandada construir por D. João I, mas os trabalhos só foram concluídos no reinado de D. Afonso V, daí o nome pelo qual é conhecida.

Sandra Ferreira in Diário As Beiras

terça-feira, 17 de julho de 2007

Parque de campismo de Viseu fechado

O Parque de Campismo de Viseu, localizado na mata de Fontelo, fechou no início do ano. Mas as placas que indicam o caminho para lá chegar não foram retiradas. Uma situação que engana os turistas, nacionais e estrangeiros, que quando chegam à cidade dispostos a acampar, muitas vezes de noite, dão com "o nariz na porta". Alguns fazem meia volta e partem em busca de alternativa. Outros permanecem nas imediações do Fontelo, transitoriamente, o que desagrada a alguns moradores.
"As pessoas vêm enganadas e não têm culpa que o parque esteja fechado. Mas quem aqui mora também tem dificuldade em aceitar esta situação. Os turistas param as caravanas, confraternizam durante a noite e deixam os cachorros à solta", desabafou uma moradora do prédio fronteiro ao Fontelo, para quem as placas indicativas do parque deviam ser removidas.
"Já demos instruções aos serviços para que isso aconteça. Se a sinalética ainda não foi retirada, sê-lo-á nos próximos dias", informou, ao JN, Américo Nunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV).
O autarca recordou que o encerramento do parque de campismo, no início do ano, ficou a dever-se ao facto de a Orbitur, concessionária daquele espaço há mais de 20 anos, ter decidido denunciar o contrato.
"Não podíamos fazer nada. O espaço ficou sem concessionário, de um momento para o outro, e não podíamos reabrir sem primeiro verificar se o parque tem segurança para os utentes", explicou.Uma equipa técnica da autarquia, que inclui elementos dos bombeiros e da Delegação de Saúde, está a avaliar a segurança do parque. "Se estiver tudo em conformidade com a nova lei, tentaremos reabrir, ainda este ano, através de concurso ou administração directa", acrescentou Américo Nunes.
No domingo, caravanistas franceses e italianos rumaram Vouzela, após verificarem que o parque estava fechado. "Vínhamos a contar tomar um banho, fazer as refeições e descansar uns dias. Foi com surpresa que vimos o 'camping' fechado", lamentou Barthelemy Pierre, residente em La Rochelle.
"Deviam retirar as placas", acrescentou o italiano Carrara Costante.

in Jornal de Notícias (17-07-2007)

domingo, 1 de julho de 2007

A melhor cidade para viver

Viseu

Índice de qualidade de vida (%) 59,86

Das 76 cidades analisadas en quatro países, Viseu ficou em 17.º lugar.






Quadro completo de VISEU em DECO PROTESTE

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Novo Ecomuseu em Viseu

Era uma lixeira, agora é um ecomuseu

A estrutura, construída pedra a pedra por artesãos e mão de obra locais, fica à entrada de Vila Chã de Sá, arredores de Viseu, e é inaugurada amanhã à noite.
No espaço, há representações de uma memória ligada à produção de bens colectivos que geravam riqueza e faziam a economia mexer. Exemplos? O moinho de água, o lagar de azeite e de vinho, o forno comunitário, as plantações de árvores de fruto, o vinhedo, o poço de água com a cegonha, a cozinha beirã ou os instrumentos agrícolas de antanho.
José Ernesto Pereira da Silva, professor e presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Sá, importou de França a ideia do ecomuseu. E há três anos começou a construi-lo, candidatando a obra a um programa municipal.
"O terreno era uma lixeira, mas isso não foi impeditivo. Pelo contrário, tornou-se até estimulante e um desafio transformar aquele espaço em algo positivo para a comunidade, muito especialmente para as escolas, que podem promover visitas de estudo, ensinando às crianças como se fazia o pão, o azeite ou o vinho", explica o autarca.

Tudo original

Muito do material utilizado para a edificação do ecomuseu, foi doado por residentes, naturais ou gente amiga da freguesia. A pedra utilizada na construção de muros e do casario, é toda proveniente da região. Tal como os acessórios do moinho, dos lagares ou os instrumentos agrícolas. "É tudo original", garante José Ernesto, que recorreu aos melhores artesãos e trabalhadores da pedra para edificar o ecomuseu.
"O trabalho de reconstrução e instalação de um moinho tem de ser feito por pessoal capaz e especializado. E pô-lo em funcionamento exige muitos conhecimentos. Por isso, procurei os melhores artesãos", lembra o autarca.

Rui Bondoso in Jornal de Notícias (28-06-2007)

terça-feira, 26 de junho de 2007

Comboio turístico começa hoje a percorrer cidade

A partir de hoje e até 30 de Setembro um comboio turístico percorre as principais ruas da cidade em demanda da sua monumentalidade.
O objectivo principal é captar mais turistas, fazer com que eles se demorem mais na urbe e na região e sejam uma mais valia económica para o seu desenvolvimento.
O veículo foi apresentado ontem e resulta de uma parceria entre a Câmara de Viseu e a Região de Turismo Dão Lafões. São três carruagens, com capacidade para 60 pessoas, que todos os dias vão andar pela cidade de segunda a sábado, das 10,30 às 24 horas (só pára à hora do almoço e jantar), e domingo das 14,30 às 24 horas (intervalo para jantar).
Os percursos, que vão demorar cerca de uma hora, custam dois euros cada. Metade apenas para os titulares do cartão jovem ou de idoso.
O início da viagem é sempre junto ao Jardim Tomás Ribeiro (zona do Rossio) e tem paragens na Central de Camionagem, Casa da Ribeira, Largo Mouzinho de Albuquerque/Teatro Viriato, Fontelo, Rua D. António Alves Martins, Avenida 25 de Abril, Adro da Sé/Museu Grão Vasco e outra vez Jardim Tomás Ribeiro (Rossio).
"É mais um instrumento de mobilidade", lembra Fernando Ruas, presidente da autarquia.

Veículo transporta 60 pessoas de cada vez.
Viagem custa dois euros

texto de Rui Bondoso in Jornal de Notícias

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Mais de 40 mil pessoas assistiram às Cavalhadas de Vildemoinhos











Mais de 40 mil pessoas quiseram assistir ontem à 355.ª edição das Cavalhadas de Vildemoinhos. O povo daquela localidade da freguesia de São Salvador (Viseu) desfilou pelas ruas da cidade para agradecer a S. João a "vitória" numa disputa das águas do Rio Pavia. O desfile, constituído por dezenas de carros, grupos musicais e folclóricos e cerca de 1.500 figurantes, é há muito uma das referências nas festas que se realizam ao longo do ano em Viseu, havendo quase sempre uma novidade. Este ano a organização voltou a surpreender todos os presentes com a imaginação e habilidade dos homens e mulheres que construíram as principais atracções do evento: os carros alegóricos.

Antecipando-se a uma decisão da Administração Central, o povo de Vildemoinhos fez regressar a Viseu o comboio. Nas suas carruagens transportava cerca de três mil manjericos. As plantas rapidamente desapareceram nas mãos dos milhares de espectadores que, de pé ou sentados (poucos), iam assistindo ao espectáculo. Quando o desfile chegou ao júri, instalado no Rossio, já poucos manjericos restavam.

Carros alegóricos

Quanto aos carros alegóricos, as temáticas escolhidas foram várias. O Pinócio, "acompanhado" por um enorme rato e outras figuras dos desenhos animados fizeram as delícias das crianças, enquanto os adultos se "maravilhavam" com a imponência de algumas criações, com destaque para um dragão, ao qual não faltava uma figura sinistra de capa negra para o domar, além de várias belezas orientais.

Os tradicionais cavalos que encabeçam o desfile também não faltaram, já que cabe a eles cumprirem a tradição multisecular de se deslocarem até à Capela de S. João em Carreira, localizada do outro lado da cidade, para agradecerem ao santo.

A festa em Vildemoinhos continou à noite com a subida ao palco de diversos grupos musicais e termina hoje com mais música.

texto de José Fonseca in Diário de Viseu

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Cavalhadas de Vildemoinhos

Domingo, realiza-se a 355.ª edição das “Cavalhadas de Vildemoinhos”.
De acordo com a PSP, o trânsito está condicionado entre as 08H30 e as 13H00, no seguinte itinerário: Vildemoinhos; Av. Cidade de Aveiro; Pr. Carlos Lopes; Av. Afonso Cerqueira; Praça D. João I; Av. Alberto Sampaio; Praça da República; Av. 25 de Abril; Av. Infante D. Henrique; Rua Alexandre Herculano; Rua D. António Alves Martins; ; Largo de Santa Cristina (pausa); Rua D. Francisco Alexandre Lobo; Largo General Humberto Delgado; Rua da Vitória; Praça da República; Av. Dr. António José de Almeida; Rua Major Leopoldo da Silva; Rua 21 de Agosto; Praça D. João I; Av. Almirante Afonso Cerqueira; Praça Carlos Lopes; Av. Cidade de Aveiro; Vildemoinhos.




Fotos de 2006. Para saber mais : http://vildemoinhos.com.sapo.pt/index.htm

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Viseu: das melhores cidades para viver

Viseu, Castelo Branco, Aveiro, Bragança, Viana do Castelo e Braga são as melhores cidades para viver, enquanto Setúbal, Lisboa e Porto são as piores, segundo um inquérito da associação de defesa dos consumidores (DECO), hoje divulgado.

As respostas foram dadas por dois mil habitantes de 18 capitais de distrito do continente, que indicaram os aspectos mais positivos e negativos das cidades onde vivem, publicados na edição de Julho e Agosto da revista Proteste.

Além do emprego, a segurança e o combate à criminalidade, o acesso a cuidados de saúde e a habitação foram os factores que mais influenciaram a satisfação dos inquiridos com o local onde vivem.

A habitação foi o aspecto mais positivo apontado, em especial pelos habitantes de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Faro, Leiria e Santarém, mas para os restantes o calor ou frio dentro de casa são a principal crítica.
Quanto ao calor, as casas de Aveiro, Guarda e Viana do Castelo são as mais frescas, enquanto as de Castelo Branco, Évora, Lisboa e Portalegre aquecem demasiado quem lá mora.

Lisboa destaca-se pela negativa devido aos problemas dentro de casa, como a humidade na casa de banho, mas as habitações por fora são também criticadas nesta cidade, tal como nas de Aveiro, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Portalegre e Setúbal.

A segurança e o combate à criminalidade, que satisfazem os inquiridos de Bragança, Portalegre e Vila Real, são a maior preocupação dos portugueses inquiridos.

Apesar de a maioria se sentir segura dentro de casa, o mesmo não acontece nos espaços públicos no centro das cidades e, em especial, à noite, sendo Lisboa, Setúbal e o Porto as cidades mais inseguras.

A maioria dos inquiridos considera que a respectiva cidade possui um importante património histórico, que regra geral é bem tratado pelo município, e apenas os de Setúbal revelam que a câmara podia fazer mais pelos monumentos.

Quanto às câmaras, as respostas ao inquérito indicam que as maiores críticas vão para a falta de transparência e a baixa resposta às necessidades dos munícipes, sendo Lisboa a pior cidade.
Os lisboetas, em conjunto com os habitantes de Leiria e Setúbal, também se mostraram insatisfeitos com o funcionamento dos serviços municipais.

No que respeita à saúde, registam-se criticas no acesso a bons cuidados, sendo apesar de tudo feita uma avaliação positiva.

Na análise da mobilidade, Guarda, Lisboa e Porto destacam-se devido à dificuldade em encontrar estacionamento.

Ao nível dos transportes públicos, as maiores criticas vão para castelo Branco e Setúbal, em parte devido à falta de conforto e preço.

Beja e Guarda surgem como as cidades com melhor meio ambiente e menos poluição, enquanto para Setúbal, Viana do Castelo e Viseu foi referida a paisagem urbana.

Quanto aos aspectos negativos, o emprego foi o mais apontado em 10 das 18 cidades, para o qual contribui o aumento do desemprego no último ano.

O inquérito foi também realizado também em Espanha, Itália e Bélgica, num total de 76 cidades, incluindo as portuguesas.

No ranking total, o melhor lugar de uma cidade portuguesa foi para Viseu que ficou em 17º e o pior para Setúbal, colocado 74º, precedido apenas por Nápoles e Palermo, em Itália.

Mas Bragança destacou-se na classificação internacional por ter a melhor apreciação na qualidade ambiental e menos ruído, sendo a Guarda a que teve melhor resultados de «ar mais puro».

Diário Digital / Lusa
20-06-2007 14:07:00