
As respostas foram dadas por dois mil habitantes de 18 capitais de distrito do continente, que indicaram os aspectos mais positivos e negativos das cidades onde vivem, publicados na edição de Julho e Agosto da revista Proteste.
Além do emprego, a segurança e o combate à criminalidade, o acesso a cuidados de saúde e a habitação foram os factores que mais influenciaram a satisfação dos inquiridos com o local onde vivem.
A habitação foi o aspecto mais positivo apontado, em especial pelos habitantes de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Faro, Leiria e Santarém, mas para os restantes o calor ou frio dentro de casa são a principal crítica.
Quanto ao calor, as casas de Aveiro, Guarda e Viana do Castelo são as mais frescas, enquanto as de Castelo Branco, Évora, Lisboa e Portalegre aquecem demasiado quem lá mora.
Lisboa destaca-se pela negativa devido aos problemas dentro de casa, como a humidade na casa de banho, mas as habitações por fora são também criticadas nesta cidade, tal como nas de Aveiro, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Portalegre e Setúbal.
A segurança e o combate à criminalidade, que satisfazem os inquiridos de Bragança, Portalegre e Vila Real, são a maior preocupação dos portugueses inquiridos.
Apesar de a maioria se sentir segura dentro de casa, o mesmo não acontece nos espaços públicos no centro das cidades e, em especial, à noite, sendo Lisboa, Setúbal e o Porto as cidades mais inseguras.
A maioria dos inquiridos considera que a respectiva cidade possui um importante património histórico, que regra geral é bem tratado pelo município, e apenas os de Setúbal revelam que a câmara podia fazer mais pelos monumentos.
Quanto às câmaras, as respostas ao inquérito indicam que as maiores críticas vão para a falta de transparência e a baixa resposta às necessidades dos munícipes, sendo Lisboa a pior cidade.
Os lisboetas, em conjunto com os habitantes de Leiria e Setúbal, também se mostraram insatisfeitos com o funcionamento dos serviços municipais.
No que respeita à saúde, registam-se criticas no acesso a bons cuidados, sendo apesar de tudo feita uma avaliação positiva.
Na análise da mobilidade, Guarda, Lisboa e Porto destacam-se devido à dificuldade em encontrar estacionamento.
Ao nível dos transportes públicos, as maiores criticas vão para castelo Branco e Setúbal, em parte devido à falta de conforto e preço.
Beja e Guarda surgem como as cidades com melhor meio ambiente e menos poluição, enquanto para Setúbal, Viana do Castelo e Viseu foi referida a paisagem urbana.
Quanto aos aspectos negativos, o emprego foi o mais apontado em 10 das 18 cidades, para o qual contribui o aumento do desemprego no último ano.
O inquérito foi também realizado também em Espanha, Itália e Bélgica, num total de 76 cidades, incluindo as portuguesas.
No ranking total, o melhor lugar de uma cidade portuguesa foi para Viseu que ficou em 17º e o pior para Setúbal, colocado 74º, precedido apenas por Nápoles e Palermo, em Itália.
Mas Bragança destacou-se na classificação internacional por ter a melhor apreciação na qualidade ambiental e menos ruído, sendo a Guarda a que teve melhor resultados de «ar mais puro».
Diário Digital / Lusa
20-06-2007 14:07:00
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