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sábado, 26 de setembro de 2009

Funicular já circula nos carris

Viseu, 25 Set (Lusa) - Viseu tem a partir de hoje em funcionamento um funicular que liga a zona da Feira de S. Mateus ao centro histórico, considerado fundamental pela autarquia para revitalizar esta zona da cidade.

Previsto há mais de sete anos, este meio mecânico não poluente insere-se nas obras do programa Polis e representa um investimento total de 5,3 milhões de euros.
Américo Nunes, da comissão liquidatária da Viseu Polis, afirmou que o funicular, de utilização gratuita, será "uma mais valia para o centro histórico", nomeadamente para os comerciantes que aí têm os seus negócios.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Carruagens do funicular já estão nos carris

Serviço deverá começar a funcionar antes do pico do Verão
Chegaram esta segunda-feira as duas carruagens do funicular que ligará o Campo de Viriato à Sé, em Viseu.
Uma sobe e a outra desce. Devem começar a rolar antes do início da Feira de S. Mateus, em meados de Agosto.

É a última empreitada das obras do programa Polis, em Viseu. O funicular está quase pronto. As duas carruagens chegaram anteontem e já estão nos carris e guardadas cada uma na sua estação (inferior e superior).
A obra de construção civil está a ser finalizada, mas as duas estruturas rolantes só deverão começar a 'deslizar' pelos carris dentro de três a quatro meses, porque o pessoal técnico e auxiliar que manobrará as máquinas ainda vai receber formação. A Autarquia quer, contudo, que o funicular arranque antes do início da Feira de S. Mateus, em meados de Agosto. "Seria excelente que nessa altura já estivesse a funcionar em pleno", refere o vice-presidente da Câmara de Viseu, Américo Nunes.
O funicular vai ligar a parte baixa da cidade (Campo de Viriato) à zona alta e velha do burgo (adro da Sé), através da Rua Ponte de Pau e da Calçada de Viriato, numa distância de 400 metros, que demorará cerca de três minutos a ser percorrida .
Enquanto uma carruagem sobe a outra desce. Cruzam-se nas traseiras do Fórum, numa zona onde o lance de carris duplica.
É um investimento de seis milhões de euros, comparticipado em 70% pelas verbas do Polis. O restante é suportado, em partes iguais, por fundos comunitários e da Autarquia.
A instalação do funicular foi pensada pela Autarquia em finais do anos 90. O projecto acabou por ser integrado no programa Polis, de requalificação e valorização ambiental de Viseu. O objectivo - além da vertente turística - é integrar o percurso do funicular, entre as zonas alta e baixa da cidade, na rede de transportes urbanos, designadamente, articulá-lo com os percursos e os horários dos mini-autocarros eléctricos, outro meio mecânico não poluente que percorre as ruas do centro da cidade de Viseu há cerca de quatro anos.

"O bilhete de um dará depois para ser utilizado no outro", explica Américo Nunes.

Jornal de Noticias de 01 de Abril de 2009

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Obra emblemática do Programa Polis entrará em funcionamento em Março

O funicular, uma das últimas obras do Programa Polis que ainda falta concluir - a outra é a requalificação da Cava de Viriato - deverá começar a circular entre o recinto da Feira de S. Mateus e o Centro Histórico de Viseu a partir de Março do próximo ano.
O anúncio foi feito ontem, pelo presidente da autarquia viseense, Fernando Ruas, durante uma visita às obras que teve como objectivo dar a conhecer o andamento dos trabalhos de uma das intervenções mais onerosas - cerca de 5,2 milhões de euros - e mais emblemáticas realizadas nos últimos anos na cidade.
O edil não teve dúvidas em afirmar que o funicular, constituído por duas carruagens, será um grande pólo de atracção em termos turísticos, além de contribuir para o objectivo do município de devolver a parte antiga da urbe aos peões, retirando aos poucos os carros das ruas que a atravessam.
Além disso, uma das poucas vias ainda não requalificadas naquela zona também está a ser alvo de melhorias, mais concretamente a Rua Silva Gaio, onde a calçada à portuguesa, dará lugar a placas e cubos de granito melhorando a sua utilização por parte dos automóveis e dos peões. Enquanto que os fios da electricidade e das telecomunicações são retirados do ar para serem enterrados e as tubagens do saneamento básico são substituídas por novas.

Assim que o funicular estiver a funcionar, a Câmara espera conseguir chegar a acordo com os proprietários dos restaurantes, bares e lojas e os responsáveis dos museus localizados no centro histórico, no sentido de estes incentivarem as pessoas a deixarem os seus carros junto ao recinto da Feira de S. Mateus e fazerem os últimos 400 metros da sua viagem no novo meio de transporte não poluente.
"Pode ser que até ofereçam o bilhete" sugeriu o vice-presidente do município, Américo Nunes.
in Diário de Viseu (04 de Setembro de 2008)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cava de Viriato visitável a partir de Outubro

Viseu, 25 Ago (Lusa) -- A Cava de Viriato, uma fortificação defensiva situada em Viseu, em forma de octógono com dois quilómetros de perímetro, poderá ser visitada a partir de Outubro, após obras de requalificação em curso no âmbito do programa Polis.
Orçadas em mais de dois milhões de euros, as obras, que arrancaram há nove meses, consistem "fundamentalmente nos elementos púbicos, que têm a ver com os arruamentos, talude e praça", frisou hoje o presidente da autarquia, Fernando Ruas, aos jornalistas, durante uma visita ao monumento nacional.

A Cava de Viriato é monumento nacional desde 1910 e está definida no Plano Director Municipal como espaço cultural.
Até hoje mantém-se a dúvida se esta fortificação defensiva - constituída por um talude, com um fosso externo -- tem mesmo origem romana (século I antes de Cristo) ou se será árabe (século XI depois de Cristo).
Fernando Ruas frisou que a Cava de Viriato passa a dispor de uma praça nova (com instalações sanitárias e cafetaria) que "não estava a ser fruída antes da intervenção", os taludes foram requalificados e também os arruamentos, "de modo a possibilitar uma circulação dentro do próprio monumento".
"Vai ter um sentido único para possibilitar uma circulação sem grandes problemas para quem aqui venha. Não me lembro de alguma vez haver qualquer intervenção na Cava do Viriato", sublinhou.
Foram enterradas as infra-estruturas de abastecimento de água, luz e telefone e feitos pavimentos com acabamento em granito.
Na sua opinião, esta requalificação não descaracteriza a Cava do Viriato, pelo contrário, caracteriza-a.
"Descaracterizada estava ela. Tratava-se de um acampamento de defesa, que era um octógono, mas dois dos lados tinham desaparecido. O que estamos neste momento a fazer é voltar a caracterizar a Cava de Viriato, na sua forma original, repondo os taludes", explicou.
Fernando Ruas apenas lamenta não se ter concretizado a construção de um centro interpretativo e de uma torre panorâmica, que estavam inicialmente pensados, o que implicava o envolvimento de vários Ministérios.

No entanto, afirmou que "o Estado, que se comprometeu" com estes equipamentos, terá "sempre tempo" de os concretizar, se assim entender.
Segundo Fernando Ruas, dentro do octógono vivem mais de cem pessoas. Ainda que as casas degradadas não sejam da responsabilidade da autarquia, mostrou-se disponível para ajudar.
"Temos a consciência de que com esta requalificação promovemos condições para possibilitar o regresso e o incremento do número de pessoas. Viver aqui é um sossego, estamos no meio da cidade e não ouvimos barulho nenhum", afirmou.
O autarca está convencido de que "aquilo que foi um constrangimento ao longo dos anos passa agora a ser uma vantagem comparativa para as pessoas que escolherem viver na Cava do Viriato".

A recuperação da Cava de Viriato, um projecto de Gonçalo Byrne, engloba-se num conjunto de obras do Polis que inclui também o parque da feira semanal, o recinto da anual feira de S. Mateus e o Parque Linear.
texto de AMF / Lusa

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Parque do Pavia muda as margens

A Câmara de Viseu abriu à fruição do público, na noite de segunda-feira, o Parque Linear do Pavia. Dois quilómetros de zonas verdes que acompanham o troço urbano do rio, despoluído, entre a casa da Ribeira e os moinhos da Balsa.
A que é considerada a obra mais emblemática do programa Polis, na cidade de Viseu, implicou um investimento de 3,6 milhões de euros. Dinheiro aplicado na requalificação de uma área urbana de sete hectares, distribuída pelas duas margens do Pavia, que incluiu a limpeza do leito do rio, a regularização e jardinagem das margens e a instalação de mobiliário urbano de qualidade.

Participaram na abertura do equipamento os presidentes da ParqueExpo e da Câmara Municipal de Viseu (CMV). Para o autarca viseense, Fernando Ruas, a intervenção de fundo levada a cabo no Pavia (e que só ficará concluída quando novos açudes garantirem um fluxo regular de água durante os 365 dias do ano), nem chega a ser uma restituição do recurso hídrico à cidade.
"Estamos a devolver o rio aos viseenses com juros pelo tempo de espera. Na verdade, o Pavia, mesmo nos tempos em que não estava poluído, nunca foi o espaço aprazível que hoje disponibilizamos. Uma zona verde, iluminada, onde poderão fazer-se caminhadas com a garantia, inclusive, de segurança nocturna", explica o autarca, que realça ainda a recuperação dos antigos moinhos da Balsa em Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental.

Ainda anteontem, abriu também o Parque da Radial de Santiago. Uma área de 7,5 hectares, localizada entre a rotunda de Santiago e a Casa da Ribeira, onde foram investidos 1,9 milhões de euros. Ali irá funcionar, dentro de alguns meses, a feira semanal de Viseu.
"A mudança dos feirantes para o novo espaço vai demorar um ano ou um ano e meio, porque os técnicos defendem que o terreno necessita de consolidação", explica Fernando Ruas. O autarca discorda que se associe aquele espaço apenas à feira semanal. "Na verdade, a feira vai ocupar aquela área menos de um dia por semana. Os restantes 6,5 dias são de passeio público", explica.

O Parque da Radial de Santiago vai ter um café, já adjudicado, e dispõe de três casas de banho, uma delas adaptada para cidadãos portadores de deficiência.
Aos dois projectos de 5,5 milhões de euros, partilhado pelo Polis e pela CMV, irão juntar-se outros investimentos tendentes a garantir um lençol de água permanente no Pavia. "A barragem de Catavejo, a construir a norte, na ribeira de Frágua, vai ser a cereja no bolo", rejubila o autarca Fernando Ruas.

texto e foto de Teresa Cardoso in Jornal de Noticias de 06-08-2008

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Centro histórico: Projecto da Parque Expo vai estar em discussão pública

Mais população e postos de trabalho
A Câmara Municipal promete promover em breve um debate quando for apresentado o estudo que encomendou para a parte antiga da cidade.
Investimento ronda dos 100 milhões de euros.
O relatório sobre o centro histórico de Viseu, que a Câmara Municipal encomendou à sociedade Parque Expo, será em breve publicamente apresentado.
De acordo com as primeiras indicações avançadas pelo município, “o estudo estrutura a intervenção em quatro categorias de princípios e de valores fundamentais interligados entre si”: ambiente e espaço público; desenvolvimento social, económico e cultural; património e reabilitação; mobilidade e transportes.
Depois de concretizado um primeiro conjunto de intervenções, ainda não conhecidas, “e que se desenvolverão ao longo de uma década”, o estudo prevê “um acréscimo da população; um aumento do número de postos de trabalho; a disponibilização de novas estruturas de verde para fruição pública; o aumento do número de lugares de estacionamento automóvel; um sensível aumento do valor dos metros quadrados a reabilitar; novas construções e novos equipamentos de índole variada”.
De acordo o estudo, o investimento previsto é de 100 milhões de euros, cabendo 70 milhões à iniciativa privada e os restantes 30 a entidades públicas, segundo dados avançados pelo presidente do município, Fernando Ruas, na última reunião da Assembleia Municipal.
Deputados de todos os partidos reconhecerem que é preciso fazer “alguma coisa pelo centro histórico”. A oposição considerou o actual executivo da câmara, há 18 anos no poder, como o principal responsável pela situação a que se chegou.
Durante a discussão, foram avançadas algumas ideias – entre elas, criar no centro histórico uma residência de estudantes; levar para lá a loja do cidadão e outros serviços públicos; criar o cartão de residente para que as pessoas que ali vivem possam levar com o carro as compras até à porta de casa, sem terem que andar a carregar com os sacos; criar um prémio para a melhor reabilitação do património.
Para o autarca, estas e outras sugestões poderão ser apresentadas quando o estudo da Parque Expo for colocado em discussão pública. Fernando Ruas alertou, todavia, que poderão ou não ser integradas, de acordo com os responsáveis pela elaboração do estudo. Um recado dirigido às galerias do público onde estavam representantes do movimento de cidadãos que recolheu cerca de 800 assinaturas para uma petição, em que era solicitado aos órgãos autárquicos a realização de um debate sobre a revitalização do centro histórico.
No período reservado às intervenções do público, quatro desses elementos usaram da palavra. Congratularam-se com a discussão pública a que vai ser sujeito o estudo da Parque Expo, mas lamentaram que a AM tivesse rejeitado propostas de organização de um debate mais alargado.
Vergonha
As intervenções do público criaram algum incómodo no presidente da câmara, que, embora não sendo hábito, como realçou, pediu para falar depois das tomadas de posição dos cidadãos que estavam nas galerias. Lembrou que ele é o legítimo representante das populações e que, por isso, estes movimentos não podem reclamar para si a exclusividade da representatividade dos cidadãos, “porque nós, que estamos aqui dentro, é que representamos os outros”. Sobre as críticas ao estudo da DECO, Fernando Ruas lamentou que alguns viseenses ponham em causa esse mesmo estudo. “Eu faço ideia se a nossa posição fosse ao contrário. O estudo da Proteste valia, tinha amostra técnica e tinha tudo isso”, referiu.
Ainda em resposta a Fernando Figueiredo, antigo proprietário da livraria da praça, que fechou no centro histórico por falta de movimento, o presidente da câmara, lembrando que o conhecia desde pequeno, disse “ter a certeza que com o Fernando Figueiredo o centro histórico não estaria na situação em que está”.
“Seria bom que os projectos em que se mete (Fernando Figueiredo) fossem levados até ao fim com a mesma vontade e desejo que aqui demonstrou”, referiu o autarca. Nesta altura, ouviu-se das galerias um berro com a palavra “vergonha”. Na sala da Assembleia Municipal fez-se silêncio. Fernando Ruas perguntou, então, se “isso era permitido”, o que levou o presidente da AM a apelar ao comportamento do público, porque aquela era “uma casa onde as pessoas se comportam com civilidade”.
Estudo da DECO posto em causa
Durante uma das quatro intervenções do público, Fernando Figueiredo, para além das considerações sobre o presente e futuro da zona mais antiga da cidade, referiu-se ao estudo da DECO que aponta Viseu como a cidade com a melhor qualidade de vida do país. Disse ser um estudo “não científico, feito em 18 distritos, onde 2.200 pessoas, assinantes da revista Proteste, o que dá uma média de 122 pessoas, resolveram responder a uma série itens. Não é exactamente igual a um estudo que a Proteste faça sobre máquinas de lavar, que é uma coisa extremamente objectiva”.
Embora realce que o resultado lhe agrada, “porque é em Viseu que vive e quer viver, alertou para a falta de ficha técnica".

texto de António Figueiredo in Diário As Beiras

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Polis requalifica Cava de Viriato

A Cava de Viriato vai começar a ser recuperada, no âmbito do programa Polis. A empreitada, orçada em dois milhões de euros, foi ontem consignada.
As obras de recuperação e arranjo paisagístico de parte da Cava de Viriato deverão estar acabadas no prazo de nove meses, ou seja, no próximo Verão. Recorde-se que este monumento nacional é uma fortificação defensiva, situada na cidade de Viseu, em forma de octógono com dois mil metros de perímetro.
O representante da autarquia na sociedade Viseu Polis, Américo Nunes, realçou que esta fortificação defensiva – constituída por um talude de 15 metros de altura e um fosso externo – é "algo sui generis na Península Ibérica". Contou que existe "um monumento parecido no Iraque", em Samarra, e lembrou que, até hoje, se mantém a dúvida se a Cava de Viriato tem mesmo origem romana (século I antes de Cristo) ou se esta será árabe (século XI depois de Cristo).
"Os próximos tempos vão ser interessantes. Vai haver um trabalho de pesquisa arqueológica que vai complementar o que em tempos fizemos", afirmou Américo Nunes, esperando que fique definitivamente esclarecida a origem da fortificação.
Monumento nacional desde 1910
A Cava de Viriato é monumento nacional desde 1910 e está definida no Plano Director Municipal como espaço cultural. A intervenção vai incidir nas ruas dos Plátanos, do Coval e do Picadeiro (zonas do interior do octógono onde existem habitações), onde serão enterradas as infra-estruturas de abastecimento de água, luz e telefone e feitos pavimentos com acabamento em granito. Haverá uma praça entre a Rua do Picadeiro e o Coval que servirá de entrada para a Cava do Viriato, onde ficarão equipamentos de apoio, como instalações sanitárias e cafetaria.
A empreitada compreende ainda a recuperação de algumas zonas do talude, com limpeza e reformulação geométrica (através de movimentação de terra), criação de espaços verdes, iluminação, caminhos pedonais e mobiliário urbano.
"É um projecto de requalificação que fica aquém do que pretendíamos", devido aos cortes orçamentais, lamentou Américo Nunes, mostrando-se, no entanto, convicto de que, no futuro, será requalificada toda a área da Cava, "porque constitui uma referência para Viseu". O mesmo lamento foi deixado pelo presidente da autarquia, Fernando Ruas, lembrando que inicialmente estava prevista a criação de um centro de interpretação em articulação com o Ministério da Cultura e outros equipamentos ligados ao Ambiente e ao Desporto, que foram abandonados.
O autarca social-democrata lembrou que a Cava de Viriato "durante anos nunca teve qualquer intervenção" e que "foi um monumento ignorado durante muito tempo", considerando fundamental dotá-la de condições para atrair a Viseu quem se interessa por turismo cultural.
in Diário As Beiras 20-11-2007

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Funicular pode estar pronto em 2008

O funicular que vai ligar o Rio Pavia à Sé poderá estar a funcionar em 2008, admite a Viseu Polis.
Foi uma das mais emblemáticas promessas do Polis. O elevador mecânico, que vai permitir ligar a zona baixa da cidade ao seu centro histórico, cerca de 300 metros, em pouco mais de dois minutos, vai mesmo avançar. O contrato de adjudicação, no valor de 5,19 milhões de euros, foi ontem adjudicado a um consórcio (Abrantina e Efacec) e tem como prazo de execução 270 dias, sendo dono da obra a Viseu Polis e como empresa mandatária a Parque Expo.
No entanto, para que a ligação mecânica - não poluente -, que vai percorrer a Calçada de Viriato, entre o espaço da Feira de São Mateus e a Sé de Viseu, entre em funcionamento é preciso que a equipa de arqueólogos já a trabalhar no terreno não encontre nada enterrado de grande valor patrimonial.
O funicular é uma das obras emblemáticas do projecto Polis de Viseu, ao permitir ligar a zona de maior intervenção, constituída pelo Parque Linear do Rio Pavia, a Cava de Viriato e a Feira de São Mateus, ao coração da cidade, agrupado em torno da Sé e da Igreja da Misericórdia.
São pouco mais de 300 metros com acentuada inclinação que as duas viaturas (carruagens) vão vencer em cerca de dois minutos, permitindo, para além do descanso às pernas, uma vista interessante sobre a parte em reconstrução (Polis) da cidade de Viseu.
Para o presidente da autarquia, Fernando Ruas, "mais que uma obra", o funicular será, a prazo, um factor de desenvolvimento que poderá assumir-se como mais-valia económica através da atracção de pessoas para a zona.
Para além do funicular, que será instalado na Calçada de Viriato, tendo como propulsão a electricidade mas com a auto-ajuda constituída pela carruagem que desce puxando, através de cabos colocados no subsolo, aquela que sobe, a obra tem como complemento um elevador que levará os passageiros do actual parque de estacionamento da Casa do Adro até ao largo da Sé, tendo este apenas escassos metros a vencer.
Durante o espaço temporal das obras, o parque de estacionamento da Casa do Adro estará encerrado, mas a autarquia vai resolver o problema, atribuindo cinco mil viagens gratuitas nos mini-autocarros eléctricos que servem aquela zona da cidade.
in Jornal As Beiras (16 de Outubro de 2007)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Arrancam obras prévias para o funicular

Começam terça-feira, os estudos e trabalhos de escavação arqueológica na envolvente da Casa do Adro preliminares ao início das obras de construção e instalação do engenho mecânico (funicular) que vai ligar a baixa e a alta viseense, entre a Feira de S. Mateus e o Adro da Sé.
De acordo com Jornal de Notícias (JN), as escavações vão desenvolver-se, segundo informação da Câmara Municipal de Viseu (CMV), no parque de estacionamento, rua Silva Gaio e travessa da Misericórdia envolventes ao edifício da Casa do Adro, no centro histórico.
"O arranque da primeira fase dos trabalhos implica o encerramento do parque de estacionamento da casa do Adro", informa a autarquia.
Para "minorar" eventuais incómodos provocados pelos arranque das obras, em residentes e agentes económicos, a CMV decidiu disponibilizar cinco mil viagens gratuitas nos mini-autocarros eléctricos.
"Os bilhetes de acesso podem ser levantados na Sociedade de Reabilitação Urbana-Viseu Novo, a funcionar na Casa do Miradouro. Os ingressos gratuitos apenas serão oferecidos a quem fizer prova da sua residência na zona a intervencionar", avisa a autarquia.
Segundo o JN, a empreitada de construção e instalação do funicular, um meio de transporte mecânico não poluente, vai custar cinco milhões de euros e será também adjudicada na segunda-feira.
A concluir até ao final do próximo ano, a obra vai implicar a instalação de duas carruagens na Calçada de Viriato (vencendo um desnível que chega a atingir os 16%), cada uma com capacidade para 50 passageiros, que circularão em simultâneo nos sentidos ascendente e descendente.
O custo da viagem, por pessoa, está calculado em 50 cêntimos. A empreitada integra-se no programa da Sociedade Viseu/Polis.



in ViseuMais
ver: post

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Estratégia para centro histórico já está definida

A empresa Parque Expo já entregou à autarquia o estudo estratégico para o centro histórico de Viseu. O documento aponta aspectos positivos e negativos e traça os caminhos a seguir.
O estudo estratégico para o centro histórico de Viseu, elaborado pela Parque Expo, a pedido da autarquia, sugere que seja aumentado o número de parques de estacionamento naquela zona da cidade. O documento, já concluído, e que está a ser analisado pela edilidade viseense, aponta, ainda, para a necessidade de serem garantidos mais lugares de estacionamento, não apenas em espaços públicos, mas também em alguns espaços pertencentes a privados.
O trabalho, elaborado pela empresa que gere o legado da Expo'98, em Lisboa, e que foi parceira da maioria dos projectos Polis, em todo o país, prevê, por exemplo, mais parqueamento em localizações tão diversas quanto o Largo António José Pereira, junto à Casa do Miradouro, e um terceiro perto da Casa do Adro. Outra das sugestões apresentadas pela empresa Parque Expo passa pela existência de mais espaços verdes no centro histórico.
"Por mais que nos agrade, não sabemos se será possível, até porque teremos de negociar", referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas. O autarca sublinhou, entretanto, estar muito agradado com a maioria das soluções referidas neste estudo estratégico. O edifício do Centro Comercial Ecovil, localizado na Rua do Comércio e já há muito a denotar uma clara quebra de qualidade... e de procura, é um dos aspectos negativos apontados pelo estudo. "Este edifício já existia quando fui para a câmara, mas toda a gente percebe que está desenquadrado", afirmou o autarca. "Não sei se passará pela implosão, mas pelo menos terá de ser reformulado", acrescentou Fernando Ruas.
O trabalho, que está a ser analisado pela autarquia, deverá ser apresentado ao público no próximo mês de Outubro. "Pelo menos já temos um estudo que nos traz muitas orientações", afirmou Fernando Ruas. No entanto, de acordo com o presidente da Câmara de Viseu, mesmo que o documento seja aprovado pelo executivo camarário, terão de ser encontradas formas de financiamento.
in Jornal As Beiras (13-08-2007)

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Funicular para levar turistas à zona histórica

O meio mecânico de transporte não poluente (funicular) que vai ligar a zona ribeirinha da cidade ao centro histórico através da Calçada de Viriato, baseado em interfaces com os mini-autocarros já em actividade, deverá entrar em funcionamento na Primavera do próximo ano. O mais recente passo para que isso aconteça foi dado, nos últimos dias, com a selecção de três empresas que concorreram à primeira fase do concurso.
A Sociedade ViseuPolis, através de um júri constituído para o efeito, reconheceu "capacidade técnica, económica e financeira" às empresas "Etermar Garaventa", "Sociedade Construtora do Tâmega" e ao agrupamento constituído pelas sociedades "Construtora Abrantina e Efacec", para participarem na segunda fase do processo. As propostas terão de ser apresentadas até ao dia 24 de Maio.
A empreitada inclui o fornecimento e montagem do funicular, a construção de duas estações (uma perto do largo da Feira de Viriato, ao lado do museu da EDP, e outra a embutir no parque de estacionamento que funciona nas traseiras da Casa do Adro, no centro histórico), a requalificação dos arruamentos envolventes e outros trabalhos complementares de construção civil.
As duas carruagens que irão compor o funicular, cada uma com capacidade para transportar 50 passageiros (o custo previsto é de 50 cêntimos por pessoa), circularão em simultâneo nos percursos ascendente e descendente, vencendo um desnível que chega a atingir os 16%.
Acessível a todos quantos pretendam deslocar-se entre a baixa e a alta da cidade, e vice-versa, o transporte não poluente é visto pela ViseuPolis como uma forma de facilitar aos turistas um mais fácil acesso a monumentos como a Cava de Viriato, na baixa, e à Sé Catedral, museus de Grão Vasco e de Arte Sacra, Casa do Miradouro, Casa do Adro, Igreja da Misericórdia e Porta dos Cavaleiros, na parte alta, entre outros monumentos.

Teresa Cardoso
in Jornal de Notícias (29-04-2007)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Requalificação Ambiental

A apresentação da exposição interactiva "Viagem ao Mundo dos Resíduos" é uma iniciativa da ViseuPolis, tendo sido criada e organizada pelo Tiago Nascimento, contou com a presença do Adelino Figueiredo, em parceria com a Câmara Municipal de Viseu. Mais pormenores em www.viseupolis.pt
in Jornal da Beira de 30 de Novembro de 2006