A Sé de Viseu foi algo que nós vivemos, usufruímos, comungámos, preservámos. E foi – e será - um cenário esplendoroso para todos nós quando nos abeirávamos das janelas das casas onde nascemos! E crescemos!!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Placas em acrílico indicam percursos alternativos para cidadãos portadores de deficiência
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
100 mil euros para o centro histórico
O presidente da SRU, e vice-presidente da Câmara de Viseu, Américo Nunes adiantou que foi feito um levantamento das barreiras arquitectónicas do centro histórico de Viseu, tendo sido identificados vários problemas.
Jornal do Centro, ed. 359, 30 de Janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Centro histórico sofre regeneração
Um dos edifícios quase prontos, situa-se na Rua Escura. O edifício foi totalmente reconstruído, sendo que as pedras foram todas numeradas, recuperadas e a fachada ficou como a original. Por dentro, as alterações fazem-se sentir. O que era um edifício antigo de compartimentos pequenos e algumas divisões menos práticas, passou a ter um espaço, no rés-do-chão, para fins comerciais e os dois andares superiores constituem um apartamento. Uma sala e cozinha, no primeiro andar e, no segundo, dois quartos com respectivos quartos de banho.Um investimento de 200 mil euros num edifício que a autarquia viseense adquiriu e que a SRU projectou, acompanhou e fiscalizou a obra, tal como faz nas restantes que estão a decorrer e outras que a câmara está a negociar para adquirir.
Outros edifícios a recuperarA Casa Amarela, junto ao Teatro Viriato, é um dos edifício que está a ser recuperado sob a responsabilidade da SRU. Há poucos dias foi assinado um protocolo entre as várias entidades envolvidas na recuperação do edifício, que também acolherá a Companhia Paulo Ribeiro. Um investimento de cerca de 510 mil euros.
A acolher uma associação com serviços para a comunidade, está um edifício na Rua Nossa Senhora da Piedade que poderá estar pronto dentro de, sensivelmente, dois meses e com um orçamento de cerca de 350 mil euros.
O espaço intergeracional além do aberto à comunidade será, também, sede de um serviço que beneficiará alguns viseenses, nomeadamente os mais velhos ou com mais dificuldades e pode passar por pequenas recuperações ou até a mudança de uma lâmpada.

SRU já assinou escritura da Sinagoga
No cruzamento da Rua Direita com a Rua da Árvore, o edifício que albergava a Papelaria Dias, e que terá acolhido, nos séculos XV e XVI a sinagoga da comunidade judaica de Viseu, já é pertença da SRU, uma vez que a escritura foi assinada esta semanaPara aquele espaço, a Câmara viseense destinou um museu com elementos relativos à comunidade e actividade judaica viseense. Para 14 de Fevereiro já está previsto um colóquio sobre judeus, de forma a dar início a um debate sobre este assunto.
Um museu que estará ligado à rede museológica, tal como é objectivo, idêntica instituição da Casa do Miradouro, onde está guardada a colecção do arqueólogo José Coelho e onde funciona a própria SRU. Este edifício também será alvo de intervenção física, com um investimento de cerca de 400 mil euros.
Estes museus, ao integrarem a rede, juntar-se-ão ao Museu Grão Vasco, ao Museu de Arte Sacra, ao núcleo museológico da Misericórdia e à Casa-Museu Almeida Moreira. Num futuro próximo, também dela fará parte o Museu Militar, no edifício da Cruz Vermelha, junto ao Centro de Recrutamento, na Rua Direita.
Edifício para formação
texto de Isabel Marques Nogueira in Diário de Viseu (26-12-2008)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
"Não se lembra? deixe-me recordá-lo"
Foi no dia 3 de Abril, por volta das 20h50, no Salão da Paróquia de S. José que fomos agraciados (nós os cerca de 170 expectantes munícipes) com um simpático vídeo, porque "é o final do dia e as pessoas estão cansadas", onde em cerca de 15minutos, no mais exemplar estilo sócretino do "powerpoint" nos foi apresentado "O Estudo". E com pompa e circunstância, como manda o figurino. Na mesa de honra: um senhor, que não me lembro quem seja; outro senhor, de que não recordo o nome, mas que representava o IRU; o senhor Presidente do Conselho de Administração da Parque Expo; o senhor dr. Américo Nunes, na sua qualidade de presidente do Conselho de Administração da SRU-Viseu Novo; o senhor presidente da CMV, o dr. Fernando Ruas e por fim a senhora arquitecta Margarida Henriques, da CMV.
Muita coisa me ficou daquela noite. Destaco duas.
Primeira: a convicção do senhor presidente da CMV de que estávamos perante "o primeiro documento à séria que temos em relação ao centro histórico, com uma visão de conjunto (…) nós já fizemos muitas coisas no centro histórico, mas nunca tivemos uma visão de conjunto e [por isso] queremos levar à prática esse estudo". Surgiu-me logo a pergunta, que se mantém até hoje: Então, durante estes dezoito anos, se não foi com uma visão de conjunto que realizaram as várias intervenções, com que visão o fizeram???!!!
Segunda: e saber que se há bicho que o dr. Américo gosta, são as estrelas-do-mar – "é que se eventualmente cortarem um braço à estrela-do-mar, esse invertebrado tem a possibilidade de regenerar um novo braço. Na maioria das espécies não há casos semelhantes". Mas, talvez não seja um gostar genuíno. O bicho foi chamado para a patética "analogia" com o centro histórico: "onde alguns braços foram tocados, foram parcialmente amputados" agora é "preciso arranjar energia, informação para que esses braços se regenerem (…) foi por isso que criámos a SRU Viseu Novo".
Caro dr., a analogia – relação de semelhanças entre coisas diferentes, não serve aqui: a estrela-do-mar auto-regenera o bracito, o centro histórico só o regenerará com a ajuda de todos nós. O argumento que utilizou é falacioso e tem nome: "falácia da falsa analogia."
As palavras do dr. Américo são bonitas e fazem parte da cartilha de qualquer político que se preze: "Nós não queremos apenas reabilitar o espaço público (…) o que nos interessa é atrair para o centro histórico mais e mais pessoas, por isso a componente social é extraordinariamente importante e damos nós realmente uma grande atenção a essa componente".
Eu esperava, e espero, que sim, mas com esse "Estudo" no qual têm grande "segurança" e que vos "permite avançar na direcção certa" com tão "grande confiança", não o creio. Mas, isso ficará para uma próxima crónica.
Artigo de Opinião de FERNANDO FIGUEIREDO in Jornal do Centro, ed. 342, 03 de Outubro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Sociedade mobiliza-se em torno do Centro Histórico de Viseu
O movimento de cidadãos, que em Outubro promoveu a petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu, considera que o estudo de enquadramento estratégico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana – Viseu Novo (SRU) à empresa Parque Expo é "um embuste" porque "não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais" da zona crítica de Viseu. "Com base nas oito unidades de intervenção [previstas no estudo], a autarquia vai gerar mais 2400 postos de trabalho. Eu não acredito. Basta fazer contas. É preciso que as empresas produzam um milhão e 200 mil euros no mínimo só para pagar 500 euros limpos aos trabalhadores", explica Fernando Figueiredo, reforçando que o estudo "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".
Um dos participantes no debate alertou para o facto de a questão dos transportes não estar contemplado no estudo da Parque Expo. "O centro histórico não assume a centralidade que devia ter, porque não há nada nessa zona", salienta Bruno Camarinha, físico e viseense.
Segundo Fernando Figueiredo, as atitudes da autarquia estão a colidir com o estudo apresentado. "O estudo diz que é preciso criar dinâmica social, mas resolveram fazer a festa de Natal no Rossio. Eles não sabem o que devem fazer. Pediram à Parque Expo para elaborarem o estudo, mas esta não conhece a realidade local. Qual destes comerciantes foi consultado para o estudo?", refere.
Problemas de salubridade, desleixo, degradação das habitações têm contribuído para o aumento da desertificação do centro da cidade. O comércio tradicional faz contas à vida e desespera com a crise que atravessa. "Quando fizemos a divulgação do debate, entrámos nas lojas e as pessoas só não choraram ao pé de nós, porque somos estranhos. Atravessam uma fase muito difícil. Querem participar no processo mas temem que já esteja tudo decidido", afirma Fernando Figueiredo.
O representante dos comerciantes de Viseu, Gualter Mirandez, admite a existência de um comércio envelhecido, mas acredita que as políticas do poder central e local têm prejudicado a renovação do tecido empresarial. "Dói-me que apontem o problema só aos empresários. Tirámos gente do centro histórico, criámos outras centralidades e não existe vontade política para renovação dessa área. Os comerciantes estão lá [centro de Viseu] para ganhar dinheiro e não para definharem como está a acontecer".
Nas várias intervenções, os participantes deixaram claro que "são necessários mais debates com as participações da Câmara Municipal de Viseu e da SRU-Viseu Novo".
Para o docente e engenheiro civil, Paulo Albuquerque, "o estudo não vale o papel em que está escrito, o que vale é o debate, é levar as pessoas a participar". Algo que não acontece em Viseu, visto que as pessoas "são confrontadas com uma sugestão final".
"O nosso compromisso é de fazer chegar um conjunto de propostas à autarquia e à SRU, que poderão transformar-se em propostas válidas. Esta tem de ser a primeira de muitas discussões", declara Alexandre Azevedo Pinto, sublinhando que é crucial a participação das autoridades oficiais.
Texto de Ana Filipa Rodrigues in Jornal do Centro, ed. 323, 23 de Maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Estudo para revitalização do centro histórico "é um embuste" - movimento cidadãos
Segundo Fernando Figueiredo, membro do movimento que no final do ano passado promoveu a "Petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu", "este estudo é uma fraude porque não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais do centro histórico de Viseu".
O estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico foi pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Viseu à Parque Expo e "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".
Isto porque defende que "é preciso pôr Viseu no mapa cultural e o centro histórico será o local importante para dinamizar culturalmente a cidade".
Justificou a sua opinião com um estudo da OCDE, que "diz que a área cultural em termos de impacto sócio-económico é muito mais importante que a indústria automóvel, por exemplo".
Por isso, considera "estranho o Cine Clube de Viseu não ter sido auscultado aquando das sondagens do Parque Expo" para o estudo em questão.
Durante o participado debate, o deputado pelo PS na Assembleia Municipal de Viseu, João Paulo, sugeriu a criação de uma comissão de acompanhamento ao estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico de Viseu.
Bruno Camarinha, um físico e viseense, mostrou-se preocupado com a questão dos transportes e da mobilidade, que alega não estarem contemplados neste estudo.
Apelou para o facto de que "deviam ser colocados mais espaços públicos no centro histórico, nomeadamente a nova Loja do Cidadão".
Este foi também um dos desafios que Alexandre Azevedo Pinto, membro do movimento de cidadãos, deixou aos deputados eleitos na Assembleia da República por Viseu, em particular aos do PS "porque têm responsabilidades governativas".
Aos deputados do PS pediu empenho sério e activo para que "a Loja do Cidadão de nova geração se fixe nesta tão importante zona da cidade".
"E não me venham dizer que não há infra-estruturas e capacidades. Se não há arranjam-se. Tem é que haver vontade política", concluiu.
O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu anunciou ainda que vai entregar à Câmara Municipal de Viseu e à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "já na próxima semana", o conjunto de reflexões que resultaram do debate de hoje e que "poderão transformar-se em propostas muito válidas".
O movimento de Cidadãos lamentou ainda que "em tão importante debate não tenha marcado presença nem o presidente da Autarquia de Viseu, nem da SRU".
CMM.
Lusa/Fim
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Centro Histórico de Viseu
Fotos: Barões da Sé de Viseu
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Estudo estratégico promete centro histórico reabilitado dentro de nove anos
As intervenções vão acontecer no âmbito de um estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo à Parque Expo, que divide aquela zona da cidade em oito unidades operativas.
O presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, explicou que a novidade deste estudo é "uma visão global para todo o centro histórico, de reabilitação por um lado, mas sobretudo de revitalização, com a introdução de uma dimensão para lá do edificado", centrada na actividade económica e nas pessoas que lá vivem.
"Fá-lo através de um conjunto de áreas e dentro de cada área identifica acções concretas, como sejam intervenções em jardins, criação e construção de parques de estacionamento e recuperação de edificado", exemplificou.
Segundo Rolando Borges Martins, o território em causa "é riquíssimo e o potencial está lá todo, faltava olhar para ele de uma forma global e depois chegar caso a caso".
O presidente do conselho de administração da SRU, Américo Nunes, considera que actualmente "o conceito de regeneração urbana vai muito para além" do que a autarquia de Viseu já fez, nomeadamente reabilitando espaços públicos e apoiando a recuperação de imóveis.
Segundo Américo Nunes, este projecto vai resultar "numa injecção de recursos no centro histórico que envolve entidades públicas", nomeadamente a Câmara, "mas não pode deixar de fora a associação comercial, a fábrica da Igreja do Coração de Jesus, o centro social, a Associação Nacional dos Reformados, Aposentados e Pensionistas ou a ARESPE (Associação de Restauração e Similares de Portugal), que prevê ter uma escola de formação no centro histórico", e os proprietários dos imóveis.
Do investimento total de 114 milhões de euros, 76 milhões serão da responsabilidade de privados, refere o estudo.
Daqui a nove anos, Américo Nunes prevê que exista mais gente no centro histórico e "corredores verdes abertos".
"Num determinado quarteirão, poderemos adquirir um imóvel, não para reabilitar, mas para o demolir e abrir um corredor para que os agora quintais, alguns deles abandonados, que estão no interior dos quarteirões, sejam espaços verdes", explicou.
O presidente da autarquia, Fernando Ruas, disse gostar particularmente do que está previsto para a unidade operativa de reabilitação 3, que inclui a construção de uma ampla praça de uso público com estacionamento subterrâneo numa parcela desocupada da Rua Capitão Silva Pereira, que é propriedade da Câmara.
Para este espaço está prevista a construção de edifícios de habitação e de equipamentos de apoio à infância, de forma a captar nova população, e também a criação de ligações da Rua Capitão Silva Pereira à Rua Direita, através da Rua da Viela da Carqueja e da Rua do Gonçalinho.
O autarca destacou também a unidade operativa de reabilitação 5, para onde está prevista a instalação de uma unidade hoteleira com um espaço verde para uso público e também do funicular que ligará o recinto da Feira de S. Mateus ao centro histórico, que já estava previsto.
Reiterou a importância da construção de dois novos parques de estacionamento (junto ao Museu Grão Vasco e ao Teatro Viriato), cujos projectos já tinham sido apresentados mesmo antes de ser dado a conhecer todo o estudo de enquadramento estratégico.
Apesar das avultadas verbas prevista no estudo, Fernando Ruas considera que "é como investir em jóias".
A SRU e a autarquia prometem estar abertas às sugestões dos cidadãos, nomeadamente no sentido de saber que obras consideram prioritárias.
"As unidades operativas podem avançar sem estar à espera do projecto global, que nunca será questionado", frisou.
AMF.
Lusa/fim
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Discussão pública sobre o Centro Histórico

A VISEU NOVO – SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu, S.A., é uma empresa de capitais públicos, da Câmara Municipal de Viseu e do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que tem por objectivo conduzir o processo de reabilitação urbana da Área Critica de Recuperação e Reconversão Urbanística de Viseu, onde se inclui na totalidade a Zona Histórica, ao abrigo do disposto no Decreto-Lei 104/2004 , de 7 de Maio.
Constituída a 15 de Dezembro de 2005 e tendo efectivamente iniciado a sua actividade a 15 de Setembro de 2006, à VISEU – NOVO, SRU cabe o papel de orientar o processo, elaborar a estratégia de intervenção e actuar como mediador entre proprietários e investidores, entre senhorios e arrendatários e, em caso de necessidade, tomar a seu cargo a operação de reabilitação, com os meios legais que lhe foram conferidos.
terça-feira, 11 de março de 2008
Mais estacionamento no centro histórico
Foram ontem apresentados pela Câmara Municipal de Viseu os estudos prévios de dois novos parques de estacionamento subterrâneos a construir nos largos de António José Pereira, por trás do Museu de Grão Vasco, e do Jardim de Santo António, junto ao Teatro Viriato. 













