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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Placas em acrílico indicam percursos alternativos para cidadãos portadores de deficiência

Os cidadãos portadores de deficiência motora podem contar, a partir de agora, com informações que lhes permitem uma maior mobilidade no centro histórico de Viseu
O centro histórico de Viseu já está dotado com informação que ajuda à mobilidade de deficientes motores. Em vários pontos da zona antiga da cidade, foram colocadas placas em acrílico com a planta gravada dos percursos alternativos que os cidadãos podem utilizar. A informação aponta o traçado da zona envolvente, com demarcação a vermelho do percurso mais próximo para ultrapassar os obstáculos - escada ou rampa demasiado inclinada.

"Pretende-se com esta acção, informar todos os transeuntes com qualquer incapacidade motora e inclusivamente, cidadãos com carrinhos de bebés, de trajectos alternativos para evitarem a subida/ descida de escadas, garantindo, assim, uma cidade mais inclusiva", explica a Viseu Novo, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, empresa responsável pela implementação no terreno do projecto de melhoria das acessibilidades na considerada Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística.
De recordar que a SRU informou que vão ser gastos cerca de 100 mil euros na melhoria das acessibilidades na área crítica da cidade.
Uma decisão tomada após ter sido feito um levantamento das barreiras arquitectónicas existentes no centro histórico de Viseu.
Entre os problemas detectados, estão "alguns pavimentos, nomeadamente algumas calçadas mais toscas, o acesso a alguns edifícios ou o facto de existirem ruas sem passeios ou onde este é apenas simbólico", conforme lembrou, na altura, Américo Nunes, presidente da SRU e vice na autarquia viseense.
"Pretende-se promover uma comunidade inclusiva, evitar assimetrias, promovendo a acessibilidade", sublinhou o número dois da edilidade.
Diário de Viseu de 12.06.2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

100 mil euros para o centro histórico

A Viseu Novo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) prepara-se para fazer uma intervenção de 100 mil euros na melhoria da área crítica da cidade.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de assinatura do contrato de empreitada da "Melhoria das Acessibilidades na Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística de Viseu".

O presidente da SRU, e vice-presidente da Câmara de Viseu, Américo Nunes adiantou que foi feito um levantamento das barreiras arquitectónicas do centro histórico de Viseu, tendo sido identificados vários problemas.


Jornal do Centro, ed. 359, 30 de Janeiro de 2009

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Centro histórico sofre regeneração

Uma das preocupações das cidades é a reabilitação urbana na zona histórica com o principal objectivo de voltar a atrair pessoas, comércio e serviços para dar vida aos centros que, nos últimos anos têm vindo a desertificar-se.
O Diário de Viseu foi visitar alguns edifícios
A Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) que é constituída, em 55 por cento, pela Câmara Municipal de Viseu e, em 45 por cento, pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, (antigo Instituto Nacional da Habitação), está a fazer intervenções na zona histórica, em alguns edifícios.
O objectivo passa pela recuperação dos imóveis, modernizá-los e voltar a atrair pessoas ao centro histórico. Algumas das casas intervencionadas já têm o destino marcado e outras ainda estão abertas a possíveis propostas.
Um dos edifícios quase prontos, situa-se na Rua Escura. O edifício foi totalmente reconstruído, sendo que as pedras foram todas numeradas, recuperadas e a fachada ficou como a original. Por dentro, as alterações fazem-se sentir. O que era um edifício antigo de compartimentos pequenos e algumas divisões menos práticas, passou a ter um espaço, no rés-do-chão, para fins comerciais e os dois andares superiores constituem um apartamento. Uma sala e cozinha, no primeiro andar e, no segundo, dois quartos com respectivos quartos de banho.
Um investimento de 200 mil euros num edifício que a autarquia viseense adquiriu e que a SRU projectou, acompanhou e fiscalizou a obra, tal como faz nas restantes que estão a decorrer e outras que a câmara está a negociar para adquirir.

Outros edifícios a recuperar
A Casa Amarela, junto ao Teatro Viriato, é um dos edifício que está a ser recuperado sob a responsabilidade da SRU. Há poucos dias foi assinado um protocolo entre as várias entidades envolvidas na recuperação do edifício, que também acolherá a Companhia Paulo Ribeiro. Um investimento de cerca de 510 mil euros.
A acolher uma associação com serviços para a comunidade, está um edifício na Rua Nossa Senhora da Piedade que poderá estar pronto dentro de, sensivelmente, dois meses e com um orçamento de cerca de 350 mil euros.
O espaço intergeracional além do aberto à comunidade será, também, sede de um serviço que beneficiará alguns viseenses, nomeadamente os mais velhos ou com mais dificuldades e pode passar por pequenas recuperações ou até a mudança de uma lâmpada.

SRU já assinou escritura da Sinagoga
No cruzamento da Rua Direita com a Rua da Árvore, o edifício que albergava a Papelaria Dias, e que terá acolhido, nos séculos XV e XVI a sinagoga da comunidade judaica de Viseu, já é pertença da SRU, uma vez que a escritura foi assinada esta semanaPara aquele espaço, a Câmara viseense destinou um museu com elementos relativos à comunidade e actividade judaica viseense. Para 14 de Fevereiro já está previsto um colóquio sobre judeus, de forma a dar início a um debate sobre este assunto.
Um museu que estará ligado à rede museológica, tal como é objectivo, idêntica instituição da Casa do Miradouro, onde está guardada a colecção do arqueólogo José Coelho e onde funciona a própria SRU. Este edifício também será alvo de intervenção física, com um investimento de cerca de 400 mil euros.
Estes museus, ao integrarem a rede, juntar-se-ão ao Museu Grão Vasco, ao Museu de Arte Sacra, ao núcleo museológico da Misericórdia e à Casa-Museu Almeida Moreira. Num futuro próximo, também dela fará parte o Museu Militar, no edifício da Cruz Vermelha, junto ao Centro de Recrutamento, na Rua Direita.

Edifício para formação
Quase em frente a este edifício da Cruz Vermelha, nas Escadinhas da Sé, situa-se um outro, na esquina com a Rua Direita, que pertencia ao Lar de Santa Teresinha e que a autarquia viseense também já adquiriu. Um edifício que tem de ser trabalhado dada a sua fisionomia. O espaço comercial é relativamente pequeno e a sua estrutura afunilada constituirá um desafio para a SRU, de forma a recuperarem a casa e atraírem novos moradores e comerciantes ou, até mesmo, um serviço que, também, não está fora de questão.
Um edifício, com o serviço de formação, fica na Rua da Prebenda. Actualmente, tem dois andares mas, no futuro, terá três. O rés-do-chão e o primeiro andar terão espaços necessários para o funcionamento de um serviço de formação, na área da restauração. O auditório, com capacidade para 50 pessoas, é um dos espaços destinados a essa mesma formação.
O segundo e último andar, o que terá de novo, é destinado a habitação com a construção de um apartamento. Para este último edifício abriu, esta semana, o concurso público para execução da obra, tendo como preço base 480 mil euros.
Incentivos para regeneração
Segundo o Diário de Viseu conseguiu saber junto da SRU, o objectivo desta regeneração urbana passa por ter, novamente, capacidade de atracção de pessoas da zona histórica que se encontra cada vez mais desertificada.
Para que objectivo seja conseguido, tem que se passar, obrigatoriamente, segundo nos foi dito, por disponibilizar apartamentos de qualidade e espaços para comércio ou serviços atractivos.
A autarquia sabe que os proprietários dos edifícios na zona histórica são, maioritariamente, pessoas com alguma idade e, por vezes, com fracos recursos financeiros, assim como os seus inquilinos.
A autarquia tenta adquirir estes edifícios junto dos proprietários que não os reabilitem mas, revela que foram criados alguns incentivos para que, ainda assim, alguns possam ser reabilitados pelos donos.
Os incentivos passam pela redução de IRS para cinco por cento, tal como tem a autarquia, na aquisição de material de construção civil; isenção de IMI e de IMT, antiga SISA, até um período de cinco anos.

texto de Isabel Marques Nogueira in Diário de Viseu (26-12-2008)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"Não se lembra? deixe-me recordá-lo"

Faz precisamente hoje meio ano (seis meses, como tempo passa!) que a Câmara Municipal de Viseu (CMV)resolveu apresentar aquilo que tinha prometido discutir: um estudo que encomendou à ParqueExpo, o agora famoso Estudo de Enquadramento Estratégico da Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística.

E assim, porque me lembrei da "efeméride"; e porque o problema do nosso Centro Histórico é um problema de toda a cidade, de todos nós; e porque não houve o debate que nos prometeram e porque temo que este assunto caia no esquecimento, resolvi assinalar a data.

Foi no dia 3 de Abril, por volta das 20h50, no Salão da Paróquia de S. José que fomos agraciados (nós os cerca de 170 expectantes munícipes) com um simpático vídeo, porque "é o final do dia e as pessoas estão cansadas", onde em cerca de 15minutos, no mais exemplar estilo sócretino do "powerpoint" nos foi apresentado "O Estudo". E com pompa e circunstância, como manda o figurino. Na mesa de honra: um senhor, que não me lembro quem seja; outro senhor, de que não recordo o nome, mas que representava o IRU; o senhor Presidente do Conselho de Administração da Parque Expo; o senhor dr. Américo Nunes, na sua qualidade de presidente do Conselho de Administração da SRU-Viseu Novo; o senhor presidente da CMV, o dr. Fernando Ruas e por fim a senhora arquitecta Margarida Henriques, da CMV.

Muita coisa me ficou daquela noite. Destaco duas.

Primeira: a convicção do senhor presidente da CMV de que estávamos perante "o primeiro documento à séria que temos em relação ao centro histórico, com uma visão de conjunto (…) nós já fizemos muitas coisas no centro histórico, mas nunca tivemos uma visão de conjunto e [por isso] queremos levar à prática esse estudo". Surgiu-me logo a pergunta, que se mantém até hoje: Então, durante estes dezoito anos, se não foi com uma visão de conjunto que realizaram as várias intervenções, com que visão o fizeram???!!!

Segunda: e saber que se há bicho que o dr. Américo gosta, são as estrelas-do-mar – "é que se eventualmente cortarem um braço à estrela-do-mar, esse invertebrado tem a possibilidade de regenerar um novo braço. Na maioria das espécies não há casos semelhantes". Mas, talvez não seja um gostar genuíno. O bicho foi chamado para a patética "analogia" com o centro histórico: "onde alguns braços foram tocados, foram parcialmente amputados" agora é "preciso arranjar energia, informação para que esses braços se regenerem (…) foi por isso que criámos a SRU Viseu Novo".
Caro dr., a analogia – relação de semelhanças entre coisas diferentes, não serve aqui: a estrela-do-mar auto-regenera o bracito, o centro histórico só o regenerará com a ajuda de todos nós. O argumento que utilizou é falacioso e tem nome: "falácia da falsa analogia."
As palavras do dr. Américo são bonitas e fazem parte da cartilha de qualquer político que se preze: "Nós não queremos apenas reabilitar o espaço público (…) o que nos interessa é atrair para o centro histórico mais e mais pessoas, por isso a componente social é extraordinariamente importante e damos nós realmente uma grande atenção a essa componente".

Eu esperava, e espero, que sim, mas com esse "Estudo" no qual têm grande "segurança" e que vos "permite avançar na direcção certa" com tão "grande confiança", não o creio. Mas, isso ficará para uma próxima crónica.

Artigo de Opinião de FERNANDO FIGUEIREDO in Jornal do Centro, ed. 342, 03 de Outubro de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

Sociedade mobiliza-se em torno do Centro Histórico de Viseu

"Embuste", "mentira", "fraude" foram algumas das palavras de ordem que marcaram o primeiro debate público sobre a revitalização do centro histórico de Viseu e sobre o estudo de enquadramento estratégico para a revitalização da zona central da cidade, encomendado pela autarquia à empresa Parque Expo. A sala do Solar dos Peixotos acolheu cerca de 90 pessoas, entre moradores, engenheiros civis, arquitectos, comerciantes, docentes, artistas e políticos que se reuniram num momento de reflexão sobre o "coração da cidade".

A discussão pública ficou marcada pela ausência dos representantes da autarquia e, essencialmente, pelo elevado número de pessoas que envolveu. Para o movimento de cidadãos pelo centro histórico de Viseu, promotores da iniciativa, o debate permitiu verificar que a sociedade civil pode não saber identificar as soluções milagrosas para o centro da cidade, mas que está preparada para ser auscultada. "A sociedade estava apática e hoje [dia 16 de Maio] deu um importante contributo. Os cidadãos devem ser ouvidos e devem partilhar a opinião", refere Alexandre Azevedo Pinto.
O movimento de cidadãos, que em Outubro promoveu a petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu, considera que o estudo de enquadramento estratégico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana – Viseu Novo (SRU) à empresa Parque Expo é "um embuste" porque "não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais" da zona crítica de Viseu. "Com base nas oito unidades de intervenção [previstas no estudo], a autarquia vai gerar mais 2400 postos de trabalho. Eu não acredito. Basta fazer contas. É preciso que as empresas produzam um milhão e 200 mil euros no mínimo só para pagar 500 euros limpos aos trabalhadores", explica Fernando Figueiredo, reforçando que o estudo "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".
Um dos participantes no debate alertou para o facto de a questão dos transportes não estar contemplado no estudo da Parque Expo. "O centro histórico não assume a centralidade que devia ter, porque não há nada nessa zona", salienta Bruno Camarinha, físico e viseense.
Segundo Fernando Figueiredo, as atitudes da autarquia estão a colidir com o estudo apresentado. "O estudo diz que é preciso criar dinâmica social, mas resolveram fazer a festa de Natal no Rossio. Eles não sabem o que devem fazer. Pediram à Parque Expo para elaborarem o estudo, mas esta não conhece a realidade local. Qual destes comerciantes foi consultado para o estudo?", refere.
Problemas de salubridade, desleixo, degradação das habitações têm contribuído para o aumento da desertificação do centro da cidade. O comércio tradicional faz contas à vida e desespera com a crise que atravessa. "Quando fizemos a divulgação do debate, entrámos nas lojas e as pessoas só não choraram ao pé de nós, porque somos estranhos. Atravessam uma fase muito difícil. Querem participar no processo mas temem que já esteja tudo decidido", afirma Fernando Figueiredo.
O representante dos comerciantes de Viseu, Gualter Mirandez, admite a existência de um comércio envelhecido, mas acredita que as políticas do poder central e local têm prejudicado a renovação do tecido empresarial. "Dói-me que apontem o problema só aos empresários. Tirámos gente do centro histórico, criámos outras centralidades e não existe vontade política para renovação dessa área. Os comerciantes estão lá [centro de Viseu] para ganhar dinheiro e não para definharem como está a acontecer".
Nas várias intervenções, os participantes deixaram claro que "são necessários mais debates com as participações da Câmara Municipal de Viseu e da SRU-Viseu Novo".
Para o docente e engenheiro civil, Paulo Albuquerque, "o estudo não vale o papel em que está escrito, o que vale é o debate, é levar as pessoas a participar". Algo que não acontece em Viseu, visto que as pessoas "são confrontadas com uma sugestão final".
"O nosso compromisso é de fazer chegar um conjunto de propostas à autarquia e à SRU, que poderão transformar-se em propostas válidas. Esta tem de ser a primeira de muitas discussões", declara Alexandre Azevedo Pinto, sublinhando que é crucial a participação das autoridades oficiais.

Texto de Ana Filipa Rodrigues in Jornal do Centro, ed. 323, 23 de Maio de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

Estudo para revitalização do centro histórico "é um embuste" - movimento cidadãos

Viseu, 17 Mai (Lusa) - O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu considerou hoje que o estudo de enquadramento estratégico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "é um embuste".
Segundo Fernando Figueiredo, membro do movimento que no final do ano passado promoveu a "Petição pela revitalização urbana do centro histórico de Viseu", "este estudo é uma fraude porque não permite a revitalização em termos humanos, sociais e culturais do centro histórico de Viseu".
O estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico foi pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Viseu à Parque Expo e "não serve para atacar um problema grave, como é o que foi diagnosticado no centro histórico".

No final de um debate público sobre o estudo de planeamento estratégico para o centro histórico de Viseu, que juntou quase uma centena de viseenses no Solar dos Peixotos, Fernando Figueiredo colocou-se na pele do poder autárquico e disse que para revitalizar o centro histórico de Viseu, começava por reunir-se com todas as associações culturais.
Isto porque defende que "é preciso pôr Viseu no mapa cultural e o centro histórico será o local importante para dinamizar culturalmente a cidade".
Justificou a sua opinião com um estudo da OCDE, que "diz que a área cultural em termos de impacto sócio-económico é muito mais importante que a indústria automóvel, por exemplo".
Por isso, considera "estranho o Cine Clube de Viseu não ter sido auscultado aquando das sondagens do Parque Expo" para o estudo em questão.
Durante o participado debate, o deputado pelo PS na Assembleia Municipal de Viseu, João Paulo, sugeriu a criação de uma comissão de acompanhamento ao estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico de Viseu.
Bruno Camarinha, um físico e viseense, mostrou-se preocupado com a questão dos transportes e da mobilidade, que alega não estarem contemplados neste estudo.
Apelou para o facto de que "deviam ser colocados mais espaços públicos no centro histórico, nomeadamente a nova Loja do Cidadão".
Este foi também um dos desafios que Alexandre Azevedo Pinto, membro do movimento de cidadãos, deixou aos deputados eleitos na Assembleia da República por Viseu, em particular aos do PS "porque têm responsabilidades governativas".
Aos deputados do PS pediu empenho sério e activo para que "a Loja do Cidadão de nova geração se fixe nesta tão importante zona da cidade".
"E não me venham dizer que não há infra-estruturas e capacidades. Se não há arranjam-se. Tem é que haver vontade política", concluiu.
O movimento de cidadãos que tem lutado pela revitalização do centro histórico de Viseu anunciou ainda que vai entregar à Câmara Municipal de Viseu e à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) "já na próxima semana", o conjunto de reflexões que resultaram do debate de hoje e que "poderão transformar-se em propostas muito válidas".
O movimento de Cidadãos lamentou ainda que "em tão importante debate não tenha marcado presença nem o presidente da Autarquia de Viseu, nem da SRU".

CMM.
Lusa/Fim

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Centro Histórico de Viseu

A reabilitação do centro histórico de Viseu, dotando-o de alma e de gente, é vista com expectativa. Uma obra que deverá ficar pronta em nove anos e que vai revolucionar a cidade
O centro histórico de Viseu vai ser, urbanisticamente, revolucionado. Uma área com cerca de 26 hectares, partindo do núcleo central Sé, Igreja da Misericórdia e Museu Grão Vasco, vai ser intervencionada num projecto que levará cerca de nove anos a ficar concluído.
Um investimento global de 114 milhões de euros e que pretende tornar Viseu na "cidade modelo do século XXI". Tal como o nosso jornal já tinha noticiado, trata-se de um projecto de "regeneração urbana" e que foi apresentado aos viseenses numa sessão que decorreu no Centro Paroquial de S. José, perante uma plateia de cerca de 300 pessoas. As intervenções vão acontecer no âmbito de um estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo à Parque Expo.

O presidente do Conselho de Administração da SRU e vice-presidente da Câmara de Viseu, Américo Nunes, prevê que daqui a nove anos exista mais gente no centro histórico e "corredores verdes abertos". "É preciso termos alma dentro dos imóveis e é esse o nosso grande objectivo: atrair pessoas para o centro histórico, com uma estratégia bem definida", disse.
Anunciou ainda que até ao dia 17 de Abril será possível reunir "um conjunto de actores importantes do centro urbano" das áreas da economia, cultura e apoio social para apresentarem "uma candidatura de parcerias para a regeneração urbana" ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Apelou ainda a que todos contribuam com sugestões para "voltar a dar vida" ao Centro, lembrando que a SRU tem à disposição na sua sede, na Casa do Miradouro, um gabinete aberto para receber propostas, nomeadamente no sentido de saber que obras consideram prioritárias.
Já o presidente do Conselho de Administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, explicou que a novidade deste estudo é "uma visão global para todo o centro histórico, de reabilitação, por um lado, mas sobretudo de revitalização, com a introdução de uma dimensão para lá do edificado", centrada na actividade económica e nas pessoas que lá vivem.
Segundo Rolando Borges Martins, o território em causa "é riquíssimo e o potencial está lá todo, faltava olhar para ele de uma forma global e depois chegar caso a caso".

Centro histórico com mais espaços verdes e lugares de estacionamento
O centro histórico, para esta reabilitação, foi dividido em oito núcleos.
Núcleo 1
O primeiro envolve a revitalização da Praça 2 de Maio e a melhoria da sua articulação com o espaço público envolvente, bem como a criação de uma ligação pedonal entre as ruas Cónego Martins e Chão Mestre. Será ainda feita a requalificação da Praça D. Duarte, da Rua Grão Vasco e do Largo Pintor Gata, dando destaque à valorização destes espaços enquanto locais de lazer. A reconversão do edifício "Ecovil", adaptando-o ao meio, e a intervenção no Largo da Misericórdia completam as requalificações deste espaço.
Núcleo 2
Nesta zona vai ser construído um novo empreendimento habitacional e espaço verde na Rua Capitão Silva Pereira. As ruas do Chantre e da Prebenda sofrerão também obras de requalificação, assim como será valorizado o "afloramento rochoso" integrado na base da fachada da Sé no largo de S. Teotónio.
Núcleo 3
Para este espaço está projectada uma ampla praça de uso público e de um estacionamento subterrâneo na Rua Capitão Silva Pereira. Aqui serão ainda construídos edifícios habitacionais e equipamento de apoio à infância. Vão igualmente ser criadas novas ligações entre a Avenida Capitão Silva Pereira e a Rua Direita, através das ruas da Viela da Carqueja e do Gonçalinho.
Núcleo 4
A zona quatro do centro histórico envolve a valorização do Largo António José Pereira e a construção de um parque de estacionamento. No jardim da Casa do Miradouro, e aproveitando a construção do terminal do funicular, será criada uma zona verde. Ainda nesta zona, serão reabilitados os edifícios de três quarteirões limitados pelas ruas Escura, Calçada da Vigia, S. Lázaro e Direita, assim como os espaços verdes no gaveto da Rua Silva Gaia.
Núcleo 5
Neste espaço será instalado o funicular que melhorará o acesso ao centro e nascerá uma nova unidade hoteleira, através da readaptação de um imóvel, e um corredor pedonal e ciclável.
Núcleo 6
A valorização no largo existente na confluência da Rua Silva Gaio com a Dr. Maximiano de Aragão, a reabilitação do espaço público e vias envolventes ao Jardim dos largos Major Teles e Almeida Moreira e a preservação do espaço verde de uma parcela propriedade do episcopado são as intervenções previstas.
Núcleo 7
Nesta zona, o Largo Mouzinho de Albuquerque ficará com uma "nova cara", fazendo a ligação entre o Teatro Viriato e a Escola Secundária Emídio Navarro. Será também construído um parque de estacionamento subterrâneo, enquanto que a Avenida Emídio Navarro será remodelada, assim como será dada mais dignidade à Porta dos Cavaleiros.
Núcleo 8
Este espaço irá compreender a valorização e reabilitação dos quarteirões da Rua João Mendes.

Texto de Sandra Rodrigues in Diário de Viseu (07-04-2008)
Fotos: Barões da Sé de Viseu

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estudo estratégico promete centro histórico reabilitado dentro de nove anos

Viseu, 04 Abr (Lusa) - Uma área da cidade de Viseu com cerca de 26 hectares em redor do núcleo constituído pela Sé, Igreja da Misericórdia e Museu Grão Vasco vai ser intervencionada na próxima década, num investimento global de 114 milhões de euros.

As intervenções vão acontecer no âmbito de um estudo de enquadramento estratégico para a revitalização do centro histórico pedido pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo à Parque Expo, que divide aquela zona da cidade em oito unidades operativas.

O presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, explicou que a novidade deste estudo é "uma visão global para todo o centro histórico, de reabilitação por um lado, mas sobretudo de revitalização, com a introdução de uma dimensão para lá do edificado", centrada na actividade económica e nas pessoas que lá vivem.
"Fá-lo através de um conjunto de áreas e dentro de cada área identifica acções concretas, como sejam intervenções em jardins, criação e construção de parques de estacionamento e recuperação de edificado", exemplificou.

Segundo Rolando Borges Martins, o território em causa "é riquíssimo e o potencial está lá todo, faltava olhar para ele de uma forma global e depois chegar caso a caso".
O presidente do conselho de administração da SRU, Américo Nunes, considera que actualmente "o conceito de regeneração urbana vai muito para além" do que a autarquia de Viseu já fez, nomeadamente reabilitando espaços públicos e apoiando a recuperação de imóveis.

"É preciso termos alma dentro dos imóveis e é esse o nosso grande objectivo: atrair pessoas para o centro histórico, com uma estratégia bem definida", sublinhou, avançando que, até ao dia 17 de Abril, será possível reunir "um conjunto de actores importantes do centro urbano" das áreas da economia, cultura e apoio social para apresentarem "uma candidatura de parcerias para a regeneração urbana" ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Segundo Américo Nunes, este projecto vai resultar "numa injecção de recursos no centro histórico que envolve entidades públicas", nomeadamente a Câmara, "mas não pode deixar de fora a associação comercial, a fábrica da Igreja do Coração de Jesus, o centro social, a Associação Nacional dos Reformados, Aposentados e Pensionistas ou a ARESPE (Associação de Restauração e Similares de Portugal), que prevê ter uma escola de formação no centro histórico", e os proprietários dos imóveis.

Do investimento total de 114 milhões de euros, 76 milhões serão da responsabilidade de privados, refere o estudo.
Daqui a nove anos, Américo Nunes prevê que exista mais gente no centro histórico e "corredores verdes abertos".

"Num determinado quarteirão, poderemos adquirir um imóvel, não para reabilitar, mas para o demolir e abrir um corredor para que os agora quintais, alguns deles abandonados, que estão no interior dos quarteirões, sejam espaços verdes", explicou.
O presidente da autarquia, Fernando Ruas, disse gostar particularmente do que está previsto para a unidade operativa de reabilitação 3, que inclui a construção de uma ampla praça de uso público com estacionamento subterrâneo numa parcela desocupada da Rua Capitão Silva Pereira, que é propriedade da Câmara.

Para este espaço está prevista a construção de edifícios de habitação e de equipamentos de apoio à infância, de forma a captar nova população, e também a criação de ligações da Rua Capitão Silva Pereira à Rua Direita, através da Rua da Viela da Carqueja e da Rua do Gonçalinho.
O autarca destacou também a unidade operativa de reabilitação 5, para onde está prevista a instalação de uma unidade hoteleira com um espaço verde para uso público e também do funicular que ligará o recinto da Feira de S. Mateus ao centro histórico, que já estava previsto.
Reiterou a importância da construção de dois novos parques de estacionamento (junto ao Museu Grão Vasco e ao Teatro Viriato), cujos projectos já tinham sido apresentados mesmo antes de ser dado a conhecer todo o estudo de enquadramento estratégico.

Apesar das avultadas verbas prevista no estudo, Fernando Ruas considera que "é como investir em jóias".
A SRU e a autarquia prometem estar abertas às sugestões dos cidadãos, nomeadamente no sentido de saber que obras consideram prioritárias.
"As unidades operativas podem avançar sem estar à espera do projecto global, que nunca será questionado", frisou.

AMF.
Lusa/fim

Viseu: cidade modelo do Séc. XXI

in Diário de Viseu (04-04-2008)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Discussão pública sobre o Centro Histórico


Decorrerá hoje, 03 de Abril de 2008, pelas 20h30m, a apresentação pública do "Estudo de Enquadramento Estratégico para a Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística de Viseu", elaborado pala Parque EXPO.

A apresentação terá lugar no Auditório do Centro Paroquial e Social S. José, situado na Calçada S. Mateus em Viseu.


A VISEU NOVO – SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu, S.A., é uma empresa de capitais públicos, da Câmara Municipal de Viseu e do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), que tem por objectivo conduzir o processo de reabilitação urbana da Área Critica de Recuperação e Reconversão Urbanística de Viseu, onde se inclui na totalidade a Zona Histórica, ao abrigo do disposto no Decreto-Lei 104/2004 , de 7 de Maio.
Constituída a 15 de Dezembro de 2005 e tendo efectivamente iniciado a sua actividade a 15 de Setembro de 2006, à VISEU – NOVO, SRU cabe o papel de orientar o processo, elaborar a estratégia de intervenção e actuar como mediador entre proprietários e investidores, entre senhorios e arrendatários e, em caso de necessidade, tomar a seu cargo a operação de reabilitação, com os meios legais que lhe foram conferidos.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mais estacionamento no centro histórico

Foram ontem apresentados pela Câmara Municipal de Viseu os estudos prévios de dois novos parques de estacionamento subterrâneos a construir nos largos de António José Pereira, por trás do Museu de Grão Vasco, e do Jardim de Santo António, junto ao Teatro Viriato.
Os equipamentos aumentarão em 220 lugares a oferta de aparcamentos numa das zonas "mais sensíveis" da cidade de Viseu. O seu custo global está calculado em cerca de 2,2 milhões de euros.

Os quatro gabinetes de arquitectura convidados pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo apresentaram propostas para os dois parques. Os documentos e respectivas maquetas serão analisadas na próxima semana por técnicos da autarquia e daquela empresa municipal.


"Feita a escolha da melhor solução, avançaremos para a adjudicação do projecto que deverá ser-nos entregue no prazo de 45 dias. Posto isso, estaremos em condições de proceder à abertura do concurso para o arranque das obras", explicou o presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV), Fernando Ruas.

Por saber ficou, para já, se a entidade adjudicante assumirá no futuro a gestão dos equipamentos.

Cada gabinete de arquitectura preparou duas soluções para cada um dos parques de estacionamento. Todas subterrâneas, à excepção de uma, de superfície, apresentada para o largo António José Pereira. Este equipamento terá duas dezenas de lugares e tem custos estimados de 200 mil euros. Fernando Ruas avisa que o estacionamento neste local, por razões "óbvias", será sempre mais caro "Não queremos os carros ali guardados durante todo o dia. Terá de haver uma rotação. E isso passa pelo preço a praticar".

No largo/jardim Mouzinho de Albuquerque, mais espaçoso, prevê-se um parque com capacidade para 200 lugares. O investimento neste caso eleva-se a dois milhões de euros. As obras integram-se no Plano Estratégico para o Centro Histórico que está a ser desenvolvido pelo Parque Expo, documento que prepara uma resposta global para a Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística de Viseu.

Estão ainda previstos mais dois parques para as ruas Capitão Silva Pereira e Maximiano Aragão.

texto de Teresa Cardoso in Jornal de Notícias (11-03-2008)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Centro Histórico vai ter 2 parques subterrâneos

Vai ser projectada a construção de dois novos parques de estacionamento subterrâneo no centro histórico de Viseu. Um deles aproveitará o desnível já existentes no largo António José Pereira, por detrás do Museu de Grão Vasco, enquanto o outro surgirá no largo Mouzinho de Albuquerque, nas proximidades do Teatro Viriato.A construção dos dois equipamentos é preconizada pelo estudo estratégico para o centro histórico, elaborado pela ParqueExpo, que prevê mais três estruturas idênticas noutros locais, nomeadamente no largo do antigo hospital.

Ontem, durante a reunião do executivo, a Câmara Municipal de Viseu (CMV) deliberou entregar a elaboração dos projectos, mediante a assinatura de contratos programa, à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), pelo valor global de 110 mil euros.
Fernando Ruas, o autarca viseense, não avança, para já, o conceito e tipologia dos novos parques de estacionamento e a forma de gestão futura."Está tudo em aberto. O número de lugares e a relação custo benefício serão determinantes para decidirmos quem vai construir e em que condições", explicou.
O primeiro parque do género existente na cidade de Viseu, no subsolo do largo de Santa Cristina, foi construído no sistema de concepção/construção pelo grupo Sonae que ficou detentor da sua exploração por algumas décadas. A concessão transitou, algum tempo depois, para um operador espanhol.
Fernando Ruas afirmou que a construção dos novos aparcamentos para veículos, no centro histórico, não visa preparar o terreno para o encerramento definitivo daquela zona ao trânsito.
"Nunca se colocou essa condição. O que sempre dissemos é que deixarão de circular carros naquela zona, quando entrarem em actividade os veículos eléctricos e o funicular que vai ligar a Feira de S. Mateus à Sé".
texto de Teresa Cardoso in Jornal de Notícias (25-01-2008)