A Sé de Viseu foi algo que nós vivemos, usufruímos, comungámos, preservámos. E foi – e será - um cenário esplendoroso para todos nós quando nos abeirávamos das janelas das casas onde nascemos! E crescemos!!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Aristides de Sousa Mendes
Aristides de Sousa Mendes, GCC, (Cabanas de Viriato, 19 de Julho de 1885 — Lisboa, 3 de Abril de 1954) foi um diplomata português. Recusou-se a seguir as ordens do seu governo (o regime de Salazar) e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial. Aristides salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Foi o "Oskar Schindler português" (comparação pouco reconhecedora do facto de Aristides ter salvo um número muito superior de pessoas das de Schindler).
Foi baptizado Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches numa pequena aldeia do concelho do Carregal do Sal, no sul do distrito de Viseu. Aristides pertenceu a uma família aristocrática com terras, católica, conservadora e monárquica - (ele também católico e monárquico). Seu pai era membro do supremo tribunal.
Aristides instala-se em Lisboa em 1907 após a licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra, tal como o seu irmão gémeo. Ambos enveredaram pela carreira diplomática; Aristides ocupará deste modo diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora: Zanzibar, Brazil, Estados Unidos da América. Em 1929 é nomeado Cônsul-geral em Antuérpia, cargo que ocupa até 1938.
O seu empenho na promoção da imagem de Portugal não passa despercebido.
É condecorado por duas vezes por Leopoldo III, rei da Bélgica, tendo-o feito oficial da Ordem de Leopoldo e comendador da Ordem da Coroa, a mais alta condecoração belga.
Durante o periodo em que viveu na Bélgica, conviveu com personalidades ilustres, como o escritor Maurice Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura e o ciêntista Albert Einstein, Prémio Nobel da Fisica. Depois de quase dez anos de serviço na Bélgica, Salazar, presidente do Conselho de Ministros e ministro dos negócios estrangeiros, nomeia Sousa Mendes cônsul em Bordéus, França.
Em 1940, com 55 anos, ele aproxima-se do fim da sua carreira e é pai de catorze filhos, muitos deles fruto de relações extra-conjugais. Politicamente nunca se fez notar.
Em 1940, com 55 anos, ele aproxima-se do fim da sua carreira e é pai de catorze filhos, muitos deles fruto de relações extra-conjugais. Politicamente nunca se fez notar.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
“Cultura Judaica em Viseu”

A antiga Sinagoga de Viseu recebe, durante o colóquio, uma mostra dedicada à "Cultura Judaica em Viseu". Com a exposição, a comissão organizadora pretende "aguçar a curiosidade para um estudo metódico e aprofundado da temática".
A exposição reúne um conjunto de documentos do Arquivo Distrital de Viseu (ADV). O acervo do ADV inclui muitos documentos que permitem reconstituir a História e a Cultura Judaica em Viseu. Em 1992, o Arquivo elaborou um catálogo resultante de um primeiro levantamento realizado nos anos 70.
O Grupo de Missão, em conjunto com o Arquivo Distrital, analisou o catálogo e elaborou quatro painéis dedicados à "Comuna Judaica", "A Sinagoga", "As Famílias" e "As Profissões".
Samuel Usque, embora seja desconhecido por muitos portugueses, será a figura em destaque na exposição.
O escritor português, de origem judaica, nasceu em 1492 e sofreu as vicissitudes e perseguições de que foram alvo os judeus portugueses no período renascentista. A mostra na antiga Sinagoga irá exibir espécies bibliográficas da obra de Samuel Usque. A Biblioteca de Viseu possui, no seu Fundo Antigo, um exemplar raro da segunda edição da obra "Consolação às Tribulações de Israel", redigida em Ferrara, Itália, quando o escritor se encontrava exilado.
De acordo com Henrique Almeida, o livro vai ser exposto, com especiais cuidados de segurança, apenas durante o período de visita dos participantes do colóquio.
O historiador acredita que "muitas outras referências aos judeus em Viseu estarão ainda por desvendar".
Jornal do Centro, ed. 361, 13 de Fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Loja do Cidadão no Centro Histórico
O autarca viseense, Fernando Ruas, apresentou à comunicação social um edifício que pode vir a acolher a Loja do Cidadão no Centro Histórico da cidade. O prédio é propriedade dos Bombeiros Voluntários de Viseu e situa-se na Rua Dom Duarte com acesso, também, pela Rua do Comércio.
O edifício é dos Bombeiros Voluntários de Viseu mas o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, apresentou-o como uma "boa solução para a instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico".
"Seria dois em um, porque o edifício está livre e pode ser requalificado e o próprio secretário de Estado do Comércio sugeriu a colocação de uma Loja do Cidadão no Centro", lembra.
"Sei que nos estamos a meter onde não somos chamados, porque não é da nossa responsabilidade mas enquanto gestor eleito da cidade podemos sugerir e até nos assumimos como entidade facilitadora", garante o autarca.
O edifício, um antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Viseu, tem entrada pela Rua do Comércio e pela Rua Dom Duarte e, segundo o autarca, "é uma óptima solução, era um bom local". Património dos bombeiros não pode ser esquecido
Segundo o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Paulo Correia, "as propostas que vierem para aquele espaço, sejam elas quais forem, nunca podem apagar a memória dos bombeiros".
"Independentemente do que vier a instalar-se no edifício, tem de ficar sempre um marco dos bombeiros, mas é claro que estamos disponíveis para alugar, permuta ou mesmo direito de propriedade durante algum tempo, porque precisamos de dinheiro para a construção do novo quartel", explica Paulo Correia.
O responsável lembra que "o Conselho de Opinião quando foi criado foi, também, com o intuito de arranjar solução para o património".
"Pedimos no Conselho e temos passado a palavra a várias entidades, entre as quais a Câmara, numa reunião que tivemos, para que se descobrisse um interessado, público ou privado, para podermos rentabilizar o espaço", adianta.
Paulo Correia alerta, ainda, que "o edifício necessita de uma intervenção rápida, uma vez que o risco de queda é muito grande".
"Este imóvel está em degradação contínua e, em risco de cair com algum temporal mais forte", reconhece o responsável. Ainda assim, o presidente adianta que "já houve alguma intervenção no seu interior para diminuir esse risco mas, quanto mais depressa houver uma intervenção, melhor".
Paulo Correia não opina sobre a possível presença da Loja do Cidadão no imóvel mas deixa claro que "a cidade precisa muito dos bombeiros e os bombeiros da cidade e, nessa situação de dualidade, há que arranjar plataformas de ajuda, porque os bombeiros têm um projecto de um novo quartel a andar e precisam muito de ajuda".
Uma loja do cidadão para o centro histórico
Recorde-se que, no início de Dezembro, o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, esteve em Viseu, a visitar os lojistas de rua. Em conferência de imprensa assumiu que "são necessárias lojas âncoras nas ruas, como acontece no Chiado, em Lisboa, de forma a toda a zona beneficiar com isso".
"Podem ser criadas não só lojas âncora como, também, um serviço que atraia muita gente, como é o caso da Loja do Cidadão", acrescentou.
"Por exemplo, uma Loja do Cidadão no meio do comércio da rua é uma boa aposta para atrair pessoas e outras lojas comerciais e até fazer com que as que já lá estão se modernizem e, só assim, com pessoas, é que é possível lutar contra a crise", defendeu o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.
texto de Isabel Marques Nogueira
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
100 mil euros para o centro histórico
A Viseu Novo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) prepara-se para fazer uma intervenção de 100 mil euros na melhoria da área crítica da cidade.
O anúncio foi feito durante a cerimónia de assinatura do contrato de empreitada da "Melhoria das Acessibilidades na Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística de Viseu".
O presidente da SRU, e vice-presidente da Câmara de Viseu, Américo Nunes adiantou que foi feito um levantamento das barreiras arquitectónicas do centro histórico de Viseu, tendo sido identificados vários problemas.
Jornal do Centro, ed. 359, 30 de Janeiro de 2009
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